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Potakino lo patata (parte dois)

por Fátima Bento, em 31.07.15

Pois que esta minha análise já vem tarde, dizem vocês? E se vos contar que não me sinto capaz de a fazer sem voltar a ver o filme?

Depois daquela odisseia que aqui contei na primeira parte, quando começou o filme eu já estava mesmo cansada. À excitação (sim, que eu sou pior que os putos) de finalmente estar a ver um filme que aguardei durante um ror de tempo, juntou-se aquela imensa e desconfortável espera, pelo que, acho que quando o filme começou havia um ligeiro décalage entre a vista e o cérebro... eu via e o cérebro só registava depois... bem, 'verdade ou consequência', o facto é que, quando entrei em casa, a primeira coisa que disse foi " o filme é muito giro, mas os minions resultam mais em curtas de que em longas". 

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O que acabei por concluir, depois de matutar no assunto, é de que o filme torna-se vertiginoso, os gags sucedem-se, e nós, que ficámos acostumados a spots de 5 ou 10 minutos, temos dificuldade em assimilar 91 seguidos.

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E no fundo, no fundo, a historieta, que até é engraçada e tudo, é a última coisa que interessa, nós queremos é vê-los a fazer disparates a falar naquela língua que assenta no francês como uma luva, com umas palavras de português e outras de inglês a despontarem, mas com sotaque. Os pequenitos não desiludem.

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O final é aquela coisa que nos deixa com um sorriso nos lábios porque, é pá, faz sentido. Tooodo o sentido.

Se gostei? A-D-O-R-E-I.

Mas juro, tenho de ver outra vez, para desfrutar MESMO do filme.

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