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Que livro te dá arrepios?

por Fátima Bento, em 25.12.17

Durante a noite escutas barulhos estranhos vindos da sala. Será o Pai Natal? O melhor é não arriscar e escondeste debaixo dos lençóis. Que livro também te dá arrepios?

 

Bom, é mesmo difícil um livro me dar arrepios. MESMO.

Mas há uma história, por detrás de uma personagem de um dos livros que gosto da Anne Rice, Entrevista com o vampiro, a Claudia. Esta é uma criança transformada em vampiro por capricho, mas isso é o de menos. O que me arrepia é a história por detrás da história: a autora do livro tinha perdido uma filha da idade da personagem, e criou a mesma por forma a conferir imortalidade à filha que perdera.

 

Se isto não é creepy, o que é?

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Todos os dias, até ao 25 - inclusive! - a esta hora, eu e mais a Alexandra, a  Magda, a Just, a Azulmar, a Edite, a Sofia, a Sandra, e a Girl, fomos respondendo a 25 perguntas deste calendário de advento com livros... dou hoje oficialmente por terminado. Obrigado, meninas, foi um prazer!

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2 observações

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De João Sousa a 28.12.2017 às 00:33

Para mim, a época de ouro do “medo” na literatura foi a era vitoriana. Assim de repente, lembro-me de três contos escritos nesses anos que me conseguiram deixar um pouco… desconfortável ao lê-los no silêncio da noite. O Guarda-Cancelas de Charles Dickens é uma pequena história de fantasmas. Em O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman, o tema é a loucura que se vai apoderando de uma mulher fechada num quarto em convalescença de uma doença (se real ou imaginária, nunca é evidente). História da Velha Ama, de Elisabeth Gaskell, é outra história de fantasmas.


“Assustar” pela escrita é muito mais difícil do que “assustar” pelo cinema ou rádio. Num filme, pode-se recorrer a toda uma paleta de artifícios (ruídos, música, movimentos bruscos) que estão vedados ao escritor. Este só tem ao seu dispor duas ferramentas para criar a atmosfera: a linguagem e o ritmo - e não é qualquer um que tem o talento para os dominar.

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De Fátima Bento a 28.12.2017 às 17:31

Não existem muitos filmes que me arrepiem. O primeiro que me lembro de me fazer (em adulta) ficar de luz ligada até não conseguir ter as pálpebras abertas, foi o The ring (o primeiro). Agora que já vi mais alguns japoneses, estou praticamente "vacinada" mas naquela altura, fez clique.
De resto, é-me mais fácil sentir o suspense na leitura. É estranho,mas como já disse   e vou repetir quando falar do livro do ano, o meu sentido predominante é a visão, tendo chegado a ter memória fotográfica durante uns anos... depois a medicação que tive de tomar diminuiu a coisa... de qualquer modo e muito fácil pegar no livro e deixar de estar onde estou...
Daí que fiquei cheinha de vontade de ler os que referes. Vou iniciar a busca!
Obrigada pelas dicas 


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