Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Hora Mais Negra e o fabuloso Gary Oldman

por Fátima Bento, em 17.01.18

 Ontem fui ao cinema ver Darkest Hour/A hora mais negra.

 

DTCDg3FUQAYzvxD.jpg

 

Agora respondam-me: o que é que nos leva ao cinema a ver um filme do qual já sabemos o final antes de assentar o sim-senhor* na poltrona? Resposta: neste caso preciso, a performance do ator principal.

E que atuação!!!

Quanto ao filme em si pode ser fantástico, estupendo, mas é escuro (o que é obviamente intencional), com imensas cenas passadas no Quartel General de onde se geria a guerra, pelo que não ME é cinematograficamente apelativo. 

 

A história é História com maiúscula. E a história do filme pinta-me uma imagem de Churchill que tenho imensas reservas em que corresponda à verdade. Winston Churchill não era um ursinho de peluche com mão de ferro (e aqui até a mão não me parece de ferro). Joe Wright quis, ao compasso de um dos momentos mais negros da historia britânica (que se cruza com Dunkirk, outro filme com F maiúsculo deste ano), mostrar-nos o homem por detrás da figura histórica... a mim não me convenceu. Mais facilmente me convence a imagem do Primeiro Ministro na primeira temporada de The Crown, de que neste filme - certo, que na série ele é um pouco mais velho - aliás em Darkest Hour o senhor manifesta uma energia invejável...

 

Mas Oldman confirma a sua genialidade neste desempenho perfeito. Absolutamente perfeito. Estando a História mais ou menos ficcionada, Oldman estará, não duvido, a fazer muita gente perguntar-se porque não tinha ainda notado o portento que este fabuloso ator é.

 

Tendo sido nomeado para o Óscar por Tinker, Tailor, Soldier, Spy/A Toupeira em 2012, espera-se que no próximo dia 23 seja novamente anunciado e que dia 4 de Março suba as escadas e faça o discurso de agradecimento. Não surgem papéis desempenhados com tamanha perfeição muitas vezes, e está mais que na hora do ator ter o reconhecimento que merece.

 

Portanto para mim,

 

Darkest Hour é principalmente isto: Gary Oldman

 

inatacável numa perfeição tão absoluta quanto é artisticamente possível.

 

De qualquer forma ficaram-me gravadas do filme duas passagens fantásticas: a sua descida ao metro de Londres, para auscultar a população olhos nos olhos, e o encontro com o Rei George VI na casa de Churchill, que precede essa decisão. Esses são os dois momentos kodak que guardo do filme. E se não fora por mais nada, por eles valem a pena os 125 minutos de película.

 

Claro que só posso dizer, ide ver.

 

Nota: não conheço o suficiente da História Britânica para me pronunciar sobre a veracidade ou não deste perfil do estadista. A ser real, vira-me o que sempre pensei do avesso... e como diz o mesmo, quem não muda de ideias, não avança - mas ainda assim, precisaria de um pouco mais de informação para acreditar que este é o verdadeiro Winston Churchill.

 

 

*rabiosque,traseiro, o que lhe quiserem chamar

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sou pouco tolerante a fundamentalismos. A forma como a bandeira feminista está a ser empunhada embaraça-me um  bocadinho: do oito passamos ao oitenta, e nem se vê onde se colocam os pés, ignorando muitas vezes quem está por baixo dos mesmos...

 

Eu advogaria um pouco de bom senso, mas compreendo a forma da coisa funcionar: os pratos da balança estiveram de tal modo desequilibrados que só invertendo esse desequilibro a 180º será possível, no futuro, chegar realmente à igualdade - mais que merecida e há muito devida.

 

No entanto a efetivação da ideia (que até era boa...) de irem todas de negro à cerimónia dos Golden Globes resultou numa imensa falácia. E por mais de uma razão.

 

Penso eu que a ideia consistia em criar homogeneidade. Era dizer que mais importante que o que vestimos, é o que somos. Mas não: a passadeira vermelha não perdeu o glamour, nem o brilho das luzes, dos cristais e lantejoulas, esmeraldas e diamantes, e se por acaso se tiver falado menos de quem vestiu quem (do que vi da passadeira vermelha, o tema foi abordado da forma habitual), não há alminha que trabalhe em revistas/sites/fashion blogs que não  saibam de quem era cada um dos vestidos exibidos.

E que vestidos. Unanimidade só na cor...

Dos mais conservadores - e criticados por isso - aos mais ousados - e igualmente criticados por isso - viu-se de tudo. 

O esplendor do sex appeal na passadeira vermelha não foi - de todo! - "quebrado" pela unanimidade na cor.

 

O meu vestido é mais espantoso que o teu, espelho meu,espelho meu, e quejandas, estava lá tudo.

 

Amigas: se querem mesmo protestar, encham a passadeira de smokings.

 

Vão todas de smoking - e não há cortes. Mas é verdade, este não é ainda (e espero que a palavra ainda se encaixe aqui) o momento de nivelar os pratos da balança, por isso talvez seria melhor combinarem qualquer coisa como irem

 

TODAS de jeans e t-shirt com a impressão de um qualquer ashtag alusivo, como o #time'sup desta cerimónia.

 

Assim, sim, todas diferentes, todas iguais!

 

De resto a industria, em resposta a estes protestos e aos casos Weinstein e Spacey, soma e segue: Ridley Scott refilmou All The Money in The World, com Christopher Plummer em substituição do ator de House of Cards. Choveram aplausos pela iniciativa, feita em contra relógio, e que estreou nos EUA antes da data prevista que era 22 de dezembro, tendo sido a premiére exibida a 18.

 

photos_24050_1511142419_f7f6520dafd3cd4695abec127f

 

O que não se conta é que enquanto Mark Wahlberg recebeu, para refilmar as cenas em que contracena com Plummer,  um milhão e meio de dólares, Michelle Williams, co-star de Wahlberg recebeu um nadinha menos de MIL DÓLARES ($80/dia).

 

E isto é de tal forma revoltante que se torna mesmo inacreditável.

 

De modo que está claro que há tanto mas tanto a fazer! Mas a forma glamourosa adotada nos Globes não e de-fe-ni-ti-va-men-te a mais eficaz... nem de longe...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Lady Bird e a metáfora perfeita

por Fátima Bento, em 12.01.18

Já mencionei que vi o filme Lady Bird. E foi uma sorte (#sóquenemporisso) porque o filme só esteve em exibição no Almada Fórum uma semana.

 

Vou repetir: esteve em exibição UMA SEMANA.

 

Isto é quase inédito: filmes que estão a gerar baixa bilheteira mudam de horário, ficando às vezes com uma única sessão, ali entre as 18h e as 19h... mas não, o filme esteve lá uma semana, com as sessões todas e puff, desapareceu.

 

A trama gira em torno relação mãe filha (o pai tem lugar, mas é um papel quase tipo figura de corpo presente), segue os últimos tempos da adolescente antes de entrar na universidade, a cumplicidade e os choques naturais entre as duas mulheres, as divergências de opinião, o desejo da rapariga voar para longe e a vontade da mãe a manter perto do ninho. Aqui entra o pai e dá um empurrãozinho à coisa, sob forma de apoio a uma das duas (não, não vou fazer spoil, embora esteja convicta que não interessaria nada).

 

Ora eu para classificar este filme lembrei-me de uma ocorrência bastante embaraçosa, há coisa de uma ano atrás, numa (olha lá!) H&M. A loja em questão é grande, e eu andava a passear-me entre os cabides e afins. Ora eu sofro de síndroma do cólon irritável, e estava com uma valente crise de meteorismo que estava a tentar manter aconchegada dentro da imensa bola de basket que para todos os efeitos teria engolido, tal o volume do meu abdómen. 

 

Ora as roupas têm fibras. As fibras às vezes andam no ar e introduzem-se nos orifícios mais desprevenidos. E eu também tenho uma rinite. E houveram para ali fibras que se me enfiaram no nariz. E que fizeram comichão. 

Não duvido que terei coçado o nariz e pensado happy thoughts: unicórnios cor-de rosa, nuvens de algodão doce mas... não consegui evitar.

 

Espirrei.

 

E eis que a bola de basket gritou: 

 

Vamos a jogo!

 

e numa perfeita sincronia, o meu atchim foi acompanhado dum BRRRUMMMM que o abafafou por completo. 

 

Meus amores e minhas amoras: a loja tinha uma boa dezena de pessoas.

- parecia que tinham carregado no botão de pausa. 

 

Ato continuo, apanhei qualquer coisa que me tinha caído ao chão (#fazdeconta), e quando me levantei, fiquei semi agachada e segui entre os burros/charriots com os joelhos fletidos por forma a sair do lugar onde a eventual concentração odorífica estaria agrupada, sem que a minha cabeça se visse por cima do varão de onde pendiam os cabides. 

Imaginem a cena: lá vai ela... e atrás dela as moscas de cartaz nas mãos a dizer em letras gordas:

 

FOI ELA!

 

Chegada ao final da parede, endireitei-me muito direitinha, ergui o queixo e dirigi-me às escadas rolantes com cara de quéquefoi? Hãn?

 

Portanto foi com esta ideia que fiquei do filme: foi um valente peido. Com a vantagem de não deixar cheiro... o problema é que não atraiu nem as moscas...

 

F290-large.png

 

Decerto muita gente vai discordar - et vive la difference!!!!. Mas este eu não voltaria a ver nem com um cheque chorudo - e visado - na mão...

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

El-extraño-verano-de-Tom-Harvey-Mikel-Santiago-Po

 

Numa altura em que haverá muita gente que já vai no segundo ou terceiro, acabei ontem o primeiro livro do ano, El extraño verano de Tom Harvey de Mikel Santiago (A última noite em Tremore Beach, El Mal Camino) . Gosto mais de avaliar o autor de que os livros, e se Mikel me arrebatou no primeiro, voltou a fazê-lo no terceiro - e continua a ser-me difícil avaliar o segundo titulo. Li A Ultima Noite...  em português, e os seguintes em castelhano. Foi-me difícil adaptar à quantidade de calão que é despejado em (quase) cada frase, e penso que advém daí o meu grande ponto de interrogação a El Mal Camino... neste, fiquei com a ideia de que o calão surge mais natural - talvez essa impressão surja devido ao embate do segundo...

 

Fiquei com duas certezas: Mikel Santiago continua a ser um autor a seguir, e, caramba deve ter sido bastante dificil traduzir o seu primeiro livro!

 

De resto, em cinema vi The greatest Showman (ontem, pela segunda vez...), Coco, Suburbicon, Three Billbioards Outside Ebbing Missouri. Seguem-se Jogo de Alta Roda, este sábado, e A Hora Mais Negra, na próxima semana, ainda não sei o dia.

 

Com a carga de chatices que tenho andado a lidar, os cuidados com a alimentação andam meio esquecidos.

 

E para completar o ramalhete, tenho-me deitado mais cedo (para ler) e acordado igualmente mais cedo.

 

Voilá o update possível a 11 de Janeiro

Autoria e outros dados (tags, etc)

Guardei para ontem o filme mais desejado.

Por ser o primeiro dia útil do ano, por não ser filme para ver com o meu marido, que não gosta de musicais, porque pensei que podia ser a maior das entradas no grande écran neste meu novo ano.

 

E fui, cheia de esperança, ver o filme-espetáculo do momento

 

gs.JPG

Sinopse: o filho de um alfaiate, apaixonado desde sempre pela filha de um cliente do pai, tem o sonho de chegar mais longe, de proporcionar tudo à família, de ser "alguém". Dentro dele tem a capacidade de transformar problemas em desafios e os usar como trampolim. E como por acaso surge a ideia de criar um teatro de raridades, pessoas com peculiaridades as quais ele consegue ver além do óbvio. 

 

O filme tem AQUELA abertura. Segue com a apresentação da trama a uma velocidade e espetacularidade estonteantes, galgamos momentos a compasso da fabulosa banda sonora. Só não batemos palmas a compasso porque parece mal... mas marcamos o ritmo com palmadas nas pernas e batendo com os pés no chão a acompanhar. O espetáculo transborda do écran e somos envolvidos numa espiral de endorfinas e adrenalina, sendo transportados da sala de cinema para um teatro com um palco com 360º, onde tudo se desenrola à nossa volta, e envolve todos os nossos sentidos.

 

104918098-the-greatest-showman-DF-25877_r_rgb.1910

 

Esta foi a minha experiência - e o som ATMOS ampliou a grandiosidade e a facilidade com que me senti puxada do assento.

Não podia ter começado melhor 2018.

Alegria a rodos, esperança, e à falta de uma tradução à altura, belief

 

Recomendo vivamente.

Exceto a quem não gosta de musicais. Este filme é com-ple-ta-mente um. E dos melhores que já assisti.

 

The Biggest Showman é a evocação e homenagem ao nascimento do show bizz e conta a história de um visionário que veio do nada para criar um espetáculo que se transformou num sucesso a nível mundial.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O melhor filme que vi em 2017

por Fátima Bento, em 28.12.17

Este ano vi mesmo muitos filmes, o que é bom... e menos bom.

 

O bom é que todos os filmes que vemos nos enriquecem. O mal é que entre os que vi em cinema (pelo menos uma vez por semana) e os vistos em streaming ultrapassei 150 vistos nos últimos 365 dias (não, não estou a exagerar) o que faz com que não me lembre, assim lembrar mesmo, de mais de 20%, e se calhar já estou a forçar um nadinha...

 

Por isso quando o sapo me perguntou qual foi o melhor filme que viste em 2017, balancei um bocadinho sobre a forma que usaria para descrever o melhor do ano. E optei por começar destacando três filmes:

 

Blade Runner 2049

 

O filme que me fez tremer nas bases, e que me levou ao cinema um bocadinho agoniada, por medo daquilo que (tinha a certeza de que não) ia encontrar. Ledo engano. O filme está tão perfeito quanto possível, e tenciono voltar a vê-lo.

 

La la land

 

Que se lixem os que não gostam de musicais, os que acham que o filme falhou na pretensa homenagem aos gloriosos anos 40/50 de Hollywood, que se lixem os que acharam o filme lamechas: eu gostei. Gostei muito. E não preciso de encontrar razões para isso. Ponto.

 

A man called Ove

 

Foi candidato ao óscar de melhor filme estrangeiro (e ao de melhor caracterização), e vi-o logo depois de ler o livro. Está fidelíssimo e é a maior das ternuras. Chegou ao nosso país quase com dois anos de atraso, mas isso não interessa nada. Ganhou uma posição segura e confortável cá dentro.

 

E se tivesse de escolher um destes três filmes para filme do ano, seria o primeiro. Mas não o vou fazer.

 

E por isso, esqueçam o que escrevi atrás.

 

Agora imaginem-se na Borgonha, numa quinta vinícola que três filhos acabam de herdar. Não falta aquele que achava que o pai não gostava dele e era demasiado exigente e tirano, uma rapariga - que por ser rapariga não seria a primeira escolha do pai para continuar o negócio, e o filho mais novo, casado com a filha de um magnata do vinho da região pretensioso até à medula. 

Não falta nenhum destes lugares comuns, e no entanto, o filme é tão mais que isto!

É uma viagem à infância, polvilhado de flash backs curtos e deliciosos, sem explicações, perfeitamente dispensáveis; é um perpetuar de pequenas cumplicidades que não se perdem no tempo. É o saber feito de esforço, é a terra que se vive como se a respirassem, lhes corresse nas veias, como se fizesse parte do próprio ser

 

Ce qui nous lie/Aquilo que nos une foi, sem qualquer dúvida, o melhor filme que vi este ano

 

- o que mexeu com os meus cinco sentidos (é obra!) e que vou querer repetir mal o encontre em streaming ou no clube de vídeo.

Tão, mas TÃO BOM!

 

 

cequinouslie.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Até já!

por Fátima Bento, em 06.10.17

bea10760982b3d3ddab7c5809079e03e.jpg

 

 

Ainda tenciono aqui voltar hoje, mas não queria deixar de vos dar um alô. E de explicar: com tantas mudanças de temperatura vim da comemoração de aniversário aflita da sinusite e tenho estado um nadinha under the weather, por isso não tenho ainda respondido às perguntas... mas hoje ainda venho contar o capitulo seguinte da viagem, desta feita, o regresso.

 

Agora que já alimentei e mimei os 5 renhaus, já tomei qualquer coisa para a crise de sinusite, já ingeri o pequeno almoço - está tudo fora de ordem - vou amanhar-me para ir ao ao cinema (e buscar café). 

 

Por isso meus queridos e minhas queridas...

 

... até logo!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estou (quase) apavorada

por Fátima Bento, em 05.10.17

Amanhã vou ver isto:

 

blade.jpg

 

Vou passar 163 minutos dentro de uma sala de cinema para ver o que antecipo como um gigantesco FLOP. Não havia necessidade de ressuscitar um filme de culto com outras vestes. Não havia.

 

Fui - coisa que nunca faço, mas preciso de acalmar a ansiedade - ler criticas sobro o filme; estas, curiosamente, deram-me alguma esperança: diz que é um filme que (até) faz pensar. Que aborda a Inteligencia Artificial de forma algo filosófica.

 

Bom, eu vou. Felizmente já não vejo o original  há praí 'ma década, pelo que não me lembro de quase nada... e não o quis voltar a ver.

 

Depois conto o que achei.

 

Mas juro que não vou tranquila. A correr mal, só ao pontapé, cabeçada e uma ou duas facadas rentinhas a orgãos vitais, que não quero que o realizador vá desta para melhor...

 

 - cliquem na foto para ver o trailer-

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mother mia!

por Fátima Bento, em 29.09.17

cartaz.jpg

 

Hoje fui ver Mother!, porque quis formar a minha própria opinião. Tanta gente a dizer mal, alguns (diz que) a dizer bem - não li ninguém que dissesse bem, mas gostava - e como não gosto que tenham opinião por mim, fui.

 

Bom, para começo de conversa, não consigo classificar o filme. Não há rótulo que se lhe cole... terror? Ná, tem uma cena Yuck ou duas, mas não é terror; thriller? Talvez um pouco mas ainda assim... não lhe ponho etiqueta.

 

mother 1.jpg

 

Pelo inicio do filme antecipei o final e o core da história . Acho que não é difícil. E é fantástico o trabalho da câmara, ao incidir sobre Jennifer Lawrence quase todo o tempo, porque ela é, de facto, o pilar da história. Todos os outros personagens são acessórios, e no final entendemos porquê - e que ninguém é insubstituível....

 

Nunca, repito, NUNCA vi um filme como este. E isto não é uma opinião nem positiva nem negativa. Isto é uma afirmação.

 

mother desenho.jpg

 

Darren Aronfsky venda-nos e roda-nos um sem número de vezes sobre nós próprios, antes de nos pôr a caminhar sobre um arame esticado a uma altura descomunal. Às paginas tantas estamos completamente perdidos, e se o cérebro tenta fazer sentido do que vê, a mente cede e desiste de todo. A trama numa espiral em crescendo, numa velocidade cada vez mais acelerada deixa-nos sem conseguir ligar frases no cogito. Tudo deixa de fazer sentido até que PUFF volta a fazer, e acaba.

 

Saí de lá com a cabeça a rodar. Tentar fazer sentido... o meu filho perguntou-me quando cheguei a casa: qual a mensagem do filme? Eu consegui responder, o narcisismo, a cultura do ego e até onde se vai pela adulação. Mas tenho a certeza que esta NÃO é a RESPOSTA CERTA, provavelmente esta não existirá.

 

mother barden.jpg

 

Não me tenho em conta de ser uma pessoa curta das ideias, mas saí a sentir-me estúpida. A sentir que a confusão que o ponto alto do filme é não faz qualquer sentido . e SEI que a ideia é mesmo essa, mas não entendo, palavra, o porquê. O porquê de investir numa história assim, contada daquela forma completamente louca - com direito a internamento.

 

Mother! pode ser um grande filme. Ou não. Mas não é, repito, NÃO É uma porcaria a que se dê uma estrela.

 

mother.jpg

 (este é, mesmo, o meu poster favorito)

 

E sei que vai andar a passear-se na minha memória durante algum tempo*...

 

 

* ...e garanto que existem coisas muito mais agradáveis para ocupar o seu espaço no meu disco rígido. Mas não o vou conseguir apagar tão já.

 

P.S: palpita-me que ainda volto a falar no assunto... estou a escrever e os pensamentos a dar reviravoltas parecem peças de puzzle com hipóteses de encaixar...

 

fotos daqui

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Fui ver 'IT'

por Fátima Bento, em 21.09.17

Como às vezes tenho a mania das corridas, fui ver o IT no dia em que estreou. 

Pois que diziam que era o filme (de terror) mais esperado do ano...

 

Ahn-ahn... 

 

Bom, para encurtar a história, foi a primeira vez que quando as luzes se acenderam no intervalo, saí e fui à cafeteria... beber um café. Até pus uma foto no Instagram nesse mesmo dia:

 

it.JPG

 

É que mal conseguia ter os olhos abertos! 

OK, dou de barato que não fiz o mesmo aquando do The Black Tower muito provávelmente porque estava acompanhada, e duas ou três palavras espevitam as orelhas. Mas naquele dia nem bateria no telemóvel tinha!

 

A segunda parte animou um bocadinho... mas é pá, eu até estou disposta a admitir que

não são os blockbusters, sou eu.

Com os livros está a passar-se uma situação similar: ando sem paciência para ler/ver, um amachuca-e-deita fora. Ou vale a pena ou quero o meu tempo de volta; não, não quero o dinheiro de volta:

 

- é mesmo o tempo.

 

A industria de Hollywood parece-me estar a esbracejar para não afundar - já o Colbert na abertura dos Emmys disse que ali naquela sala estavam mais pessoas que as que tinham ido ao cinema este ano (nos EUA) - e para salvar a industria em causa, os Estúdios atiram-se a fórmulas datadas - senhores, inspirem-se nas que estão a ser usadas para TV, se tal for necessário! 

 

Estreia uma coisa como o filme assente na obra de Stephen King que em 1990 deu insónias a muito boa gente, e fez outros tantos nunca mais olhar para um palhaço como até então e...

 

... e, é pá, o que eu vi foi assim uma espécie de versão muito light da obra do King a meias com uma piscadela de olho aos fãs de Stanger Things inclusive com um dos papeis principais a ser desempenhado por Finn Wolfhard... e acaba com o slide Capitulo 1, o que quer dizer que o segundo capitulo eventualmente agarrará a trama no momento em que a série de 90 o fez. Com os meninos já crescidos, a acabar de vez com o palhaço demoniaco.

 

Não tenho pachorra. Vou ver um filme, não vou ver uma manta de retalhos de coisas que poderão agarrar público de X, mais o de Y, quiça de o público de Z.

 

Ó pá, assim não dá.

 

(e apontuação no IMDB diz que eu estou errada e colocar o palhaço Pennywise a braços com um elenco infato-juvenil é uma GRANDE ideia... temos pena)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor




Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Instagramem-me:





bloglovin1.jpg

 


Sigam-me aqui: