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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

16
Mar20

E agora é (também) assim

- sendo que, também vou continuar/voltar a escrever aqui

Fátima Bento

covid-19.jpg

 

E pronto. Estamos em confinamento (ou isolamento?), eu e o meu filho, acompanhados das duas crianças: o Ippo e a Piccolina. Esperamos que o Victor venha para casa ainda esta semana, provavelmente em regime de tele trabalho (que é para comer a net todinha!). 

 

Vai daí, criei um novo blogue, Entre quatro paredes, que não é mais que um diário dos dias por aqui. Vou voltar/continuar a escrever aqui, mas sobre o vírus, é lá que falo. Deêm lá um pulo, se gostarem sigam, the works. O primeiro post já lá está, e ainda hoje vou escrever outro.

 

Passem por lá e deixem comentário!

 

Obrigada!

 

- estou de volta, babes!!!!  

14
Fev20

Hoje é dia dos namorados!

(ó pamordasantinha...)

Fátima Bento

valentine-candy-hearts-conversation-sweet-37532.jp

 

Hoje é aquele dia em que se fala da violência do namoro, se oferecem flores, ou um presente mais cuidadosamente escolhido, e se vai jantar fora. Isto se a reserva tiver sido feita há um mês atrás, caso contrário:

  •  vos espera um não redondinho;
  • uma fila de dar volta ao quarteirão - o que reduz a probabilidade de chegar à porta ainda à hora de poder usufruir de uma refeição, e aumenta as dores dos pés, seus ou da sua acompanhante já que o 14 de fevereiro é também, dia do salto alto, aliás como todos sabemos;
  • acaba num local tipo Time Out Market (tããããão romantico! #sóquenão), ou numa superfície comercial  a abarrotar de gente que não fez reserva em lado nenhum.
  • ainda há a hipótese de acabar num espaço tipo Zé do Cozido, ou Cantinho da Maria - ainda assim, se tiverem mesa. Ah pois é!

 

O Dia de S. Valentim é lindo, não é?

Ó se!

 

- um grandessíssimo pincel, é o que é. Por aqui nunca celebrámos, e hoje estamos em frente da TV a comer sopinha e a ver snooker. E estamos a divertir-nos de certeza mais que os casais que resolveram sair. Excluindo os que foram ver o Bruno Nogueira, claro. Mas a exceção confirma a regra, segundo se diz...

 

29
Jan20

O Expresso da Meia Noite e a arrogância bolorenta de João Soares

Fátima Bento

expresso.jpg

foto: SIC

Na passada sexta-feira, assisti ao Expresso da Meia Noite, coisa que é quase habitual. E ainda estou um bocadinho estarrecida com o que para ali se passou. Passo a citar o dr. João Soares, por forma a fazer-me entender por todos vós - ou pelo menos assim espero. O tema, claro, foi o Angolaleaks.

 

"A tradição da formação soviética - estes tipos quase todos tiveram formação soviética incluindo o João Lourenço - e há uma tradição daquilo a que eu chamo a cabidela: é aquele universo soviético em que quando as coisas correm mal, há sempre um sanguezito..." (sic)

 

... e galhofa total no estúdio. Fica a dúvida: será que aquela gente sabe que está a participar num programa de informação?

 

"Eu não tenho nenhum encarniçamento pessoal em relação a ninguém, eu conheci o pai da dra Isabel dos Santos, só tenho pena de não a ter conhecido antes de ela ficar tão gorduchita, ela é capaz de ter sido uma mulher bonita..."(sic)

 

João Soares.jpg

foto: SIC

... acompanhado do riso cúmplice de Nicolau Santos, fazendo vir à memória aqueles velhos que veem uma miúda gira e começam a babar-se convulsivamente, desatando numa algaraviada de fazia e acontecia de quem já só faz e acontece na sua imaginação.

 

Mas esta afirmação é de uma veleidade, falta de educação, misógenia, PRECONCEITO com maiúsculas (pronto, deselegante, poderia concordar o visado e acabou a conversa), que me deixou uns bons minutos de queixo caído tendo apenas rodado a cabeça a 90º para confirmar se o homem-da-casa tinha ouvido o mesmo que eu.

 

E o que tenho a dizer é isto: na primeira parte da frase, em que diz "(...)só tenho pena de não a ter conhecido antes de ela ficar tão gorduchita(...)",  cheira ali a uma feudalidade que se metamorfoseia em colonialismo puro e duro. No entanto, a primeira coisa que me passou na cabeça foi... mas ele pensa que se a tivesse conhecido antes, ela ia cair redonda sob o seu charme e poder de sedução (#sóquenão)? É que nem vale a pena dizer mais nada.

 

Vamos dividir a frase em duas partes e comecemos pela segunda: é capaz de ter sido uma mulher bonita. A minha opinião, que vale o que vale, é que ela É uma mulher bonita. Não é isso que menoriza o facto dela ser uma ladra de primeira categoria, mas é bonita. 

 

E depois quais é a razão que leva João Soares a achar que ela é capaz de ter sido, mas já não é? Simples: "(...) antes de ela ficar tão gorduchita (...)

 

Não, agora é que não digo mais nada. O Dr. João Soares entrou no buraco sozinho e de vontade própria. Amanhe-se.

 

Amanhe-se com as barbaridades que saem daquela boca e com a arrogância que lhe é tão própria, notória, e enraízada.

 

E eu agora vou à minha vida. Na sexta feira disse que ia fazer um post visceral sobre o assunto:

Missão cumprida.

(já me sinto mais levezinha...)

 

22
Jan20

Cosmética bio, vegan e afins

Coisas que me encanitam - 2020 #1

Fátima Bento

vegan.jpeg

 

Agora não há marca que não tenha uma linha Bio, já para não falar daquelas marcas que surgiram agora, quais cogumelos, puramente Bio - a apostar que grande parte pertence a um grande laboratório com outro nome, já batido, e que de Bio (até agora, pelo menos) não tem nada?

 

E champôs, geles de duche, leites corporais, cremes de mãos e pés, mais bálsamos labiais, tudo Bio ou Vegan? Há-os em muitos espaços - onde vejo mais é no Celeiro, já que não vou aos outros - e já começo a ver no hipermercado...

 

Então vamos lá pensar todos juntos:

     1. Cruelty free

Esta é a situação que mais me dói. Física e psicologicamente. Mas ajudem-me: para chegarmos a este carimbo, quantos animais foram sacrificados das mais hediondas formas? Agora, só comprar cosméticos cruelty free, deixa-vos com a consciência mais leve? A mim não, não consigo deixar de pensar no que foi preciso para chegar aqui. E acho, honestamente, que devo usar a palavra alegadamente antes de "chegar aqui"...

 

      2. Bio e Vegan

Em boa verdade, não sei o que é um cosmético vegan. Sei que o veganismo é o vegetarianismo levado ao extremo, portanto, se calhar até estou mal informada. Vejo às vezes em embalagens "suited for vegan" ou "adequado a vegetarianos"... presumo que sejam à base de plantas e/ou legumes, não tenham corantes, conservantes, nem aromas artificiais, e se assim é, deverão ter um prazo de validade curto, só pode. 

Mas admito, sou cética até no que aos alimentos diz respeito. Enquanto deparar com hortas biológicas junto a autoestradas, tenham santa paciência. Há, de facto pequenas e resguardadas hortas que produzem vegetais bio, e que vendem a pequenas mercearias igualmente bio. Há. Mas vamos nós adivinhar quais os verdadeiros e quais são os outros...

Voltando ao tema incial: 

Ser bio, cosméticamente falando

  • é não usar maquilhagem;
  • lavar o rosto com água e sabonete de glicerina, e hidratar com lanolina, ou similar;
  • lavar o corpo com o mesmo sabonete, e hidratar com óleo de amêndoas doces;
  • o cabelo deve ser lavado com sabão azul e branco, usar azeite como condicionador ou máscara (consoante o tempo de exposição) - também pode usar o óleo de amêndoas doces para o efeito - enxaguando com água em abundância ;
  • para os pés, mãos, lábios: vaselina.

 

Resumindo:

Não compliquem. Não gastem pequenas fortunas em produtos que, alegadamente, são bio, ou vegan. A natureza tem e dá! Podem, inclusive, aprender a fazer os vossos cosméticos!

#Besmart!

 

(eu, que não sou hipócrita, tenho de admitir: uso a linha Slow Age da Vichy, e o leite 3 em 1 mais  agua micelar da mesma marca; nunca procurei simbolos que me digam se é cruelty free, ou o que for. Assumo.)

 

19
Jan20

Balanço de 2019

(aergh!!!)

Fátima Bento

pexels-photo-1172687.jpeg

 

Essa foto acima é quanto basta como balanço do ano.

- dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, não é?

 

Mas pronto, eu elaboro um pouco... nem tudo foi mau. Em finais de Fevereiro fui passar uns dias à Ericeira (sob risco de não responder por mim se não me afastasse de casa), que foram tão fantásticos que passei os meses seguintes a falar nisso. O que levou a que, no meu aniversário, o meu maído fosse conhecer a coisa. E voltou (quase) tão in love pelo espaço como eu. E na véspera, ainda assistimos ao concerto do Bublé na Altice Arena. 

 

E...  ka - put.

 

No resto do ano foi a foto acima. Desde a saúde ao pior Natal de que há memória (imaginem o pior: já imaginaram? agora elevem a 99: foi muito pior!), não faltou nada. Na semana do Natal ao Ano Novo, passei três ou quatro dias "em estado de choque" - esse ano ofereceu-me mais alturas em que fiquei assim, por isso já não era novidade... - mas depois tratámos de atirar para trás das costas, e eu e o maído fomos às compras para o revilhão... que foi très bon, indeed.

 

Entrei o ano empanada, não mexe não respira - havia alturas em que saía da cozinha e quando chegava à sala já não podia com as dores: e eu não vivo num palácio de comprimento incontável!

 

Até que há uma semana atrás o meu médico decidiu que isto já dura há demasiado tempo, e zás, levei uma pica de Tramal e mais uma de uma coisa para contornar os enjoos que parece que o primeiro provoca. Levou 45 minutos a fazer efeito, mas quando fez, fez. E deixou-me c'uma moca... felizmente só dei por isso quando tranquei o carro e entrei em casa. Além disso, receitou-me um santo comprimido que me tirou todas as dores. Reação?

 

Screenshot_20200119_165148.jpg

 

Portanto, diria que noves fora zero (a primeira quinzena), 2020 está a portar-se lindamente!

Que assim continue, que 'ma 'ssoa não aguenta dois 2019....

 

18
Dez19

Atualização e mimimis

Fátima Bento

coffee-cup-books-home.jpg

 

Tenho estado aqui confinada ao triângulo quarto-sofá-cozinha (e casa de banho). Tipo uma vez por semana arrisco sair de casa, e no inicio aproveitava para fazer tudo o que tinha ficado em espera. Resultado: (pelo menos) dois dias sentada com as costas muito direitas, em frente à tv, e ainda assim com dores. Então ontem saí: fui ao cinema aqui ao pé (os Nos não estão a exibir o Last Christmas), fui à Tiger, e vim para casa. Não há cá grandes fugas.

 

Na sexta fui ao médico e queixei-me de ter dores, não da ciática, que essa agora só dá o ar de sua graça muito de vez em quando, mas na lombar, provocadas pelas duas hérnias. E ele perguntou: há quanto tempo? E eu estalei os dedos e disse pfff...! Então porque é que não vieste mas cedo? e eu, sei lá, às vezes acho que se calhar sou eu que sou maricas... e ele Ou dói ou não dói. Dói? e eu, dói. Pronto, vês como é fácil?

Carrega nos analgésicos.

Se deixou de doer? Não. Mas agora aguento um pouco mais, se tiver, por exemplo, de ir ao hipermercado - mas levo um carrinho, para fazer as vezes de andarilho...

 

A sério, em meia dúzia de meses fiquei assim, com a coluna lixada - lixada já estava, desde que o pai cá esteve em casa, mas agora deu o grito do ipiranga, e mexo-me menos que a minha sogra, que tem 79 anos.

Isto influi em tudo, ou quase. Consigo fazer o jantar, mas mexemos os tachos a meias, que eu não consigo estar muito tempo em pé junto do fogão. Faço bolos - o último fiz sozinha, para estrear a nova batedeira (não sei porque é que lhe chamam robot...), daquelas só com um braço móvel, de resto é tudo a dois.

 

E tem sido assim. Durante o dia vejo filmes de Natal que tenho gravado no Fox Life, uma ou duas séries, e Netflix - agora estou a ver The Good Witch, a temporada que estreou no dia 15. E leio. Leio muito.

 

- Agora para ser mesmo piegas: o telefone serve para ir jogando. Mensagens só do marido ou do filho. Telefonemas idem - de longe em longe, da Inês - sempre, felizmente com os dois gatos ao colo e ao lado, e ao fim da tarde deixo de estar sozinha porque chega o Victor. Podia ser pior, muito pior. Mas também podia ser melhor, não era?

Enfim.

 

Estes dias são para fazer a árvore, e embrulhar os presentes... a ver, a ver. No Natal vem cá o resto da família (são só mais três) e esperamos que corra tudo lindamente. Vamos ver 

 

B'jinhos natalicios para todos 

 

P.S: quanto à troca de postais de Natal, seriamos só cinco, pelo que deixei cair. No ano passado fomos 13, e este ano poderiamos ter sido muitos mais, se eu não tivesse deixado de escrever aqui regularmente... às inscritas, o meu pedido de desculpas.

 

19
Nov19

Os postais de Natal voltaram - versão 2019

Fátima Bento

joy3.jpeg

 

Depois de muitas voltas à procura de uma imagem de um envelope natalício, acabei por sucumbir a esta imagem. É Natal e é amor, e afinal é nisso que nos focamos quando preparamos a troca, não é?

 

Pois que hoje é dia 19 de Novembro, e penso que chegou a altura de começarmos a pensar no assunto, não concordam?

 

Penso que no ano passado todos nós nos divertimos a fazer (ou a comprar) cartões, e a enviar para o amigo-secreto-dos-postais-de-Natal, não foi? Então, vamos lá começar a pensar se fazemos ou compramos, mas acima de tudo, vamos inscrever-nos, sim?

 

E como é que me inscrevo na troca de postais?

 

Simples! Comece por deixar um comentário a dizer que quer participar - ou voltar a fazê-lo.

 

Depois, envie um email para mim, fatima_bento@sapo.pt com Natal no assunto, contendo o seu nome, o nome do seu blogue, e o seu endereço (que só será partilhado com quem lhe enviar o seu cartão). Tal como no ano passado, podem inscrever-se com o endereço do trabalho, de uma amiga, da cabeleireira, de quem quiserem! Só convém ser um local onde o postal chegue quentinho às suas mãos!

 

Fundamentalmente é isto. Quaisquer duvidas, é só usarem a caixa de comentários, sim?

 

14
Nov19

Dia de ir ao cinema sozinha (háquanos!!!)

Fátima Bento

pop corn.jpeg

 

Há que tempos que não ia ao cinema sozinha! Podia ter escolhido melhor? Podia. O último que vi foi o FANTABULÁSTICO JOKER, com o marido, e desta vez quis ir satisfazer uma curiosidade, embora tivesse, decerto, feito melhor se tivera ido ver o último do Woody Allen, por exemplo, mas prontx.

 

Quis ir ver um filme de uma cineasta nova, Alice Waddington, que me tinha levantado uma desconfiança das positivas, e fui ver Paradise Hills. A sinopse promete, a realização é muito razoável, o guarda roupa da Milla Jovovich, um poema! E o argumento... ploffff, estão a ver? Aquele final é um destes contra censos que até dói. A gente fica a vê-la a correr toda feliz, e pensamos: mas onde é que a idiota pensa que vai? Da fuck... se a ideia era por-nos a dar corda aos miolos, megafail, nem vale a pena tentar, aquilo só lá vai dando à corda no sentido inverso, e mesmo assim, chegamos sempre à mesma conclusão: faltou ali raciocínio lógico.

 

paradise.jpg

É um filme bonito - quase, que as fatiotas das alegadas "raparigas rebeldes", mamma mia... - mas a cenografia é francamente cuidada, e a cinematografia tem fotogramas que nos ficam na retina.

 

Resumindo: esperem pelo streaming, e nos entretantos, ide ao cinema, que estão em exibição alguns filmes que (me parece que) valem a pena ver em grande!

 

12
Nov19

Fénix

Fátima Bento

top.jpeg

 

Já não venho aqui há uns tempos - aliás não tenho sequer ligado o pc - e não está a ser fácil pegar. Acho que tenho o motor gripado...

 

Bom para quem sabe e quem não sabe, a minha vida foi enfiada dentro da máquina da roupa, que avariou na centrifugação. O período mesmo mau foi há dois meses, mas podia ter sido ontem. Consegui arrastar-me para fora, ensopada, mas o tempo vai ajudando a secar estas coisas - pelo menos a roupa, o resto demora um pouco mais.

 

E agora, dizem vocês, lá vem ela com os queixumes e dizer que tem estado deprimida, e o costume....

 

Pois que (momento bate o pé),

 - primeiros: como aqui o blogue é meu, digo o que quiser, se quiser, e mái nada;

 - segundos: não o vou fazer. Independentemente de ter estado, ou não, deprimida, já chega que queixas, mimimis e conversa sobre maleitas várias. A vida não espera por nós e quando nos lamentamos muito, a mais das vezes, esta fica ao ralenti (googlem se for preciso...)

 

Por isso vamos lá a isto que para a frente é que é caminho. 

 

Coisas boas:

- tenho um estúdio! Ainda é um work in progress mas tem uma secretária grande, com mesa de luz (o que quer dizer que provavelmente vou pelo menos tentar desenhar outra vez. E o pc usa-se aqui, a sala servirá para outras coisas.

 

- o Ippo e a Piccolina estão ótimos, descobriram o que é brincar - a mais velha nunca tinha tido oportunidade, já que a Mia nem a deixava chegar perto; então primeiro estranhou, mas agora já provoca o Ippo, que tem pilhas Duracell, passo a publicidade.

 

- eu e o Victor passamos mais tempo na cozinha, e começámos a aventurar-nos no mundo da doçaria. Como neste momento a minha batedeira não tem apoio, ele é excelente para pegar nela e mexer as massas... mas a serio, é um sous chef e peras (pun intended)! Este Natal vamos fazer biscoitos, que é uma novidade total para ambos...

 

E por falar em Natal, lembram-se da troca de cartões de Natal 2018? Estou quase quase a abrir as hostes para 2019. Vamos atirar para dia quinze o post de lançamento?

 

E pronto. Por aqui estou e por aqui vou estar. Ainda pensei criar um blogue novo, mas depois pensei: para quê? Fico neste espaço, porque EU posso!

 

05
Out19

Vinte e quatro quilates

Fátima Bento

Há quase cinco anos atrás, a 2 de Fevereiro de 2014, fui à (na altura) Meo Arena ver Michael Bublé ao vivo pela primeira vez. Se quiserem podem ler o que escrevi aqui, qual fã deslumbrada e apatetada com o profissionalismo, o carisma, o tudo de Bublé.

 

E este ano regressei, com mais uns quantos concertos de jazz vistos, não tão virgem tonta como em 2014. E sem saber o que esperar. O titulo do concerto, An evening with Michael Bublé criava a expetativa de algum intimismo, mas como a (agora) Altice Arena leva quinze mil pessoas, parecia impossível conseguir tal feito. 

 

IMG_20191002_131907.jpg

 

A noite abriu com "Feeling Good", e estava lançado o desafio a que o cantor se tinha proposto.

 

cut.jpg

 

E o espetáculo foi-se desenrolando com tantas musicas que conhecemos, com o profissionalismo do costume, e algumas falhas quase indetetáveis em termos de som,  prontamente corrigidas.

Também teve direito a canções que (pelo menos eu) não conheço, tocadas no segundo palco, em que ficou patente a alegria do cantor, e o prazer por as interpretar.

 

IMG_20191005_111024.jpg

 

De regresso ao palco principal, cantou Forever More, limpou a emoção do rosto, e depois sentou-se nos degraus e falou connosco. E esquece-mo-nos que éramos tantos, e sentimos que estávamos sentados numa pequena sala, a conversar, melhor, a escutar a assunção das dores e o lado tão humano do profissional. E ali, naquele momento ele conseguiu o inimaginável: era cada um de nós, e ele, só. E quando falou do filho mais velho, limitou-se a pedir a continuação das orações de toda a gente que já as fez. E chorou.

 

E porque the show must go on, este continuou. E não faltou Everything, cantado em coro pelos quinze mil presentes.

 

Houve um encore, e só não pedimos mais pela noção da entrega, e do seu direito ao devido descanso.

 

IMG_20191005_110659.jpg

 

Foi sem duvida um concerto que não se esquece. Muito diferente e mais maduro de que o primeiro, Com qualidade à prova de bala. Os 24 K mais puros que é possível ser e dar.

 

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