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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Podem fugir mas não 'O' podem esconder... pelo menos durante todo o tempo que gostariam...

«O presidente da Federação das Associações de Dadores de Sangue (FAS) denunciou esta quinta-feira que "há gente com fome que quer mas não consegue dar sangue, porque tem as hemoglobinas em baixo, por não comer o que devia", avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.»

Já ouviu falar em fome?

Sério?

Para ler o resto da notícia, clique aqui...

Proposta bastante decente - quem aceita?

Para quem não sabe, tenho o espírito de fada do lar de uma alforreca

Sério.

Não gosto das lides domésticas, porque sim. Ou talvez seja caso para dizer, porque não.

Eu sei que as coisas têm de ser feitas. Sim, eu sei. Eu sei que a roupa tem de ser lavada, passada a ferro, a casa limpa, as refeições preparadas, yada, yada - mas não quer dizer que tenho de gostar pois não?

Não, não tem.

Por isso há que encontrar estratégias de 'dar a volta à coisa', e toda a gente sabe que 'no simplificar está o ganho', e no prever e preparar também.

Ok.

E se vos propusesse um desafio, assim daqueles que nos ajudam a simplificar e... gastar menos?

A ideia é simplificar por forma a ter menos trabalho com o raio a bendita da casa, com o extra de gastar o mínimo possível maximizando o que temos em casa. Vamos fazê-lo durante o mês de Abril? 

Onde é que o simplificar e o gastar menos se cruzam?

Eu explico.

- mas não é agora.

Mais logo... e vou deixar uma lista de tpc para o final da semana. Serão três dias para preparar o mês zero.

Vai ser (esperançosamente) divertido, e dará (esperançosamente) frutos.

Inté mais loguinho, que vou ao hiper antes que comece a chover.

Bisous.

Quando dois e dois podem mesmo ser cinco...

Eu não falo de politica no blogue. Não quero falar de politica no blogue. Fui clara?

A politica enquanto partidarismo não mora aqui.

Mas estou nitidamente afetada.

Jurei que não ia falar sobre a história do jornal de domingo da RTP1, por não ter visto a entrevista - que jurei não ir ver porque abomino o comentador entrevistado, e não sou particularmente fã de José Rodrigues dos Santos (enquanto jornalista não existe nenhuma razão concreta, tirando aquele piscar de olho para a câmara quando se despede, e que dá direito a pesadelos).

E depois entra o Mário Crespo ontem à conversa, e  enaltece o trabalho do jornalista do canal um.

Pasmo, que o que me parece do que li e ouvi é que JRS mandou o manual de jornalista às urtigas, a ética borda-fora, distraiu-se quando passou a assinatura do comentador no pano verde e confundiu o papel que cabia  a José Sócrates ali, com o de politico.

O que me parece mau, e isto nem é politica, é 'jornalismo 101' - mas eu não sou, também, jornalista.

Por isso, pronto, eis que lá fui ver aquela-coisa-que-diz-que-é-para-ser-uma-rubrica-de-comentários mas JRS acaba por transformar numa entrevista. Diz que.

- bom ver não vi, ouvi, enquanto jogava Mahjong...

E a impressão que me ficou foi surpreendente. De tal modo que chego a perguntar-me se, de facto, JRS saltou detrás de uma moita armado de papelada até aos dentes e conduziu a diz-que-é-uma-especie-de-entrevista à traição e sem pré aviso a JS.

A crispação é obvia e evidente, em ambas as partes. Mas JS não se escusa nem se escuda - vai à luta com o que tem e não tem. Parecem dois gatos, nenhum dá o flanco, nenhum se dá por vencido, um rosna, o outro levanta a pata.... até ao último instante, em que é anunciado que a coisa continua daqui a 15 dias.

Ok... (wtf?)

Quem ganhou?

A RTP garantiu uma subida de share no jornal de 6 de Abril.

JRS pôde brincar um bocadinho fora da caixa e fazer o que pareceu ser uma pequena patifaria.

JS mostrou que está ali para as curvas, que um jornalista premiado armado de factos não o abala, que tem resposta, e, pior, convence. Convenceu mais nos 24 minutos de domingo de que António José Seguro nos últimos quase quatro anos.

Mas eu não sou jornalista nem percebo nada de politica.

Porque se fosse uma ou percebesse alguma coisa da outra diria que se assistiu ao renascimento da Fénix.

Não entendo - porque não entendo - porque é que Mário Crespo coloca aquilo como o exemplo acabado de que em Portugal ainda se faz bom jornalismo... -  mas há já algum tempo que deixei de tentar entender MC...

Uma coisa é certa, se largar o josnalismo, JRS, ou o Feiticeiro de Oz, a existir, será um excelente marketeer...

Hoje, acordei.

Hoje a cama tornou-se incómoda a horas nada habituais. Virei-me, pus-me em todas as posições... o pensamento ia-me dando cotoveladas e eu ia-o empurrando 'para lá'.

Até que desisti.

[Não sei se conhecem aquela sensação de passar um dia inteirinho com uma roupa dois tamanhos abaixo. Aquela sensação em que mexer-nos é penoso, e levantar os braços quase impossível... presumo que seja assim que, às tantas, aquela que foi lagarta se sente dento da crisálida. E é nessa altura que começa a baloiçar-se, e a notar que necessita de fazer cada vez movimentos mais amplos por forma a poder respirar decentemente].

Hoje sinto-me assim.

Sinto que o casulo já está a começar a apodrecer, e se não pontapeio com força para todos os lados, ainda me arrisco a ficar lá dentro de vez, a começar a mirrar as asas sem nunca as ter aberto. Sem nunca sequer ter adivinhado a sua dimensão.

Hoje acordei.

Acordei e decidi que já chega. Já chega de coitadices, já chega de desculpas e de chutar para canto.

Hoje acordei e decidi que é hoje, não amanhã nem depois. 

É hoje porque já chega.

E saí da cama, e vou começar a fazer coisas cedo, porque o dia tem só 24 horas. E 24 horas não é assim tanto tempo, embora hajam dias em que o desejo de as encurtar para (menos de) metade me tenha imobilizado. O que não interessa nada, porque já passou.

{Hoje é o dia de sacudir a poeira dos dias parados. De abrir as janelas e arejar a casa}

Hoje é dia de pontapear, se tiver doer que doa, mas o casulo abre hoje.

Porque TEM DE SER HOJE.