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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Eu não contribuí para o Banco Alimentar

30.11.14 | Fátima Bento

Hoje fiz o impensável, na minha escala de valores. Ao entrar numa superfície comercial, quando abordada por uma menina com um saco EM PLÁSTICO para contribuir para o Banco Alimentar (pelos vistos os de papel foi só mesmo para a televisão...), olhei para quem mo estendia e disse:

Não.

Enquanto a Isabel Jonet lá estiver, não contribuo.

E digo já que nem ponho em causa se ela tem feito um bom ou mau trabalho - volta e meia há uns leaks que informam de X  quantidades de produtos deitados fora com o prazo ultrapassado por não terem sido distribuídos na devida altura, mas pronto... - baseio-me apenas nas alarvidades que têm saído daquela boca. E parto do principio que quem deveria ter contacto com o português comum, aquele que recorre ao apoio do Banco, se pudesse escusar a todas as declarações que tem feito. Só quem NÃO SABE o que é ter mais de quarenta anos e estar desempregado acha que não se consegue trabalho por passar muito tempo nas redes sociais. Eu disse quarenta? Baixo para trinta...

E e assim. Com alguma pena minha (que todos sabemos de casos em que podemos entregar os bens em mãos, se quisermos mesmo fazer alguma diferença), a partir daqui recuso-me a dissociar o Banco e a Jonet. 

Arranjem outro rosto que saiba pensar antes de falar. Só então, talvez seja caso para reconsiderar a minha posição.

Lamento.

Foi a primeira vez. E como dizem, há, de facto, uma para tudo...

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Ele há gente para quem raciocinar é uma trabalheira dos diabos...

28.11.14 | Fátima Bento

Vinha aqui a tia Fátima na paz do senhor direção Seixal-Torre da Marinha, e ali assim à frente da Quinta da Trindade estavam duas carrinhas paradas, com trabalhadores penso que a mexer em cabelagens, ou coisa do género. Uma centena de metros antes deles, ou um pouco menos, venho eu toda zen, e eis senão quando se me atravessa um cão à frente (aí a uns 20 metros de distância). Assusto-me e meto travão a fundo - sei bem os pantufos que o Rocinante calça, e sei que quando travo a fundo existe a probabilidade da montada 'deslizar' uns dois ou três metros. O cão, tadinho, ia morrendo do coração com a chiadeira dos pneus (é um bocadinho a história da doença ou da cura, coitada da criatura!). Retomo a marcha e uma especie-de-pessoa que obviamente prima pelo bom senso, e estava a trabalhar junto de uma das carrinhas berra-me ' POIS; PARA NÃO MATAR O CÃO, IA MATANDO O HOMEM QUE VAI ATRÁS DE SI!!' Olho pelo retrovisor e vejo um motociclista, que não se manifesta com o menor gesto. Eu, continuando a andar vou falando sozinha:  'AH! Ele há gente muit'a estúpida! Então agora não havia problema matar o cão! Quem vem atrás de mim nem tem de manter a distância de segurança nem nada!' E como não podia dar cabeçadas no volante, fui dando palmadões na testa, e repetindo 'ele há gente muit'a estúpida!' Na primeira rotunda inverto a 360º  e vou dar uma palavrinha à criatura. Encosto com as quatro luzes ligadas e digo ao senhor (que não me pareceu o mesmo) que era um disparate achar que era preferível matar o cão, e blábláblá. O homem olha para mim e diz: 'minha senhora não percebo do que está a falar...'

()

Também não me desmanchei. Disse 'um dos seus colegas...', e repeti o absurdo. O meu interlocutor deu-me a total  razão e espero que tenha passado a mensagem ao totó de serviço.

O que mais me 'fez saltar a tampinha' foi 'Ah, um cão, o que é isso, passa-se por cima e fica o assunto arrumado', naquela cabeça de alfinete que tinha em cima dos ombros. Tão, mas tão de alfinete que não anteviu o cenário (não cabia...) que se eu seguisse a sua abençoada linha de raciocínio, tinha partido o carro, podia ter-me aleijado a sério (não, nem airbag tenho), e o motociclista era capaz de se magoar muito mais seriamente. Assim escapou incólume.

NÃO...

ELE HÁ MESMO GENTE MUIT'A ESTÚPIDA...

It's raining again...

26.11.14 | Fátima Bento

Rua do Ouro, Lisboa,

AS molhaS que eu e a minha amiga Patrícia apanhámos hoje, de cada vez que os semáforos ficavam verdes, 'não vêm no dicionário'. Bom, foi dos pés à cabeça!!!! E a cada 'duche', desatávamos às gargalhadas. Juro que se estivesse de galochas calçadas tinha andado aos pulinhos - não de poça de água em poça de água, já que a baixa lisboeta ERA UMA, única e enorme - só mesmo a saltitar à toa. Já não me divertia tanto há séculos!

Claro que quando cheguei à terapia, pingava por todos os poros! Mas o senhor doutor foi tão querido, que trouxe o aquecedor para o pé de mim, devido aos meus pés estarem ensopados. E assim não congelei, o que era um risco.

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 Já não me lembro quando foi a última vez que me ri tanto!

{quando as hipóteses em cima da mesa são

a) ficar furiosa

ou

b) dar umas boas gargalhadas

se possível opto pela segunda sempre :) }

Para a criança que há em mim/nós, Disney, 2015, Cinderella!!

24.11.14 | Fátima Bento

Para quem gosta tanto de Disney como eu, e hei-de gostar sempre, que há um lado meu que eu não vou deixar crescer nunca, e hei-de cuidar sempre dele com muito miminho, eis senão quando aqui está o trailer do filme 'Cinderella' 2015, que estreará no nosso país no dia do pai do próximo ano 

- 19 de Março, portanto

Posso reservar já dois bilhetes? Posso?

Há livros de que tenho medo.

21.11.14 | Fátima Bento

Bom, tendo em conta que andei a ler que nem uma lunática, e agora estou um bocadinho cansada de livros (jamais, mas neste momento necessito de uma pausa) começa a ser altura de falar de cada autor e/ou livro que li.

[Calma, não vou afogar ninguém em 'intelectualóidismos' bacocos. Vou só mesmo deixar  minha impressão que se confirmou - ou não - nos autores que já conhecia, e as surpresas que novos autores (para mim) revelaram].

Mas hoje vou desenrolar o titulo do post, que é mesmo verdadeiro. Às vezes tenho, de facto, medo de certos livros.

Quando abro um livro novo - e  muito raramente se dá este fenómeno, mas quando acontece é um embate que é obra -  e parece que o livro se está a abrir dentro do meu peito, e que depois estende os braços e me puxa para dentro dele. A mais recente vez que tal ocorreu foi com o último livro que li, 'A Mulher má' do Marc Pastor.

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Não quero pôr-me para aqui com lirismos, mas um livro bem escrito, daqueles que nos falam à alma, é uma coisa deslumbrante. Tanto que chega a assustar. O que me mete medo será, porventura que, com um começo tão avassalador o livro não cumpra. E acabo por ficar com vontade de me ficar por aqueles primeiros parágrafos e repeti-los, uma e outra vez.

Uma parvoíce, concordo.

Depois a curiosidade ganha, e acabo por me atirar de cabeça. Este de que falo, cumpriu exatamente o que prometia. Muito bem escrito, Sem o efeito 'poético' da introdução a acompanhar toda a narrativa, só precisamente na quantidade certa. Sendo uma história real e francamente aterradora, se pensarmos nela sem 'anestesias', Pastor consegue, não poupando nas características malévolas de Enriqueta Martí, passar um tanto por alto, volta e meia, o horror dos seus atos, por forma a que não percamos a vontade de seguir em frente com a leitura.

Outro caso em que me vejo na mesma posição, é com os livros, todos os que já me passaram pelas mãos, de António Lobo Antunes. A escrita embrulha-me, como se fosse uma capa de veludo, e eu eu fico transida, qual mosca apanhada numa teia de aranha. Regra geral não leio um livro dele de uma assentada... e é por isso que e lambuzo com as crónicas que começam e acabam na mesma cadência qualitativa.

Mas se, com ALA eu sei que é sempre assim, este livro de Marc Pasor apanhou-me com as defesas baixas, e foi uma agradabilíssima surpresa.

Recomenda-se como prenda de Natal para quem gosta que histórias reais (ide ao Google pesquisar o nome da 'senhora' e confirmar a veracidade da existência e atos da criatura), com um toque sangrento e contadas com algum humor, nem sempre negro.

Se o pontuasse, dava-lhe 4  e meia, só porque quero ser somítica e para largar 5 vai ser obra. 

Band Aid 2014 contra o Ébola

17.11.14 | Fátima Bento

Lembram-se do Band Aid original, criação de Sir Bob Geldorf, tendo como propósito ajudar a mitigar a fome na Etiópia.

Este ano, Geldorf resolveu voltar a repetir a ação, desta vez em prol de ajudar contra o Ébola.

Eis o video clip:

E para contribuir - É ESSA A IDEIA! - 

façam o download no itunes 

e contribuam. 

NÃO É POR SER NATAL, é porque é preciso!

Follow Friday: o nosso gato que, aposto, não tem vertigens :)

14.11.14 | Fátima Bento

Acho que não há alminha que não o conheça. 

Acho que não há quem não admire (se calhar secretamente) o seu sentido de humor.

Acho que o seu lado politicamente incorreto é uma delicia.

Não gosto que escreva tão pouco, mas todos nós temos dias, semana, meses, anos maus (eu também tenho andado desaparecida em termos de periodicidade, evaidaíóspois?)

Ele é assim um vicio, como o que ambos partilhamos, os agarradinhos do café (mais do da Nespresso, passo a publicidade...)

Ele é

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 O Gato Pardo, pois claro 

Interstellar. Eu vi.

11.11.14 | Fátima Bento

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No sábado, no Almada Fórum. Entrei na sala, vi o filme, e saí da sala a pensar: foi um filme curto, deve ter tido pouco mais de 90 minutos...

Ponto prévio: sou pessoínha das que não gostam de Sci-fi. É pá não gosto, pronto. Acho que vem do facto de me ter dado a panca de ter tentado ler Isaac Asimov quando tinha 9 anos... apesar disso, as expectativas não deixavam de ser elevadas - por um lado, as produtoras eram só as

todas juntas.

O realizador era só o Cristopher Nolan. O protagonista, só o vencedor do Óscar de melhor ator 2013, Mathew McConaughey, e a actriz secundária, outra vencedora de um Óscar, Anne Hathaway.

(Único) ponto prévio negativo: o Inception não é um dos meus filmes favoritos, não lhe tirando a criatividade, nem a excelente realização de Nolan. 

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O que é que eu vou dizer do filme: praticamente nada.

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Mas não vou poder deixar passar a oportunidade de afirmar que é muitissímo bom. Como não podia deixar de ser. 

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Levantando um cantinho do véu, só vou dizer que o filme, que eu achava que tinha pouco mais de 90 minutos, tem a duração de... 169 minutos.

Quando um filme de quase três horas passa tão depressa que parece ter metade, alguma coisa está bem.

MUITO BEM.

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"Into the woods": uma história fantástica cheia de vedetas com maiúscula

06.11.14 | Fátima Bento

O filme de Natal da Disney deste ano promete... de tal maneira que se cá também estrear a 25 de Dezembro, aqui a menina vai ao cinema pela primeira vez no dia de Natal, ai vai, vai...

Ora vejam lá o trailer e digam lá se não tenho razão:

E acabadinho de ver - e ouvir o trailer que eu mesmo da voz da Meryl (a mulher é completa!) - fiquei com taaaanta vontade de ir a correr à Disneyland outra vez! 

American Horror Story S04. P'amordedeus...

05.11.14 | Fátima Bento

Eu sei que pareço um bocadinho teimosa que nem uma mula, e agarrada às minhas ideias e que não abro mão do meu ponto de vista.

Notem que disse pareço: é que não sou. Estou sempre prontinha a mudar de ideias - mas munam-se de argumentos válidos, que me façam MESMO pensar, senão eu sou capaz de ser um nadinha cáustica-de-pezinhos-mais-ou-menos-de-lã.

Posto isto, que não terá muito a ver com o assunto sobre o qual vou falar, alguém anda a ver a quarta temporada da 'American Horror Story'? É que a série tem ido do bom ao péssimo! A primeira temporada, amei. Mesmo. A segundo, hunpf, não me aqueceu nem me arrefeceu, mas está  bem, boa fotografia, boa realização um plot assim um bocadinho 'bora-lá-pôr-no-mesmo-saco-tudo-o-que-couber', e pronto. Também a vi toda. A terceira, muito teen, muito wtf, muito cheia de nada, aquilo espremido não tinha qualquer tipo de sumo cansei-me a três episódios do final e não vi mais nada. Esta quarta temporada, vi metade do primeiro episódio. E pronto.

Admito que, neste caso especifico, o problema possa estar em mim: detesto 'freak shows'. Há um canal, não sei se o Discovery, se o antigo Bio (agora tem outro nome que não me lembro) - um canal dentro deste leque - que tem um programa sobre um grupo de saltimbancos, todos com características particulares, que funcionam como uma espécie de família. Só vi um programa, e nem foi completo, mas deu para ver que, se é para assistir àquele género de 'entertainement', aquela será a forma... bem, menos politicamente incorreta.

Agora o plot desta temporada... nossa senhora. Não há hipótese. O meu filho convenceu-me a ver o segundo episódio, uma vez que lhe disseram que é muito bom... o dito está aí, num ficheiro, mas tenho tanta vontade de o ver como de ir arrancar um dente. 

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E vocês, já viram algum dos episódias desta nova temporada? O que é que estão a achar?

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