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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

30
Out15

Dia não, semana não, mês não, ano não... já aqui tinha mencionado isto, não já?

Fátima Bento

Hoje quando finalmente decidi sair da cama tinha uma sms a convidarem-me para tomar café. Juro que tenho tanta vontade de me vestir para sair de casa E fazê-lo (sair), como a de me atirar para dentro de um poço, mas a verdade é que, à minha falta de vontade aliou-se uma certa astenia que me tirou a força e não estou com paciência para dizer que não. Por isso, lá irei.

Ando assim, um bocadinho reativa. Eu sei que devia ser e estar pro-ativa, mas a pouquíssima energia que neste momento me sustém é usada para me

  1. levantar do sofá,
  2. ir até à cozinha,
  3. carregar no botão,
  4. inserir a cápsula,
  5. carregar no botão outra vez,
  6. pegar na chávena e voltar para a sala.

Até a televisão está desligada, que hoje nem para Gilmore girls 'estou em casa' (também já passei de metade da terceira temporada, o que me vai deixando aflita quanto à hipótese de ficar sem meio-de-alienação). 

Ontem dizia ao Victor que a pena é o sentimento mais reles (não me lembrei, e continuo a não me lembrar de um sinónimo mais estético) que se pode sentir por outro ser humano. Empatia e simpatia, sim, mas pena, nunca. Por isso, não estou a escrever isto com esse intuito: é mesmo só para ventilar. Escrever, dizem, alivia e ajuda a pôr as coisas em perspetiva.

Mas as minhas estão realmente em perspetiva, e nem as vejo tal é o breu.

Raios me partam. Nunca antecipei nada do que aconteceu e continua a acontecer na minha vida. Nunca sequer esperei nada disto, no que diz respeito aos últimos tempos, digamos dois ou três anos. Com incidência neste bendito 2015.

Enfim, no que diz respeito a filhos, uma, de livre e espontânea vontade, já era (e o que dói...). O outro perdeu-se ali para o quarto e não há maneira de se encontrar (garanto que é um buraco no peito que não fecha)

E eu vegeto.

Farta destamerd@.

 - às vezes acho que um destes me faria bem...

26
Out15

Estou que nem posso. Didinha da vida!

Fátima Bento

Bom, tenho feito o melhor que posso.

      (ai, ela é mesmo boa pessoa)

Tenho dado até mais não, sem esperar grande coisa em troca.

      (ná, ela é MESMO boa pessoa)

Disponho-me. Deixo-me estar. Não saí hoje à espera que me viessem dizer que era necessária.

      (ainda vai mas é para santa)

- e agora não saio nem que me batam.

No interím, vi metade da segunda temporada de Gilmore Girls desde as 10h até agora. Só parei para grelhar um hamburguer e estrelar um ovo - nem desliguei, deixei em pausa!

Estou farta. Pelos cabelos. 

Dasse! 

Tirem.me deste filme. 

TIREM-ME MESMO DESTE FILME!

Agradecida.

sad.jpg

22
Out15

E eu a pensar que o Cavaco Silva era capaz de um gesto radical antes de sair de cena

Fátima Bento

... sou muito ingénua, burra e idiota.

A sério, às vezes sinto-me assim. Com discurso a demonizar os programas dos partidos mais à esquerda no acordo com o PS - de que se desconhecem os contornos efetivos, dr. Costa, pecadilho (quase) imperdoável - e toma-lá-bolachas, vais à AR e cais de seguida. Começa a novela, baralha e torna a dar.

Estamos no inicio da procissão? Já saímos do adro?

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 (imagem @EconómicoSapo)

17
Out15

13 manias de quem lê como respira

Fátima Bento

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Eu, leitora me confesso...

  1. Entre papel e digital, não faço diferença - até certo ponto. Há livros que não teria a ocupar lugar nas prateleiras, como há livros que nunca compraria sem que fossem em papel. No entanto, existem aqueles que não é possível comprar em papel - de todo! - e que estão no ereader.
  2. As minhas estantes estão povoadas com paixões que li, livros por ler, e continuam a receber habitantes novos. Não tenho juízo nem remédio...
  3. Os livros que cá moram dividem-se em paixões (lidos e aprovados), em agradáveis (são em menor número, mas existem), e em por ler (sujeitos a ser despachados ao fim de dois capítulos, que não faço fretes).
  4. Manias, ui tantas: comprar trilogias sem sequer conhecer o autor e não começar a ler sem ter os volumes todos. [à espera, neste momento: 'O Jogo+Vibração+A Bolha', do Anders de la Motte, 'A Rapariga Corvo+Fome de Fogo+As Instruções da Pitonisa' de Erik Axl Sund, e (aposto nesta) 'Deixa Lá+Más Novas+Alguma Esperança+Leite Materno+Por fim', de Edward St Aubyn]. Qualquer 'conjunto' comprado nestas condições contém um risco elevado de despacho, mas o que é a vida sem correr riscos? 
  5. Ler, só na cama. O que não quer dizer só à noite.
  6. E estar quase a adormecer e querer continuar a ler, e descobrir estratégias, a saber: a) ir à casa de banho b) descobrir qualquer coisa para ir trincando; c) ir outra vez à casa de banho; d) ir bebendo água para garantir sucessivas viagens...
  7. Ler até cair porque a) o livro é mesmo bom; b) o livro é realmente mesmo bom; c) caramba, quero começar outro!
  8. Pedir às pessoas para, nos aniversários e natais, não me oferecerem livros porque o mais provável é já os ter (ou pelo menos, ter lido os dois primeiros capítulos e pimba), e que ao invés disso, me agraciarem com cartões presente Fnac - que juro à minha pessoa que vou gastar noutra coisa que não livros - ah.ah.ah.ah.ah.
  9. As pessoas especiais começarem a fazer caças ao tesouro nessas ocasiões, e tentarem descobrir algum que eu não tenha e, muito importante, não vá parar à quinta repartição. E conseguirem!!!!
  10. Comprar porque ouvi falar, torcer o nariz e render-me incondicionalmente. Este ano foi 'Perguntem a Sarah Gross', memorável.
  11. Ir pelo instinto e ficar colada ao livro : 'A última noite em Tremore Beach' é um excelente exemplo.
  12. Comprar pelo autor. Tipo coleção de cromos... tenho quase todos do Lobo Antunes e nem li, ainda, metade. Murakami, idem. Stieg Lärsson, raio do homem que lhe deu para morrer, o único sueco que li até hoje que escrevia bem... Gillian Flynn, que nunca mais lança um quarto livro! E no Verão, Elizabeth Adler, esferovite pura, mas com uma capacidade de nos transportar para os locais onde se desenvolve a narrativa de uma forma tão viva... e Dorothy Koomson porque sim. E só em francês, por favor (e em formato de bolso) Guillaume Musso. E em qualquer altura do ano, pop mais pop haverá mas gosto tanto, Mary Higgins Clark, que é aquela autora (acho que todos temos um autor assim), que não me deixa pousar o livro antes de chegar à contracapa.
  13. Nunca, mas nunca comprar, nem ler, autores demonizados pela minha pessoa, a saber: Margarida Rebelo Pinto, Danielle Steel, Nicholas Sparks... isso e livros 'olha-a-desgraça-que-me-aconteceu': já perdi tempo com pelo menos três e chegou (Não digas nada à mamã, Quando o papá voltar, Por trás das grades). Pura perda de tempo, mas às vezes o intelecto faz greve.

Se só tenho estes 13 vícios de leitura?

Ah.

Ah.

Ah.

Ah......

16
Out15

Politica-de-haters?

Fátima Bento

Este título será estranho, mas todos estamos familiarizados com os haters que pululam nas redes sociais, na blogosfera, na world wide web, todos conhecemos a expressão, certo?

 

Mais simples, todos nós conhecemos alguém, ou vários 'alguéns' que, mais de que ser do Benfica são anti-Sporting, mais de que ser do Sporting, são anti-Porto, mais de que ser do Porto são anti-Benfica. E baralha e torna a dar.

 

Ora nesta meada politica sem ponta (e divertidíssima, perdoem o sentimento fútil), mais de que uma solução, parece que o 'bloco' em formação à esquerda quer, acima de tudo, impedir o 'bloco' à direita de formar governo. Ainda que seja preciso esquecer alguns princípios uma vez que, segundo parece, os meios servirão também para justificar os fins.

 

Os tais fins anti (não só mas também...)

 

Já o PáF parece que esqueceu os princípios de que, para fazer aquilo que parece que a maioria

- eu corrigiria com 'uma larga fatia' -

da população portuguesa lhes legou como obrigação: formar um governo VIÁVEL e tratar de governar.

 

Não.

 

Lá estão os mega egos a meterem-se ao barulho, e os homens grandes transformados em meninos de escola básica ao empurrão no recreio, e "não joga ninguém que a bola é minha". Isto numa escola em que o reitor dava um rim por agarrar na bola, inflá-la e entregá-la sobre uma almofada de veludo à menina bonita dele.

 

É isto um país?

 

A Europa pressiona para ser entregue um OE (peço desculpa se percebi mal), quando ainda não há um governo SEQUER em embrião.

 

É isto uma Europa?

 

Sou só eu, ou está tudo desfocado?

 

Mas "assim cumássim", podemos esquecer que é o nosso futuro que está em jogo e fazer um circulo à volta dos atores desta peça, mesmo ali no recreio, e começar a gritar 'Porrada! Porrada, Porrada!'.

 

Desgraçados, mas divertidos.

porr.png

 

15
Out15

Os imensos pecados da Igreja, e a humildade do Grande Francisco

Fátima Bento

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O Papa Francisco, ontem largou o discurso escrito e pediu perdão. Perdão para os pecados do Vaticano. Mais uma vez mostrou uma mistura da humildade e lucidez a que já habituou crentes e não crentes, e que lhe granjeou o respeito de "gregos e troianos".

Situações como a preleção de Gino Flaim, que encerram em si tanto de vil e de hipócrita, obrigam no mínimo, a uma reflexão, e a um 'mea culpa' por parte da Igreja de Roma (para dizer o mínimo...) 

Infelizmente, há crianças que procuram o afeto que não têm em casa, e se encontram um padre, podem fazê-lo cair em tentação.

 

Juro que queria deixar o post assim, sem qualquer comentário da minha parte, já que tamanha alarvidade fala por si.

Mas não resisto:

 - para além da cobardia infame de culpar as crianças pelos abusos daí resultantes - retirando ao sacerdote a responsabilidade que também lhe assiste, mais não fora, enquanto adulto, esta criatura vitimiza o próprio criminoso.

Há tanto porque pedir perdão, querido Francisco... Eu, que sou ateia, advogo que esse pedido seja feito não só aos fiéis da Igreja, mas também à humanidade...

Um grande bem haja, Homem santo.

 

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