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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Abstenha-se de dar o passo maior que a perna - ouviu senhor Primeiro Ministro?

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Eu sei.

Eu sei que cada vez é mais difícil falar português, nomeadamente para os portugueses. Eu sei que se andam por aí todos a comprimentar uns aos outros, e a insistir no comprimento das leis.

Eu sei isso tudo. E podia continuar por aqui afora, que de há uns meses para cá arrepia-me ouvir noticiários; políticos, jornalistas, pessoas que falam em e para o publico, e que por isso até devia conseguir fazê-lo com algum à vontade, e para quem os erros deveriam ser a excessão e não a regra (já que todos nós nos enganamos, caramba!)

Mas, ainda mais imperdoável (será??) é ouvir o Primeiro Ministro na Bienal de Veneza a falar italilhano - uma fabulosa mistura de italiano com castelhano que divertirá eventualmente os nativos de ambas as línguas, mas que nos deve envergonhar a nós.

A mim, envergonha-me.

(assimcumássim, logo a seguir vem o Siza Vieira falar inglês perfeito com uma magnifica pronúncia do norte,

e italiano escorreito com um sotaque agradável!)

É que não me faltava mais nada! MAIS NADINHA!!!!!!

Estava eu doente, porque o tempo andava parvo - como anda agora, de resto - e mesmo, mas mesmo a precisar de cama. E então, porque nada pode ser simples, senão a vida não tinha piadinha nenhuma, aconteceu o que contei em 2011 e volto a contar hoje... 

 

"[Dado estar a necessitar de me ir enroscar debaixo do edredão], ontem à noite, a caminho da caminha entro no quarto e oiço o alarme-piccolina a plenos pulmões - a bicha nem dá um minhau, só pia como os pássaros, mas quando baixa o alarme, até os vidros abanam. Vejo a buzina a olhar para cima e sigo a direção dos MIAU's em dolby sorrund, e ei-la: imperturbável, do alto da parede, um baratão de 6 cm (não estou mesmo  a exagerar), junto à sanca do teto. A Piccolina não se calava, e  tentava subir paredes, olhando para mim a intervalos regulares a inquirir-se porque cargas d'água eu não lhe dava uma mãozinha para chegar lá acima.

 

 

E eu, a fazer-me relaxada, abanco no meio da cama, pernas recolhidas, à espera que a aventesma ruiva continue o circuito e faça o favor de se posicionar sobre a porta do quarto, único lugar onde o meu campo de visão abarca o espaço suficiente para eu lhe dar uma valente sapatada com o chinelo e ver onde ela cai.

{E eu a fazer o filme todo, e a ver-me a gritar mata-mata-mata,

e a saltar-lhe em cima até só haver aquela coisa branca num raio de 50 metros,

e a gata não saber o que fiz ao inseto...}

Ora estou eu nestes devaneios, sem mover os olhos da bisarma, e eis senão quando sua excelência pára, hesita, e resolve inverter o sentido de marcha. Ainda estende as patas da frente para o 'rodapé' (acho que é mais rodateto) de gesso, ou estuque, ou lá do que aquilo é feito, mas sente que a textura é demasiado lisa, e volta a meter as mãos (blerghhh, mãos...) na parede. Mas completa os 180º, e eu vomito um 'pronto, Piccolina vai ter mesmo de ser assim e agora, senão hoje não durmo...' subo para cima de um banco, e é nesse momento que cruzamos o olhar.

Digo-vos, meus senhores, que 6 cm de barata assim de perto deixa o mais corajoso sem pinga de sangue... e a mecinha nojenta começa a abrir a asa... AAARGHH!!, não vou de modos: levanto o chinelo, a Piccolina incita-me com MINHAUUUUUSSSSS em êxtase, faço pontaria e... acerto-lhe de raspão e a p*t@ da barata cai-me para trás do armário.

 

 AIVÁLHAMOOSANTO!!!!!!

 

Escusado será dizer, para encurtar a estória, que adormeci às 4:00h, e posso dizer que dormi de olhos abertos, com o alarme presente e sem dar um pio, mas aquela coisa em zoom não me saía - nem sai! - da cabeça...

Agora alguém me explica de onde aquela porr@ saíu? Eu passo o verão com a janela aberta, sim, MAS com estores bem encostados em baixo, e aquele rinoceronte não cabia nas frestas. Será que existe algum espaço vazio na caixa do mesmo por onde aquele elefante se tenha esgueirado? Garanto que não vou verificar, não vá me cair alguma em cima. Pelo sim pelo não vou agarrar na porcaria (é mesmo porcaria) do veneno em gel, e espalhar pelos cantos recônditos do quarto - onde nem o alarme nem a sua tia cheguem - a ver se o T-Rex é atraído pelo 'doce' da coisa, se empantrurra e morre bem morridinha, qu'eu não gosto cá destas brincadeiras.

 

É que não me faltava mais nada! Dividir o meu quarto com um baratão! Escusado será dizer que não sei muito bem como é que vou conseguir adormecer hoje... chamem-me maricas, força! Eu queria ver-vos a olhar uma besta daquela olhos nos olhos...

Argggghhhhhh!!!!!

(e com isto tudo, aquela estória do "ben-u-ron e cama" 'tá-se mesmo a ver, não tá? Hoje andei a paracetamol, mas mal parei em casa, e quando cá estava, era sentadinha no sofá da sala, com as mialgias do meu corpinho a berrarem: Cama! Cama! Cama! e eu a fingir que não ouvia. Acho que vou ter de ingerir um valente suporífero, senão é mais uma noite p'ó bochecho, e se não descanso, amanhã ainda acordo a sentir-me mais dó-dói...)"

 (repost)

CONCLUSÃO:

Seis meses depois, ao mover os móveis encontrei-a, já mirradita das carochas, atrás da sapateira (do outro lado do quarto), morridinha da silva. AQUILO terá morrido de morte natural, dado que eu não espalhei veneno por lugar nenhum... ainda coloquei duas armadilhas (ridiculas, A COISA era demasiado grande para a apanhar, mas foi mais pelo efeito psicológico). E descobri que a gaja entrou mesmo pela caixa do estore. Como no Verão a janela está sempre aberta, olhem, tento não pensar muito no assunto...

Em prol dos alunos marchai marchai - 'ATÃO' NÃO?

A serio.

Continuem a mandar as criancinhas armadas de porta estandarte para a frente dos colégios, que, paizinhos, só vos fica bem. Então claro que os senhores diretores e gestores dos colégios onde vocês acham que têm o direito de exigir que eu pague uma boa parte para os vossos infantes terem uma educação não-tão-boa-como-acham, mas pronto

[sim, conheço quem tenha dado aulas, mais de um professor e em colégios diferentes, e garanto: as notas são altas e eles vão para os rankings cantar vitória com a posição atribuída, mas a verdade é que o próprio pessoal docente muitas vezes está sujeito a uma pressão desmesurada para facilitar as notas (mais) altas...]

porque os diretores-slash-gestores financeiros desses estabelecimentos de ensino estão muito interessados no futuro dos alunos, ó:

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(pois clicai na foto e ide ler...)

 

Estão-se a ca*ar para os alunos, é o que é! A c*g*r! Digo eu que perdi 8 anos da minha vida em Associaçõies de Pais (em escolas publicas), concelhias, distritais, e com um pé na nacional, mas recuei a tempo. 

É tudo a mesma me*da, e quando entra dinheiro na equação, estala o verniz na imensa nódoa do melhor pano. Juntem-lhe poder e prestigio e têm o remalhete em que sacrifícios humanos são meras casualties of war.

Mas vós podeis sempre acreditar no Pai Natal.

Mas eu não pago as prendas... tem mesmo de ser o Pai Natal.

PS: haverão, tenho de acreditar, excessões nesta paisagem infestada de aves de rapina. Mas esses serão, sim as verdadeiras casualties of war. Lamentávelmente.

E ele é o calor, e coiso, e mái nada!

Bem paranóias cá em casa, há para todos os gostos, a bem ver até arranjamos para a troca, mas é tão mais giro pegar nas do outro e fazer um achincalhamento post'al... 

lá vai o Victor ficar de orelhas a arder...

A propósito deste calor(1), estou cheia de vontade de ir buscar as redes mosquiteiras e colocar nos caixilhos, deixar a casa toda arejada a cheirar a verão! Andámos anos a falar no assunto e no ano passado lá comprei uns kit's no Lidl, e o jeitoso cá de casa fez o favor de as montar à medida (uma trabalheira, não há para o tamanho das nossas janelas, foi preciso serrar, e o diabo a sete). Tudo para o homem ter descanso das moscas. E eu ter descanso do gajo c'as moscas.

Então era assim: aqui a "«dona de casa»", (muito) de quando em vez propunha-se a pendurar a roupixa no estendal traseiro, que dá para quintais, que têm cães, e coiso, e entre uma mola e outra lá ia entrando algum mosquedo.

Chega o chefe da casa (2e olha uma mosca! e pega no que está à mão [pode ser uma écharpe de seda Hermés(3) ou um piso do duche que para ele dá igual] e começa o bailarico: ele e a mosca a mosca e ele

**pás**!!

no ar, na parede, às tantas acerta-lhe e eh pá, tá aqui outra! O que foi que aconteceu nesta casa hoje? E continua em pliés pela casa fora, a agitar o-que-tiver-sido-que-agarrou e a despachar as moscas. Se tiver sido a écharpe Hermés, terá sido imediatamente substituída por outra coisa menos extravagante - assim um pano de cozinha de limpar as mãos, por exemplo. Mas, se peguei nisto foi porque não estava arrumado! e como contra factos não há argumentos, siga a dança - corredor fora, a desembocar na cozinha, paraíso dos ditos dot's pretos com asas. Aí a coisa torna-se mais mexida, com os instintos assassinos do meu homem a correr em sangria desatada, e eu a fechar a porta antes que elas venham procurar santuário noutra divisão.

Ora o senhor em questão, com quem estou casada vai para 23 anos já faz exercício que chegue, vai daí que o ano passado poupou-se ao bailarico, e este ano irá pelo mesmo caminho. 

e digamos que a graciosidade não é o seu traço mais forte

Quer dançar faça umas aulas de zumba. Prontx.

 

LEGENDA

(1)O calor é obra não é? E chegou. Amanhã já fica mais sumidinho e dizem as FBI's do Accuweather que só volta a subir aos 26º (três graus abaixo de hoje) no dia 31. E só no 31, que no dia 1 de Junho já baixa de novo. E para a semana vai chover muito ou pouco, praticamente todos os dias. Aproveitem hoje!

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(2) Organigrama: CEO: Fátima Bento. Chefe: Victor Bento. O Chefe responde ao CEO em toda e qualquer situação.

(3) não tenho, nem nunca tive. E não acabei de ver O Diabo veste Prada pela quintocentésima vez, em que a Miranda Pristley SÓ USA écharpes Hermès (era tão giro se eu estivesse a meter os pés pelas mãos e não fossem Hermés, não era?) Mas pronto, era só um toque pipi.

Prontx.

Entalei o dedo na mola da roupa.

Ou com a mola da roupa. Semântica, basicamente. Ou não.

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Bom, a verdade é que estava a apanhar a roupa e houve uma mola que achou que o meu dedo precisava de ficar no estendal e alapou-se à bochecha do meu indicador direito.

tanto quanto sei, o osso chama-se falange, mas a

carninha é bochecha, tá bem???

Ora a minha reação automática é engraçada - e só reparei nisso à bocado, nos microssegundos em que segurei as lágrimas que se me assomavam aos sacos lacrimais, prontinhas a gritar aiaiaiai por mim bochecha abaixo, não fora eu lesta a remover a atrevida pinça: seguro a respiração enquanto dói. E percebi, nesse tempo que quase não existiu - eu sou mais rápida de que a minha sombra a pensar (não as sombras não pensam, eu é que... olhem, deixem lá...) - que é porque enquanto eu não respiro, inconscientemente, o tempo pára.

Assim como o husky da minha irmã que punha a cabeça debaixo da mesa e ficava eufórico de felicidade porque achava que a gente não o via...

Bom, para cortar a história que não tarda a estar mesmo longa, desprendi a preguinha da bochecha do dedo, da puta da mola, e o planeta voltou a girar.

Agora digam lá que não é disparate? Dos grandes?

Mas... criativo, hã ???

Por hoje

Esta senhora antes de casar com o outro, até compunha e cantava umas coisas giras. Gosto particularmente do album "Quelq'un m'a dit" do qual, a ter faixa favorita seria a nº06, Le ciel dans une chambre.

No entanto, e por hoje ser hoje, achei que esta, abaixo, era uma musica apropriada.

 

O problema, às vezes, é uma pescadinha-de-rabo-na-boca...

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Em vez de fazer menção ao caso da rapariga britânica que aos 19 anos está a tentar subsidio por crowdfunding para remover as mamas, porque não se sentir enquadrada em nenhuma das duas "caixas" que a sociedade estabeleceu como sim-ou-sopas - e cujo namorado apoia a 100% (!!!!!) - dado que este caso é OU absurdamente simples OU terrivelmente complexo, vou abordar um caso prés-du-coeur, e que conheço bem.

Foi uma criança em que a masculinidade não saltava à vista, nem se escondia. Sempre gostou mais de bonecas que de bolas e carrinhos, mas também o meu filho A-D-O-R-A-V-A brincar com as minúsculas Polly Pockets, nas suas aldeias, em que se moviam sozinhas por meio de imanes. Mas ele cresceu e continuou sempre sensível, sempre suave, com as emoções à flor da pele, e comecei a pensar que era melhor os pais começarem a preparar-se para um futuro genro e não nora (acreditem, sem o mínimo preconceito da minha parte). Mas longe de mim levantar o assunto, que os pais são assim para o tacanho e poucochinho - e sim, estou a ser preconceituosa, mas com razão.

A verdade é que começou a revoltar-se por se sentir mal na sua pele, com o passar do tempo. E a fechar-se e a deixar a família do lado de fora da porta.

Nunca falei do assunto com ele, que sabia que fosse o fosse podia contar-me; o problema, penso eu, é que o receio de assumir perante o próprio as suas pulsões sexuais o assustava de tal modo que fugia de pensar nisso.

Há uns dias, soube através do Instagram que tinha saído do armário e tinha um namorado. Fiquei contente. Sempre achei que ele merecia tanto ter paz e ser feliz! Deixei-lhe um like, e refreei-me de lhe deixar um comentário lamechas.

No dia seguinte tinha sido bloqueada.

Afinal o meu querido e jovem amigo não saiu do armário: aprendeu a viver às escondidas. Já houve quem me perguntasse sabes que o F. saiu do armário, ao que encolho os ombros, não sei de nada.

Acho tão triste.

Tão, tão triste...

AQUELE MOMENTO, em que sabem o que deviam ter dito e caramba-porque-é-que-não-disse...

Telefona-me o marido por volta da hora de almoço, já saíste de casa? E eu, ainda não, mais logo. Hoje acordei tarde... E ele, então vê se sais e vais aproveitar o solinho, está um dia espetacular! E eu, daqui a pouco, depois de besuntar a fascia com o 50, sol deixa-me sempre mais bem disposta!

Vai daí, à hora do segundo café (que não tem hora, é quando apetece), eis que lá vai ela em direção à esplanada do costume, na sua baía. 

já não me lembrava que aquele Seixal con-ti-nua em obras...

Chegada, Rocinante estacionado, dirijo-me a uma mesa, e sento-me. Sobre a mesa está um copo de cerveja vazio e uma chávena de café suja. Empurro para um canto da mesa, para que não restem dúvidas que não é meu, e sento-me.

45 minutos depois, hora a que já NÃO me apetecia o raio do café - e já toda a gente olhava para mim com cara de estás-à-espera-de-quê? - levanto-me, deixo o telemóvel e a carteira na mesa, e da porta digo, projetando a voz: desculpe é capaz de me levar uma sommersby? É que estou há 45 minutos à espera de que me vão perguntar o que quero...

não pode ser, diz a gaja empregada, onde é que está sentada?

estico o  braço e aponto para a mesa onde está: a loiça suja, a Vanity Fair, o telefone e a bateria portátil, e na cadeira, a carteira.

e desculpe pediu-me o quê?

(arrrghhhhh)

... repeti. 

Voltei para a mesa e pensei, lá vem a desculpa.

POIS QUE DESCULPA FOI COISA QUE NÃO VEIO. Veio a sidra e são €1,50. Esperei o troco e comentei com os meus botões: será que com as moedas vem a desculpa? 

Népia.

Fiquei lá mais um boooom bocado, a beber nas calmas e a ver se aparecia um dos donos, de danada que estava. 

Nada.

Pronto, voltei, passei pelo Lidl para ir buscar pão, e no estacionamento está uma senhora a tirar a viatura do lugar, tudo muito certinho. Eu páro, e o raio dos travões "rangem",  

{o Rocinante está de cirurgia marcada,

ele são pastilhas e discos novos,

e tudo e mais um par de botas. Vai regressar como novo}

mas isto de chamar a atenção de quem está num raio de 50 metros de cada vez que se encosta o pé no pedal anda a tirar-me do sério - e fora do sério já eu estava.

Levei a mão ao rosto refilei meio para dentro, ráspartóstravões, e devo ter feito uma expressão que a pobre senhora meteu a primera e encaixou o carro onde o mesmo estava. Acho que desconfiou que estava a fazer alguma coisa mal...

Não a sério: está um dia bonito, temperatura (mais que) agradável, solinho, e tudo e tudo? É melhor eu ficar em casa. De há uns tempos para cá é mesmo a lei de Murphy.

Caramba!

P.S: sabem 'aquele momento' em que sabem o que deviam ter dito e caramba-porque-é-que-não-disse? Pôs a garrafa e o copo sobre a mesa e são €1,50. E AQUI eu dizia: como eu pude esperar 45 minutos pela sidra, a senhora também pode esperar outro tanto pelo dinheiro (ali paga-se no ato da entrega). Mas não disse. E agora, mastigo.

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