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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

3 formas de receber Setembro de peito aberto

A rentrée está à porta, e se nunca é fácil trocar os flip flops pelos pumps (ou sabrinas), este ano a coisa afigura-se mais complicada... habitualmente o final das férias passa-se numa temperatura mais baixa de que a que tivemos no pico do Verão, e isso ajuda-nos a aceitar a inevitabilidade do final do dolce far niente. Mas este ano o velhote não dá tréguas, danado que ficou com as piadas às gotas e ao Alzeimer, e resolveu que 'Verão é enquanto um gajo quiser', e prorrogou a sua duração Setembro adentro. Aguentem-se que o velho está doido, reitera com ironia - e nós aguentamos, que não temos outro remédio...

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Mas o calendário não se compadece com mimimis, e daqui a nada é mesmo dia 1 de Setembro, altura em que reentramos oficialmente na rotina. E isso é sinónimo de muita coisa, como por exemplo, agenda nova - eu pelo menos compro sempre uma nesta altura e já ali tenho a minha. 

A verdade é que nesta fase anda meio mundo (e mais a outra metade) a tremer nas bases antecipando o regresso à rotina, e tudo, e tudo... mas até podemos fazer com que a migração para o novo ano seja facilitada, com estas pequenas dicas de quem vai descobrindo como dar a volta ao inevitável e adaptar-se com um sorriso. Grande.

 

Listas, as suas melhores amigas

Para quem se sente a asfixiar só de pensar em tudo o que  tem de , há um truque eficaz para deixar a mente livre de lastro: pôr no papel. É andar com um bloco de notas/caderno de apontamentos e escrever o que nos lembramos quando nos lembramos - e esquecer. Quando em casa (ou no trabalho), passamos para a "central de informação" - a agenda, ou similar.

Para quem gosta mais de fazer uso da electrónica, há o evernote, uma app que merece mais que apenas uma vista de olhos. A versão basic permite sincronizar dois terminais, e partilhar as notas: telemóvel/tablet/pc, risque o que não interessa e avance sem medos.

 

Guarde tempo

Guarde umas horas por semana (pronto, se não pode ser no plural que seja no singular, sessenta minutos não são de desperdiçar!), e assuma um compromisso consigo própri@. Pode ser tão só e apenas para tomar um banho de imersão à luz das velas, sem interrupção. Se tem crianças pequenas peça ajuda à sua cara metade e seja indulgente consigo mesm@. Ou se lhe der mais jeito (e puder) marque uma massagem - há-as de 20 minutos (que pode aproveitar para fazer na hora de almoço, por exemplo), e dessas as melhores, na minha opinião, são as de reflexologia... experimente, ainda que seja só de quando em vez...

Mimo grátis-ou-quase: no seu smartphone, descarregue a app Headspace ou a Calm. E deixe-se ir, 10 minutos por dia; a meditação ajuda a combater a ansiedade e o stress, e notará diferença no final do primeiro nível (dez meditações) - isto no Headspace, e se quiser continuar, tem de subscrever=pagar. No Calm, é mais ou menos o mesmo sistema, mas a anuidade tem um valor inferior... e mais não sei que ainda não experimentei a segunda.

 

Faça

O slogan da Nike deve ter sido dos momentos eureka mais bem conseguidos: just do it é a súmula do que é preciso: atire uma perna que a outra segui-la-há, uma viagem de mil quilómeros começa com um pequeno passo... e demais lugares comuns. Não pense no passo seguinte, limite-se a dar um. Sem ideias? Descarregue a app YOU e acrescente-a (ou substitua-a por) ao Instagram. Crie o hábito de ir lá diariamente e vá aceitando os desafios: conseguirá gastar um máximo de 2 minutos, mas se quiser pode gastar mais. O precursor é o chef Jamie Oliver, e amigos, e a ideia que norteia a mesma é fundamentalmente a máxima de Roosevelt: fazer o que puder, com o que tem à mão, onde estiver. E durante os dois ou três minutos que tal empreendimento lhe rouba, desligue-se de tudo e concentre-se apenas nessa tarefa. Já está? A sério? Então parabéns: acabou de fazer uma microaction que potenciou a sua capacidade de mindfulness. Mas deixe o jargão e aproveite o bem estar que esses escassos minutos lhe proporcionam. E não estranhe, se der por si a aguardar o dia seguinte com expetativa.

Se prefere o papel ao app, já existe em versão papel/livro/diário. Pode comprá-lo na amazon por £6,99- cá em casa, já vive um...

 

E então, em meio a este tempo que torna a rentrée uma coisa estranha e incómoda, nada de remar contra a maré: abrace-a e morda-a com os dentes todos. E privilegie-se, faça deste ano que começa agora (só dentro de 12 meses é que há novo reboot, isso faz com que seja um novo ano , certo?) o SEU ano. Passo a passo, experiência a experiência.

Permita-me desejar-lhe UM EXCELENTE ANO NOVO!

 

 

Eu leio muita porcaria...

A sério. Leio muita porcaria. Livros com maiúscula, assim BONS, com autores que são pesos pesados, também leio. Mas são em número inferior. Nem vos conto, as horas que devoto a queimar pestana de volta de uma Sophie Kinsella, de uma Tess Gerritsen, de uma Mary Higgins Clark, de um John Katzenbach, de uma Elizabeth Adler (de quem já gostei mais se vocês se lembram, aqui)... neste momento leio um Richard Montanari, As Raparigas do Rosário, que me está a prender. Vai daí fui espreitar o que havia mais do autor... em português, nada, mas em outras línguas...  eis que são mais que as mães.

 

Ou seja, estraguei tudo.

 

Um escritor que escreve um excelente livro (não digo que 'As raparigas...' seja assim classificável - nem o contrário...) é de se lhe tirar o chapéu, agora um escritor com uma braçada de livros editados, quebra-me qualquer sorriso. Não quer isto dizer que não vá ler mais nenhum - provavelmente vai ser o meu novo autor de 'bora lá ler tudo o que escreveu' - mas atiro-o já para pilha do distrai-me-e-eu-gosto-mas-não-faz-mais-que-isso. O que, às tantas, até é benéfico, não vale a pena estar atenta à forma, basta seguir o efeito.

E por falar em forma, o livro que li antes deste foi penoso. Uma história bastante interessante, bem contada q.b. - na medida em que não consegui adivinhar de todo, quem estava por detrás do esquema - mas tão mal escrito que doeu. Falo de  Teia de Mentiras, de Heather Gudenkauf

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Vejam um exemplo escolhido meio ao calhas - há pequenas passagens que estão tão ou mais mais pejadas de nomes próprios, diálogos que repetem ao infinito o nome dos intervenientes, para o caso de nos esquecermos quem são... até dói...

- Amy, é tão bom ver-te - disse Sarah dando um passo hesitante na direção da cunhada -  já lá vai tanto tempo.

- Olá - disse ela com voz rouca, surpreendendo Sarah com um abraço. Havia um cheiro a cigarro colado às roupas dela e Sarah sentiu a ponta afiada de cada uma das suas costelas. Sarah retribuiu cuidadosamente o abraço temendo apertar a franzina Amy com demasiada força - Obrigada por teres vindo.

-Ora essa. - Sarah levou a mão à bolsa e retirou um pacote de lenços que entregou a Amy

- Amy, comeste alguma coisa? perguntou Celia

Amy assentiu com a cabeça e Celia lançou-lhe um olhar penetrante.

- Comi - disse Amy num tom aborrecido - podes perguntar ao Hal.

- Ela comeu - confirmou Hal - Não muito, mas eu também não.

 

Fosse um guião e até conseguia compreender a utilização repetida do nome dos intervenientes. Num livro é descabido, e faz-nos cair do cavalo. Isso e frases curtas, muitos pontos finais. Dás à chave, metes a primeira, arrancas, metes a segunda... e páras. Ao longo do livro. Chamei à autora, 'a escritora do motor gripado'. Aquilo é soluço sobre soluço! Tive de pousar o livro - não poucas vezes - por forma a deixar de reparar na escrita e 'ver' a história. Mas custou. 

 

Li-o em duas penadas. Quanto mais depressa leio um livro, "menos bom" este é. É uma forma de avaliar tão boa como qualquer outra, e tem sido tão precisa quanto possível.

 

Já no que diz respeito ao Montanari, esta noite é a terceira. Passou esse filtro com distinção.

E agora vamos ver os outros...

 

Do fim das férias

Das férias, hei-de falar, mas não é hoje. Hoje estou a segurar a casa no lugar da trave mestra, caramba, baixa lá à terra que vai sendo altura. Quando chegámos, ansiosa que estava, aiasgatasestarãotristes, pois claro, se até adoeciam quando passava dez horas seguidas fora!, mas não, as gatas estavam ótimas, benza-as deus, acho que já se habituaram a que os parents são salta-pocinhas (mais a mommy que o daddy), mas voltam. Sempre. O gajinho que ficou em terra, a trabalhar, ai que saudades, quisemos chegar antes dele o que nos fez apanhar horas de um calor indizível, que nem a um engarrafamento no acesso à 25 de Abril a meio de Agosto (!!!) nos safámos, pobre Rocinante que se portou tão bem, e nós a parar nas estações de serviço para não desidratar, que a garrafa fresca de agua mal entrava no carro e era só colocar-lhe um saquinho de chá dentro, ótimo para as dores de garganta se alguém as sentisse. E depois, entrar em casa, correr para o duche, e esperar a chegada do jovem mancebo, que chegado, boa tarde e nem um beijo. 

Balde de agua fria primeiro.

Dias seguintes difíceis, que raio, sem entender porquê a distancia e a frieza, e as bichanas que amuavam por sistema, pós-abandono incompreendido, normais e satisfeitas, e o infante ensimesmado frio e distante, vá-se lá saber e entender, cabeça em loop que me passo de vez, e bum no buraco, amor que me estende a mão e ajuda a subir que não há nada que não superemos juntos mas que doer, dói na mesma. E por coincidência ou nem por isso, rebento que se junta aos demais mortais deste microcosmos e nivela as emoções, todos no mesmo comprimento de onda finalmente.

Três dias ou quatro, quanto bastou de repouso, um contato com pedido de ajuda, eis que uma atenta contra a própria vida e segue a pôr tudo em questão, prostrada pelas emoções desordenadas que a espezinham e a reduzem a menos que nada dentro de si. E mais dois depois, o outro que se faz numa bola e se deita a meu lado, e se deixa tomar pela angústia que lhe espreita as janelas dos dias, umas vezes mais e outras menos discretamente, que não há como se manter em vigilia permanente. E horas depois novo alerta, nova ameaça final, e cuidados redobrados no apoio possível a tamanha distância, eu e ela na sala com fibra pelo meio, ele no quarto à distancia de um braço ou quase, e a tentativa de chegar a tudo com calma e a firmeza possível.

Acabaram as férias, mesmo uns dias antes da rentrée. A vida não se compadece com calendários.

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Da faque? #1 - as bananas amarelas estão out

Voltei agora mesmo do hipermercado, onde fui buscar um item que me faltava para fazer o jantar - mas que raio, falta 'sempre' qualquer coisa! - e antes de ir, o marido diz-me: vê lá as bananas, que já há poucas.

 

OK.

 

Chegada ao hiper, sigo para a fruta e as bananas... eram das cinzentas. Não conhecem? as bananas verdes - as que ainda não são amarelas; as castanhas - as que já não são amarelas. E agora, seguindo o princípio quanto mais depressa melhor, as cinzentas, que mais não são de que o resultado de saltar a etapa 'amarelo';

- passam do verde para o castanho.

 

Da faque?

 

Não pago - repito e sublinho - por um hibrido de rapidez e arca frigorifica.

Que coisa...

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A correr: Tyrant

Vi as duas primeiras temporadas. A primeira, acho que vimos os três, a segunda já avançou só comigo. Bastidores políticos são a minha chávena de chá, ao contrário de outros gostos por parte do marido, que prefere algo que o distraia.

Agora assisto à terceira, com episódios que ultrapassam os 50 minutos cada, e que são densos e transbordam conteúdo.

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A terceira temporada de Tyrant é um dramalhão sem tamanho. A sério. Hajam desgraças para despejar, nomeadamente sobre o (agora) presidente Bassam. Se gosto? Bastante. Se é demasiada ficção?

Infelizmente não.

Aqui a teia é tecida à volta do personagem principal e apertam-lhe a malha, parece demaisado mas, infelizmente, é uma realidade perfeitamente possível nos países Arabes.

Para quem se interessa por política internacional, mas que sabe de antemão que vai andar ombro a ombro com histórias familiares e emocionais.

 

De ver.
 
MESMO.

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