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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

28
Out16

Aquele momento em que ficamos a sentir-nos tão lamechas... que não sai nadinha. De jeito, pelo menos.

Fátima Bento

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O homem da minha vida faz anos hoje.

Já lhe enviei um camião de pins de parabéns, temos estado o dia todo juntos - a uns quilómetros de distância mas à distância de uma sms.

Queria dar-lhe aqui os parabéns assim em ATMOS, no mínimo, ou em IMAX (não sou grande fã do 4DX) mas, coiso que não me sai nada.

Por isso,olha:

 

Fáchavor de continuar a fazê-los, bués, a intervalos hiper-regulares, comigo ao lado, e ouve bem,não engrosses o número das viúvas jamé! Que quando formos seja de seguidinha.

 

Vês, já tou a aparvalhar. E esta gaita já está a distorcer - como a outra, começo a sofrer de afasia ortográfica, mais própriamente estão a misturar-se as sílabas todas e eu sou muito laide para ter uma coisa comum como a dislexia.

 

- Estás a ver, fora o António e já tinha despachado aqui 500 carateres alinhadinhos sem lamechices de mais nem e menos, qb como se quer!

 

É pá vou mas é levantar o resultado das análises e tomar um café ali em baixo, apanhar ventinho nas fuças a ver se desbloqueio de uma vez. Irra!

Já volta, catano.

 

 

 

28
Out16

Gata escondida com o rabo de fora - ou A verdadeira história da tábua de engomar...

Fátima Bento

E lá comprei a bendita tábua de engomar, com menos 2 ou 3 cm de altura que eu quando está fechada, e com quase 50 cm de largura de area de passagem. Uma coisita pikena, pertantes.

 

{Parenesis 1 - no passado sábado fui buscar os óculos progressivos. O máximo que tinha usado tinham sido lentes intervision, vai daí, o progressivo é um mundo novo que me deixa um bocadinho à nora, e atordoada, que a informação que o cérebro lê vai, amiúde, distorcida...}

 

 

Agora imaginem-me a empurrar um carrinho de supermercado com uma bisarma daquelas dentro, que bloqueava completamente a visão do meu lado esquerdo, e a ver tudo dessincronizado... foi penoso. Acreditem que a minha promenade ontem pelo hiper foi de pôr à prova os mais resistentes - mas levei a tarefa a bom porto.

 

Ora passo na caixa, pago as compras - que encheram dois eco bags, além do trambolho-mor, e pronto, eis que me dirijo ao Rocinante que, tadinho, até deve ter ficado sem fala quando me viu ao longe.

 

Treinada pelas ocasionais compras no Ikea, coloquei os sacos e afins na mala, e agarrei na tábua - que não é leve mas não me matou - levantei-a e passei por cima dos bancos traseiros, e aventei um ó pá tu vais fechar não vais? (falar sozinha é o meu nome do meio), enquanto, devagar, baixava a porta.

 

Atão não fechas?????

 

Ok. Tirei as chaves da fechadura da porta da bagageira - onde deixo sempre por pavor de alguma vez as fechar dentro desta e estar a uma distância de casa suficientemente grande entrar em parafuso), e abro as portas do carro - que já teve fecho central mas com a idade vai perdendo faculdades, meu rico menino.

Baixo um dos bancos traseiros, mas nem me perguntem o que eu esperava com a coisa, assim sem mais. 

 

Ó IDIOTA, TENS E TIRAR O COISO ATRÁS DOS BANCOS QUE TAPA A BAGEIRA!

 

 

Suspiro. Dou a volta a maldizer a minha vida... baixar já baixara, agora retirar, nunca. A ver, a ver. Claro que para facilitar não tirei a tábua, que continuou ali, fazendo eu tudo com uma mão enquanto amparava o peso da dita com a outra... às tantas lá consigo tirar o coiso, deixo-o pousar sobre os sacos de compras, e respiro fundo

UFA,

já está! e fecho a bagageira.

 

Vou pôr o carrinho no 'estacionamento dos carrinhos' e entro para o automóvel, louca por chegar de vez a casa! Estendo a mão para agarrar na chave e a enfiar na ignição e... qu'é dela????

 

Qu'é da chave do carro? 

Tiro tudo da carteira, de certeza que pus aqui!! (com um gremlin a gargalhar-me ao ouvido).

 

Népia.

 

(o gremlin começa a cantar o clássico na-na-na-na-na-NA!, enquanto se rebola no chão agarrado ao estômago e aponta para mim já a chorar de tanto rir).

 

Ok, encho o peito de ar e assumo. Deixei-as na bagageira.

 

Pensa rápido, já estás aqui há horas... certo, vamos lá baixar o outro banco e vasculhar.

Buga!

 

Baixo o outro banco e a primeira coisa que vejo é o mega saco cheio de eco bags vazios. Ahhhh!!!!!, tiro e ponho sobre a tábua. Depois o primeiro saco das compras, ahhhh!!!!! : para fora do carro, chão. Saco do Celeiro ahhhh!!!!!, também sobre a tábua. Segundo saco de compras ahhhh!!!!!, arrasto-o na bagageira, para junto da caixa que entre outras coisas tem a caixa de ferramentas do gajo.

 

 {Parentesis 2 - não sei  se conseguem visualizar a cena: com os dois bancos rebaixados, eu estava de fora do carro a fuçar na bagageira, cujo ponto forte sempre foi ser grande, mas que ontem me fez olhar para o tamanho de outro ângulo...é que às tantas, de fora já só haviam pernas e rabo...}

 

- E oiço O SOM.

 

My precious!!!!  Afasto mais um nadinha o saco e ei-las! Agarro-as como se a minha vida dependesse disso, meto os sacos de qualquer maneira possível, e ponho o corcel a mexer, tirem-me deste filme. E DEPRESSA!

 

Antes desta epopeia, enviara uma mensagem ao marido, que chegara do trabalho, não troques de roupa, preciso que venhas ao carro (para transportar a puta da tábua). Quando estaciono o bólide, pego no telemóvel. Resposta: já foste! (também, quase uma hora depois...)

 

Ok.

 

Arregacei as mangas, tirei o raio da tábua, pu-la dentro da escada. Retirei os sacos das compras, coloquei junto à porta. E agora põe lá 'o coiso' no sítio - se nunca o tinha tirado, também nunca o tinha posto, duh! Mas depois daquilo tudo, foi como limpar o cu a meninos.

 

Quando entrei na escada um dos meus gajos já tinha levado o chaimite para cima, graçádeu! Arrastei-me, e mais aos sacos, escada acima.

 

Entrei em casa e disse ao marido

Irra que se eu puder complicar uma coisa, eu complico, dasse! 

Ainda nos havemos de rir desta história, mas canudo estou p'a morrer... e contei-lhe.

 

A meio já dava valentes gargalhadas. 

 

Agora a sério: se eu não nascesse... vocês sabem o resto...

26
Out16

3 pontos de blogtiqueta, por ordem aleatória... (coisas que me encanitam #3)

Fátima Bento

Aqui há coisa de três anos, numa conferência de bloggers, o Pedro Rolo Duarte disse uma coisa que deixou muito mais de metade da sala com vontade de lhe partir os dentes (ó Pedro, não olhes para mim): dividiu a blogosfera em blogues de primeira e blogues de segunda. 

Eu, que na altura ainda "mexia" no Diário de uma dona de casa, não tive qualquer dificuldade em encaixar 'o golpe': obviamente que sim, quem quer ver olha, quem não quer fecha os olhos, mas se há bloggers amadores e outros profissionais; se há blogues com 100 visitas diárias e outros com um milhão delas; se há bloggers trend setters e outros marias-vão(atrás-das)-com-as-outras, é claro que os há de primeira e de segunda. 

Podia ter sido dito de outra maneira [já alguém por acaso pensou em classificá-los como se faz aos restaurantes - com estrelas Michelin - mas com outro símbolo qualquer? Era catita (e dispensável e não ia dar a lado nenhum, mas é uma ideia)...] mas a verdade é inequívoca e incontornável. Existem, sim, blogues de primeira e de segunda.

 

Na altura, este mundo ainda estava um nadinha distante do que era agora. E a esta parte algumas coisas deram um salto que, até certo ponto, me envergonha.

 

Ponto 1.

Não, não mexem comigo em sentido negativo blogues como a Pipoca ou a Carlota. Acho fantástico que as coisas lhes corram bem e ganhem a vida a fazer o que mais gostam. Se têm posts que somam valores iguais e superiores ao salário mínimo? Têm. Mas dá trabalho. Queima a imagem (que tempos houveram em que se queimava mais facil e definitivamente). E dão lucro a quem lhes paga. O post foi vendido, ou o espaço alugado por €500 ou €1000? Dêem-se ao trabalho de calcular a rentabilização da marca publicitada... ah!!

Repito: não caiu do céu. O trabalho de bastidores é imenso. Claro que o networking é fundamental e sem conhecer as pessoas certas nos lugares exatos não se chega a lado nenhum, mas isso são fait-divers.

O que me irrita mesmo é quem se dá ao trabalho de desancar os blogues dos outros em vez de melhorar o seu.

Isso, minhas queridas, chama-se inveja. E a inveja é uma coisa muito feia...

 

Ponto 2.

Volta e meia leio um post que tenho vontade de comentar. Desculpem lá, mas esta coisa dos blogues encaixa-se em dois pressupostos: de que gostamos de escrever, e que queremos ser lid@s. Partindo do principio da reciprocidade, os que nos dão esse prazer podem dizer o que lhes aprouver (e sim, haters gonna hate, quem não aguenta que arranje um hobby novo...) e nós, que a boa educação é boa e recomenda-se, damos o feed back possível. Ó pá, se não temos tempo para mais, um emoji  é aceitável, embora de evitar a uso e desuso - quem escreveu o comentário gastou tempo a ler o post e a escrever o comentário, merece um bocadinho mais caramba! Mas isso é B.A-BA.

Agora o que me lixa (lixa mesmo) são os blogues que suprimem os comentários. É pá que os filtrem, ok, não é muito bonito, mas pronto, há quem não goste de ter bocas foleiras em espaço público (como se doesse menos lê-las em privado...), mas é um direito, e não é completamente reprovável.

Agora retirar a possibilidade de interação entre o leitor e o blogger, é cuspir na cara de quem se dá ao trabalho que clicar no link e ler o último conjunto de carateres que nos tenha aprazido publicar. Isso é feio, mal educado e um grande fuck you para os seguidores/leitores.

 

Quando apanho um blogue assim, tomo nota do nome do blogue e FAÇO QUESTÃO de não voltar a pôr lá os cascos. A educação é uma coisa que cada vez valorizo mais, e para mim, esta postura só mostra ausência da mesma.

 

(e o mais engraçado é que a supressão de comentários é coisa de blogues que, ou estão em vias de passar da segunda para a primeira divisão, ou que acabaram de entrar nesta; será que não aguentam a pressão dos haters? Ou são mesmo, mesmo pessoas muito ocupadas?

 

 

Ponto 3.

Os rebanhos são uma coisa demoníaca. Abre a loja Magnum - foi o que me veio à cabeça, deslarguem-me! - e oh lá vai a romaria, e gabam-se de ter estado duas horas numa fila (!!!!!!!) para comer um Magnum - não hajam aqui dúvidas é UM MAGNUM, igual aos que compramos em caixinhas, no supermercado

(pelo que me foi dado entender, já que, como não gosto do referido gelado, nem sequer sei exatamente onde é a loja, exceto que  é ao Chiado, acho - mas para mim, também, é sempre tudo ao Chiado...)

com umas coisas por cima, ou isso. Nem é absurdamente caro - parece que pagamos um euro pelos topppings, mas duas horas numa fila para ser d@s primir@s a provas a delicatessen? Pamordasanta.

Mas depois os outros bloggers.

a) os que não vão à loja Magnum - e anunciam que não foram;

b) os que não vão ao ginásio - e anunciam que não vão;

c) os que não correm - e anunciam que não correm;

d) os anti-super alimentos e militantes anti-sem (lactose, açúcar, glúten) - que anunciam que o são;

 

e por aí fora. Falta acrescentar que o anúncio é feito

 

- com umas alfinetadas nos a), porque fazem parte do rebanho que vai a todas, qu'hórror;

- com umas bocas aos b) que pertencem ao rebanho dos obcecados por coisas fúteis;  

- com um desprezo latente na forma como se referem aos c) porque emparelham com o rebanho dos que só correm porque 'toda a gente que é gente' corre;

- com umas críticas ferozes aos d) pela jóia vitalícia paga pela pertença ao rebanho dos extremistas.

 

Honestamente, até sou solidária com algumas ideias que estão acima, mas tenho uma razão (qualquer). Este 'problema' que aponto é que os ANTI tudo, querem de tal maneira sobressair pela diferença, que não entenderam ainda que já criaram um rebanho novo e supé in, o Rebanho do Contra que começa a ser cada vez menos digno de distinção pela razão que foi criado. Porque já não é exceção, já passou a regra.

 

E pronto, é isto. Volta e  meia ponho-me a divagar e chego a conclusões assim...

 

Obrigado por estarem desse lado e lerem 

25
Out16

Se eu fosse um filme era uma comédia blockbuster...

Fátima Bento

Pois que há pouco mais de duas semanas perdi o rasto a um dos meus cartões MB.

 

Eu SABIA que o tinha trazido para casa - mesmo assim liguei para a pizzaria, onde o tinha usado pela última vez, e, claro, não tinha ficado lá. E ainda perguntei noutros lugares - não são poucas as vezes que tiro do porta moedas o "baralho de cartas" para escolher o cartão certo, e poderia ter deixado ficar aquele sobre o balcão. Embora fosse estranho ser o único que faltava no resto do "baralho".

 

Virei a sala do avesso: afastei o sofá, abri as dezenas de revistas que por aqui pululam (e que têm de ir para a reciclagem), para ver se tinha ido parar dentro de alguma delas. Nada.

 

No quarto, e porque tenho a mania de virar a carteira ao contrário e espalhar o conteúdo para fazer a triagem do que é para despachar para o cesto dos papéis, espreitei debaixo da cama,  entre as caixas que lá estão, e debaixo delas, verifiquei atrás das mesas de cabeceira, no ponto em que encostam à cama, atrás da cabeceira da mesma... e finalmente fui aos bolsos das calças que tinha naquele dia. Nada.

 

Vai daí, desisti de procurar.

 

Anunciei que tinha perdido o cartão EM CASA aos que comigo coabitam, não fosse alguém tropeçar nele, e dei as buscas por terminadas. Nem quis ir ao banco pedir outro porque eu sabia que aquele estava aqui em casa. E o meu motto nestes casos é que

 

o desespero com que procuramos algo desaparecido, é diretamente propocional à hipótese de não encontrarmos o alvo das nossas buscas.

 

E então, mesmo pensando no desaparecido de cada vez que usava outro cartão para efetuar pagamentos, deixei a coisa andar.

 

Este sábado, estando eu a pôr ordem no caos da cozinha, quando a coisa já estava em ordem, ao tirar as fruteiras de cima da mesa a ao colocar as mesmas junto da maquina de café - para deixar a mesa preparada para alguém a vir ataviar com os acessórios para podermos sentar e comer o jantar que tinha acabado de confecionar, eis que a minha visão periférica capta o cartão de visita da pizzaria - que eu sabia, estaria justo do MB perdido.

 

PÁRA TUDO

 

Viro-me em slow motion, e o realizador faz um zoom para o açucareiro, enquanto o responsável pelos efeitos musicais põe a musica do Tubarão de fundo. Uma mão aproxima-se do copo de porcelana, e retira o cartão de visita de entre os pacotes. O indicador desliza por detrás do mesmo enquanto o polegar o mantém no sítio e surge... o cartão multibanco desaparecido.

 

Bom, só não fiz a dança da vitória porque... é pá... o cartão multibanco estava no açucareiro...

 

NO açucareiro!!!

 

Isto é a epítome da distração...

 

21
Out16

E depois fico com os azeites e desando a destilar veneno...

Fátima Bento

Há aquelas pessoas que acham que são donas de verdade, que são a última bolacha do pacote e que só elas é que sabem. É que não interessa o quê: donos da verdade, é aos molhos!

 

E há uma coisa que me irrita solenemente em termos de certezas: a educação dos pequenos. Dos nosso infantes. Passo o cliché, mas daqueles que a vida nos emprestou para prepararmos para o momento de descolagem e abertura de asas: esses.

 

E venha quem vier dizer o que quiser, e encham-se paginas de revistas de todas as nacionalidades, de carateres a dizer que É ASSIM, e não é de outra maneira: 

 

TRETAS

 

É que na educação como no resto, cada caso é MESMO um caso, e não há respostas certas. Nós, enquanto pais, funcionamos por tentativa e erro, esperando que os inevitáveis enganos cometidos não sejam irremediávelmente irremovíveis do inconsciente dos petizes. E avançamos, com maior ou menor bravura - que nos vem e muito, da forma como fizeram o trabalho connosco e se sedimentou (ou não) segurança qb.

 

De resto existem algumas balizas comuns.

 

Aqui em casa temos dois exemplos antagónicos: o marido e o irmão sempre trataram os pais e demais família por você, e eu e a minha irmã sempre tratámos os pais e avós por tu. Verdade ou coincidência, havia um maior envolvimento emocional na minha família (para o melhor e para o pior) de que na do marido. E depois os meus filhos quebraram o tabu e correram toda a gente a 'tu', sem incentivo - nem censura. Foi assim, não tendo havido melindre, não houve necessidade de corrigir a mão. Pronto.

 

Nunca ninguém - à excessão de uma professora do meu filho no primeiro ciclo - tratou os meus filhos por você (independentemente da utilização da segunda pessoa verbal, ou do nome da criança - o que é uma mariquice estilística, na prática dá no mesmo), nunca.

 

Acho que era capaz de morder quem o fizesse. 

 

A distância do você é um corte emocional que pressupõe um tratamento à distância de um braço bem esticado e-não-chegas-mais-perto-por-muito-que-te-esforces.

 

 

E isso é mesmo, mesmo retorcido.

 

 

Pergunto a mim própria se, tirando a óbvia necessidade de marcar a superioridade face aos não-(me chegas aos calcanhares)-pares, o vincar 'eu sou de berço e tu não'

 

(ih se fossemos por aí! os podres das auto designadas últimas coca-colas do deserto fedem a quilómetros, é só necessário um nadinha de atenção...)

 

é uma forma de esconder uma terrível sensação de vazio afetivo, e que dizem as psicologias, nos faz agir por imitação ou oposição, sendo neste caso preciso a primeira opção ou

 

mais grave, muito mais grave

 

é apenas um capricho fútil, um meio fácil e acéfalo de trepar socialmente aos olhos de terceiros e entrar ou permanecer no meio de todos os outros (outros enquanto reflexo do próprio), diferentes dos párias que se tutoient a torto e a direito como se não houvesse amanhã. Assim como eu e as pessoas com quem privo.

 

Por isso, e para rematar a prosa que já vai longa, não há certezas em termos de educação E o "você" é uma... nem lhe vou chamar falsa questão...  é uma questão de merda, levantada por pessoínhas que se esquecem que, quase sempre, a última bolacha do pacote... está esmigalhada.

Esta aqui.jpg

21
Out16

I'm alive!!!! (again)

Fátima Bento

Hoje acordei tão bem disposta que nem precisei de café - aldrabona!

Está bem, precisei de café mas acordei bem disposta, pronto!

É que ontem consegui escrever!!!!!!!

Caramba, os dedos já acertam nas teclas, e a dislexia, **puff**, foi-se embora.

Aguardem-me pois.

Obrigado a quem continua desse lado apesar do meu 'ao sabor da corrente' que me vai valendo uns valente pirolitos; eu garanto que continuo aqui este lado, mesmo quando fico a olhar para o cursor a piscar, ou quando escrevo e apago parágrafo atrás de parágrafo, ilegíveis.

E vou continuar!

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20
Out16

Kleenex, caldos de galinha, e um camião de paciência... irra...

Fátima Bento

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Não vos passa pela cabeça as vezes que aqui tenho vindo, desando a escrever e depois apago tudo. Ou guardo nos rascunhos. Ou.

Ou.

A verdade é que desde aqueles dias antes do meu aniversário que tenho andado triste.

 

{Pronto, podem-lhe chamar deprimida, mas a verdade é que ainda não foi preciso intervir com antidepressivos, a psicanálise tem dado para o gasto. Até ver, que às vezes a linha é tão ténue que não a vejo; não é um dia de cada vez, é uma semana de cada vez, a ver se consigo levantar-me e mover-me em linha reta sem muletas. A avaliar a cada quarta-feira}

 

É que isto de fazer mais um ano - independentemente da idade - é uma gaita. A gente acha que vai passar airosamente pela inevitável prova dos nove a que sabemos ser submetidos consciente ou inconscientemente, mas é o passas. Parece que é nesta altura que os fantasmas saem todos dos armários.

Que queremos dormir, descansar, respirar fundo, e que os instintos básicos estão todos baralhados. Qual encher o peito de ar? A caixa torácica parece feita de chumbo.

 

E depois as lágrimas (novidade este ano).

 

E ela chora. E apetece-lhe esconder-se para chorar e ninguém ver. Mas quer que lhe façam um mimo, mas sem que se preocupem por se estar ali a desidratar desalmadamente. Mas se se esconde e não virem como é que adivinham que precisa de colo? Mas ela é forte, repete-se, enquanto limpa as lágrimas (...haja pachorra...)

 

E depois é o buraco no peito, e a voz que bichana 'não fizeste nada, não vales nada'.

 

E às tantas é o enorme enjoo de nós própri@s. Caramba, porra, arrebita-te mas é! E, ato contínuo, a lista de boas intenções:

amanhã faço,

amanhã vou,

amanhã consigo

- e de manhã a cabeça que não se quer levantar da almofada, o não vale a pena gravado a ferro e fogo.

 

E é isto. Um dia. Cinco. Uma semana. Mais tempo.

 

E quanto mais consciência tens de ti, mais duras são as descidas ao inferno, como na alegoria da caverna: é que já sabes interpretar as sombras...

 

O que vale é que só fazemos anos de doze em doze meses.

 

Balanços na última semana de dezembro?

 

Pfffff, isso é para meninos... 

 - Easy peasy...

08
Out16

L'été indian

Fátima Bento

Eu jurei, mal acabou o Inverno, que este ano, ninguém me ia ver a reclamar do calor, nem que chegássemos aos 50º. Não chegámos

 

(apesar de a 8 de Agosto estar fechado no Rocinante, logo a seguir ao almoço, "às voltas atrás da cauda", à procura da quinta onde passei os dias de férias, e não a encontrar (porque a zona ainda não estava mapeada), estar completamente desidratada e sem conseguir ordenar pensamentos, e passar quilómetros sem encontrar uma sombra em que pudesse encostar a viatura... aí tenho poucas dúvidas de que DENTRO do carro, se atingiram os 50º...)

 

e cumpri o prometido: não me queixei e continuo a não me queixar. E a par com os prognósticos que já se fazem para o Inverno, vou continuar aqui a agradecer o solinho,o calor, e a colocar o protetor solar no vidro do carro todos os dias - e toda contente!

 

Ok, dirão que Verão em Outubro, JÁ CHEGA.

 

Eu digo DEIXEM-NO ESTAR.

 

Não é que não goste de um fresquinho (ÓY! eu disse fresquINHO!), daquele que já nos deixa puxar o edredão de verão para cima do corpo e tapar os ombros (sou daquelas que gostam de adormecer numa bola com os ombros tapados), mas não tenho qualquer pressa em ultrapassar essa marca.

 

Ainda não levo o cardigã comigo quando vou voltar um nadinha mais tarde - mas também já não visto tops sem mangas.

Ainda ando às voltas à procura de um lugar para estacionar à sombra - e faço-o com um sorriso...

Ainda não dei volta à roupa de verão, meia estação, inverno: essa dança das cadeiras fica para mais tarde.

Ainda posso ir tomar um café ao final do dia, ao bar da praia, ou à esplanada na baía, com a certeza de um entardecer de mar azul vivo, e pôr-de-sol brilhante.

 

E depois, um dia estes, acaba. E dizem que vem aí um Inverno como não temos memória.

 

Não me incomodo com luvas, gorros, cachecóis, estolas de lã... nada. Não me peçam é para me encebolar em excesso que passo mal se não conseguir agitar os braços... mas também, tenho a sorte (?) de, em último caso, deixar-me estar chez casinha.

 

Mas isso tudo será depois, no dia em que acordarmos e o sol tiver ido de férias, o termómetro assinale números baixos, as alergias nos começarem a tocar com o indicador no ombro, e forem precisos dois ou três cafés para atingirmos aquele estado de vamos a isto.

 

Até lá, vamos aproveitar o Verão indiano enquanto dura!

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06
Out16

Alguém me explica isto????????

Fátima Bento

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É que eu não encontro explicação possível! Tenho esta conta HÁ MUITOS ANOS e nunca me tinha acontecido tal coisa. NEM fiz nada de diferente!

Notifiquei através do URL indicado e até agora no que diz respeito a explicações... nada.

Estou tão, mas TÃO ZANGADA!

O email faz-me falta! Querem ver que vou ter de mudar de endereço? E os(imensos) incómodos que daí advém?

Quem se lixa é sempre...

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