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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Sessão de terapia estilo "Party &co"*

Hoje a terapia foi um mimo.

Eu, à conta de bebidas quentes, lá consegui passar de afónica a MUITO rouca, projetando a voz "por cima"

(não faz sentido? esqueçam...).

O terapeuta já estava muito rouco a caminho do afónico. De maneira que pelas vozes ninguém nos conhecia!

Aquilo filmado já estava viral, eheheheh.

 

 

* jogo de tabuleiro que mistura perguntas de cultura geral, adivinhar por desenhos, por gestos...

 

Desafio de Natal - sim, aqui se não me desafiam, agarro os desafios à má fila!

A m.M deixou o desafio em aberto,e como já toda a blogosfera (quase) o fez - e a criança em mim não pode ver nada e não querer também (e ninguém quer brincar comigo, chuiff ) - fui e peguei. 

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1. Qual é a tua comida ou doce de Natal preferido?

Do peito de peru recheado com frutos secos, acompanhado de couves de bruxelas glaceadas e cuscus com romã. E castanhas assadas ou fritas (das congeladas)

2. Qual é a tua música de Natal preferida?

Christmas song, cantada por desde Nat King Cole a Michael Bublé e pelos outros todos de premeio. Adoro.

3. Quais são as tuas cores de Natal preferidas?

Vermelho e branco. E aquele tom de castanho das bolachas de gengibre.

4. Preferes ficar de pijama, ou arranjares-te no dia e véspera de Natal

A pergunta de um milhão de dólares! Como sou eu que cozinho, por principio, nunca tenho paciência para grandes produções. E a camisola parola é obrigatória, o que limita logo o glamour da coisa... E o meu pijama é todo natalício, por isso também cai bem  

5. Costumas abrir as prendas de Natal na véspera ou só no dia?

Habitualmente, à meia noite, embora ache mais romantica a ideia da manhã de 25... mas ninguém se segura.

6. Se só pudesses oferecer prendas a uma única pessoa este Natal, a quem seria?

Ao marido. Super-hiper-mega marido.

7. O que mais gostas de fazer nas férias de Natal?

Let it be. Obrigatória, só a volta pela baixa - e este ano também pela Avenida e Marquês, para ver as luzes e fazer um jantar a dois. 
8. Já alguma vez construíste um boneco de neve?

Nope, chuiff 
9. Qual o teu filme de Natal preferido?

Definitivamente, Love Actually. Gosto de tudo no filme - e até tem o Alan Rickman!!!

10. Do que gostas mais, da véspera de Natal, ou do dia de Natal?

O dia de Natal, é o dia da ressaca. E não tem nada a ver com bebida... Na véspera, suuuuuubo os níveis de stress e no dia relaaaaaxo. Ainda assim, não consigo decidir...
11. O que é para ti o Natal?

Este ano é o menos indicado para responder a esta pergunta como se espera. Este ano, para mim, o Natal seria uma grande seca/imposição, em que ninguém se esforçaria, como de costume, para encaixar no Espírito - e não devia ser necessário o esforço, certo?

Por isso, vou resumi-lo a mostrar às pessoas que durante o ano me mimaram de alguma forma, que me apercebi disso e gostei, sob a forma de um presentinho mais, ou menos, simbólico - até à mocinha que me tira a bica à quarta feira, na pastelaria junto ao consultório do terapeuta! - e NÃO VOU dar presentes por obrigação. Não este ano.

(já tive a minha parte)

E nomear... ó Angela, ainda não fizeste? Então, fáchavor!

"Este Natal só damos presentes às crianças", e outras barbaridades afins

Esta é uma daquelas coisas que com o tempo se pagam. 

 

E se em termos de educação, neste momento não tenho quaisquer certezas, exceto que devemos fazer o que achamos acertado, o melhor possível, e que seja o que tiver de ser quando forem maiores

(assimcumássim, diz-me a experiência, que NUNCA acertamos, segundo os próprios...),

garanto que esta história dos presentes só para as crianças É UM ERRO. 

 

Ao fazer distinções, sejam elas quais forem, estamos a ensinar que existem privilegiados, que existe uma hierarquia, e que eles estão no topo.

 

(assim um bocadinho como no 'Animal Farm" do George Orwell)

 

Estamos a adulterar o principio de dar e receber - estamos a dizer, toma lá e nem é preciso agradecer, mesmo que lhes digamos, vá, diz obrigado ao tio. Aqui mostra-se o obrigado com o V de volta na forma de um presente, mesmo que simbólico. E eles, pequenos, têm de ver que os adultos, entre si, têm o mesmo valor: também trocam mimos e objetos - mais uma vez insisto, independentemente do valor - porque os grandes também são gente, e têm tanta importância como os pequenos.

 

Não devem bailar frases (às vezes durante semanas, a espaços mais ou menos certos) como 'ah, é um dia como outro qualquer' , 'não quero que me dêem nada', 'este ano não dou nada a ninguém só aos mais pequenos'.

 

A colheita de tais frases e exemplos pode muito bem ser,por sistema, vir o Natal e eles nem sequer pensarem em oferecer o que for a  quer que seja. E expandirem tais hábitos a aniversários e afins

 

MAS

 

vão sempre contar com as suas como certas. e sentir-se injustiçados se assim não acontecer.

 

Sim, estamos a criar uma geração de mimados imaturos. Estamos.

 

E se começarmos por podar estes erros? 

 

Não há dinheiro suficiente? Baixa a fasquia para dar para todos. Em vez do IPhone 7, recebem um 4 ou 5. Em vez de receberem roupa Zara, que seja Primark... não é Barbie, tem direito a ser batizada por quem a recebe. Não é Chicco, é marca branca (mas certificada)... e para os adultos, se mais não puder ser, uns bombons caem sempre bem. Ou umas bolachas... ou... ou...

Baixemos a fasquia e que hajam presentes para todos os presentes!

Feliz Natal!

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