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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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17
Mar17

Sorteio de aniversário - resultado final

Fátima Bento

rdm.jpg

 

 

E eis que finalmente os três kits estão "entregues".

  •  Kit A - Milú Reis 
  •  Kit B - Susana Guimarães
  •  Kit C - Desabafos da Mula

Foram dadas 72 horas para que os prémios fossem reclamados, de cada vez: o sorteio foi feito no dia 7 e o último kit foi reclamado ontem (o prazo para tal terminaria no dia 19 ao meio dia). É bom de fazer as contas.

 

Agora há que esclarecer o que penso que não fosse necessário, mas que ao que tudo indica, é.

 

Os blogues quando fazem sorteios não o fazem porque gostam dos leitores e acham que eles merecem um prémio porque por cá passam com assiduidade. E esses merecem, sim senhores, sem qualquer dúvida.

MAS o que mais se almeja com um sorteio - e neste caso UM sorteio de SEIS livros - é dar a conhecer o blogue. É dar a ler e conhecer os escritos do autor - porque ninguém que escreve e publica o faz a não ser que deseje ser lido. 

 

Poderia considerar este sorteio um sucesso porque, como publiquei aqui, já ordenados pelo Random.org (i.e., estando o sorteio já feito), estiveram a concurso 170 concorrentes.

 

Poderei considerar este sorteio um fiasco quando, quando o valor de cada prémio oscila entre os €26,70 e os €37,89, consoante o kit (preços de hoje, 17/03/17 em fnac.pt), e o mesmo é dado como encerrado apenas 9 dias  depois do sorteio.

 

 

E quando recebo mais de que uma dica para a alterar o formato, por forma a ser EU a avisar os sorteados...

 

A IDEIA, que me leva a investir no sorteio [porque aqui não houveram patrocínios nem existem parcerias], é que as pessoas visitem o blogue e/ou pelo menos a pagina no Facebook. Ou que abram os emails do 'Bloglovin. Ou que espreitem a pagina no Blogs Portugal; qualquer coisa!

 

 

Se isso é pedir demasiado, então:

 

 

Talvez as 72 horas tenham sido tempo excessivo.

 

Talvez o sorteio tenha sido má ideia.

 

Talvez não valha a pena.

 

Porque se:

  • Adquiro os livros
  • Organizo os kits
  • fotografo os mesmos
  • divulgo no blogue
  • divulgo na pagina do facebook
  • organizo todos os nomes em três listas: FB (facebook) BPT(BlogsPortugal) e BL('blogLovin)
  • Insiro-as no random.org
  • carrego no botãozinho que os ordena
  • publico no blogue
  • publico na pag do FB, em destaque
  • posto a lista completa aqui no blogue para que os concorrentes possam confirmar que estão na mesma - e disponho-me a enviar a mesma em PDF por mail para quem o requisitar
  • Dou 72 horas para os três primeiros lugares se chegarem à frente.
  • Dou as mesmas por terminadas, e dou 72 horas para os seguintes 3 premiados dizerem presente (e surgem dois)
  • Dou 72 horas para o vencedor do último kit se manifestar
  • Dou por encerradas as 72 horas e abro as seguintes
  • Apresenta-se o sorteado nº8 e dou por encerrado o processo.

 

Ou seja: quem passe pelo blogue com uma assiduidade média e/ou use o espaço de pesquisa escrevendo 'sorteio', encontrará 6 entradas referentes a este ano, duas das quais sem quaisquer dúvidas sobre os premiados. Todos assinalados. 

Quem passar pela pagina do blogue no FB, logo como primeiro post, a lista, atualizada (sempre).

 

Não acham que se eu avisasse os premiados por email ou de qualquer outra forma direta (coisa que não poderia fazer por não ter o contacto de todos) estaria a desvirtuar o principio subjacente a este sorteio? Que é a divulgação deste espaço e o apelo à visita ao blogue?

 

(se usar o campo de pesquisa do blogue com a palavra sorteio, agora, encontrará agora 7 entradas de 2017)

17
Mar17

Apeada

Fátima Bento

Eu ia. Ia toda lampeira ao cinema, ver o que não consegui ir ver ontem, a transposição de desenhos para pessoas no universo Disney de Beauty and the beast. Isso e ao(s) supermercados comprar as cosas que me fazem falta - não tenho porridge, gaita! - e depois voltaria para casa feliz e contente.

 

Ia.

 

Entrei no Rocinante, toquei no pedal da embraiagem e larguei um palavrão seguido de "... outra vez!"- solta como as coisas soltas. Dei à chave. O gajo pega. Tento meter a marcha atrás, o gajo ruge e não aceita.

 

- já andava nisto, de vez em quando, há uns tempos... mas às tantas normalizava. De qualquer maneira até já o mecânico nos tinha avisado...

 

Teimo, como nas outras vezes, a mudança entra e ao mesmo tempo o bicho morre. Fiz a experiência mais duas vezes. Na última o gajo tossiu quando dei à chave.

 

A-c-a-b-o-u. 

 

Fecho-o e subo as escadas a praguejar em silêncio. Meia dúzia de telefonemas depois estou à espera do reboque da assistência em viagem. 

 

rocin.png

 

Não foi o fim do mundo colocar o carro no reboque, mas também não foi fácil... fomos até ao mecânico e agora o meu lindo está a ser esventrado.

Eu aproveitei, calcei os ténis e fui ao supermercado, e já a seguir, à frutaria.

 

Já não caminhava há séculos! Acho que o Rocinante me está a querer dizer qualquer coisa...

 

17
Mar17

Aranhas outra vez...

Fátima Bento

Há uns anos atrás, antes de mudar para esta casa, mas já com a renovação alinhavada e ainda morando na anterior, tive-uma-daquelas-coisas-que-só-eu-é-que-tenho...

 

Começaram a formar-se duas teias de aranha no teto, uma imediatamente por cima da cabeceira, do meu lado, e outra por cima da porta. Ora, eu só as via quando me deitava, e pensava, "amanhã aspiro aquelas duas", coisa que não mais me ocorria até voltar a deitar a cabeça na almofada na noite seguinte. E as teias tinham (aliás, como seria de esperar), uma aranha cada que, afanadas, prosseguiam com o seu labor.

Sendo eu uma rapariga muito conscienciosa e respeitadora do esforço alheio, decidi não me imiscuir entre elas e a sua finalidade na vida: construir intrincados rendilhados nos cantos das casas. De tal modo me afeiçoei às bichinhas que resolvi batiza-las. À da teia por cima da cabeceira, chamei Carlota, à da porta, Carolina.

 

E agora digam-me: aspirar duas teias de aranha, a gente aspira. Aspirar duas teias com duas aranhas, a gente assobia para o lado e vuuupt, já foste! Agora aspirar uma Carlota e uma Carolina, reduzi-las a pó-de-aranha no filtro de carvão que o meu aspirador da altura tinha? ALGUÉM É CAPAZ, de depois dormir descansado?

 

Por isso daqui a uns anos, que não hão-de ser muitos, os meus filhos hão-de contar aos filhos deles que a avó era tão preguiçosa que em vez de aspirar as teias, dava nomes às aranhas.

 

É um ponto de vista. Falso, mas ainda assim,um ponto de vista...

aranhas.jpg

16
Mar17

Despassarada? Lá agora...

Fátima Bento

Agora mesmo antes de sair de casa, enfio as leggings (que têm costuras tipo nervura à frente) e vou à casa de banho. Aplico o matificador de raízes, vou dar de comer às gatas (aquilo é uma aflição, mal digo 'pronto!' e me ponho em pé é sinal que vou sair - e ficam logo ali a desfalecer de fome, as pobres desgraçadas...), vou à sala, ponho o relógio no pulso e volto à casa de banho para escovar o cabelo e eliminar o pó. E para tal também escovo o cabelo de cabeça para baixo.

 

PÁRA TUDO.

 

As costuras são salientes mas não são assim tanto... yup, calças do avesso (prenda?). Ok, tiro, rodo puxo para cima... ao contrário (prenda outra vez?). Dispo, inverto e finalmente visto-as corretamente.

Não tivera eu matificado o cabelo e nem sei se dava pela coisa!

 

Yup, that's me alright...

laço.jpg

16
Mar17

Eu sou uma desgraça...

Fátima Bento

A sério.

Pois que no próximo sábado, como toda a gente sabe, é dia do pai. Vai daí, tenho a celebrar o dia do pai dos meus filhos. E é que já andava há p'rái duas semanas a queimar neurónios: como dar-lhe um presente que não tenha impresso qualquer coisa como "melhor pai do mundo" - porque isso é para @s filh@s darem aos pais - e de alguma maneira estampar-lhe pelos olhos dentro que ele é um mega-hiper-super-pai.

 

Ontem fui à Worten levantar uma compra feita online, e aproveitei para registar o cupão de desconto no talão das compras feitas na Wells. E estou eu de talão de apoio ao cliente na mão, e está à minha frente a barraca armada: tal como aquando do Rock in Rio e de todos os jogos da Seleção em solo luso. Uma pequena porta a meio do balcão, com os dizeres apropriados

 

Selecao_PortugalxHungria_1400x1000.jpg

 

Como sempre olhei e pensei "deve ser tão giro"... e continuei a minha linha de pensamentos anteri...

 

PERAÍ!,

o jogo é onde (há-de ser longe, e nós não vamos poder ir... e...) 

É NA LUZ! 

 

Pronto! O pai ficou com a(s) prenda(s) - o bilhete e a mãe, eheheh. 

 

Agora, CLARO que aqui a je não ia conseguir guardar segredo. Foi só ele chegar!

 

O suspense deve ter durado 30 minutos, em que ele pensou que eu tinha perdido a cabeça e comprado qualquercoisaparoCCB (que no que diz respeito a jazz não somos esquisitos...) mas o mais barato custaria €80* - Macy Gray, por quem eu nutro uma particular embirração - ou €100* - Manhattan Transfer - e não estava de todo nos nossos planos um gasto com tal volume, pelo que o resultado não seria dos melhores em termos de harmonia conjugal... durante umas horas.

 

Bom , como se costuma dizer, foi sopa no mel! Estamos os dois satisfeitos e temos menos de quinze dias a aguardar para ir agitar cachecóis, e berrar a plenos pulmões - e eu chorar baba e ranho a cantar o hino.

 

Isso, meus amigos, vai ser tiro-e-queda!

 

(mas tenho para mim que a prenda favorita vai ser o silencio de dia 26, que eu venho sem voz - também não é preciso muito...)

 

*o valor que refiro é o de dois bilhetes, nos lugares para onde gostamos de ir

14
Mar17

A última vez que @ vi estava mais velh@... (atualizado...)

Fátima Bento

{Ponto prévio: este post ter(i)a sido guardado em rascunho, ontem à noite, e hoje de manhã... estava aqui, com aquele texto ilegível que foi um tamborilar aleatório por forma a poder guardar a ideia em rascunho.

Ná. Abro agora o pc e TA-DA!!!

Já é a segunda vez que fico embaraçada, e se ponho em causa se na primeira não cliquei mesmo no local certo, desta tenho menos dúvidas... mas adiante}

 

Bom, a verdade é que ontem andei a a circular por sites de streaming de filmes, e tropecei no cartaz de IT, o último filme do Pierce Brosnan. Ora, tanto eu como o Victor queríamos uma pastilha elástica para mastigar e deitar fora antes de ir para a cama, pelo que um filme do género parecia uma aposta segura, Vou ao IMDB e de caminho comento está velho, refrescantemente velho, a recordar o último filme que vira dele Survivor/Sobrevivente, de 2015. Este IT tem um clip ao invés de um trailer. E neste pedacinho de filme fico com a ideia de que o Piercezinho não só viu o Sobrevivente, como viu nele o mesmo que eu: um gajo a envelhecer normalmente. Ou alguém lhe deu um snudge, óy que estás a ficar velho! , porque aqui nota-se que levou um esticões, e aceitam-se apostas sobre onde foi feita a naturalmente invisível sutura.

 

OFFICIAL-POSTER.jpgimg_201505251533196933.jpg

 

Isto irrita-me. A sério que me irrita. Não tenho nada contra umas injeçõezinhas para diminuir (apagar não!) uns riscos mais pronunciados, umas marcas mais vincadas (botox na testa para atores, só feito com muita conta, peso, e medida...) agora isto de passar a cara a ferro e ficar com ela tipo rabinho de bebé, deixa-me possuída. Não é o caso, ele limitou-se a redefinir o contorno do rosto e a esticar mais qualquer coisa (assim cumássim, se estou a dormir e é para esticar, estiquem pr'aí!)

 

Pois que não. Pois que vou ser sexista e vou bater o pé e dizer BASTA meus senhores. Que elas se rejuvenesçam, tudo bem - se não o fizerem, deixam de trabalhar, mesmo! - mas vocês, meus lindos, têm muito que aprender...

Primeiro: o envelhecimento não se trava ou reverte tipo inversão de marcha em alta velocidade; vai-se mantendo-o a uma distância segura e permanente... uma injeção hoje, uns tratamentos estéticos intensivos com periodicidade... e depois porque vós sois tão de carne e osso como nós, o bendito do protetor solar, aliado a bons cremes - La mer, gente que é só para quem pode! - e assim não nos pára o músculo que bombeia o sangue no meio do peito de 2015 para 2016 quando descobrimos que, é pá, a última vez que te vi, estavas mais velho! 

 

Caso contrário, olhos postos no Hugh Grant e no Ralph Fiennes: estão os dois a envelhecer a olhos vistos, o Hugh continua de trincar com os dentes todos, e o Ralph... depende da caracterização, ele em M (no 007) está demasiado canastrão. Nem vou falar no Clolin Firth, e outros senhores que foram abençoados com uns genes fantásticos (ou tiveram boas professoras) , ou o que lhes cabe em marcas cutâneas sobra em charme... 

Mas, é pá evitem o choque. Volta e meia a gente olha para uma atriz e comenta 'esta, também, não envelhece!'. Fundamentalmente é a isso que se deve aspirar em Hollywood. Em vez de ficarmos de queixo caído oqueéqueraioéqueestefez?, a ideia é deslizar de um filme/ano para outro filme/ano  com a sensação que foram filmados ao mesmo tempo.

 

(como exemplo de um trabalho bem feito, está aí o Tom Cruise... não deve ter saltado uma única etapa...)

 

E, pamordasanta, a ver se deixamos de publicar rascunhos (este até tinha o titulo escrito da maneira inversa ao pretendido!), que assim não é possível!

 

14
Mar17

Fechar o circulo

Fátima Bento

Às vezes procuro, e não a encontro. Ainda não descobri os esconderijos que sei que tem e que protege com unhas e dentes. Quando a encontro, muitas vezes está alheada compenetrada em transformar uma situação desfavorável numa forma de brincar, de contrariar quem, ao impor-lhe um castigo, desejava vê-la triste. E de costas lá no fundo da despensa, vai brincando com os brinquedos que foi levando para aí e guardando religiosamente para a vez seguinte que fosse para lá enviada, por um zangado e omnipotente dedo em riste.

 

Se quando a encontro aí, me aproximo devagar e lhe pouso a mão no ombro com ternura, levanta o olhar e dá-me um sorriso débil, enquanto nos seus enormes olhos, juntando-se à tristeza permanente que neles habita, surgem lampejos de perguntas às quais não sei dar resposta 

 

porque me deixaste aqui tanto tempo,

porque não me ajudaste, porque não a impediste,

porque a deixas-te fazer-me tudo, reduzir-me a nada.

 

Dobro os joelhos e, pondo-me à altura dela, abraço-a e peço-lhe desculpa. Digo-lhe que não consegui, que não pude enfrentá-la, que não pude enxotá-la, que não lhe pude dizer que estava errada, que magoava... quis, quis muitas vezes mas não fui capaz.

 

Ela volta-se para o pequeno fogão, mexe um qualquer cozinhado que tem na caçarola, e deixa a pairar no ar "se quisesses mesmo tinhas feito", frase gravada no nada que se agita no ar quieto. Concentro-me no perfil, no queixo que fecha com força, nos gestos que traem alguma emoção que recusa deixar sair. 

Agarro-a pelo ombro e obrigo-a a ficar de frente para mim, olhos nos olhos, sem palavras. Abraço-a com força, levanto-a comigo, e com ela ao colo deixo a despensa, a casa, enquanto lhe sussurro ao ouvido "... não te vai voltar a fazer mal, não te vai voltar a fazer mal, não te vai voltar a fazer mal..." e galgamos ruas, passeios, estradas, prédios, casas, carros, meses, anos... e vê-mo-nos aqui, hoje.

 

Eu sentada com uma pequenita que pode ter quatro, seis, oito anos enroscada no meu colo a dormir confiante enquanto lá fora chove, está vento, mas isso não a preocupa.

 

Sente-se mais segura, a pequenita.

 

Passo a minha mão direita no seu cabelo liso, cabeça encostada que está ao meu ombro esquerdo, e ela mexe-se por forma a enroscar-se mais em mim. Por uns parcos segundos abre o olhos e embora ainda exista neles uma sombra de tristeza, já não existe mágoa.

 

E agora deixamos sarar as feridas de uma vida, assim abraçadas, enquanto o vento lá fora açoita as árvores mas nem ele, nem ninguém que já o tenha feito, nos voltará a tocar.

 

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13
Mar17

Palestina, Hubert Haddad - Livro secreto #1

Fátima Bento

 

Pontos prévios:

 

  • O conflito Israelo-Árabe é-me tão completamente estranho quanto tal é possível quando se tem ouvidos e se assiste aos noticiários, mas não pesco nada do assunto. Gostei imenso the The Green Zone, mas lá está, isso foi no Iraque. E de Zero dark thirty, e ainda neste ano de Eye in the sky (e esse eu sei que estará mais perto... ná, é no Kenya...)... ainda por cima sou uma nódoa a Geografia.
  • Depois é a língua. Eu até me tenho em conta de poliglota - dado que sou fluente em mais de duas - mas há línguas que são completas paredes para mim. Ainda por cima, aquelas zonas do globo são cheias de dialetos... e custa-me um bocadinho estar a ler palavras e não as conseguir pronunciar

 

(haviam de me ver a primeira vez que li um autor sueco - claro, Stieg Larsson - e a parar a cada nome e endereço a tentar pronunciar aquilo... em voz alta. Agora com o dinamarquês Hygge, que descobri se pronuncia hooga, cheguei à conclusão que a mente iluminada era capaz de estar para o apagadote...)

 

  • E para completar, o MEU disco rígido tem limites. Se lhe fizer uma limpeza - este já não tem idade para formatações (algum tem?) - ainda arranjo espaço para informações frescas, mas não me parecia ser o caso.

 

Por isso...

 

palestinablg.jpg

 

Peguei em Palestina no dia que me chegou pelo correio, e levei-o comigo a tomar um café à esplanada-com-vista do costume, uma vez que estava um dia lindo. Dei-lhe, uma, duas voltas, li a sinopse, a introdução ao autor, e a citação que abria o livro. E metade do primeiro capítulo e pousei-o.

Pensei, ao que vale, o livro é pequeno. Pensei, não vou deixar de o ler, mas se fosse maior não sei. Pensei não vou interromper o "Furiosamente Feliz", vou acaba-lo e depois pego neste. Era dia 20 de Fevereiro

 

Voltei a pegar-lhe uma semana e meia depois, por aí, mesmo sem acabar o "Furiosamente(...)" que se começou a tornar repetitivo, e que é dos que não se leem, ao invés disso, se vão lendo - uma categoria à parte, portanto, e tenho mais alguns assim. À noite deitei-me e recomecei-o. E andei umas noites em que não lia, outras em que lia UM capítulo. Até que encontrei o que o A.L.A. chama a chave do livro

 

- e que não é nunca do livro mas do leitor

 

A partir daí não interrompi a leitura. Mas espreitei a narrativa de um poiso de onde ainda não experimentara fazê-lo.

 

Palestina é um poema. O autor troce-se, contorce-se e retorce-se em linguagem que embeleza o destruído, pinta um quadro onde o arame farpado, os blocos de cimento das barreiras são estética fundamental do todo. Como Falastìn toma a mão de Nessim na sua e o embala no sono que os envolve, Hubbert Haddad segura-nos na mão e deixa-nos escolher o importante na trama. Mas existem sempre escolhas, acaba por ser essa a mensagem transmitida pela obra. Mesmo se somos empurrados para elas.

 

Palestina não se engole, saboreia-se. Não é um livro para papa livros, é um livro para leitores gourmets, que não tenham medo de pisar terreno desconhecido.

 

Sobre a história que conta não vou falar, está na sinopse na contra capa, e serve fundamentalmente como o pequeno empurrão que falta aos indecisos para comprar o livro. Porque a história, nos livros bons, é o menos importante de tudo.

 

E Palestina, de Hubbert Haddad, é um desses raros livros que podemos classificar com uma simples palavra, embora usando maiúsculas numa fonte grande e o bold:

BOM

 

À escuta, Falastìn abranda o passo sem virar a cabeça.Um ligeiro ruído nas suas costas fá-la reter o fôlego. Não é que se sinta apreensiva, o medo não a atinge; mas a tristeza invade-a, semelhante a um desejo de destruição, a um gosto brusco pela queda, sempre que sujeita a qualquer ameaça, física ou moral. Apesar disso recompõe-se e demonstra indiferença. Nada se pode contra o verdadeiro desprendimento.

 

 

A escolher uma única citação, seria esta,

 

Porque sim.

 

11
Mar17

Manhãs dispersas (nunca perdidas)

Fátima Bento

Começo a aperceber-me dos sons da rua, do transito, e pela assiduidade da passagem dos automóveis, intuo a hora. E se me sinto a acordar, mesmo sem ainda abrir os olhos, é bom de calcular a hora, porque é sistematicamente, todos os dias a mesma.

Entra a mái nova, trepa as almofadas e vem cheirar a minha respiração, para ver se é de "humana a dormir" ou "humana acordada". Não se atrapalhem que ela também não: vai logo afiar as unhas na cabeceira da cama (pinho em bruto) - sinal que acordei, senão voltaria mais tarde.. SE tiver sorte, respondo um arrastado... já vai... depois de lhe roubar uma festinha e ela bater em retirada. A Mia nesta altura já estará meio sentada ao meu lado, vamos, mommy?

 

... espera...

 

A mái nova faz nova investida: mesa de cabeceira, miúúú mais alto (nunca aprendeu a miar decentemente, não vai ser agora...). Olho para o teto. O pensamento vazio comprova-me que falta lá qualquer coisa - entusiasmo! - para me empurrar da cama. E lá rodo o corpo e me levanto para gáudio da Piccolina, que a mái crescida já estará no rebordo do lavatório à minha espera e do fio de água que vou soltar da torneira. Arrasto-me, passo na casa de banho para a visita matinal, enquanto a Mia engole umas gotas de água corrente, e sigo para a cozinha onde lhes dou o pequeno almoço e trato do meu. E tiro o primeiro-café-menina-dos-meus-olhos-do-dia.

 

Chego à sala e agiganta-se-me, à frente dos olhos e na memória tudo o que há para ser feito. Deixo-me soterrar sobre um não acabar de fiadas de coisas para fazer até já nem conseguir fixar a vista em nenhuma delas. Esgotada sento-me no sofá, ponho o pc no colo, e vou fazer outras coisas. Até me levantar para o segundo café.

 

Que... é agora.

 

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10
Mar17

Uma foto por dia - semana #8 OU Olh'á semana passada! (que vergonha, dona Fátima!)

Fátima Bento

Pois que depois de uma semana...pronto, vamos só chamar-lhe transbordantemente caótica, aqui vai a 8ª semana do ano em fotos... segunda vão poder apreciar a nº 9 (ou terça, para não ficarem tão próximas... )

 

domingo.jpgSegunda.jpg

Terça.jpgQuarta.jpg

Quinta.jpg

Sexta.jpgSabado.jpg

 

 Legenda:

 

1. Há muitos anos que esta noite é uma emoção. É a única noitada que faço por ano... e ando em pulgas durante o dia (eu sei sou uma gaiata autentica...) - 26/02

2. E já segunda feira 27 de Março, o inesperado aconteceu: o Óscar para melhor filme foi entregue por engano - update: os senhores das malas dos envelopes, que ficam nas entradas do palco a dá-los a quem os entrega, foram ambos despedidos 

3. Almoço com o marido num restaurante de fusão, chinês+japonês com esta vista! (28/02) 

4. Um sinalzinho de Primavera, embora as temperaturas ainda estejam mesmo muito timidas... (01/03)

5. A foto da semana - que se arrisca a ser a foto do ano; só lamento não ter conseguido mostrar que haviam flores de duas cores.. (02/03).

6. Assim de simples... (era bom, não era?) (03/03)

7. Frio, aquecedor, mantinha e um só colo. Elas não se gramam, mas às vezes, por inerência, toleram-se (04/03 )

 

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