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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Viver a vida por proxy

Terão reparado que as fotos do meu aniversário não são muitas. E o que pus nos posts foi o que tirei (e uma na saída da autoestrada com a placa a indicar Vimeiro, que me "passou" publicar).

 

E terão reparado que a travessa das asinhas de frango quando foi fotografada já não estava completa*...

 

A minha rede social preferida, desde que existe, é o Instagram - e foi ela que me fez aderir ao android. Mas gosto de sacar do telefone, tirar uma foto para postar - significa na pratica três ou quatro para ver qual fica melhor - guardar o mesmo na carteira e esquecer.

 

Não consigo encaixar as Instastories. Chegou a passar-me pela cabeça fazer uma no meu aniversário, no caminho para o hotel, a chegada... mas nope. Não sou eu, e por uma razão muito simples: ver o mundo através de um écran diminui as emoções e muito. Faz-me lembrar na Disneyland, na parada, o pessoal a filmar e a ver através do tablet ou do telefone.

 

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ÓY, se for para ver num écran, vejo em casa no You Tube!

 

Ali eu quero as sensações todas.

 

Certo que quem está nos parques, passa ali entre três ou cinco dias, e a parada é diária, pelo que hão-de vê-la sem ser de écran à frente, mas ainda assim, eu vi as paradas todos os dias nas duas vezes que lá fui (ou quase). Adoro bater o pé e cantar a musica enquanto espero que chegue ao local onde estou, e quando chega dançar acenar, tudo a que tenho direito! Onde é que entra o telemóvel ou a máquina fotográfica aqui? Em lado nenhum!

 

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Da primeira vez, fui só eu e a Inês, e tirei algumas fotos (com a máquina digital, há 16 anos não sei se haviam telemóveis com câmara, mas o meu, pelo menos, não tinha).

 

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Da segunda vez, cinco anos depois, o Victor e o Tomás também foram, de modo que passei com alegria a maquina fotográfica ao homem e apesar dos nossos telefones já terem câmara integrada, o meu não foi usado praticamente vez nenhuma para o efeito. Escusado será dizer que estamos, os dois, cheios de vontade de voltar, SEM CÂMARAS!

 

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Isto leva-me a uma das perguntas que a Chic me deixou, o que é mais valioso nesta vida? 

 

 

- O momento, todos os momentos vividos com os sentidos todos.

 

Sem filtros, sem plástico de bolhinhas, sem anestesias nem algo que nos atordoe. Isso faz com que às vezes doa e doa a serio, porque quando se opta por sentir, é para sentir tudo, o bom e o menos bom.

 

Viver é isso: é aceitar, abraçar, e seguir de peito aberto. Como dizem os Aerosmith: I dont want to miss a thing.

 

- e tirem-me os écrans da frente. Só de quando em vez e por pouco tempo!

 

 

*Não tivesse o Victor lembrado, e nem foto havia!

 

O SNS a acertar na cabeça do prego...

... mais ou menos.

 

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Ok, a vacina da gripe destina-se PRINCIPALMENTE a quem? A pessoas com mais de 65 anos e a portadores de doenças crónicas respiratórias ou outras (a avaliar pelo médico de família).

 

Mas, mesmo a sério, a maioria tem mais de 65 anos.

 

VOCÊS ACHAM que a maioria do pessoal de 65, 70, 75 anos segue freverosamente o GOT? 

 

Pipól, eu fiz agora 50 e da penúltima para a última temporadas transmitidas, já não me lembrava do nome de ninguém! 

 

Mas pronto, serve para os netos chagarem os avós, os filhos pressionarem os pais, e as pessoas mais novas com as doenças que levam a que a pica seja aplicada, o façam.

 

E lá que é uma ideia do caraças, é.

 

... mas era capaz de ser boa ideia mandarem um corvo a casa do Inverno a dizer que é suposto ele vir, ok? Pode ser que o corvo não morra de insolação pelo caminho e consiga entregar a mensagem...

 

 

 

Quando alguém é culto e se sente incompreendido, dá nisto:

Este fim de semana, na cafetaria do mais novo Lidl do concelho dou com este poster:

 

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 Ora que cheguei a casa e fui ver o que escorar queria dizer...

 

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Fica assente: há alguém a desperdiçar-se naquele supermercado... a sorte é que, mesmo não sabendo o que a palavra queria dizer, pelo todo da mensagem os clientes presumiram que quisesse dizer encostar e parece que não houveram problemas de maior...

 

CADA UMA...

 

O último tabu

Poucas mulheres admitem mas há aquelas que se arrependem de ter sido mães. Ou por pressão da sociedade, ou porque receiam sentir-se incompletas mais tarde, ou...ou...

 

Assim como já não são poucas são as que decidem NÃO ter filhos. E essas são olhadas de lado porque "qual é a mulher que não quer ter filhos?" ou "há lá coisa mais mágica de que sentir um bebé a desenvolver-se dentro, dar-lhe vida?" e outras frases que já toda a gente ouviu.

 

Pois que entre o primeiro e o segundo pressuposto existe acima de tudo honestidade e auto conhecimento. E confiança nas próprias decisões. Há de facto mulheres que se arrependem de ter tido filhos: saiu há pouco tempo o livro Mães Arrependidas, onde Orna Donath, socióloga israelita, entrevistou 23 mulheres que assumem arrepender-se de ser mães (com idades entre os 25 e os 65 anos). Este trabalho incide principalmente sobre o peso da sociedade e o arrependimento tout court. Ou seja, acaba por ser a fusão das duas ideias atrás apresentadas: as primeiras que gostariam de ser as segundas, e se arrependem por, por diversas razões, não terem conseguido ser capazes de ter assumido o NÃO, porque ser mãe não era o que queriam.

 

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Há outro caso, mais comum e que igualmente escondemos nas costuras da roupa interior: aquele sentimento de porque é que eu tive filhos / a vida seria tão mais fácil sem filhos / se eu voltasse atrás não tinha filhos, que todas as mulheres de vez em quando pensam, dizem para os seus botões ou em voz alta. E essas não estão arrependidas de terem sido mães, e se voltassem atrás não mudavam nada!

Mas o stress que grassa na sociedade atual, o comportamento tirânico dos filhos - sim, deixemo-nos de eufemismos, as crianças de hoje são pequenos tiranos desde a mais tenra idade! - apontado ao nosso lado mais sentimentalóide entretanto esmagado por arremessos verbais, que repetimos a nós próprias serem próprios da idade/fase/personalidade do infante, levam-nos àquela beirinha da falésia em que queremos, por segundos, deitar fora o bebé coma agua do banho - a bem dizer, nem nos importamos de ficar com a agua.

 

E isso é mais que normal: é até saudável, se conseguirmos entender que é um libertar de vapor, o "sangrar" a máquina da roupa quando lhe abrimos o filtro, o dar um grito a plenos pulmões para encher depois o peito de ar e retomar o caminho que traçámos antes, e que se encheu de curvas e contra curvas que não conseguiríamos adivinhar. E sem as quais a vida seria, numa palavra, chata.

 

Ok, existem casos e casos (e sei do que falo), mas regra geral, seguimos o nosso percurso sabendo que gostamos tanto deles e que a nossa  vida não seria a mesma se eles não fizessem parte dela, não existissem.

 

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Vem esta reflexão a propósito da pergunta da Angela:

 

se, olhando para trás, teria deixado de trabalhar para estar com os filhos a tempo inteiro... 

 

A resposta não é tão simples quanto parece, porque entram mais duas premissas nessa decisão. Quando a Inez tinha 7 e o Tomás 2 anos, eu voltei a trabalhar, e fi-lo durante um ano, mas com uma interrupção: foi-me comunicado que ou receberia a minha avó (que foi no fundo a minha verdadeira mãe, e tinha na altura 90 anos) em casa, ou esta iria para um lar. Estando a segunda hipótese fora de questão, recebi-a, e a estrutura criada para tal não funcionou, pelo que tive de me demitir para ficar em casa: eu, uma criança de 2, outra de 7 e uma de 90, tendo eu uma personalidade depressiva. Escusado será dizer que quando a avó voltou para casa da filha, eu estava mais que de rastos. Voltei para a mesma empresa, mas estava demasiado fragilizada, e não fui capaz de aguentar mais de 3 meses. Acabei em casa com uma crise depressiva brutal, e nunca mais voltei a trabalhar.

Por isso, no fundo, quando deixei de trabalhar foi por força das circunstâncias, e depois, como andava sempre a ser chamada para apagar fogos, decidi parar de dar murros em ponta de faca, e assumi-me como mãe a tempo inteiro, daquelas que se envolvem em Associações de pais, escolas de pais - perdão, coaching parental, etc.

 

Por isso, Ângela,

a resposta é sim, deixava de trabalhar para ser mãe a tempo inteiro.

 

Voltando ao inicio do texto, a minha admiração e aplauso para as mulheres que decidem não ter filhos, tomando essa decisão de pés bem assentes no chão. Acho importante que cada um faça o que o/a deixa mais feliz. 

 

Não seria nunca a minha escolha, sempre quis ser mãe, mas chapeau para quem assume com bravata aquilo que quer.

 

Alfabeto Literário, Z. Zzzz... livro que te manteve acordada até tarde?

Não é coisa de que me orgulhe particularmente, porque mesmo sendo interessante, não o é o suficiente para me levar até às 05:20h - mas a verdade é que levou.

 

Chama-se Numa noite muito escura de Ruth Ware, um thriller psicológico sobre o qual falei aqui.

 

A história da minha noite agarrada ao livro conta-se bem: o livro era fácil de ler, achei ter adivinhado o final, e resolvi "tirar teimas". E, lançada que estava, quis ver se me era possível virar 323 paginas numa noite.

 

Foi, tão só e apenas porque é um no brainer, um page turner, em que lemos e não precisamos de raciocinar. Dá para pôr o cérebro na mesa de cabeceira e seguir em frente. E porque podia dormir até acordar em seguida, sem horários que me perturbassem...

 

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E pronto, assim se encerra o Tag Alfabeto Literário,

em que participámos eu, a MagdaJustMaria João CovasSofiaGonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.wink, , HappyCarla B. e Princesa Sofia; podem cuscar as respostas nos nossos blogs. 

Foi uma experiência interessante e divertida. A todas as meninas, parabéns pela viagem e obrigado à Alexandra pelo convite e igualmente à Magda.