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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Ando a ler um livro.

E ontem quando me deitei, equilibrei os óculos na cana do nariz, peguei no livro, li três frases, fechei-o e disse hoje não, a ver se o sono me faz o favor de aparecer mais cedo. O marido, que anda a ler o último do Robert Galbraith, aka, JKRowling, ainda perseverou mais um nadinha.

Sou sincera: não estivesse eu a ler o livro que estou, que é de quem é, e largava.

 

Só que eu sei o quanto achei aborrecida a primeira parte do seu primeiro livro, e de repente dá-se um imenso fogo de artificio de qualidade, por isso, insisto.

 

Mas juro que me está a custar. Só me apetece pegar num livro parvo, num livro leve - tenho ali um da Sophie Kinsella, e inclusive tenho um por ler da Elizabeth Adler que me chamam para relaxar, só para relaxar.

 

Recuso-me a ler dois livros ao mesmo tempo, é um principio... quando muito largo o primeiro e passado algum tempo volto a lê-lo do inicio - e só de pensar nisso... enfim, a ver se hoje lhe consigo pegar. Senão muda de pilha, que não ando com capacidade suficiente para andar à cabeçada.

 

Eu bem sei que o que digo é um pecado capital literário... para quem não sabe, o livro que me está a dar água pela barba a ler no momento é este...

 

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Rásmapartam...

 

Acho que não era bem isto... (ainda os Globos, e o protesto em negro).

Sou pouco tolerante a fundamentalismos. A forma como a bandeira feminista está a ser empunhada embaraça-me um  bocadinho: do oito passamos ao oitenta, e nem se vê onde se colocam os pés, ignorando muitas vezes quem está por baixo dos mesmos...

 

Eu advogaria um pouco de bom senso, mas compreendo a forma da coisa funcionar: os pratos da balança estiveram de tal modo desequilibrados que só invertendo esse desequilibro a 180º será possível, no futuro, chegar realmente à igualdade - mais que merecida e há muito devida.

 

No entanto a efetivação da ideia (que até era boa...) de irem todas de negro à cerimónia dos Golden Globes resultou numa imensa falácia. E por mais de uma razão.

 

Penso eu que a ideia consistia em criar homogeneidade. Era dizer que mais importante que o que vestimos, é o que somos. Mas não: a passadeira vermelha não perdeu o glamour, nem o brilho das luzes, dos cristais e lantejoulas, esmeraldas e diamantes, e se por acaso se tiver falado menos de quem vestiu quem (do que vi da passadeira vermelha, o tema foi abordado da forma habitual), não há alminha que trabalhe em revistas/sites/fashion blogs que não  saibam de quem era cada um dos vestidos exibidos.

E que vestidos. Unanimidade só na cor...

Dos mais conservadores - e criticados por isso - aos mais ousados - e igualmente criticados por isso - viu-se de tudo. 

O esplendor do sex appeal na passadeira vermelha não foi - de todo! - "quebrado" pela unanimidade na cor.

 

O meu vestido é mais espantoso que o teu, espelho meu,espelho meu, e quejandas, estava lá tudo.

 

Amigas: se querem mesmo protestar, encham a passadeira de smokings.

 

Vão todas de smoking - e não há cortes. Mas é verdade, este não é ainda (e espero que a palavra ainda se encaixe aqui) o momento de nivelar os pratos da balança, por isso talvez seria melhor combinarem qualquer coisa como irem

 

TODAS de jeans e t-shirt com a impressão de um qualquer ashtag alusivo, como o #time'sup desta cerimónia.

 

Assim, sim, todas diferentes, todas iguais!

 

De resto a industria, em resposta a estes protestos e aos casos Weinstein e Spacey, soma e segue: Ridley Scott refilmou All The Money in The World, com Christopher Plummer em substituição do ator de House of Cards. Choveram aplausos pela iniciativa, feita em contra relógio, e que estreou nos EUA antes da data prevista que era 22 de dezembro, tendo sido a premiére exibida a 18.

 

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O que não se conta é que enquanto Mark Wahlberg recebeu, para refilmar as cenas em que contracena com Plummer,  um milhão e meio de dólares, Michelle Williams, co-star de Wahlberg recebeu um nadinha menos de MIL DÓLARES ($80/dia).

 

E isto é de tal forma revoltante que se torna mesmo inacreditável.

 

De modo que está claro que há tanto mas tanto a fazer! Mas a forma glamourosa adotada nos Globes não e de-fe-ni-ti-va-men-te a mais eficaz... nem de longe...

 

Lady Bird e a metáfora perfeita

Já mencionei que vi o filme Lady Bird. E foi uma sorte (#sóquenemporisso) porque o filme só esteve em exibição no Almada Fórum uma semana.

 

Vou repetir: esteve em exibição UMA SEMANA.

 

Isto é quase inédito: filmes que estão a gerar baixa bilheteira mudam de horário, ficando às vezes com uma única sessão, ali entre as 18h e as 19h... mas não, o filme esteve lá uma semana, com as sessões todas e puff, desapareceu.

 

A trama gira em torno relação mãe filha (o pai tem lugar, mas é um papel quase tipo figura de corpo presente), segue os últimos tempos da adolescente antes de entrar na universidade, a cumplicidade e os choques naturais entre as duas mulheres, as divergências de opinião, o desejo da rapariga voar para longe e a vontade da mãe a manter perto do ninho. Aqui entra o pai e dá um empurrãozinho à coisa, sob forma de apoio a uma das duas (não, não vou fazer spoil, embora esteja convicta que não interessaria nada).

 

Ora eu para classificar este filme lembrei-me de uma ocorrência bastante embaraçosa, há coisa de uma ano atrás, numa (olha lá!) H&M. A loja em questão é grande, e eu andava a passear-me entre os cabides e afins. Ora eu sofro de síndroma do cólon irritável, e estava com uma valente crise de meteorismo que estava a tentar manter aconchegada dentro da imensa bola de basket que para todos os efeitos teria engolido, tal o volume do meu abdómen. 

 

Ora as roupas têm fibras. As fibras às vezes andam no ar e introduzem-se nos orifícios mais desprevenidos. E eu também tenho uma rinite. E houveram para ali fibras que se me enfiaram no nariz. E que fizeram comichão. 

Não duvido que terei coçado o nariz e pensado happy thoughts: unicórnios cor-de rosa, nuvens de algodão doce mas... não consegui evitar.

 

Espirrei.

 

E eis que a bola de basket gritou: 

 

Vamos a jogo!

 

e numa perfeita sincronia, o meu atchim foi acompanhado dum BRRRUMMMM que o abafafou por completo. 

 

Meus amores e minhas amoras: a loja tinha uma boa dezena de pessoas.

- parecia que tinham carregado no botão de pausa. 

 

Ato continuo, apanhei qualquer coisa que me tinha caído ao chão (#fazdeconta), e quando me levantei, fiquei semi agachada e segui entre os burros/charriots com os joelhos fletidos por forma a sair do lugar onde a eventual concentração odorífica estaria agrupada, sem que a minha cabeça se visse por cima do varão de onde pendiam os cabides. 

Imaginem a cena: lá vai ela... e atrás dela as moscas de cartaz nas mãos a dizer em letras gordas:

 

FOI ELA!

 

Chegada ao final da parede, endireitei-me muito direitinha, ergui o queixo e dirigi-me às escadas rolantes com cara de quéquefoi? Hãn?

 

Portanto foi com esta ideia que fiquei do filme: foi um valente peido. Com a vantagem de não deixar cheiro... o problema é que não atraiu nem as moscas...

 

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Decerto muita gente vai discordar - et vive la difference!!!!. Mas este eu não voltaria a ver nem com um cheque chorudo - e visado - na mão...

 

 

Eu nunca...

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Existe aquele velho provérbio sábio, nunca digas nunca

 

E esta é uma coisa como o todo o homem tem um preço: dizer isto  faz as pessoas ficarem ofendidas e abespinhadas, e defender - como defendo - ser verdade, pode trazer-nos dissabores... mas a verdade é que todos nos vergamos se carregarem nos botões certos... nem digo que se faça tudo (ou quase) com base na nossa sobrevivência, que eu acho que em caso da NOSSA vida ou morte, conseguimos muitas vezes fazer o que está correto. Agora se vão buscar a nossa família para o cerne da questão, quantos de nós podem garantir a pés juntos que não venderiam a alma ao diabo para que os nossos, os que amamos não fossem molestados, torturados, assassinados?

 

E sim, quando me meto em meio a pressupostos vou sempre ao quadro mais negro.

 

Por isso afirmo que todo o homem tem um preço.

 

Quanto à questão em cima da mesa, resguardando a tal premissa de nunca dizer nunca, cá vai...

 

  • maltrataria animais;
  • voltaria costas a alguém com um problema REAL que eu pudesse de facto ajudar;
  • negaria um ombro ou um abraço a quem deles precisasse;
  • nunca, mas nunca, atiraria o que fiz na cara de alguém - feito, esquecido;
  • cobraria dividendos de favores (é parecida com a acima, só parecida);
  • deixarei de gostar de estar ao pé do mar;
  • cessarei de me maravilhar com as pequenas coisas;
  • deixarei de alimentar a criança dentro de mim.

 

Poderia continuar a lista, pois poderia. Mas fico por aqui...

 

Neste TAG proposto pela Happy, participamos, além da própria e da minha pessoa, a 3ª face, a Ana, outra Ana, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David,  a Gorduchita, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, o P.P, a Sweetener, a Sofia  e o Triptofano 

(nomes ordenados alfabeticamente)

Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano também podem espreitar pelo tag  52 semanas

 

Já acabei o primeiro livro do ano e vi cinco filmes - um deles duas vezes.

El-extraño-verano-de-Tom-Harvey-Mikel-Santiago-Po

 

Numa altura em que haverá muita gente que já vai no segundo ou terceiro, acabei ontem o primeiro livro do ano, El extraño verano de Tom Harvey de Mikel Santiago (A última noite em Tremore Beach, El Mal Camino) . Gosto mais de avaliar o autor de que os livros, e se Mikel me arrebatou no primeiro, voltou a fazê-lo no terceiro - e continua a ser-me difícil avaliar o segundo titulo. Li A Ultima Noite...  em português, e os seguintes em castelhano. Foi-me difícil adaptar à quantidade de calão que é despejado em (quase) cada frase, e penso que advém daí o meu grande ponto de interrogação a El Mal Camino... neste, fiquei com a ideia de que o calão surge mais natural - talvez essa impressão surja devido ao embate do segundo...

 

Fiquei com duas certezas: Mikel Santiago continua a ser um autor a seguir, e, caramba deve ter sido bastante dificil traduzir o seu primeiro livro!

 

De resto, em cinema vi The greatest Showman (ontem, pela segunda vez...), Coco, Suburbicon, Three Billbioards Outside Ebbing Missouri. Seguem-se Jogo de Alta Roda, este sábado, e A Hora Mais Negra, na próxima semana, ainda não sei o dia.

 

Com a carga de chatices que tenho andado a lidar, os cuidados com a alimentação andam meio esquecidos.

 

E para completar o ramalhete, tenho-me deitado mais cedo (para ler) e acordado igualmente mais cedo.

 

Voilá o update possível a 11 de Janeiro

Estar em casa e não fazer nada

...é uma festa!

 

Tu estruturas o dia, planeias, e como estás em casa e não fazes nada não te custa nada romper com os compromissos que tinhas assumido contigo, e empurrares o que estava programado para a parte da manhã, porque quem devia ter saído de casa há três horas atrás precisa MESMO, MESMO de uma boleia - o que te vai anular a parte da tarde que vai ter de ser empurrada para a tarde seguinte, na qual tinhas um compromisso que vais ter de mudar para a semana seguinte, porque às quintas tens sessão e isso é incontornável - e as sextas são dias que ficam abertos para aquelas voltas bleh que tens que dar e compromissos chatos que têm de ser cumpridos.

 

E estas pequenas merdas não acontecem só de vez em quando e não são nem de perto a pior parte de estar em casa e não fazer nada...

 

Ou seja, uma mudança da manhã de hoje vai alterar-me os próximos sete dias. 

 

Estar em casa e não fazer nada dá imenso jeito. 

 

MAS NÃO É A MIM!

 

(não editado)

A manhã a seguir aos Globes...

Sabem quando estamos deitadas e algumas moléculas começam aos pulinhos no cérebro, tipo minions, bandeirinha colorida na mão, olá! olá! olá! e vocês franzem a testa num desespero em slowmotion

 

nããão-ão-ão!!!!! aaainda-inda-inda ééé-é-é ceeeedo-edo-edo!

 

mesmo ainda antes de as pálpebras darem sinal de vida, e à exceção da contração da testa, não há músculo do vosso corpo que responda? E vocês começam a sentir um formigueiro de massa muscular a despertar (e olhem que ela anda bem escondida no meio da adiposa...) e só vos apetece agitar a cabeça em nãos frenéticos e recuar, mas uma força maior vos impele a deixar o processo avançar? 

 

É nesta altura que abrem um quarto de pálpebra (de uma, não das duas!) esticam o braço e a primeira coisa que mostre as horas em que a vossa mão toque é agarrada e vocês confirmam: dasse, adormeci há bocadinho, estão a gozar comigo! Vou dormir só mais um nadinha... enquanto se enrolam em posição fetal fingindo não saber que nem mais 5 minutos vão conseguir deixar o vosso derriére no colchão, porque é assim que a coisa funciona. Convosco.

 

 

Pelo que zombiam corredor fora, ouvem aquela gravação do metro/comboio na vossa cabeça próxima paragem, casa de banho, e daí seguem em linha (quase) reta para a máquina de café, botão da direita, mete cápsula, espera uma eternidade que aqueça (5 ou 10 segundos) e carrega no botão, vê o néctar a cair na chávena e com a precious na mão dirigem-se à sala, sentam-se no sofá ligam o pc, confirmam, como já sabiam, que ver os Globos em direto e escrever e publicar um post antes de aterrar no colchão em modo-quase-off às 4:20h não dá dirieto à atenção extra que vocês até acham que visto de fora é miseravelmente injusto, mas como é convosco, encaixam e seguem, com 13 anos desta coisa nos ossos já não vos aquece nem arrefece  (o cara_ _inho!) abrem o editor e começam um post sobre o que é começar o dia enquanto algumas das celebridades ainda estarão a sair das after parties lá em Beverly Hills. 

 

E ao som da canção da noite com o volume a bombar e a mioleira em vibração, abrem as hostes a mais um dia... e levam mais de uma hora para escrever esta coisinha... e hoje não vão haver reboots ao sistema, que não tarda estarão a sair para a capital.

 

Ok, está na hora do segundo café...

 

Só para não ficar a matutar que não disse qual (e onde) o post que escrevi - diz que às 3:33h, mas garanto só ter publicado depois das 4:00h  (às 3:33 aquela coisa ainda não tinha acabado...) mas o que interessam as horas? - é o post anterior a este. Portanto se acabarem de ler este e descerem um nadinha, é já a seguir...

 

A noite vestiu-se de negro numa unanimidade com um índice de qualidade bastante elevado

Eu tinha dito que havia tanta coisa que não tinha visto de entre os candidatos aos Globes, que bem me podem perguntar que raio estive a fazer a ver o show em direto. 

 

Honestamente, não tenho uma explicação, assim, lógica. É uma coisa que eu faço desde que passou a ser possível: comecei pelos Óscares, passei para os Golden Globes e este ano só vi os Emmy com umas horas de diferença porque não soube a tempo...

 

E nunca, mas nunca analiso as vestimentas, porque estes prémios são sobre mais de que trapos. Mas este ano com as minhas lacunas e tanto preto, este é o meu top três, aleatoriamente

 

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 Viola Davies

 

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 Christina Hendricks

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Angelina Jolie

 

Quanto aos prémios, acertei na cabeça do prego com Big Little Lies, meti água com The Crown, cujos prémios em que eu apostava foram para The Handmaids Tale, com toda a justiça. Vibrei com o prémio para Coco, lindo, e rejubilei com This is me ter recebido o prémio de melhor canção; emocionei-me com a entrega do Cecil B.De Mille Award a Oprah Winfrey, e como Seth Meyers disse no inicio - no fantástico monólogo de abertura - que honra para Cecil B de Mille...

Fiquei com ainda mais vontade de ver The Shape of Water, em pulgas para ver The Darkest Hour (o que eu gosto do Gary Oldman!)

Quanto ao grande vencedor da noite, Three Billboards Outside of Ebbing Missouri, não percam quando estrear.

 

E pronto, direta feita, que venham os Óscares, no primeiro fim de semana de Março.

 

Mas garanto, isto a partir das 3:00h... DÓI...

 

Até mais logo, assim tipo depois das 13, ou isso...

Mesmo de saída, não vos quero deixar sozinhos..

Porque é domingo, e eu estou quase a sair, e não quero sair de casa sem deixar aqui qualquer coisa tipo gosto muito de vocês e que cá venham, por isso não me esqueço de vocês, mas por outras palavras, deixo-vos os 12 posts que, segundo as estatísticas do sapo foram os mais lidos de 2017

 

 

Juro que vou relê-los para tentar entender porque foram estes e não outros (até parece que há alguma conclusão a ser tirada...), mas não é agora.

Agora 'tou no ir...

FUI! 

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