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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Fevereiro - 12 desafios para 2018, update

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Este mês foi dificil. Foi mau porque passei metade parada: uma semana verdadeiramente de pantanas (nunca tive uma gripe assim), e outra a recuperar. E ainda ando em pontas de pés, cheia de medo de uma recaída (isto a idade tira-nos a espinha dorsal...)

 

Portanto não houveram grandes novidades em Fevereiro...

 

     - mexi-me mais - incrivelmente consegui de facto mexer-me mais, em dois domingos, aquele em que fui a Sesimbra e o passado, em que fui ao Cabo Espichel - dia sem vento, espantosamente, em que parecia que ia para o Polo Norte pelo que transpirei que nem uma porca... durante o resto de mês, nem pó.

       - O segundo ponto das resoluções: não só me deitei mais cedo, como dias houveram em que nem me levantei de todo... 

     - Li um livro este mês, Chama-lhe amor da Vera Lúcia Silva (do grupo do livro secreto). Há-de sair a minha impressão na próxima semana (deixem lá passar os Óscares...)

      - Fui ao cinema. Ah fui. Vi The Post, The shape of water, Black Panther, Phantom Thread, Ferdinand... vi a primeira e segunda temporada de This is Us - exceto o episódio 15, da segunda, que só vejo quando sair o 16 (que estará mesmo a sair) para não ficar a ressacar demasiado... - sobre esta série vou escrever porque vale tanto, mas tanto a pena ver, e há coisas tão importantes nela!

     - O alemão, este mês, ficou na prateleira. Foram as duas semanas de paragem, e depois tentar pôr todo o resto em dia mal me foi possível... alguma coisa tinha de largar. A retomar ASAP.

     - Ainda não me decidi por nenhum curso online. Lá chegaremos que temos dez meses pela frente.

     - Continuo sem me aventurar na cozinha, o que é uma vergonha. Nada de receitas novas, portanto...

     - As tatuagens também têm tempo... não vou marcar a pele indelevelmente sem pensar bem no assunto...

     - Não destralhei nadinha, mas em março está no topo da lista de objetivos.

     - Tenho fotografado que nem uma doida, não tarda esgoto as 365...

     - Não tenho escrito nada extra blogue...

 

     - Não tenho remado contra a maré, quanto a isso tenho feito o que me propus...

 

E o vosso mês, como foi?

 

Nota: agradeço aqui publicamente à Bruxa Mimi, que se não fosse ela este post seria publicado... eventualmente... nem sei bem quando... definitivamente nunca antes da noite dos Óscares, ráismapartam...

 

A Linha fantasma - Corrida aos Óscares #5

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Este filme tresanda a cinema europeu, o que é bom, mais não fora pelo refrescante que é estar fora da caixa.

 

Reynolds Woodcock é um costureiro famoso, que passa a sua vida rodeado de mulheres; a irmã, com quem fundou a House of Woodcock, as clientes, a nata das natas europeia, e as musas que lhe inspiram o trabalho e lhe animam os dias, quando tal lhe parece de feição, e se fazem silenciosas e invisíveis quando ele tal exige, para serem descartadas e substituídas por outrem a seu bel prazer. Até ao dia em que Woodcock conhece Alma, que lhe acaba por virar a vida do avesso.

 

Alma é uma mulher inteligente que transforma a frieza e distanciamento snob do costureiro numa dependência de si a que me custa chamar amor. Mas que funciona, numa relação, em que ela acaba a mexer os cordelinhos - e com ele a gostar de se saber comandado por ela.

 

Phantom Thread é a anunciada última participação de Daniel Day-Lewis num filme, o que é mais de meio passaporte para uma nomeação. No entanto o filme surpreendeu-me pela positiva, porque não é o que me parecia, e nos é mostrado à partida.

 

Tecnicamente tem uma cinematografia inatacável, embora com poucos rasgos de genialidade. A banda sonora agradou-me mas  estando de tal forma alinhada com o filme que raras vezes dei por ela. 

 

Daniel Day-Lewis merece a nomeação à estatueta para melhor ator, tal como The Phantom Thread está entre os nove nomeados por mérito próprio.

 

Numa palavra: excelente!

 

Foge - Corrida aos Óscares #4

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Get Out entra na temática racial por uma porta diferente, uma porta menor, segundo os parâmetros de Hollywood até agora. E consegue o inimaginável: quatro nomeações para o Óscar. E nas categorias principais... um thriller de terror!

 

Já vi o filme há bastante tempo: foi o primeiro que vi, longe estaria de pensar estar a agora analisá-lo à luz dos óscares.

 

Acho que é unânime entre todos os que o viram que é excelente, dos melhores filmes do género feitos nos últimos anos. A história, também da autoria do realizador, é muitíssimo bem pensada, e os atores cumprem os seus papeis na perfeição. No entanto, custa-me um bocadinho (será que sou reticente à mudança, per si?) ver um filme de terror entre os nove melhores filmes deste ano... haviam outros igualmente bons, mas talvez não tão na cabeça do prego no que aos temas do momento diz respeito. À laia de exemplo, Last Flag Flying é um deles, mas é feito só com homens, e conta com algumas piadas de caserna, que poderão levar a alguns franzirem o cenho... não politicamente impoluto, portanto.

E este Get Out cumpre essa prerrogativa:  é politicamente inatacável.

 

Mantenho a minha reserva quanto a esta nomeação, mas concedo sem dificuldade que é um ótimo filme.

Dentro do género.

 

E um sérum oferecer uma viagem, sem sorteio?

Eu explico a ideia. Mas primeiro deixem-me mostrar o produto

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Este é o sérum anti-envelhecimento, aparentemente mais avançado do mercado - parece que ultrapassa a La Mer, que é desenvolvida pela (ou em parceria com) a NASA. Promete o rejuvenescimento numa gota. E aconselha, "após a limpeza e tonificação, comece com o Platinum Rare Cellular Night Elixir, aplique de seguida o Platinum Rare Cellular Eye Essence e o Platinum Rare Cellular Eye Cream, e termine com o Platinum Rare Cellular Cream" - veja tudo aqui e só porque é bonito. Também pudera.

 

Ora, sendo que

 

o night elixir, 20mlcusta a módica quantia de €1077 

 

e que durará - em comparação com o de vitamina C, 10ml, da Vichy (€30) que dá para 10 dias - 20 dias(!!!), eu sugeria que na compra da terceira embalagem - ou da linha inteira que recomendam acima - o cliente ganhasse uma viagem e estadia de sete dias num país como a Etiópia, ou outro em circunstâncias similares com garantia de regresso apenas no final dos sete dias.

 

E até poderiam ter todas as comodidades de uma estância de 5 estrelas, MAS a permanência no espaço estaria compreendida entre as 19H e as 7h, posto o que passariam o resto do dia num campo de refugiados, mangas arregaçadas, a tomar consciência de como o mundo realmente é, e do que os três mil euros que gastaram nos frasquinhos minúsculos do elixir de juventude poderiam fazer por uma população. A alimentação e medicamentos que poderiam conseguir, as vidas que seriam salvas.

 

Não tenho nada - pronto, se calhar tenho um bocadinho - contra o mercado do luxo, mas um consumível de mil e poucos euros para retardar uma coisa que é natural no ser humano, o envelhecimento, já me põe a bater mal da bolinha. É preciso ser muito inconsciente, viver numa bolha muito hermética e cheia de vapores cor de rosa com efeitos alucinogénios para dar de bom grado mais de mil euros por mês por um cosmético. Porque trata-se APENAS de um cosmético!

 

Tudo tem - ou deveria ter - um limite.

 

Que mundo este...

 

Dunkirk, corrida aos Óscares #3

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Vi o trailer deste filme há largos meses no cinema e decidi que era pelicula a não perder; aparentava uma fotografia espantosa, planos abertos (para IMAX), e O Keneth Branagh, grande senhor do teatro inglês - que ali está fundamentalmente para nos inserir no contexto da II Grande Guerra.

 

A história da Operação Dínamo conta-se facilmente: estando um contingente de cerca de 4000 homens na região de Calais e perto de 40.000 em Dunkirk, a estratégia consistiu em atrair e entreter os alemães em Calais (dizimando as 4000 almas que ali se encontravam), por forma a tornar possível uma arriscada e aparentemente impossível evacuação dos homens em Dunkirk. Para que esta acontecesse foram requisitadas todas as embarcações civis pelos militares, e todas, inclusive algumas pilotadas pelos proprietários, foram até à frente de batalha onde se encontravam os soldados a resgatar. Nessa mesma noite, 30 de maio de 1040, foram resgatados 33 000 soldados.

 

É esta parte da História que Nolan decide mostrar-nos, o envolvimento dos civis no resgate desses soldados.

 

E o herói dentro de cada um de nós que está sentado na poltrona a ver o filme emociona-se com a coragem do outro e imagina-se capaz de fazer o mesmo... a banda sonora assinada por Hans Zimmer vai acompanhando em crescendo os momentos a compasso da emoção.

 

Honestamente, este filme não me convenceu. É uma boa película, com uma excelente cinematografia, uma banda sonora de respeito, mas arrisco dizer que Nolan ao aventurar-se por este novo campo, deu o passo maior que a perna. Gosto demasiado da cinematografia do realizador para considerar que faz um trabalho digno de Óscar com este filme... 

 

Como em tudo, as opiniões divergirão, e por alguma razão o titulo ombreia com os outros nove... mas eu não o nomearia.

 

A minha famosa regra dos tres dias, aqui soçobrou: 24 horas depois já não havia réstia de emoção relativa ao filme na minha memória...

 

Isto não é para ganhar!!!

(felizmente...)

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Há uma regra de protocolo que leva a que o anfitrião não brilhe mais que os convidados, em qualquer festa. E para além disso, não aguentamos esta despesa imensa dois anos seguidos. 

Portanto, é ponto assente: este ano não é para ganhar.

 

Não quer isto dizer que anything goes: ah, que não goes, não! Temos de estar à altura de país anfitrião - subentendendo-se não chocar com a canção do ano passado. Felizmente, em 26, temos duas canções parecem estar à altura. O que por si só a mim desilude um bocadinho (grande) mas enfim. Temos o Janeiro, com a canção Sem titulo, da primeira meia final, sensível e melódica, e a Canção do Fim do Diogo Piçarra, na segunda, envolvente - o quarteto de cordas faz quase tudo pela canção, até nos faz esquecer letra... ai a letra é tão pobrezinha, Dioguinho...

 

Sabemos todos - então não sabemos? - quem vai ganhar no próximo domingo. Acho euzinha, que nos representará bem na posição em que nos encontramos.

 

E já agora, Itália... já viram/ouviram? Espreitem aqui a canção, e a mensagem da mesma que por via da segunda se arrisca a uma classificação de peso neste eurofestival... já que como canção, (me) deixa um bocado a desejar...

 

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