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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Ó da guarda!

Cansaço, exaustão, a ansiedade ao flor da pele, sensibilidade mais de que qb, uma vontade nem sei de quê.

 

Começar um livro, ler as primeiras paginas e colocar de lado (acho que vou ter de largar a Koomson e começar o único Kepler que tenho em casa por ler, já que parece ser a única coisa que me agarra neste momento; e ainda assim tem de passar o teste das primeiras duas paginas).

 

Pensar no todo e ver tudo enevoado - é aqui que entram as listas que vou fazer já de seguida. A cabeça não está no sitio, e é o cansaço, e a ansiedade, que me ganham aos pontos. Os gatos a bufar irritam-me, vou pôr ordem na capoeira e chego à conclusão que podia ter ficado quieta, eles entendem-se! 

 

Tenho de sair, de ir pôr dois pantufos novos no carro e fazer mais meia dúzia de coisas, e baralha-se na minha cabeça a decisão de quando fazer o quê (é pá, vai e faz, porra!)

 

Estou mesmo cansada. Aquele cansaço que nos deixa à beira das lágrimas sem razão, por pura exaustão.

 

Acho que vou tratar do que há a tratar agora, aproveito e tomo o pequeno almoço fora de casa - não tenho mirtilos, (porra!), para pôr no iogurte, e isso este momento parece-me ser a coisa mais importante do mundo...

 

Acho que não há nada como sair de casa, já. 

 

E vou levar A vidente comigo, que os pneus é coisa para demorar de 30 a 45 minutos... logo mais logo troco as fotos aí ao lado.

 

Inté.

 

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#nãovásdefériasnão

 

O abandono animal é um lugar estranho

Não consigo encontrar uma justificação, por ténue que seja, para o abandono animal - e não é de hoje. Acho que é uma questão de sensibilidade: quem tem animais e os conhece, adivinha facilmente a angústia que sentem. É a coisa mais assustadora, são animais que não conseguem sobreviver na rua, e de repente viram-lhes o mundo ao contrário. Nem falo de quem os abandona em placas centrais de rotundas, que isso vão além do desumano per si e invade o domínio psicótico, é de um sadismo psicopata chapa quatro.

 

Não compreendo.

 

Neste momento, sensivelmente uma semana antes de ir de férias chocamos com o papão das temperaturas desmesuradamente altas, e isso é um enorme nao-não para levarmos qualquer um dos três felinos da casa connosco. Vou estar em cima da linha de fronteira entre os distritos de Santarém e Castelo Branco - passo o dia no segundo e almoço no primeiro, a dez minutos de distância, se tanto - que são dos distritos mais quentes do país. E se saímos daqui cedo, para fugir ao calor, chegamos igualmente cedo, e sendo check in é uma horas depois, temos de ter a(s) transportadora(s) no carro que não tem A/C. E mesmo que consigamos entrar um nadinha mais cedo, será deixar o(s) pequeno(s) e ir almoçar, ficando num local estranho e não conhecido. Não é justo para ele(s), e se tivermos em linha de conta que o Ippo é cego, menos é.

 

A Mia está francamente numa fase boa, está mais gordinha, com boa cara - embora esteja com coriza, aliás têm todos, os de casa e os da rua; ela como está mais frágil, lacrimeja e espirra mais vezes. Olho para o Ippo e penso uma semana sem te ver, volto e nem te reconheço, nem tu me reconheces a mim... ele está tão grande, deu um enorme pulo nos últimos dias! A Piccolina resolveu que é giro brincar com o pequeno e bufa e tunga, trolitada na cabeça. Ó senhores! Pobre pequeno, que se esconde quando ela vai a passar e lhe salta para cima - e já levanta a patinha a ameaçar dar uma à grande.... mas como ela vê e ele não, ela dá, enquanto ele se fica pela ameaça.

 

Olho para eles e só me apetece chorar... e acho que quando sair daqui para me fazer ao caminho, choro mesmo.

 

E eles não ficam sozinhos, ficam com o Tomás, que desenvolve um sentido de responsabilidade aparte quando fica por si. Mas este ano as minhas férias adivinham-se dificeis...

 

Por tudo isto, cada vez menos compreendo as pessoas que abandonam os animais domésticos. Passa-me completamente ao lado que possam deitar a cabeça na almofada e ter um sono tranquilo...

 

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Cinco semanas de Ippo

Claro que, tã-tã como ando, me tinha de esquecer de fazer contas... e hoje quando fui ao Instagram confirmar quando fazia um mês de Ippo, descubro que... já fez. Eu a pensar que hoje faziam quatro semanas, e faz cinco...

 

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A chegada

 

Claro que ainda me lembro do dia em que entrou cá em casa. Vinha embrulhado numa toalha turca verde - o que tinha à mão para atirar a quem mo tinha ido buscar - e estava completamente paralisado de terror. E assim se manteve durante meia hora - não mexe, mal respira. Depois lá foi relaxando os músculos e à noite dormiu connosco - ele terá dormido, eu não preguei olho... e tiveram assim inicio as quase duas semanas de vigília. Quando ele entrou de sopetão na minha vida eu tomava medicação para dormir: pois tive de largar tudo cold turkey: se os efeitos de não os tomar eram incómodos, andar quarto sala bêbeda de soníferos era impensável. Os sintomas de os largar assim foram fantásticos (#sóquenão), aliados à privação de sono, um espetaculo... agarrava-me à certeza de que era uma fase e havia de passar. A verdade é que o bebé tinha um mês e meio, e precisava de atenção redobrada...

 

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A primeira noite

 

Hoje está um rapazão grande, gordinho, esperto, leva volta e meia umas trolitadas na cabeça, mas aguenta-se, cats will be cats, e elas são gatas... mas não usam unhas quando lhe sacodem o pó. Tem os brinquedos favoritos, e passamos o corredor fazer slalom entre os mesmos... tem a mania que é grande e que ele é que sabe, mas quando chega a hora do mimo, ronrona em ATMOS. É um doce, dá beijinhos... e quando tem sono, espevita-se para contrariar a vontade, mas quando cai de sono, cai mesmo.

 

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Hoje de tarde

 

A verdade é que a nossa vida não seria a mesma sem o Ippo. ele chegou viu e venceu os nossos corações. E se é um gatinho feliz - que é, apesar de eu lhe fazer umas maldades de quando em vez, quando lhe ponho coisas chatas no olhito - nós também somos umas pessoas mais felizes por ele fazer parte da nossa vida. 

 

Às cinco semanas, e que venham muitas mais! 

 

Assim de repente...

... a primeira coisa que me ocorre em relação à questão desta semana,

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 ... são queixinhas.

 

Há pessoas que, como diz o meu terapeuta, se lhes tirarmos os mimimis, ficam só as rodas e o volante. Queixam-se que ninguém se preocupa com elas e passam o tempo todo sozinhas, menos de cinco minutos depois de a porta fechar atrás de uma amiga. Que lhes dói isto ou aquilo, e deve ser qualquer coisa, não sei o que será. É uma dor, a mais das vezes provocada pela ansiedade de quem analisa o corpo dos pés à cabeça à procura de desconfortos...

 

Certo, a maioria das vezes é solidão - e tantas vezes daquela que nem uma multidão colmata. Mas se moem as pessoas que desejam perto com tantas queixas e tantos coitadismos, cada vez mais essas pessoas vão dar um passo atrás. Ou dois. Ou meia dúzia.

 

Também me aborrecem as pessoas que se está sol, ai, se está enevoado, ai, se está de chuva, ai... se não come tem fome, se come fica mal disposta... cruzes, para algumas pessoas viver é incómodo à brava!

 

- e não estou a falar de pessoas com patologias mentais; só mesmo de pessoas pica-miolos. Eishhhh!!!!

E por falar noutra coisa...

Por acaso hoje recebo uma notificação de uma blogger que acompanho já há algum tempo, e que mudou de casa. E gosto da sua casa nova, acho que está a escrever com uma frescura que tinha murchado um pouco.

 

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Por razões óbvias não vou dizer de onde vem, mas posso dizer que irá para onde quiser. Se não conhecem - e este blogue acaba de sair do forno, por isso é natural que não conheçam - dêem um pulo ao seu canto, e deixem um comentário - sabem sempre tão bem...

Felicidades neste 2.0 de ti, moça!!!!

 

P.S Vocês já sabem, mas ainda assim... cliquem na foto, if ya please!

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