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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

É já amanhã logo cedo!

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Amanhã, às 7:30h, terá inicio o primeiro mês temático da história da (minha) blogosfera. Para recapitular, vai ser assim:

 

   1. Todos os dias, às 7:30h vai ser publicado um pequeno desafio, sob a forma de uma micro ação, que deverá levar a cabo durante essas 24 horas. 

Se não conseguir, não lhe apetecer, não estiver para aí virado, não se apoquente: a ideia deste mês é cuidar de si. Seja indulgente consigo próprio e mande-me às urtigas!

   2. Essas micro ações poderão desde tomar-lhe um ou dois minutos, a ser um lembrete para um dia inteiro. Haverá ainda sugestões que poderão requerer uma preparação prévia - a primeira será dia 5, que é um feriado - mas informarei com alguma antecedência.

Serão sempre coisas simples, como dar um passeio num parque que fique perto da sua casa, ou ir até a uma floresta, ou à praia... não me vou alargar mais que isso, scouts honour!

   3. A forma como vai fazê-las, se as vai registar ou não, é uma decisão sua! Eu tenciono fotografar cada uma, e uma vez por semana mostrar essas fotos, mas é inteiramente consigo!

Se quiser aproveitar, em dia de menor inspiração para contar no seu blogue como foi a micro ação desse dia, ou dos dias anteriores, força!

   4. Conhece alguém que poderia beneficiar com este tipo de experiência? Partilhe o link, convide essa(s) pessoa(s) a juntar(em)-se a nós. The more the merrier!

   5. Este é o mês do self care, mas pode embarcar nesta viagem em qualquer altura! Tente no entanto, fazer uma micro ação por dia, durante trinta dias seguidos, para ter uma ideia do impacto que isso pode ter na sua vida.

Mas não fique obcecado por isso!

 

Vou criar duas ou três micro ações joker, com as quais poderá substituir a do dia por falta de tempo, vontade, paciência, disponibilidade... em breve publicarei.

 

E então, está a sentir-se entusiasmado com a perspetiva de fazer algo novo, só por si?

 

Já está mesmo quase...

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Qualidades? Pois...

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Escrevi aqui a 25 de maio deste ano, a respeito de qualidades, o seguinte

 

(...) como vejo, não existem defeitos e qualidades, mas características. Se quiserem, podem apelidá-las de positivas e negativas, mas nem vou por aí... cada um de nós tem uma história que valida cada uma delas, independentemente das análises que terceiros fizerem destas.

 

E mantenho. São características inerentes a cada um de nós.

 

E pronto, as minhas características positivas mais vincadas, serão:

 

- Paciência. A minha paciência consegue ser tanta que é capaz de fazer os outros perderem a deles;

- Empatia. É-me quase impossível não ver (pelo menos tento) o ângulo do outro;

- Otimismo. Na medida em que por maior que seja a merda em que me encontre, EU SEI que vou acabar por sair dela. O que não invalidada que tenha uns momentos de valente, completa e absoluta pena de mim - mas esses momentos, leva-os o vento em menos de nada.

 

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Gorduchita, a Happy a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, oP.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano 

(nomes ordenados alfabeticamente)

Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano também podem espreitar pela tag  52 semanas

 

Post mimimi das 7:32h

Ai meus amores, aturem-me lá um bocadinho,que isto já passa (mas passa mesmo, não sou eu a a armar-me em valente...)

 

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Acordei, pouco passava das 7:00h, com a ressaca antecipada de que hoje não ia ao cinema. É impressionante, o hábito de irmos ao cinema ao domingo é recente, mas eu já o enraizei de tal modo que a imprevisibilidade de um dia em que não sei o que vou fazer, mas sei que não é o habitual, me deixa a sentir à deriva.... e se vocês seguem a conta de Instagram sabem que eu não tenho razões de queixa, se há espaço que tenho frequentado, é esse!

 

Mas intelectualizando um pouco o que estou a sentir - vício que me vem de antes de fazer psicoterapia, mas que se refinou entretanto, e que se pauta por ter de dar uma explicação mais ou menos obviamente lógica a tudo - sei que esta inquietação não advém da quebra daquilo que já se tornou uma quase rotina para mim; é mais um reflexo da turbulência que vai aqui dentro com a aproximação do meu aniversário (48 horas and counting...).

 

Este ano não estou particularmente eufórica com o dia (não gosto do número, 51 é mnhé, enquanto que 52, por exemplo já é um número mais apresentável - e sim, eu bem sei que sou estranha), e decidi fazer uma coisa simples, ir almoçar a um restaurante de que gostamos, a três. Sem bolo (bom, já não tenho um bolo de aniversário há uns anos - e eu gosto tanto de bolo de aniversário...) sem velas nem parabéns.

 

Mas o chato, o mesmo chato, é que o cérebro, esse querido (#sóquenão) faz - ainda que em background - sempre, uma retrospetiva. E como é mesmo fofinho (#sóquenão), não se limita a fazer uma do último ano: vai recuando, recuando, até que nos começamos a sentir realmente desconfortáveis e não sabemos bem porquê...

 

De forma que se instala uma inquietação inexplicável, que nos corre nas veias, não nos deixa estar relaxados - e cada vez menos com a aproximação da data. É o não ter posição de estar no sofá quando estamos ver um filme na tv, é o adormecer tarde e o acordar cedíssimo porque a caixinha dos pirulitos não descansa.

 

E então vem aquela vontade de ir a correr enfiar-me numa sala de cinema porque naquelas duas horas é só o écran negro e eu, que me limito a ser a espetadora da vida alheia. A minha fica em compasso de espera. 

 

Para seguir, inevitavelmente, dentro de momentos...

 

Não sou só eu, pois não?

Vá, desbundem-se desse lado: eu não sou a única a não saber usar o balde com pedal da Vîleda, pois não? 

 

Também não sou a única a achar que aquilo é uma merda um erro de casting, e que por isso é que andam agora a vendar aquela bodega a metade do preço que me custou, em todo o lado?

 

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Cheguei há pouco da rua e o meu nariz acusou um odor estranho. Olhei para os três e perguntei: vá, quem é que fez cocó no chão? Ato continuo dirijo-me à cozinha para determinar o culpado (as fezes têm todas assinatura reconhecida, dá para ver de quem é qual sem pensar duas vezes), mas à entrada... uma poça de vomitado da Mia. Bolas. Entro na cozinha para ir buscar as toalhas de papel para limpar (é reciclado, malta, não me batam!) e deparo com um autentico  Amazonas de diarreia. Cruzes, que me ia dando uma coisinha má. Espalho litter por cima (mais não fosse, para parar de escorrer ) e vou limpar o vomitado - para, entretanto, o litter empapar a coisa. Depois ainda limpo o caixote, mais um tempinho, e coiso... e depois lá limpo o cocó, que estava bem absorvido, nem era nojento por aí além. Findo isto, vou à despensa buscar balde e esfregona.

 

Ora eu, que sou tão sincera que dói, confesso com alguma vergonha que não tenho por hábito usar a coisa... quem usa é o Victor. Porque eu não sei mexer naquilo! Aqui há uns meses atrás pedi-lhe que me explicasse, ele explicou... estou na mesma! Quando uso tal isso, alago a casa. 

 

Eu sei que sou uma nódoa em determinadas tarefas domésticas, mas isto é anedótico!

 

Felizmente está o calorão que se sente, senão só voltávamos a entrar na cozinha lá para 2022. Eu tento. Eu apoio a esfregona e carrego no cabrão do pedal. E o cesto não mexe. Levanto ligeiramente a esfregona e o gajo roda num corropio que (é capaz de dar) dá gosto, mas a mim só me irrita, por que a esfregona sai daí para o chão... a pingar.

 

Repito, que não sou de desistir, sou 'ma gaja ou um rato?

 

PQP, o raio do pedal ainda por cima é alto. Esforço-me (sim, eu sei, esta geringonça foi feita para a gente não se esforçar, mas eu sinto-me tão inapta que dou tudo): o balde dá um safanão e arrisca virar-se - já aconteceu, malta, já aconteceu... arrepio caminho a tempo, tiro o pé do pedal e preparo-me para espremer a esfregona "à moda antiga". Não dá, aquilo tem um alto no meio... tenho de a ir inclinando e pressionando. Oiço a água a bater na água. Boa! penso. Tiro a esfregona, e parece o Niagara.

 

Caguei.

 

Lavei, e deixei a cozinha que parecia um ringue de patinagem no gelo, no pino do Verão, à torreira do sol. É que nem quero saber.

 

Segunda feira vou comprar um balde cum´ás pessoas têm.

 

(mania quéfina... e dá nisto!)

 

 

Adenda: o hóme chegou a casa e mostrou-me por A+B que isto de dar folga ao cérebro é mesmo triste. O principio é da centrifugação... a gente põe a esfregona no cesto, a direito, carrega no pedal e deixa o cabo girar entre as mãos -aquela bodega trabalha mesmo sozinha.

 

Sinto-me oficialmente burrinha... 

 

Ensaios sobre a cegueira

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Isto de ter um gato cego leva a que me façam uma serie de perguntas, que se repetem à exaustão. Mas há algumas que são mesmo para queijinho.

 

Por exemplo: 

 

     - então não podes mudar as coisas de sítio, tem de estar tudo sempre nos mesmos lugares?

     - nada a ver, o radar, nos bigodes e não só, funciona lindamente, tal como a audição e em caso de duvida, ele pára e usa as mãozinhas para perceber o que tem à frente. Claro que quando lhe dá a louca e desanda a correr e a brincar como se não houvesse amanhã, não se livra de umas valentes cabeçadas... mas a Piccolina e a Mia também as davam - e a Piccolina vai deter o recorde durante muuuuito tempo...

 

     - tens de lhe pegar ao colo para o pôr sobre o sofá/cama/whatever?

 

A primeira vez. Levanto-o, poiso-o e desço-o, para ele perceber que é seguro. Depois ele faz tudo sozinho... e nada o trava, que curiosidade é o seu nome do meio...

      

 

     - e ele encontra a comida e o caixote de litter (esta é das melhores #sóquenão)

 

O Ippo não vê. Mas cheira...

 

Mas a melhor de todas, a que tem direito a queijinho (nas fuças) é a fantástica:

 

- Oh! Tens um gato cego! Tadinho... e o que é que ele faz?

 

- MIAU.

 

 

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