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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

11
Set20

Ou nem por isso

- a sobreviver à depressão, inspira - expira, inspira - expira...

Fátima Bento

balão vazio.jpg

 

Esta imagem: é quase assim que me sinto; dava-lhe mais um bafo de ar, colocava o balão dentro de um armário et voilà, perfeito.

 

Os meus dias são cópias exatas uns dos outros. Levanto-me. Vou à casa de banho, dou de comer aos gatos, espremo o meu meio limão, junto 2dl de água e vou para a sala. Tomo o medicamento da tiroide, ligo a tv e vejo os programas que gravei na véspera.

 

Uma hora depois, mais coisa menos coisa, faço o meu pequeno almoço, que é tomado praticamente à hora que vocês quase todos estarão a almoçar: iogurte com uma colher de sobremesa de chia e outra de sementes de cânhamo, e uma mão cheia de mirtilos. Tomo o anti depressivo, um comprimido de prevenção para a coluna, e um para a má circulação.

 

Mais ou menos por esta altura, abro o Spotify, emparelho com o hi-fi e escolho uma lista para ouvir - é sempre uma de três feitas por mim, mas hoje decidi mudar um nadinha, e escuto apenas Barry Manilow.

 

E este é o momento em que puxo do tablet e que pinto dois ou três desenhos. Quando me levanto, vou à cozinha, limpo a liteira, trago uma peça de fruta e um shot de gengibre - uma novidade do @Lidl que é assim a melhor coisa do mundo e arredores para quem como eu gosta de gengibre. Para quem não é tão fã, é um anti inflamatório natural, aumenta as defesas do organismo e ajuda  a curar crises de sinusite e constipações (ninguém me pagou para dizer isto mas quando vejo resultados, partilho). 

 

Continuo a pintar, ou ligo a tv para ver mais um programa de encher chouriços. Oscilo entre a Sic Notícias, a Sic Mulher (programas de renovação, Masterchef) o FineLiving e o Odisseias. Entretanto, o marido chega: finalmente posso ter uma conversa! Geralmente quando ele me liga, à hora de almoço, apanha-me rouca por ainda não ter dito mais que duas ou três palavras aos gatos...

 

Fazemos lanche - geralmente ele faz o lanche, a mais das vezes duas tigelas de papas de aveia enquanto conversamos. Eu junto canela e mirtilos à minha. Depois voltamos para a sala e vemos o Masterchef. Mais tarde fazemos uma refeição leve e vemos um filme ou um ou dois episódios de uma serie na Netflix, e vamos deitar. Tomo os meus quatro comprimidos da noite - para a coluna, antidepressivo, para a ansiedade e para dormir, e agarro num livro. Uma ou duas horas a ler, e apago a luz.

 

E repete.

 

De modos que estou nisto desde o inicio do ano - depois veio o tele trabalho - foram dias felizes e não foi só por não estar sozinha - depois o desconfinamento (fui uma vez ao cinema com o marido!!) as férias em que só saímos de casa para ir ao supermercado ou tomar um café na esplanada - e prontx estou assim, balão deflated dentro do armário, mas não é desconfortável. É seguro e sem surpresas. É aconchegante, estar aqui ajuda a manter-me à tona sem grandes dramas. Certo que não estarei, digamos, a VIVER com maiúsculas, mas isto não há-de ser sempre assim.

 

- um dia a coisa muda. 

 

04
Set20

A pôr a par #1

Isto para mim é mais gatos...

Fátima Bento

babette.jpg

 

 

Este ano tem sido uma viagem e tanto. Inevitavelmente, a caixinha dos pirolitos não anda que se recomende. 

Eu até tenho vindo aqui. Mas a enormidade da pagina em branco com o cursor ali à esquerda a catrapiscar , engole tudo o que tenho para contar. Recuo para a minha bolha e fim.

 

Hoje decidi não pensar sequer no que escrever. Avancei. E de facto, tenho novidades (pudera, o tempo que passou!). E vou começar pelo fim.

 

Se se lembram, há pouco mais de um ano perdi a minha Mia. E acho que levamos mais ou menos esse espaço de tempo para fazer o luto, pelo que durante este ano dediquei-me à Piccolina e ao Ippo , o gatinho cego, e temos sido felizes. Mas comecei a sentir aquela vontade de adotar uma cria, mais não fosse para brincar com o mai novo, que conta dois anos, e a quem a Piccolina não liga pêvas. Digamos que a vontade cresceu e liguei para o @Grupo de voluntários  no canil/gatil do Seixal, com a ideia de adotar um macho negro. 

 

Nessas condições, só havia dois irmãos, um deles pretinho, que não seriam dados para adoção a menos que juntos. E uma menina.

 

Arrastei o Victor para a sede, enquanto este repetia femea não!, ao que eu respondia, vamos só ver a gatinha! (mas assimcumássim, colocámos a transportadora na mala do carro ).

 

E CLARO que voltámos com ela ocupada. Como a menina tem uma mancha branca no peito, ficou Babette assim com dois T's para ser a Babette de maman (sim chamamem-me snobe, e coisas). Os últimos patudos cá da casa foram a Blimunda (nome 100%português, Saramago dixit), a Mia (anglo-saxónico), a Piccolina (italiano), o Ippo, (japonês - foi o filho que escolheu, e ele arranha qualquer coisa da língua) por isso só faltava francês. Ok, há mais nomes em mais línguas, mas não as falo, excetuando o espanhol, que está guardado para o próximo. 

 

Assim à partida coisas correram melhor de que seria de esperar. Passados dois dias de estar debaixo da cama/sofá a imitar uma buzina de barco em dia de nevoeiro, o Ippo acabou por se aproximar, e agora são MESMO os melhores amigos, levam os dias na brincadeira. 

 

Connosco, no dia em que chegou, a 8 de Agosto, dia do gato (não foi de propósito), duas horas depois já conhecia o nome (no gatil o nome era outro), e a casa toda. 

 

Nos dias que se seguiram houve alguns braços de ferro nós VS Babette, tendo sido o maior a luta Victor-lombo-de-salmão-Babette-Fátima. Só vendo. Pior, só a minha pessoa a fazer um cheesecake sozinha em casa, e sem mais, a gata desaparecer para o corredor com a p*ta da gelatina que estava de molho. Foi ver-me a correr atrás dela a ver se lhe deitava a mão antes que ela a pousasse, para ver se lhe tirava um pedaço de baixo - onde a boca não tocara. Consegui. E o cheesecake aguentou-se, graças aos céus. E eu quase que perdi o juízo. Fiquei a tremer até chegarem as visitas. Man...

 

Portanto, adotámos uma gata normal, como se pode ver na foto, com uma cabeça, uma cauda e quatro patas. Mas eu JURO, até prova em contrário, que ela terá mais quatro patas e duas asas escondidas. 

 

Fónix!

 

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