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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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11
Jun14

A Feira do Livro

Era um dos momentos altos do ano. Eu e a mãe iamos até à Avenida da Liberdade onde os stands se estendiam enfileirados, para folhear, ver, comprar livros. Eu saía de casa em pulgas, sabendo que traria alguns só para mim. Era pequenita e lembro-me que apesar da sombra das árvores e do potencial dos bancos de jardim para descansar, a menos de meio já não queria ver mais nada, só sair dali. Fazia sempre muito calor (daí para cá parece que a coisa mudou bastante), e eu nunca gostei de puxar pelo físico.

Depois, a Feira do Livro mudou de lugar, por falta de espaço, e empoleirou-se no Parque Eduardo VII - um suplício, a começar pela falta de sombras junto dos stands e a acabar na inexistencia de um espaço onde pudesse comprar-se uma garrafa de água que fosse. Inabalável a minha mãe lá andava, comigo a reboque, de stand em stand, não falhando nenhum. E voltando sempre para casa com sacos pesados (já notaram como agora os livros são mais leves?).

E depois chegou a altura em que eu, estudando na capital, comecei a ir sozinha, a demorar-me nos stands que me interessavam e a passar ao largo dos outros. Começaram a haver dois ou três sítios onde se podia comprar água e/ou gelados. Continuei a sair da Feira cansada e carregada, mas sempre satisfeita.

E depois a Fnac abriu em Portugal.

E começaram a haver promoções a quase toda a hora, e a sua própria feira do livro, com uma oferta mais limitada, mas igualmente tentadora. E outras editoras lhe seguiram o exemplo e os e-mails das respetivas 'feiras do livro' a aterrar na minha caixa de correio eletrónico.

Infelizmente, há muitos anos que não vou à Feira. Tinha pensado em ir este ano, mas por razões inesperadas não foi possível. Ainda não conheço o novo espaço (salvo erro remodelado no ano passado) com zona de restauração, e tudo e tudo.

Este ano voltei a lançar mão das feiras alternativas: o Continente teve livros com 50% de desconto, e comprei alguns. A Fnac, 40 %, e de lá vieram, até agora, 3 - é clicar e esperar que me toquem na campaínha.

Tenho saudades de ir à Feira...

Todos os anos prometo que será no ano seguinte que voltarei. E invariávelmente a vida troca-me as voltas, e repito o mantra do ano seguinte.

Espero que sim, que 2015 seja mesmo o ano em que lá volto.

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