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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Aranhas outra vez...

Há uns anos atrás, antes de mudar para esta casa, mas já com a renovação alinhavada e ainda morando na anterior, tive-uma-daquelas-coisas-que-só-eu-é-que-tenho...

 

Começaram a formar-se duas teias de aranha no teto, uma imediatamente por cima da cabeceira, do meu lado, e outra por cima da porta. Ora, eu só as via quando me deitava, e pensava, "amanhã aspiro aquelas duas", coisa que não mais me ocorria até voltar a deitar a cabeça na almofada na noite seguinte. E as teias tinham (aliás, como seria de esperar), uma aranha cada que, afanadas, prosseguiam com o seu labor.

Sendo eu uma rapariga muito conscienciosa e respeitadora do esforço alheio, decidi não me imiscuir entre elas e a sua finalidade na vida: construir intrincados rendilhados nos cantos das casas. De tal modo me afeiçoei às bichinhas que resolvi batiza-las. À da teia por cima da cabeceira, chamei Carlota, à da porta, Carolina.

 

E agora digam-me: aspirar duas teias de aranha, a gente aspira. Aspirar duas teias com duas aranhas, a gente assobia para o lado e vuuupt, já foste! Agora aspirar uma Carlota e uma Carolina, reduzi-las a pó-de-aranha no filtro de carvão que o meu aspirador da altura tinha? ALGUÉM É CAPAZ, de depois dormir descansado?

 

Por isso daqui a uns anos, que não hão-de ser muitos, os meus filhos hão-de contar aos filhos deles que a avó era tão preguiçosa que em vez de aspirar as teias, dava nomes às aranhas.

 

É um ponto de vista. Falso, mas ainda assim,um ponto de vista...

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