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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

As merdas que trazemos dentro da mala*

27.06.17 | Fátima Bento

Ontem foi um dia comprido. Caramba, que foi um dia loooongo. Quando finalmente voltei de Lisboa trazia o saco* a deitar por fora. Literalmente.

Horas antes, quando ia a entrar no estacionamento da Fertagus, e a maquina me cuspiu o talão para posteriormente proceder ao pagamento do mesmo, comecei por colocá-lo no assento do pendura, ao lado da mala* de forma visível - o silo da estação, a cause da ecologia (o raio que os parta) tem detetores de movimento e ligam as luzes quando as viaturas passam MAS no local onde estaciono o Rocinante, a lâmpada está fundida há aí... um ano ou dois (já me queixei, mas não adiantou de nada). Entrei as usual no mesmo de máximos ligados, estacionei, tirei o cartão de viagens na mala* e porque estava EM CIMA da hora do comboio aparecer, coloquei o do estacionamento 'lá para dentro', dizendo para os meus botões que mal entrasse no comboio o retirava e colocava em lugar seguro.

 

CLARO

 

que nunca mais me lembrei.

Ora quando regressei e chegou a hora de pagar o parque, literalmente mergulhei no saco* à procura do mesmo. Hun-hun... sentei-me num banco, cansada, a remoer deixem-me ir embora!!, e a espreitar para dentro a ver se o via... claro está que comecei a tirar coisas: saíram a Biba, a revista do Celeiro e os folhetos promocionais do Continente. Nada. Saíu o hidratante que tinha acabado de comprar antes de me enfiar no comboio, mais o iogurte liquido e a saqueta de bolacha maria. Continuávamos em branco. E eu a rezar aos santinhos todos os talões de compra não, os talões de compra não que era uma pilha amarfanhada de envergonhar qualquer um. Tirei a bolsa grande - que guarda os auriculares, o e-reader, lenços de papel, toalhitas húmidas, e mais um ror de coisinhas que sem bolsa me fariam mergulhar a espaços temporais mais regulares no supracitado saco* - e a pequena - que guarda o protetor compacto, o bálsamo labial...

 

 

Pouso tudo no espaço ao meu lado no banco, e fico com espaço para remexer no saco com uma visibilidade razoável. Depois de duas remexidelas no caldeirão, eis que ele surge perante os meus olhos. Agarro-o Ah! caraças (não foi bem esta a palavra que se e assomou ao espírito) que já posso ir pagar! Pego no resto e enfio no saco - menos as revistas e folhetos, que foram numa braçada. Lá paguei o raio do parque, e quando descia ao silo, deixa tirar as chaves... Levo a mão ao saco*... e o resto é história.

Outra vez...

 

 

*chamar-lhe-ia carteira, bem sei. Mas com a quantidade de tralha que aquela coisa que me pendia do ombro transportava, não lhe chamar alforge já é uma sorte...

 

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