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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Babette

- a bebé mais doce

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Sempre gostei de gatos pretos, e tive um que adorava, o Bubo, que ficou em casa da minha mãe quando fui morar sozinha. Fiquei desde aí, com vontade de adotar um gatinho preto, mas nunca aconteceu... acho que fui mais adotada de que adotei - de resto como toda a gente que tem gatos sabe que acontece.

 

A Mia (lá iremos um destes dias) tinha já morrido há treze meses quando liguei para os Amigos do canil e gatil municipal do Seixal, e embora ache que os gatos não se escolhem por catálogo, fui específica: perguntei se havia um macho preto, bebé. Não havia um, mas havia uma, que fomos ver, sob alguns protestos do Victor, já que não é muito fã de gatas - ficou escaldado com a Mia (repito, lá iremos um destes dias).

 

E no regresso a Babette veio connosco.

 

A história da minha pequenina (nenhum dos meus pikenos abdicou de ter história...) é assim: foi adotada e teve família cerca de um mês. Passado esse tempo, o dono voltou para a devolver (??) e tão triste que chorou. O argumento foi que a mulher tinha engravidado, e não podia ficar com ela... (não me pareceu que fosse razão, mas pronto). Então, quando fomos vê-la estava há duas semanas numa pequena jaula, depois de ter vivido numa casa. Acreditem em mim, apesar de ter sido preferível, de longe, a abandoná-la na rua, ainda assim não se faz. 

 

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- adivinhem de onde veio o nome que lhe dei (ela tinha outro), Babette? 

 

Assim que chegámos a casa e a tirámos da transportadora, ela foi à liteira e a seguir correu a casa toda, eufórica. Acho que não se imaginava a correr de um lado para o outro novamente. Não houve cantinho que não ficasse por explorar! Os manos não acharam piada a ter uma mana nova para dividir a atenção, mas ela estava tão contente que nem ligou. O Piu enfiava-e debaixo da minha cama a fazer um som que parecia a buzina de um cacilheiro quando está nevoeiro... ela chegou num sábado, e no domingo quando me deitei, quebrei. Adormeci quase a chorar e a pensar que se calhar não devia ter trazido mais uma gatinha cá para casa...

 

E na segunda, eles dois aproximaram-se, sendo que na terça começaram a brincar. E o resto é história, são os melhores amigos até hoje. A Piccolina agora já se rendeu, e brincam os três, mas nos primeiros meses era deixarem-na em paz, ófáchavor

 

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#todososIpposdeviamterumaBabette

#todasasBabettesdeviamterumIppo

 

Um erro dos donos temporários (e que muita gente faz), foi começarem a dar banho à piolhinha; quando chegou aqui não se sabia lavar sozinha. Dissessem-me que era possível um gato pequeno não se saber lavar e eu não acreditava,mas a verdade é essa. Quando fazia a sua espécie de higiene, caia quase sempre de costas. Riamo-nos mas era uma pena... comprei toalhitas de bebé para a limpar quando saia do caixote e se notava que precisava, embora evitasse usá-las, para ver se ela começava a fazê-lo sozinha. Agora já se lava, mas não tem a facilidade que os manos (e todos os gatos que já tive, e foram bastantes) têm em sentar-se e lavarem o rabito, sem cair - ou as pernas, a parte mais complicada para a Babette: ela levanta uma perna para a lavar, a outra também se levanta, ela distrai-se e já não sabe qual lavar. Ora olha para um pé, ora para o outro e na dúvida, começa a brincar.

 

Babette é uma pequenina muito doce e costumo dizer que "tem a mania que é cão", cada passo que dou ela dá comigo. Se entro no quarto salta para a cama, se me sento no toucador salta para cima deste... quando faço o meu pequeno almoço planta-se na bancada - e tenho de lhe dar iogurte com o dedo, que ela é preguiçosa demais para tentar lamber o copo. Quando nos deitamos mete-se dentro da cama, enquanto leio está debaixo dos meus joelhos fletidos. Quando apago a luz, sai de dentro e deita-se em cima de mim. 

 

A primeira vez que saí - que coincidiu com a única e última vez que fui ao cinema sozinha em 2020, a 25 de agosto - quando voltei ela foi comigo para o quarto, peguei-lhe ao colo, encostei a carinha ao meu rosto. Ela fechou os olhinhos, suspirou e deixou-se estar quietinha. E ainda hoje, quando saímos fica ao lado da porta com cara de vocês voltam, não voltam?, embora a ansiedade já não se note tanto.

 

É a bebé da casa. Que não seria a mesma sem ela.

 

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