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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

15
Mai18

Cada dia com ela, é um presente que a vida nos dá

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A Mia pesa agora oitocentos gramas. Especula-se sobre de qual a maleita que a atormenta, mas nesta altura não é de todo o mais importante; o mais importante é o mimo e o conforto. E ela não dá sinal de dores, desconforto, confusão.

 

No domingo marquei as nossas férias, segunda semana de agosto, e disse, se ela estiver como está agora, vai connosco. Porque não a deixo assim - no entanto, olho para ela, vejo a pele sobre os ossinhos, conto as vértebras uma a uma, e noto que a cauda está praticamente da espessura do meu anelar... não está apática nem mortiça, dorme muito - como sempre dormiu. Ronrona, vai comendo, vai bebendo água. Mas não aumenta de peso nem de volume; nem definha.

 

Pragmaticamente, das duas uma: ou melhora ou não chega a agosto.

Pragmaticamente, cheguei de Lisboa e pesquisei crematórios para animais. Espero não precisar tão cedo, mas fiquei a saber onde, e quanto irei pagar... 

 

Por dentro estou toda amarfanhada. Mas não posso ceder à tristeza, porque não quero que ela o sinta. Ficarei triste na altura certa.

Agora aproveito cada momento que tenho com ela. 

 

TEM de ser assim.

 

Nota: portanto não me batam por não escrever muito, nem por escrever demais, não me peçam prazos e datas certinhos e escrupulosamente cumpridos: umas vezes dá, outras não. Isto custa. Tem dias bons, maus e assim assim. E não vou pedir desculpa por esta montanha russa, ok?

 

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