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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Chorar de barriga (quase) cheia

Há que ver a floresta, e não apenas a árvore

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Há uns dias atrás, no Instagram, deparei-me com o lamento de uma mãe em tele trabalho, uma queixa igual a tantas outras que já ouvi e li.

 

Calculo que seja muito difícil estar a trabalhar em casa, e a responder às necessidades de uma criança pequena. Fecha o país e esta situação torna-se comum. Soluções? Às vezes não há. Às vezes tem de se vestir a camisola de super mulher e encarar o desafio. 

 

O que é uma merda

 

Quando são dois em teletrabalho, a coisa leva-se. Fazem-se turnos. Diz-se adeus ao trabalho das nove às cinco (bem sei que não há trabalhos das nove às cinco, muito menos em casa) e trabalha-se a "deshoras". 

 

Sim nada é fácil nestes tempos loucos que vivemos. Mas podia ser muito pior.

 

MUITO.

PIOR.

 

Alguém pode ficar  doente. Alguém pode ser internado. Somam-se ao trabalho de mãe/pai e ao trabalho-trabalho angústias, ansiedades, incertezas. E quem fica doente sente a falta de estar em casa com a família e o trabalho que, conclui que até se levava, até era possível.

 

Por isso, se está em casa em tele trabalho com crianças pequenas, organize a coisa o melhor possível, e tente tirar o melhor de cada momento. Num ápice pode ver-se numa situação completamente diferente, e desejar ter o que tem agora.

 

Não chore: abrace o desafio.

 

A alternativa é tão terrível...

 

2 comentários

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    Fátima Bento

    28.01.21

    Meu caro Miguel, antes de mais nada agradeço o seu comentário.


    E não querendo alargar-me muito, sugiro que releia o post, sem preconceitos. Repare: eu não me estou a referir ao desemprego! Essa é uma situação que me angustia, tanto como a si, ou a qualquer pessoa que consiga sentir empatia. Falo de quem se queixa do tão difícil que é estar em casa em tele trabalho com crianças pequenas. E nem sequer tenho a leviandade de dizer que não o é, apenas ponho à consideração de quem lê, o meu ponto de vista: é sempre possível encontrar coisas boas no meio das dificuldades que vivemos. Um bocadinho alicerçada na Lei de Murphy, pode tudo ficar pior. Estes tempos difíceis são de respirar fundo - uma, duas dez vezes - e (ao menos tentar) cheirar as rosas.


    As pessoas estão em casa obrigadas porque não há alternativa: estão a morrer pessoas demais - uma pessoa já seria demais... 


    Há que conseguir controlar este... descontrolo.


    Quanto a gerar pânico sei que sabe que nunca foia minha intenção.


    Mais uma vez agradeço ter aqui passado,


    um grande bem-haja





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