Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

05
Fev21

Christopher Plummer, 1929-2021

- até sempre, Capitão Von Trapp <3

CP.png

(via)

O primeiro filme que vi no cinema foi A musica no coração/The sound of music, no cinema Tivoli (sim, na Av. da Liberdade - já foi cinema, sabiam?). Acompanhei a mãe e fomos lá mais de uma vez ... ver o mesmo filme. Que é, até hoje, um dos meus favoritos, tanto o filme como a banda sonora.

 

Como milhões de pessoas, foi assim que fiquei a conhecer Christopher Plummer, como capitão Von Trapp, pai solteiro de sete filhos que contrata Julie Andrews para educar as crianças. Durante anos não o voltei a ver no grande écran, embora saiba que ele continuou a fazer muito cinema, além de teatro, onde teve uma carreira proficiente. 

 

No entanto o reconhecimento veio tarde. Recebeu o primeiro - e único - Óscar em 2012, pelo seu extraordinário papel em Begginers/Assim é o amor, filme de 2010, em que encarna um homem de 70 anos que, após a viuvez, decide assumir a sua homossexualidade e viver o resto da vida em pleno. 

 

Quando recebeu o prémio brincou, dizendo à estatueta que foram precisos 82 anos para finalmente se verem cara a cara.

 

A verdade é que nos anos seguintes participou em filmes em que o seu papel teve relevância - e o seu nome engordou e escureceu nos cartazes. Entre outros fez Millenium 1: Os homens que odeiam as mulheres, Boundaries, O homem que inventou o Natal e mais recentemente, participou em Knives Out: todos são suspeitos. Para além destes, que são os que me ocorrem por tê-los visto, fez também Todo o dinheiro do Mundo, filme que fez correr muita tinta por ter sido filmado com Kevin Spacey no papel de John Paul Getty. O rebentar do escândalo #me too levou Riddley Scott a re filmar todas as cenas em que este entrava, substituindo-o por Christopher Plummer, no que foi uma verdadeira maratona que correu uns quantos países europeus, para além do país de origem, em menos de um mês. O papel de vilão assentou que nem uma luva a Plummer, e rendeu-lhe uma nomeação para os Óscares, como melhor ator secundário. 

 

Mas biografias à parte, filmes e personagens tão boas com desempenhos à altura, despedimo-nos hoje de Plummer, que faleceu aos  91 anos em casa, na companhia da mulher. 

 

Acredito que terá tido  uma vida feliz e plena.

 

Vou recordá-lo sempre, mas mais como no vídeo com que vos deixo. 

 

 

Até à vista, Capitão!

 

4 comentários

Comentar post