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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Disto da proibição das grandes superfícies venderem livros e afins

- é que até era bom se pudéssemos dizer que #ésóparvo...

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Se há coisas díficeis de entender neste confinamento, que as há, a proibição de comprar mais de que artigos de primeira necessidade nas grandes superficies já ganhou o "prémio ponto de interrogação" do momento. 

 

Não é preciso ser um Einstein para perceber que isto não faz sentido nenhum.

 

Tomemos como exemplo o que me fala mais perto: livros. Em 2020 tive a alegria de ter um hipermercado com uma bancada de livros com descontos de 50% durante todo o ano. E meses houve em que o número de livros interessantes era de subir paredes, já que deixar um que fora na loja me deixava doente. No entanto, também comprei livros online, em promoções avulsas na Wook e na Fnac. E cheguei mesmo a comprar a preço de capa. 

 

E agora vêm dizer que, "coiso, a concorrencia, e tal"... os tomates, meus senhores, os tomates! Por essa ordem de ideias, a gigante Fnac, loja física, estará também a fazer concorrência às livrarias fechadas. Vão vedar também a venda de livros na Fnac? Que sempre vendeu, principalmente, livros?

 

Dizia, na sexta feira num serviço noticioso um representante da APEL, que impedir a venda de livros nas grandes superfícies não ia diminuir o prejuízo das livrarias. No final acabava, isso sim, por estrangular as editoras. 

 

 

E mais há que passou debaixo do radar: ao ser apenas possível comprar bens de primeira necessidade nas grandes superfícies, de fora ficam também produtos texteis, calçado e afins - incluindo os muito mencionados artigos para desporto. Ora deixem-me aqui afirmar que quem compra vestuário e calçado no supermercado não o faz em loja. A diferença na qualidade, e no preço torna óbvio que não há aqui problema de concorrência desleal, ou o que lhe quiserem chamar.

 

Ora, aquando do desconfinamento - porque destas coisas só se fala no fim - qual fim? - e nunca no durante, capas e capas de revistas e jornais alertavam para as depressões e ansiedade provocadas pelo mesmo.

 

E se o Presidente diz que está preparada para o confinamento durar até à Primavera - o que mimetiza o periodo do primeiro confinamento, expliquem-me como - COMO? - é que nos vamos ficar a sentir sem poder comprar pequenos balões de oxigénio, um livro ou mesmo uma peça de roupa, que juntamos aos bens essenciais no carrinho?  

 

É uma maravilha para minimizar os efeitos psicológicos de qualquer confinamento -  #sóquenão! 

 

E se me vêm dizer que "ah, isto é só para duas semanas", temos a burrinha nas couves, já que

   a) se era para uns míseros catorze dias não valia de todo a pena tamanho mise en scène e

   b) quem é que acredita que é para quinze dias? Hein?

 

Isto é mais uma daquelas situações em que se dispara primeiro e se pergunta depois... mais uma...

 

 

Ah, e para quem acha que se pode sempre comprar online, esperem para ver o tempo de entrega a aumentar, e no caso da roupa, os preços das peças da próxima coleção...

 

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