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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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17
Set18

Disto de ter um blogue - manifesto

Fátima Bento

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Nesta senda de destralhar coisas que me esgotam, me cansam e não fazem falta, tive também de olhar para este projeto. Há quase catorze anos que escrevo aqui no sapo, e o que me tem feito correr ao longo deste tempo tem mudado. No inicio precisava de ser lida, bem como de sentir que existiam pessoas desse lado - as que liam o que eu ia escrevendo. Foram uns anos pautados pela solidão e pela insegurança gerada pela falta de validação: os meus filhos eram pequenos, e a minha vida era do tamanho de uma ervilha. Tinha começado a escrever num site americano, mas queria escrever na minha língua e no meu país...

 

Assim nasceu o Diário de uma "dona de casa" à beira de um colapso, mais tarde Diário de uma dona de casa 2.0. Relendo alguns posts ao calhas do seu primeiro ano, vejo que o que escrevia oscilava entre o sombrio e uns posts com um pouco de humor, zero edição, imagens coladas com cuspo... mas precisava da minha janela, e o blogue era isso mesmo. 

 

Com o passar do tempo - leia-se dos anos - cheguei, há cinco anos atrás, a fazer posts em vídeo, quando o meu pai estava aqui em casa, porque não tinha tempo para escrever, colar imagem, editar tudo bonitinho... e o resultado não foi dos melhores. Se podia privatizar aqueles vídeos? Podia, mas isso era negar um pouco da minha vida. Aqueles meses foram um caos total, em que as noites eram mesmo muito mal dormidas e eu andava com o ar com que gravei. E de edição de vídeo não sabia nada - o que não mudou muito, sei o básico dos básicos do movie maker, mas também não preciso de mais, já que não tenho intenção de me transformar em youtuber (pausa para rir até doer a barriga)!

 

Depois do pai falecer, pari o Porque Eu Posso em que vos escrevo (em pleno processo de luto, que se manteve por pouco mais de um ano). Nota-se um cuidado maior em rodear os dias cinzentos, sem os evitar, mas sem cair em dias seguidos de mimimis, que com o passar do tempo se materializou na ausência de posts em dia não... a necessidade de validação foi seguindo a par dos posts que se sucediam, porque, como digo neste post, logo no primeiro mês, a minha vida continuava a correr em slow motion, e eu sem sentir capacidade para mudar as coisas...

 

Entretanto passaram mais de quatro anos. Comecei a fazer terapia, o que me revolucionou a vida, a perceção desta e a capacidade de a fazer avançar. E se a abordagem ao blogue mudou - passei a ser mais regular, mais terra a terra, deixei de "encriptar" alguns posts mais pessoais - eu também sou uma pessoa diferente. E em agosto parei de vir aqui com regularidade, entrei em introspeção. Estava em 4º lugar no Blogs Portugal (categoria pessoal) e tinha uma média diária de visualizações acima das duas centenas. Mas não era isso... não sabendo o que queria do blogue, afastei-me o suficiente para pôr tudo em perspetiva, e em boa hora o fiz.

 

E cheguei a algumas conclusões.

 

Neste momento escrevo principalmente porque a interação entre bloggers aqui no sapo é fantástica, animadora e emocionalmente (mais que) satisfatória. Porque fiz amizades, conheci pessoas fantásticas (também me dececionei, mas quem nunca? Só quem não arrisca não se encontra, de vez em quando, a olhar para as mãos...!), e vale tão a pena continuar este projeto! Porque se vi que não sou peça única em tantas coisas, sei que há quem me leia que sente o mesmo... e vou continuar por aqui.

 

Sem sucumbir à tirania dos números, que são apenas isso: números. Por trás de cada um encontra-se alguém que já  conhece ou vem conhecer, e ao lado da porta de empurrar/puxar, há - e vai haver sempre - uma outra, rotativa. Há pessoas que não voltam. Há pessoas que desistem de continuar a vir até aqui - e tudo bem, não sou só eu e a minha vida que mudamos, as coisas são como são! E depois existem aquelas pessoas que voltam porque já existe uma dinâmica de entreajuda emocional, e acabamos mesmo por gostar uns dos outros (não é? digam-me se estou errada!).

 

Por isso tudo, podem contar comigo deste lado, com regularidade. 

 

Espero continuar a contar com vocês. Posso, não posso?

 

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