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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Do fim das férias

Das férias, hei-de falar, mas não é hoje. Hoje estou a segurar a casa no lugar da trave mestra, caramba, baixa lá à terra que vai sendo altura. Quando chegámos, ansiosa que estava, aiasgatasestarãotristes, pois claro, se até adoeciam quando passava dez horas seguidas fora!, mas não, as gatas estavam ótimas, benza-as deus, acho que já se habituaram a que os parents são salta-pocinhas (mais a mommy que o daddy), mas voltam. Sempre. O gajinho que ficou em terra, a trabalhar, ai que saudades, quisemos chegar antes dele o que nos fez apanhar horas de um calor indizível, que nem a um engarrafamento no acesso à 25 de Abril a meio de Agosto (!!!) nos safámos, pobre Rocinante que se portou tão bem, e nós a parar nas estações de serviço para não desidratar, que a garrafa fresca de agua mal entrava no carro e era só colocar-lhe um saquinho de chá dentro, ótimo para as dores de garganta se alguém as sentisse. E depois, entrar em casa, correr para o duche, e esperar a chegada do jovem mancebo, que chegado, boa tarde e nem um beijo. 

Balde de agua fria primeiro.

Dias seguintes difíceis, que raio, sem entender porquê a distancia e a frieza, e as bichanas que amuavam por sistema, pós-abandono incompreendido, normais e satisfeitas, e o infante ensimesmado frio e distante, vá-se lá saber e entender, cabeça em loop que me passo de vez, e bum no buraco, amor que me estende a mão e ajuda a subir que não há nada que não superemos juntos mas que doer, dói na mesma. E por coincidência ou nem por isso, rebento que se junta aos demais mortais deste microcosmos e nivela as emoções, todos no mesmo comprimento de onda finalmente.

Três dias ou quatro, quanto bastou de repouso, um contato com pedido de ajuda, eis que uma atenta contra a própria vida e segue a pôr tudo em questão, prostrada pelas emoções desordenadas que a espezinham e a reduzem a menos que nada dentro de si. E mais dois depois, o outro que se faz numa bola e se deita a meu lado, e se deixa tomar pela angústia que lhe espreita as janelas dos dias, umas vezes mais e outras menos discretamente, que não há como se manter em vigilia permanente. E horas depois novo alerta, nova ameaça final, e cuidados redobrados no apoio possível a tamanha distância, eu e ela na sala com fibra pelo meio, ele no quarto à distancia de um braço ou quase, e a tentativa de chegar a tudo com calma e a firmeza possível.

Acabaram as férias, mesmo uns dias antes da rentrée. A vida não se compadece com calendários.

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