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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

28
Abr14

É que contado nem dá para imaginar...

Fátima Bento

Ainda não passava da meia noite, por isso ainda não era segunda-feira.

Tínhamos dado o comprimido à Piccolina de tarde, e deixado o da Mia para quando os deitássemos: como ela se põe como de costume, ao lado da minha almofada, e só pegar naqueles (ui alguns dez quilos) de gata (!) virá-la de barriga para cima, e eu abro-lhe a boca e zuuut, lá para o fundo (senão a sacana cospe). Ontem foi 'trigo-limpo-farinha-amparo', nem rosnou, nem nada (o rosnar dela só serve para fazer barulho, a pachola)...

Já tinha dito que elas não se gramam, não já? Assim mesmo de todo e a ciumeira às vezes assume proporções descabidas... já não já?

O Vítor  pousou-a em cima da cama e eu comecei a fazer-lhe festinhas e 'ai que linda que é a menina da mommy - as mariquices do costume - e ele Não faças isso, estás a levantar pelos!, num décibel (UM! que aquilo não era horas de usar nem mais meio) acima. Foi o suficiente.

A zarolhinha (que neste momento está aqui a ronronar enquanto toma banho), que estava a espreitar pela nesga da porta entra de rompante precisamente quando eu tinha pegado na ruiva - para a colocar ao lado da minha almofada e ato continuo, dentro da cama - e com ela no ar, qual Rafiki a mostrar o Simba aos subditos, a outra infere um ataque de tal forma rápido e violento que me atingiu as duas mãos - para ser mais precisa, deixou-me o anelar direito feito num oito. Ralhei eu, ralhou o Vítor, veio o Tomás do outro lado da casa, pus a Mia dentro da cama (tadinha, rosnava e tremia), e a outra rondava a ver se tinha abertura para repetir a investida. O Vítor perguntava 'magoou-te?'e eu: dói mas ainda não vejo sangue e repetia é pá dói mesmo muito, pá dói c'umó raio... o Tomás lá levou a pequena delambida, e eu peguei no meu livro, depois de limpar a bola de sangue que se formou à dobra do lençol (sim, praticidade é o meu nome do meio) e ter dito mais meia dúzia de vezes que me doía muito, muito, e pus-me a ler, até acabar o livro.

HOJE, acordei com algum desconforto naquela mão. Fui olhar, e o meu pobre anelar está inchado. não o consigo esticar (muito menos dobrar) e pareço uma totózinha a teclar com dois dedos. Haviam de ver a luta que foi coordenar a colher com que comi o iogurte... quando faço algum gesto mais brusco, até fico mal disposta... 

Não querem lá ver qualquela besta me partiu o dedo?

Amanhã vou ao médico, se for caso disso manda-me fazer um raio x (mas o mais provável é que se farte de gozar comigo).

Mas, digo já: ESTA MERD@ NÃO TEM GRAÇA NENHUMA!

Dasse!

... a sonsa...

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