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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

03
Nov17

Era uma vez no mundo do cinema... e não só (#metoo)

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Deixem-me ser coerente.

 

Já esta semana falei de Kevin Spacey, e das alegações de assédio sexual por parte de Anthony Rapp feitas no passado sábado que resultaram na Netflix suspender a sexta temporada de House of Cards.

 

E agora levanta-se um número muito razoável de colaboradores da serie que vêm acusá-lo de

 

 

  1. assédio e
  2. de promover um ambiente tóxico nos bastidores, com a sua postura e atitudes.

 

Citando um artigo da BBC

 

Em menos de 72 horas, o ator Kevin Spacey passou de um dos atores mais respeitados do mundo do cinema, teatro e televisão a pivô de acusações de assédio sexual, com a carreira em frangalhos e pedindo um tempo para se tratar.

 

 

E pronto. Com muita pena minha, o senhor Spacey revela-se um pequeno sociopata*  e, caramba, lá se foi um dos melhores atores da sua geração.

 

O que é que aí vem a seguir?

 

A hipocrisia na estranheza na denúncia deste(s) caso(s) é que nos meandros de Hollywood estas práticas sempre foram conhecidas, e toda a gente no meio era conivente com elas. Neste momento dá-se uma inversão a 180º e tudo o que era "aceite" não só  deixou de o ser (em boa hora) como começaram a demonizar-se pequenos nadas a que se dá uma importância desmesurada - veja-se o caso de Adam Sandler/Claire Foy(The Crown) na passada sexta-feira, no The Graham Norton Show, na BBC1, em que todos os limites  são ultrapassados... até a própria alegadamente  assediada foi atacada no Twitter por ter dito que aquilo não tinha sido nada - se clicar no primeiro link pode ver o show completo e ver que até a Emma Thompson tocatantas ou mais vezes no Adam que este na Claire, que diabo! 

 

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Tudo isto me faz lembrar duas coisas: o Macartismo, E o exagero em que se caiu há uns anos atrás (penso que foi por altura do caso Maddie, mas não garanto), em que, em certos países da Europa, sorrir ou fazer uma caricia no cabelo de uma criança, fosse no autocarro, na rua, num Centro Comercial, dava direito, no mínimo a um olhar assassino por parte dos pais - às vezes à intervenção de um agente que se encontrasse perto.

 

Sim, onde há fumo geralmente há fogo, mas convém ver se é em quantidade que justifique chamar os bombeiros. Ou, como a respeito da demissão do ministro Michael Fallon, arriscamo-nos a que a(s) vitima(s) venha(m) a publico dizer coisas como o É uma loucura, absurdo e ridículo - proferido por Julia Hartley-Brewer a respeito da demissão.

 

Ninguém está a salvo do escrutínio público. E aceita-se a culpa, age-se em conformidade, porque é he said/she said, e quem denuncia tem sempre razão. Mesmo que não a tenha.

 

 

* e digo já que tal coisa não existe

 

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