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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Eu e a letra impressa em papel (ou em formato digital)

27.04.14 | Fátima Bento

Em 2013 li que até cair. No final do ano, quando por aqui se fazia o balanço dos livros lidos durante o ano eu ainda fiz uma leve e ténue tentativa de acertar, mas sei que fiquei longe.

O meu reader foi o meu melhor amigo nos dias que passei no hospital. E além, dele ia sempre uma - ou meia dúzia - de revistas e mais um livro ou dois em papel [deixava na mesa de apoio do pai, e andava só de kobo e novidades atrás (e no caso de estar a meio de algum livro, com o mesmo atrelado)].

Li durante as cirurgias (desde 2012, em Évora, nomeadamente no dia da segunda, em que estive sozinha e mesmo carregada de livros, revistas e-tudo-e-tudo, É QUE não havia maneira do tempo passar desde que ele desceu ao bloco)e aqui em Almada, já em 2013, foi ibidem. Cheguei a ler sentada no chão no corredor em frente ao bloco operatório quando me pediram 'só um minuto para poder dar um beijinho ao seu pai' e a coisa complicou-se lá dentro, e eu resolvi sentar-me ler para não dar pelo tempo passar nem pensar muito.

Por isso naqueles meses li que me fartei.

E depois quando o pai veio cá para casa deixei de ter tempo para ler. E para escrever (é a famosa fase vlóguica do 'dona-de-casa'), em que gravava nos bocadinhos que tinha, despenteada, sem maquilhagem e com o que estivesse vestido... (o meu filho diz que eu oscilava entre ar-de-pedrada e ar-de-ressacada... pois).

Depois o pai faleceu.

E depois.

Depois deixei de ler.

Mas agora, voltei. Por isso contém com bombardeamentos sucessivos nos próximos tempos. Esta semana já vou para o terceiro...

(a gente já fala... {#emotions_dlg.blink})