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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Férias numa palavra: CASA

A casa é onde está o coração, segundo dizem... fomos daqui e depois de uma breve paragem no Aquapólis em Abrantes, seguimos para a casa do avô, em Vinha Velha - Cardigos - Mação. A casa está de pé, mas nem entrei lá dentro, que não tinha a chave, nem me apeteceu ir buscá-la. Com dinheiro e desejo seria recuperável - infelizmente tenho muito do segundo, a despeito do primeiro, e um processo de habilitação de herdeiros que não sei como vai ser feito, quanto mais o de partilhas...

 

Mas a verdade é que aquela casa me chama. 

 

Não sei explicar mais nada, mas parada em frente àquela fachada, o adn ferve-me nas veias, onde o sangue corre mais depressa. Sei que tenho menos de 5% de hipóteses de ficar com ela (e a recuperar, que é o maior imbróglio), mas só chegar até lá, parar o carro, ficar a olhar para ela e pensar que é um bocadinho minha, aquece-me o coração.

 

Ignoro se vai passar deste ano, com o desvario do fogo que vai para aquelas zonas, não sei nada (como ninguém dali sabe nada, de resto). Sei que quero mudar-me para ali por alturas da reforma, comprar uma pequena casa com terreno anexo onde plante meia dúzia de alimentos (aquela terra é tão generosa!), e tenha uma capoeira com galinhas para recolher os ovos - que não tenho intenção de matar nenhuma.

 

Deste último encontro com a casa (que desejo muito repetir em Dezembro quando lá voltar), trouxe o mimo de meio litro de amoras colhidas das silvas que amarinhavam pelos muros exteriores do pátio, fora as que fui comendo aquando da colheita... coisa que não via há uma mão cheia de anos. 

 

amoras.JPG

 

As saudades vão ser omnipresentes, mas enquanto puder parar o carro em frente dela e recordar os momentos felizes que lá passei... vou sendo feliz.

 

À minha maneira. 

 

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