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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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17
Fev17

Glenn Miller Orchestra - lamentável falta de profissionalsmo do CCB

Sim, foi épico. Épico pela quantidade de anos que sonhei em assistir a uma performance da Glenn Miller Orchestra - risquei mais um item na minha bucket list.

 

E mais de que um espetáculo a avaliar pela qualidade, há que valorizar a experiência que foi, em momentos delirante: dancei na cadeira, cantei, e no final, o coro de lalala da assistência ao som de Moonlight Serenade foi uma coisa linda.

 

AGORA...

 

O concerto foi apresentado pela Incubadora d'Artes (do centro Cultural de Belém), e pela Smooth FM. Houve um espetáculo ontem, e há outro hoje, aqui em Lisboa... e o resultado qualitativo foi lamentável.

 

Pagámos bilhetes para um espetáculo, e assistimos a um ensaio geral.

 

Os microfones, nomeadamente o primeiro da nossa (espectadores) esquerda, estava completamente inop. Não percebo nada de mics, nem de som, mas o desgraçado do primeiro musico que se aproximou do mesmo para fazer um solo (tanto quanto me lembro, de clarinete), teve a desagradável surpresa de 'ver' o som a fugir. A falhar. Eu (e não sei quantos mais) afundei-me na cadeira e arregalei os olhos: seria possível que o musico estivesse a desafinar???

 

Não, não era. O homem, em pausa, ainda deu uns apertões na 'cabeça' do mesmo... e a segunda entrada soou um bocadinho melhor.

 

Mas os problemas com o som foram recorrentes, e foram sendo corrigidos ao longo do concerto - pelo que acredito que hoje corra tudo cinco estrelas. Ontem serviu para afinar'amáquina' - mas não foi por isso que o valor pago foi inferior.

 

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Pormenores: a afinação de voz dos cinco moonlighters (ou seriam serenaders?) era de fugir. Nunca mais vou ouvir o Chatanooga Choo Choo da mesma forma! 

 

Mas, e depois de dizer isto tudo, ainda acrescentar que houveram, páginas tantas, músicos a deixar escapar notas para onde as mesmas não deviam ir, à conta, acredito, da não colaboração do som, que parecia um adolescente rebelde (os técnicos de som terão estado mesmo lá durante todo o espetáculo?)

 

 

A verdade é que me diverti, e valeu a pena. E dado que estamos em 2017, e a Glenn Miller que me fazia sonhar em miúda, era de 1935, foi a realização possível de um sonho,

 

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Uma noite para recordar quanto mais não seja pelas vezes que me encolhi na cadeira, pelas gargalhadas que dei à conta do maestro, e pelo que dancei (sentadinha), estalei os dedos, bati palmas a compasso e cantei - nomeadamente aquando do tributo a Frank Sinatra.

 

Foi positivo.

 

Mas o CCB tem a obrigação de prevenir este tipo de situações...

 

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