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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Hoje, acordei.

27.03.14 | Fátima Bento

Hoje a cama tornou-se incómoda a horas nada habituais. Virei-me, pus-me em todas as posições... o pensamento ia-me dando cotoveladas e eu ia-o empurrando 'para lá'.

Até que desisti.

[Não sei se conhecem aquela sensação de passar um dia inteirinho com uma roupa dois tamanhos abaixo. Aquela sensação em que mexer-nos é penoso, e levantar os braços quase impossível... presumo que seja assim que, às tantas, aquela que foi lagarta se sente dento da crisálida. E é nessa altura que começa a baloiçar-se, e a notar que necessita de fazer cada vez movimentos mais amplos por forma a poder respirar decentemente].

Hoje sinto-me assim.

Sinto que o casulo já está a começar a apodrecer, e se não pontapeio com força para todos os lados, ainda me arrisco a ficar lá dentro de vez, a começar a mirrar as asas sem nunca as ter aberto. Sem nunca sequer ter adivinhado a sua dimensão.

Hoje acordei.

Acordei e decidi que já chega. Já chega de coitadices, já chega de desculpas e de chutar para canto.

Hoje acordei e decidi que é hoje, não amanhã nem depois. 

É hoje porque já chega.

E saí da cama, e vou começar a fazer coisas cedo, porque o dia tem só 24 horas. E 24 horas não é assim tanto tempo, embora hajam dias em que o desejo de as encurtar para (menos de) metade me tenha imobilizado. O que não interessa nada, porque já passou.

{Hoje é o dia de sacudir a poeira dos dias parados. De abrir as janelas e arejar a casa}

Hoje é dia de pontapear, se tiver doer que doa, mas o casulo abre hoje.

Porque TEM DE SER HOJE.

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