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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

30
Mar21

Mas qual vermelho qual quê...

... canudo...

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As últimas 24 horas bateram recordes recentes de dificuldade acrescida. A insónia que me acometeu esta noite - li até às duas, apaguei a luz, brinquei ao frango no espeto* até às quatro, hora a que me dirigi à casa de banho, literalmente já a subir paredes... e continuei a rodar, olhos esbugalhados cravados onde sabia estar o teto... às seis foi a vez do marido se levantar e uma meia hora depois voltei a segui-lhe as pegadas - mais um bocadinho e mandava instalar uma porta rotativa no lavabo, eishhh!! - e não, a insónia não teve nada a ver com as idas à casa de banho; estas deveram-se, isso sim, ao nervoso miudinho de varar a noite de cauda a rabo (raio de expressão que não faz sentido nenhum)...

 

Já nascia o dia quando, deitada de lado e com a Babette em cima de mim - rabo na minha cintura, bracitos sobre as minhas costelas - me senti a deslizar para os braços do Morfeu... e às dez, tungas, os três felinos em cima da cama a esperar pacientemente pelo meu despertar, e o meu olho a abrir espevitado. Nem quatro horas dormi, canudo!

 

 

E então a esta hora em que devia estar a escrever vermelho, nem pensar consigo (seja lá na cor que for), pelo que desisto, não há possibilidade de escrever mais que este texto. Por isso amanhã, vermelho, nunca antes das três - e estou a correr um risco valente em colocar uma hora no meu horizonte periclitante. 

 

Estou, claramente, velha. Ele é taquicardia, ele são suores, o raciocínio embotado...

Amanhã. Amanhã já hei-de estar para as curvas. Hoje não estou, de todo, em mim...

 

   

      * é quando a gente roda e roda na cama, tal qual os frangos que assam nas máquinas de infravermelhos...

 

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