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Porque Eu Posso

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28
Mar18

O filme da Pascoa - finalmente...

Fátima Bento

Ontem rumei ao cinema e fui ver Maria Madalena/Mary Magdalene um filme que me despertou curiosidade da primeira vez que vi o trailer - que me deixou com a ideia de que a história de Maria Madalena (a alegada prostituta que Jesus favoreceu, o que provocava ciúmes em Pedro), seria contada de uma forma completamente diferente da habitual.

 

Ora quem não sabe fica a saber que sou ateia. E que sou fascinada por religiões, história das religiões, o que há por detrás destas em termos históricos e filosóficos. 

 

E então, em vez de ir ver o Ready Player One a sala 4DX, comprei um bilhete para ir ver um filme religioso...

 

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Para começo de conversa, o elenco está fantástico: Rooney Mara, com os seus imensos e expressivos olhos é a Maria Madalena perfeita. Joaquin Phoenix é um Jesus atormentado, angustiado, assustado, credível, sem aquela aura luminosa e limpinha que habitualmente surge nos filmes religiosos: é um homem, de carne e osso, que sabe que está perto do fim. Impossível não sentirmos um enorme carinho por Judas (para mim a personagem mais incompreendida do Novo Testamento da Bíblia) magnificamente interpretado por Tahar Rahim

 

Conhecemos então a verdadeira história de Maria, que era, juntamente com as irmãs, pescadora. E que não sabendo qual a sua vocação, sabe que esta não é o casamento (e aqui entra uma certa noção de castidade que é mantida ao longo do filme). Entretanto conhece Jesus, e decide juntar-se aos apóstolos, abandonando família e reputação - uma mulher viver juntamente com 13 homens acaba com a reputação de qualquer uma...

 

A história é contada como Maria sendo uma dos apóstolos. Esta batiza, abençoa, tal como qualquer um dos outros doze. 

 

Tudo neste filme é diferente do que se espera num filme religioso lançado nesta altura do ano, e que conta a história do caminho de Jesus ao calvário. A história é fiel ao título, e centra-se à volta de Maria, inclusive durante a crucificação. 

 

Como mulher que sou, afirmo que esta história precisava de ser contada da forma que é.

 

Apesar do Vaticano ter oficialmente aceite Maria como um dos apóstolos em 2016, esse facto passou ao lado da grande maioria dos católicos (e cristãos no geral). E é mais que altura de ser reposta a verdade sobre uma das personagens bíblicas mais difamadas, desde que o Papa Gregório a assinalou como sendo uma prostituta mencionada em Lucas 8:2.

 

Um filme a ver por todos os que conhecem a história que foi sendo contada sobre a mesma, e que querem finalmente ver a história como é devido ser contada.

 

 

[Trivia: Maria não era Madalena de nome, uma vez que na época as pessoas não tinham apelido; é Madalena por ser oriunda da terra Magdala, o que faz dela uma Magdalena]

 

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