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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

O retiro - dia 2

07.04.16 | Fátima Bento

{raios me partam, que é muito mais difícil escrever um post a apresentar coisas boas e menos boas, que encadear as ideias em ordem positiva. Ando nisto desde a publicação do primeiro post sobre os três dias de 'reclusão' e repouso, de tal modo que tenho até fugido a escrever sobre outros temas, com esta coisa presa debaixo da voz. Mas o que tem de ser tem muita força, e ou vai ou racha...}

 

Terminei o post sobre o primeiro dia estava eu a tomar o pequeno almoço às 8:30h, apesar da insónia precoce que se repetiria na noite seguinte (que por muito que não queiramos, temos um limite de horas de sono; é flexível mas não exageremos...) não foi? Bem, depois subi e enrosquei-me, mas não vou fazer um retrato detalhado dos meus dias, porque foi sempre mais ou menos isso: comer, descansar, duche, piscina, bar.

Fui ao quarto buscar um poncho, já a imaginar-me à noite sentada na varanda enroscada no mesmo... com a fabulosa vista da estrada principal (o que não entendo, sinceramente). Teoricamente aquele quarto deveria ter uma vista resguardada... 

Ah, e eu disse piscina, não foi?

Pois que na tarde do segundo dia vesti o fato de banho, e uma vez que não tinha no quarto o roupão mencionado na reserva, enfiei umas leggings de fitness, uma camisola leve e  largueirona, calcei as sapatilhas e desci à área de spa - acesso que me tinha inflacionado o preço do quarto, mas como eu sem agua não sou nada, tinha garantido previamente o acesso à piscina interior.

DSC_0111.JPG

As espreguiçadeiras eram deliciosamente confortáveis e o ambiente convidava ao relaxamento total. E decidi experimentar a piscina, entrando pelo lado do jacuzzi. A agua pareceu-me fria para piscina interior, mas vamos lá ligar os jatos de ar que já me vou sentir mais quente... os verticais funcionavam, mas já os lombares... nada. E nesse momento, embora ainda agarrada ao meu motto " não me vou aborrecer", digamos que estava a ser difícil manter-me tranquila e bem disposta... digam-me para que servem os jatos verticais de um jacuzzi...? Os lombares, é obvio, os laterais, que saem de baixo, acabam por dar apoio, embrulhando-nos na agitação das aguas. Mas só os segundos? Poramordasanta!

Bom, empenhada que estava em tirar o melhor partido do que dispunha, inventei 'uma omoleta': sentei-me na ponta do "banco/degrau" (chamem-lhe o que quiserem!...) mesmo à frente de um jato. Encostei os ombros ao rebordo da piscina e sim, aquilo tocava-me na zona lombar. Mas arriscava a sair dali toda 'torcida', que nem relaxava decentemente os dorsais e ainda magoava a parte superior da coluna... Premi o botãozinho e desliguei os jatos. Pensei em dar duas braçadas mas a água estava FRIA, e não apetecia nada.

Saí da piscina e enrolei-me numa das toalhas, deitei-me na espreguiçadeira, e assim que me senti razoável, troquei a toalha húmida pela seca - que parecia estar aquecida! - e peguei no suplemento de beleza da Telva de março que folheei e ainda li duas ou três paginas...

... mas ganhou o meu lado friorento e saí de lá, entreguei as toalhas na receção, inquirindo sobre a temperatura da água e recebendo a explicação que por lei tem de estar abaixo dos 30° "entre os 28° e os 30°" (pois, pois...), e subi ao quarto.

Mal passei a entrada e enfiei-me de imediato na casa de banho. Abri o duche ainda antes de despir o fato de banho - o que não era necessário já que a água aquecia em segundos. Devo ter estado quase uma hora na cabine, e saí desta diretamente para debaixo do edredão, ligando antes o ar condicionado. Ainda pensei que se adormecesse a serio perdia o jantar mas estava-me bem nas tintas! BRRRRR....

Bom, sempre acordei a horas e desci para jantar de vestido anos 70 e botins de camurça. Acho que a única coisa em que me podem chamar conservadora é que não me apanham a jantar de calças. Nada contra quem o faz, mas acho mais apropriado saia ou vestido. Ah, e com uma clutch em tapestry preto e branco que não combinava nem chocava com nenhum dos visuais, e que andou sempre comigo: cabia o telemóvel e o e-reader, que me acompanhava na hora das refeições.

after diner.jpg

Depois do jantar tomei um digestivo no bar e regressei ao quarto.

E

o dia seguinte ia ser ainda um bocadinho mais SUI GENERIS...