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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

O tralho do ano. Do ano? De meio século!!!

19.02.19 | Fátima Bento

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Bem, acho que já vos devia ter contado que a meio do mês de janeiro, e porque já não aguentava não fazer nada, decidi-me a destralhar a divisão da casa em pior estado, o meu quarto.

Não vou aqui tentar descrever o estado em que aquela divisão estava, é que não é possível passar uma imagem verosímil - vão ter de acreditar na minha palavra no assunto.

 

Sempre disse, e reafirmo, que aquele quarto era o espelho da minha cabeça por dentro. E o processo de me atirar ao trabalho provocou mudanças, não só no a quantidade de tralha, mas aconteceu também que, à medida que esta foi "baixando", começaram a surgir problemas que eu devo ter escondido lá no meio para não ter de lidar com eles. Ok, não tive remédio senão enfrentar.

 

Ou seja: neste momento tenho o quarto um pouco (grande) mais de que meio destralhado, a tralha ainda a escolher está separada em sacos, etc.

 

E na noite passada, acordei para ir à casa de banho. Pus os pés do meu lado da cama e fui andando devagar, de luz apagada. E dei com um objeto duro que não me deixava passar. Cheia de sono, esbardalhei-me num espaço tão contíguo, que couberam as minhas duas pernas e o meu traseiro, MÁI NADA. E na vertical. O Victor acorda como barulho, acende a luz da cabeceira e pergunta onde é que estás, Fátima? assustado. Eu não sabia se ria, se falava, se chorava - a minha perna direita doía, ficou feita num oito. Continuei a contorcer-me para tentar sair daquele quadrado onde estava, literalmente, entalada. Às tantas lá disse: estou aqui! e o homem pôs-se de joelhos em cima do colchão e deu com a boa da Fátima dobrada segundo o método Kon-Marie... ou similar. E a agir como se estivesse num pântano e estivesse a tentar agarrar uns galhos para sair do buraco. Às tantas lá lhe pedi a mão e fui saindo do buraco e pus-me em pé. Vi sangue a escorrer. 'Sa lixe! Aflita como estava para fazer chichi, e sem poder correr, foi vê-la a despachar-se para a chegar à casinha antes da desgraça quase certa.

 

Voltei para a cama, e deitei-me. A situação fora tão aflitiva que nenhum e nós riu!

 

Minutos depois ouve-se uma gargalhada. e ouve-se uma voz, a minha, a imitar: onde é que estás Fátima? e eu que nem conseguia responder... nem sair do buraco onde ficara entalada 

 

Cada minha queda é aparatosa! Esta ainda hei-de contar aos netos...

 

Atualização: a minha perna esta ferida, esgatanhada da madeira da lateral da cama, e a perna toda roxa. Mas não coxeio... olhem, é esperar que passe...

 

Ai eu, eu...

 

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