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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

05
Jun17

Pela perpetuação da humanidade em cada um de nós

No sábado, às 00:35 recebo a mensagem pelo Facebook: "Estamos os dois bem, estávamos os dois em casa e não estivemos em Central [London]... mas outro atentado, for fuck's sake!"

 

Já aqui tinha dito que a minha filha vive em Londres.

 

Ontem, ao mesmo tempo que via o concerto de solidariedade, postou isto:

 

Watching One Love Manchester and immensely proud of this country's capacity to get together and soldier on. It's strange how sometimes when facing the worst of adversity and the most heinous acts of violence, humanity resurfaces shining brightly and altruistically. In the midst of all these crazy political situations that have you waking up and fact checking everyday because 'nah it just cant be true', its incredible to see that glimmer of hope.
And thus, I urge all of my friends to make their voices heard, either giving a helping hand or going out and exercising your right to vote, whatever your political inclination, for those of us who cannot, and for your own benefit. We are the generation that will be the decider in what this world becomes.
And thats all I had to say. Inez OUT. *softly puts down the mic, coz ....well...expensive equipment yo*

 

Porque, com disse a Theresa May (senhora de quem não gosto particularmente), enough is enough, e porque parece que estamos (nós, os que nos consideramos inatacáveis - e provávelmente temos razões para isso, já que não andamos metidos em caldeiradas que envolvam armamento e guerras, e whatnot...) a ficar imunes ao que se passa off board, urge que não nos afastemos do horror que tudo isto é. Um atrás de outro. Todos e cada um deles.

 

A anormalidade nunca pode ser tomada como normal. Porque no dia em que encaixarmos tudo isto como uma coisa que volta e meia acontece, estamos (como penso que já escrevi aqui) a perder a parte humana do ser que todos somos.

 

ataque-londrs.jpg

(Foto: Daniel LEAL-OLIVAS / AFP)

2 comentários

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    Fátima Bento 06.06.2017

    A minha filha vive nos arredores de Londres, em Enfield. Ali não parece existir um grande risco de ataques... já trabalhar, trabalha mais perto de Central... mas eu sigo aquele principio de vida: se tiver de acontecer, acontece. Não tem nada a ver com destino; é que se se aproxima um terrorista de nós, não há volta a dar. 
    Só desejo, para ela para mim, e para os que me são queridos - e para o resto, toda a gente - que o tempo até dar de caras com o louco, seja um tempo feliz.
    Quanto ao resto, não podemos viver no medo, na antecipação da desgraça. Há que dar valor ao que nos acontece todos os dias. Talvez esse seja a única coisa a aproveitar do desarrazoado que o mundo está. 
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