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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Piccolina, o nosso presente de Natal

As crianças de quatro patas cá de casa #1 Piccolina

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As pessoas que aqui vêm há pouco tempo, não sabem as histórias das minhas crianças de quatro patas, por isso, quero apresentá-las.

 

Hoje é a vez da mais crescida, a Piccolina.

 

No dia 18 de dezembro de 2009 atravessei a estrada para ir comprar o jantar, quando escutei um miau de gatinho bebé. Olhei para baixo e junto aos meus tornozelos, ali estava ela: uma gatinha pequenina com muito - mesmo muito - mau aspeto, mas tão mínima que só apetecia abraçar e estrafegar com mimos. Baixei-me e afaguei-a, sabendo já como a história ia acabar. Ela usou todo o charme como só os gatos sabem fazer, e eu perguntei: és um presente de Natal? ao mesmo tempo que lhe pegava e a colocava dentro do parka. 

 

Cheguei a casa e olhei bem para ela: o que me parecera ser uma valente conjuntivite era, do lado esquerdo, a ausência do globo ocular. Os bigodes encontravam-se "cortados" em ângulo, com as pontas chamuscadas, condizentes com a passagem de um objeto incandescente, presumivelmente um cigarro, em direção ao local onde estivera o olhinho da pequenita. O direito estava rameloso, e foi limpo com compressas e soro. Mas o aspeto não melhorou muito...

 

Pela primeira vez coloquei um felino dentro de água e dei-lhe um banho, para ver se algumas pulgas iam pelo ralo abaixo. Apresentei-a às duas tias - a Mia de 4 anos, bem que podia ter levado um tiro tal foi o choque (levou quase um ano a passar...) e desapareceu debaixo da minha cama, e a Blimunda, na altura prestes a fazer 17, não achou grande piada e bufou...

 

Assim, a pequena Piccolina, de dois meses, ficou connoco - era ianadótavel, mesmo que a aceitassem no gatil, coisa que nunca pensei tentar. Foi conhecer a veterinária que lhe diagnosticou  uma pneumonia, "não me parece que ela se safe". Logo na segunda consulta e perante a vontade de viver da bichinha, emendou a mão, e na terceira falámos da eventual necessidade de operar o olhinho e preencher o espaço com cimento cirúrgico, daí a algum tempo.

 

Onze anos volvidos, é a mais crescida cá de casa. Tão doce e meiguinha, de dia é a dona do meu colo, sendo que à noite prefere dormir no sofá da sala a ir para o quarto para junto dos manos. Se cada um deles tivesse um favorito cá em casa, o humano da Piccolina seria o Tomás. Aquilo é paixão em estado puro!

 

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Como a Piccolina sempre pestanejou, fechava os dois olhinhos para dormir e abria quando acordava, fazendo uso normal das pálpebras,  não quis operá-la. A vet concordou, uma vez que não infetava e não nos fazia impressão, podia ser assim.

 

A família não seria a mesma sem ela, e mesmo sendo a sénior da casa, não se escusa a andar a correr atrás dos manos mais novos, e a rebolar enrolada neles, corredor afora...

 

Haja energia (será da comida?)

 

 

Em breve,  #2 Ippo

 

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