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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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06
Mai18

Post para mães, que os filhos também podem - e devem! - ler

Fátima Bento

Lembram-se de quando descobriram que iam ser mães? Eu lembro. Perfeitamente.

 

Aquele misto de excitação, orgulho... e medo, ai tanto medo! Igual no caso do primeiro filho do segundo, do terceiro... medo de não conseguir ser mãe, de não saber; medo de ser incapaz de amar o suficiente; e, sejamos muito francas, medo do parto. Da primeira vez, do desconhecido, das outras, da repetição do que se já tinha vivido antes...

 

E depois, sala de partos, o ultimo puxão de força, o bebé no vosso peito? Sim? Aquele véu invisível de amor infinito por aquele pequeno ser indefeso que, espantosamente, tinha saído de dentro de vós.

 

A primeira vez que o puseram ao peito, e ele abocanhou o mamilo como se já o fizesse desde mil novecentos e carqueja, na boa, e nós ali espantadas de espanto, onde é que aprendeu isto? a descobrir que o instinto existe. Nele e em nós.

 

Isto é a minha experiência. Há outras diferentes e tão valiosas como a minha.

 

A do bebé que não pega na mama porque... sim. A daquele que inicia a vida a precisar de suplemento e segue para leite de substituição, porque a mãe não tem leite ou se sente desconfortável a amamentar. 

 

A mãe que recebe uma chamada e vai buscar o filho a uns quantos milhares de quilómetros de distância e vive aqueles nove meses de espanto, excitação, angústia e medo condensados em quatro ou cinco horas de voo, com o coração a transbordar amor e felicidade.

 

Ser mãe é mesmo isso: é seguir vida fora sentindo espanto, excitação, angústia e medo, sempre. Umas vezes por umas, outras por razões diferentes - mas sempre numa bolha imensa de amor - que às vezes queremos enfiar no bolso, quando estamos mesmo zangadas ou magoadas, mas que não cabe nele. Porque é imenso, incomensurável, eterno.

 

Para os meus filhos, Inez e Tomás, o meu agradecimento por este dia, que tem o sentido que tem, o peso que tem e que lhe atribuo, porque vocês existem na minha vida.

 

Para todas as mães da Sapolândia e do resto da blogosfera, nunca duvidem: vocês são as melhores mães do mundo. Porque dão o vosso melhor, sempre. Porque se irritam, porque se passam dos carretos, porque de desdobram em mimos e carinhos, porque ralham, porque impõem regras, porque têm momentos em que vos apetece bater com a porta e deixar todos para trás, para depois abraçar e não querer largar. Porque são reais, não um anúncio publicitário. Por tudo isto e mais tanto que não me ocorre, para todas, mas TODAS vocês

 

O melhor dia da Mãe do mundo!

 

Acreditem: vocês merecem!

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