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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Sinto, senti e por ora vou continuar a sentir...

... falta

18.05.20 | Fátima Bento

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Não tenho escrito em nenhum dos blogues como, de resto, sabem muito bem. Nem tenho lido os que lia, de modos que estou a milhas de tudo. Mas hoje já escrevi no 4 paredes, ide ler! 

 

E aqui, vou falar do que me tem deixado feliz neste conta gotas que é o regresso a uma normalidade nova. Após a travessia do deserto que tem sido o confinamento, o que me têm alegrado a vida .

 

Senti falta da minha cabeleireira. No dia que fui tratar das raízes, cheguei a casa com alma nova. A gente até pode não sair de casa, mas começamos a murchar um bocadinho, e a auto estima vai-se pelo ralo da cabine de duche abaixo, ou por outro ralo qualquer.

 

Senti  falta da minha técnica de estética. No dia em que fui tratar do cabelo também fui tirar tudo o que estava a mais. Fiquei uma mulher nova, que aquilo era pelo a dar com um pau! Cá em casa já se faziam apostas sobre quem tinha mais pelos nas pernas... e sim, eu tenho uma silk epil, mas a preguiça ganhou - e depois eles vão crescendo e chega-se a um ponto em que, só de pensar em pôr as pinças rotativas naquele comprimento, começamos a suar em bica. Náááá...

 

Senti uma falta medonha de tomar um café fora de casa, nomeadamente numa esplanada. Hoje foi o dia - falo disso no 4 paredes.

 

Sinto falta de ir ao cinema. E tenciono ser das primeiras pessoas a ir numa primeira sessão e claro, sem pipocas porque de certeza que não vai ser possível vendê-las. Assimcumássim sempre posso comprar água - e levar gomas.

 

Vou continuar a sentir falta de não sentir receio, muito embora eu seja um bocadinho "descontraída" (se tal coisa é possivel agora). No entanto, uso máscara em espaços fechados - mais para segurança, e tranquilidade de quem se cruza comigo. Não é que não tenha medo do covid, mas na minha opinião, a máscara dá, de fato, uma falsa sensação de segurança, e acabamos, por exemplo, por não pôr alcool gel nas mãos amiúde. Eu esqueço-me, e quando dou por mim já entrei no carro e pus as mãos no volante. Lá tiro o frasquinho da mochila e coloco nas mãos e as mãos no volante todo, para desinfetar. A seu tempo a gente devia habituar-se, não é? Mas agora são as alergias que me fazem penar para respirar por detrás da máscara. Depois, PIOR, vem o Verão, as temperaturas altas (para a semana já temos uma amostra)... e aguentar aquilo com o calor? Vai ser bonito! Na rua não me lixem, não uso. Vai comigo mas não na cara. Depois de amanhã chegam as sociais, a ver se são mais fáceis, ou menos difíceis, de usar...

 

No que diz respeito à conduta social, o segredo, se o há, é pensar. E depois, em última instância, pensar primeiro nos outros. Porque, ou é impressão minha, ou as pessoas ficam com os nervos em franja quando veem alguém sem máscara. E depois a máscara de facto protege, que não hajam duvidas! Mas em vez de passar o dia com aquela coisa no rosto, prefiro não sair (tanto) de casa.

 

Estou em pulgas para que reabram os parques urbanos. Até a pedovia está "fechada", o que não impede que magotes de gente vá todos os dias para lá fazer caminhadas, limitando-se OU a mover as barreiras, OU a contorná-las. A coisa tem funcionado quando se dispõem a convencer as pessoas, agora a obrigar... não resulta, a menos que apliquem multa. E ainda assim... olhem que não sei...

 

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