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... e 'mái nada!

... e 'mái nada!

Só para ti, e nem é por hoje ser hoje...

Aí no final do arco-íris, não acredito que tenham calendários, pelo que deves sentir um sopro morno no lugar do coração quando me lembro de ti. O que quer dizer que sentes todos os dias, e hoje, 19 de Março não é diferente. Porque mesmo que não dê por isso, estás sempre comigo. Lembro-me da tua gargalhada, do teu sorriso, das nossas zangas épicas, que duravam o tempo da discussão e estava tudo bem em seguida, mas que deixavam quem ouvia sem pinga de sangue (muito barulhentos nós os dois eramos!). 

Celebrámos muito e muitas vezes

embora agora pareçam tão poucas em comparação com o que deviam ter sido

sem olharmos o dia do calendário. Tirando 1993, em que a contragosto levaste com o 'parabéns a você' cantado a 90 vozes, porque era o dia do meu casamento e eu queria cantar-te os parabéns

e o deus que conheces não se zangou contigo por isso, a zangar-se, foi comigo, deixa... 

O que eu queria mesmo, hoje, era dizer que tenho saudades tuas, mas tu já sabes.

O que eu queria mesmo, hoje, era dizer que fazes-me falta, mas não fazes porque estás sempre aqui comigo. E ainda te oiço rir, e a tua voz ainda é igual a quando me dava conselhos que tinha por hábito sacudir, e que hoje estão gravados.

O que eu queria mesmo, hoje, era dizer que o 19 de Março, a que nunca demos importância, neste momento não tem mesmo importância nenhuma porque todos os dias, aqui, são dia do MEU pai. 

E vão continuar a ser.

Não te larguei ainda e vais ficar assim, preso nos meus braços, para sempre.

Feliz hoje, em que aqui se celebra o dia do pai. Aí, no fim do arco íris, hoje sentes um sopro mais longo e mais quente, porque desde que me levantei que não consigo pensar noutra coisa a não ser em ti.

Amo-te, pai e vou amar-te sempre desta maneira infinita enquanto viver.

 (Junho 2006)

{- Até amanhã, pai, gosto muito de ti...

- Eu também, filha, nem sabes quanto!

(sei pai, acredita que sei...)}