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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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31
Ago17

O cão (mais doce!) da minha vizinha

Fátima Bento

Sabem aquelas pessoas que estão numa rebound amorosa e pedem guarda-me aí o telemóvel e não mo dês mesmo que te peça muito, quando começam a beber? A cause de desandarem a chagar o ex, e a dignidade ir com os porcos?

 

Pois eu hoje estou assim, mas é mais tirem-me o pc que quando estou com este estado de espírito levo tudo à frente... e escrevo o que não quero. Ou quero mas não devo. Ou quejandos.

Mas graças a nossa senhora do assobio, ou outra qualquer santinha dos entrefolhos, hoje tenho terapia, ámen. Senão isto iria ser feio... que eu estou purdidinha de todo.

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assim sendo, a ver se me porto bem e escrevo qualquer coisa de jeito.

 

Estou aqui a ouvir o cão da minha vizinha - lindo, lindo, um rafeiro resgatado no canil, grandote - e adulto - de pelo comprido, orelhas espetadas, e que foi uma amor à primeira vista: eu cheguei-me ao estendal, pela janela da cozinha, ele olhou para mim, eu mandei um ou dois sonoros beijos para ar, falei com ele (eu falo com os animais todos, pareço uma tolinha) e o gajo colocou as patas sobre o muro e ali ficou a olhar para mim e a abanar a cauda durante todo o tempo em que estive a estender a roupa.

Entretanto falei com a dona, que me contou que quando ele chegou não ladrava. No canil disseram-lhe logo que o "garoto" não emitia um som, que devia ser trauma (estamos todos a imaginar, o bicho ladrava e levava no toutiço dos donos anteriores, de tal forma que deixou de ladrar... tadinho)

Ora eu que sempre me mexeu um nadinha com o sistema nervoso ouvir ladrar (verdade que me dá mais nos nerves quando são mini-cães esganiçados), agora sorrio sempre que o ouço. É um regalo. Vê-se que o bicho está feliz, e confiante - enquanto a dona fala comigo, ele mete o focinho na mão dela uma e outra vez, para ela lhe ir fazendo festas. E até a senhora tem um brilho novo!

 

Vale tanto apena adotar um animal!

 

 

Já passou aqui  me deixou uma pergunta a respeito dos meus 50 anos? Não? Vá, dê lá um pulinho e deixe uma - ou várias! - nos comentários! A ver se consigo chegar às 50 até 2 de Outubro - ou perto, vá...

28
Nov14

Ele há gente para quem raciocinar é uma trabalheira dos diabos...

Fátima Bento

Vinha aqui a tia Fátima na paz do senhor direção Seixal-Torre da Marinha, e ali assim à frente da Quinta da Trindade estavam duas carrinhas paradas, com trabalhadores penso que a mexer em cabelagens, ou coisa do género. Uma centena de metros antes deles, ou um pouco menos, venho eu toda zen, e eis senão quando se me atravessa um cão à frente (aí a uns 20 metros de distância). Assusto-me e meto travão a fundo - sei bem os pantufos que o Rocinante calça, e sei que quando travo a fundo existe a probabilidade da montada 'deslizar' uns dois ou três metros. O cão, tadinho, ia morrendo do coração com a chiadeira dos pneus (é um bocadinho a história da doença ou da cura, coitada da criatura!). Retomo a marcha e uma especie-de-pessoa que obviamente prima pelo bom senso, e estava a trabalhar junto de uma das carrinhas berra-me ' POIS; PARA NÃO MATAR O CÃO, IA MATANDO O HOMEM QUE VAI ATRÁS DE SI!!' Olho pelo retrovisor e vejo um motociclista, que não se manifesta com o menor gesto. Eu, continuando a andar vou falando sozinha:  'AH! Ele há gente muit'a estúpida! Então agora não havia problema matar o cão! Quem vem atrás de mim nem tem de manter a distância de segurança nem nada!' E como não podia dar cabeçadas no volante, fui dando palmadões na testa, e repetindo 'ele há gente muit'a estúpida!' Na primeira rotunda inverto a 360º  e vou dar uma palavrinha à criatura. Encosto com as quatro luzes ligadas e digo ao senhor (que não me pareceu o mesmo) que era um disparate achar que era preferível matar o cão, e blábláblá. O homem olha para mim e diz: 'minha senhora não percebo do que está a falar...'

()

Também não me desmanchei. Disse 'um dos seus colegas...', e repeti o absurdo. O meu interlocutor deu-me a total  razão e espero que tenha passado a mensagem ao totó de serviço.

O que mais me 'fez saltar a tampinha' foi 'Ah, um cão, o que é isso, passa-se por cima e fica o assunto arrumado', naquela cabeça de alfinete que tinha em cima dos ombros. Tão, mas tão de alfinete que não anteviu o cenário (não cabia...) que se eu seguisse a sua abençoada linha de raciocínio, tinha partido o carro, podia ter-me aleijado a sério (não, nem airbag tenho), e o motociclista era capaz de se magoar muito mais seriamente. Assim escapou incólume.

NÃO...

ELE HÁ MESMO GENTE MUIT'A ESTÚPIDA...

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