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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

20
Jun14

Dumb and dumber...

Fátima Bento

Não tenho paciência para pessoas estúpidas. Lamento, até sou uma gaja porreira, mas acho um desperdício de tempo e paciência, há pessoas que é como falar para um objeto inanimado (e depois há aquelas que não ouvem nada do que dizemos, já com o que vão dizer a seguir decorado, mas essas incluem-se noutro grupo). E depois há o pior tipo: as burrinhas com a mania que são inteligentes, e hão-de ser sempre burrinhas, porque como são inteligentes, nunca aprendem nada...

Como a outra que me veio dizer que tinha uma depressão que era tão grave que a medica de família tinha escrito na carta para o psiquiatra que ela tinha uma depressão coronel. E vê lá que eu nem sabia que as depressões eram medidas assim!

Eu a conter o riso corrigi que não era coronel, era major e entoei mâijór, a ver se percebia que não tinha nada a ver com o exercito. Acrescentei que a primeira vez que me tinha sido diagnosticada uma, tinha eu 12 anos, daí saber.

Ah, olha que acho que não, era mesmo coronel... pois, qu'isto há gente que tem que ganhar sempre, ainda que seja na patente da depressão...

Ficou na dela. Aprendeu alguma coisa? Népia.

Enfim...

12
Jun14

Coisas que me fazem espécie #1

Fátima Bento

Porque é que toda a gente usa a palavra comprimento quando devia dizer cumprimento?

"Deixe-me comprimentá-la pelo excelente resultado..."

"Temos de ter em vista o comprimento das regras impostas..."

É assim, o comprimento do meu colchão é de dois metros, e cumprimento o meu marido quando chega do trabalho com um beijo...

Será que é caso para fazer um desenho?

 

 

02
Jun14

"Isto num tá fácil..."

Fátima Bento

Segunda-feira.

Ah como eu adoro segundas feiras... NÃO!

Nem dá para explicar, mas juro que desde que acordei, às oito, até agora, NADA bateu certo. Está tudo na antítese do que devia. 

Abro o pc, a primeira coisa que faço, TODOS OS DIAS é ir ao mail.

IAS!

Tinha a conta de mail suspensa! (?!?!)

EU NEM SABIA QUE O MAIL PODIA FICAR SUSPENSO - nem o que leva a tal isso (mas atenção que não foi aqui que o dia começou a ficar variado: foi logo às oito...)

Recuperação de password.

Recebe sms insere, faz o que diz... népia.

Recebe segunda password,

Altera password, e a coisa lá funcionou. 

Dasse!

Dia-de-fugir-de-casa. não sei para onde mas tenho de dar de frosques senão 'vareio'

 - e nem à praia posso ir - nem depilação em dia e ainda por cima periodo em alta.

Ai mas é que tirem-me deste filme!

 

(acho que vou ao Ikea comprar enponjas para lavar a loiça - endoidei, endoidei...)

 

13
Abr14

Porque já chega.

Fátima Bento

Não nasci para engolir hipocrisias ao pequeno almoço - nem, de resto, ao almoço ou ao jantar.

Não tenho fação política de escolha e quanto a ideologias, peco por ser 'utópica ma non troppo' - o que eu penso e o que me faz correr, mexer, e como eu gosto que esteja estruturado o mundo em que vivo são coisas que não batem certo, bota com perdigota. Sou, não sei por quanto tempo mais, uma orgulhosa resistente da 'classe média' - a tal em vias de extinção. Não gosto do alastramento desmesurado da classe baixa, nem da existência da 'baixissima', mais vulgarmente conhecida por pobreza, que cresce a olhos vistos. Incomoda-me a fome, os pedidos de ajuda que não posso acudir, o desespero nos olhares. Vejo da minha janela o desumanizado vasculhar nos contentores do lixo em plena luz do dia e sem vergonha, porque, como se diz, quem tem vergonha passa fome. Quem a vai perdendo também. E quem chega a perder qualquer réstia de orgulho  a ponto de não abranger já o sentido de humilhação de catar sacos de lixo orgânico, abrindo e remexendo os dejectos de terceiros em busca de algo que ainda se aproveite, já ultrapassou a perda da dignidade. Já perdeu tudo, e sobrevive, com todas as hipóteses de já não esperar mais de que conseguir chegar ao contentor seguinte e quem sabe encontrar uma caixa com uma fatia de pizza que alguém não comeu, ou um saco com meia dúzia de batatas fritas que tenham sobrado de alguma refeição...

Aqui há tempos, numa daquelas nossas conversas mais 'profundas' o meu filho perguntou-me em que ponto é que eu me situava em termos políticos. Vacilei na resposta, arrisquei um sincero 'já votei em todos os partidos políticos, da direita à esquerda', mas não era isso que ele queria saber. Pormenorizei.

Ok.

Os meus ideais políticos alinham com os da esquerda, mas não vivo de acordo com os meus ideais, e

como disse no inicio deste post, como não nasci para engolir hipocrisias a nenhuma das refeições que faço e pelas quais tenho a consciência de estar grata

tenho de me assumir como uma pessoa que se pontua por valores centro-direita. Por uma questão de frontalidade e sinceridade. 

E depois seguiu-se a explicação daquilo em que consistia cada um e da razão porque era assim. O meu filho compreendeu.

Compreendeu ao ponto de assinalar casos que se pautam por essa mesma dualidade de valores.

Gente que se diz, afirma, embandeira pela esquerda e faz uma vida de cómoda direita, e não está disposta a abdicar do conforto que essa mesma mediania ainda lhes traz.

A política vale o que vale, isto é, nada. A política é um estranho jogo de xadrez em quem controla as peças ganha com isso, mas em que as peças são sacrificadas uma a uma, a começar, obviamente, nos peões. A política não passa de jogos de interesses combinados por detrás do pano, de holofotes e micros desligados, nas sombras, à boca pequena. A política esconde-se mesmo por detrás dos testa de ferro eleitos que caem enquanto os barões engordam.

A política é suja, nojenta.

E não há volta a dar.

Sempre foi assim e nunca assim vai deixar de ser. Falemos nós de democracia, oligarquia, ditadura... o nome varia mas as moscas... até podem voar em bailados mais ou menos elaborados, mas são sempre as mesmas, e estão lá para o mesmo.

Sempre.

Como os abutres nos desertos.

03
Abr14

Presunção e água benta, ai Jonet, Jonet, cada vez que abres a boca ou entra mosca... (bom, nunca entra mosca, está visto)

Fátima Bento

Não que é que a gente não tenha assunto para escrever. O que não falta por aí são assuntos. O que não há é capacidade para debitar sobre tanta alarvidade junta...

Ontem antes de me deitar a última coisa que li foi sobre as declarações da Jonet. Pasmei. Pensei 'a mulher é doida, sofre de protagonite aguda, pelo menos uma vez por ano'. 

E há bocado fui procurar e (pasmai!) dei com isto:

 

- e digam, não dá vontade de dizer "ai a sonsa!"? Dá.
E depois, encontrei isto:
 

 

 

... que diga? Karl Marx disse que 'a religião é o ópoio do povo' - pelos vistos Jonet substituiu a palavra 'religião' por 'Facebook'...

Valhamosantinho..........

 

{e nas minhas buscas e procuras, ESTE é o melhor texto escrito sobre a coisa. Tem estado em destaque merecidíssimamente no SAPO. Ide ler, que vale mesmo a pena}

25
Mar14

A angústia da aspirante a tanto que não consegue nada...

Fátima Bento

A minha cabeça não pára. Dá cambalhotas, mortais encarpados à retaguarda, vai buscar um tema, dois temas, três temas, começa, apaga, recomeça, corrige, guarda em rascunho, deita fora, recomeça já com outro tema. Hoje não saio disto.

Quero escrever sobre tudo e todos os assuntos estão nos antípodas uns dos outros, e não quero largar nenhum, e não me consigo debruçar sobre nada com clareza suficiente é tudo um imenso borrão, e eu aqui feita parva, a correr atrás das palavras, a tentar alinhá-las por forma a que façam sentido, e onde é que está a síntese, e afinal qual é a ideia que quero passar, já saltei de uma primeira para uma segunda, ainda vou a uma terceira? Apaga, *plim* como fazia a máquina de escrever, zzzzzzzzzzzzzt do puxar a folha, amachuca e faz pontaria ao cesto dos papéis,

- bonzai!,

em dias assim não vale a pena, relaxa, bebe um chá, lê um qualquer livro, desliga o pc e a cabeça, dorme uma sesta, puxa a ficha, trava o cavalo.

Logo, ou amanhã, as coisas alinham-se e as ideias vão cair no papel même comme il faut!

Agora vai descansar.

- assim não resulta e tu sabes...

24
Mar14

O que as segundas-feiras e as 'crocs' têm em comum...

Fátima Bento

Dizer que detesto as segundas feiras seria uma redonda mentira. As segundas-feiras não se odeiam, pelo menos por mim. As segundas-feiras são aqueles dias parvos em que acontecem coisas. Acontecem coisas que (graças aos céus!) não acontecem nos outros seis dias da semana; atenção que não estou a dizer que neste dia acontecem coisas más e nos outros dias é luar e rosas... nope, nada disso.

De todo.

As segundas-feiras já me puseram 'com a macaca' dias demais. Portanto se agora, ao domingo à noite me lembro que dentro de horas será o incontornável dia, encolho os ombros. Como ainda é domingo é o encolher de ombros nº zero.

Depois, quando acordo, antes de abrir os olhos já sei que chegou. Esticou a mão para cima da mesa de apoio, puxo do telelé, tiro-o do modo avião, e ativo a pasta de musica do Bublé (e se não sabem o ritual, está aqui explicadinho). E depois levanto-me, tiro o meu café, faço o meu batido (modas à parte, é isso ou iogurte liquido, que mastigar nas primeiras duas horas 'no me gusta', mas o verde fica far away, de todo...). Levo o batido e o café para a sala e ligo o pc.

E depois, vou para meter o açucar na chávena e **pashammm**, ele é chávena no chão e café por todo o lado. Hmmmm... segunda feira.

- encolho os ombros.

Verifico que não sujou as cortinas - yes! - vou à cozinha, chávena na mão, inteirinha (aqueles gajos fazem coisas duras na queda!) passo-a por água e clico na máquina enquanto pego no rolo de toalhas de papel (sim, não sou uma rapariga ecológica).

Limpo o chão da sala. Tiro segundo café, estou quase a lamentar o desperdicio de uma capsula, mas é segunda-feira

- encolho os ombros.

O pc pendura, o anti-virus decide fazer atualizações, e vai uma e vão duas e vão três, reinicia, que se lixe, é segunda

- encolho os ombros.

Mais tarde tiro a tampa da garrafa de água, e prestes a levar o gargalo à boca, a Piccolina atira-se à Mia, a Mia salta-me para cima e dá uma cabeçada na garrafa de litro e meio que se esparrama no meio do chão.

- encolho os ombros.

É segunda. Repito a manobra das toalhas descartáveis e sorrio. Boa, podia estar sujo de café, agora ficou limpinho.

E as minhas segundas são assim: moles c'umás papas (trabalho ao ralenti) e com montes de coisas a acontecer. E depois são os ataques de sonolência

- encolho os ombros.

E é a enxaqueca que dá ares de sua graças devido ao tempo que é um desatino

- encolho os ombros (e tomo um comprimido).

E eu que não saio de casa que me não apetece

- encolho os ombros.

Quando dou por mim, o dia está a acabar. E amanhã é terça, dia em que o Tico e o Teco voltam dos seus sempre prolongados fins de semana...

Por isso, para quê fazer mais de que encolher os ombros? eu cá não sei...

- e encolho os ombros, mais uma vez.

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