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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

12
Jun18

Como tirar o máximo partido de uns dias em Londres

Fátima Bento

Uma amiga está a planear uma viagem a Londres e pediu-me dicas. Sendo que já lá fui algumas vezes, a última das quais à turista - e a próxima vai ser assim novamente - aqui apresento sugestões do que fazer se vai passar uns dias a Londres...

 

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Como deslocar-se:

 

Antes de mais nada, veja o preço dos transportes. Aqui, no site dos Oyster cards pode comprar o cartão-passe pré carregado para os dias que vai passar na cidade, com acesso a todos os transportes indicados. Tenha atenção: os transportes são MESMO caros em Londres, pelo que é de considerar um alojamento o mais central possível, e caminhar... não se esqueça do Google Mas (ou o Here we go, por exemplo), e se não quer gastar dados, descarregue o mapa da cidade e use offline. 

Tenha também instalado a app Uber, que às vezes vale mesmo a pena...

 

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O que ver:

 

Depende do que procura. Eu aconselho vivamente fazer um tour à cidade num autocarro turístico - recomendo a Original Tours não só porque foi a que usei, como porque estive a pesquisar as outras na net e esta continua a parecer-me a mais interessante e mais económica. Inclui um pequeno cruzeiro no Tamisa, e tem vários percursos que se podem escolher no mesmo dia, sendo um deles o circuito turístico - que abrange a zona do London Eye, Tower Bridge, Tower of London, as praças mais conhecidas - Picadilly Circus, Trafalgar Square, etc. - outro o circuito cultural, que faz o tour dos museus... e outros. É consultar o site - e comprar os bilhetes online, já que fica francamente mais económico...

 

Se quer ir ao teatro, ver uma peça ou um musical, aqui pode ver o que está em cartaz e comprar antecipadamente. Se preferir, pode comprar in loco no West End, e fazer figas para que estejam a distribuir, na rua, cupões de desconto da peça que tem debaixo de olho - é prática comum, mas também conta o fator sorte...

 

E turista que é turista vai ao Madame Tusssads (eu irei, definitivamente, na próxima vez que lá estiver), e junta-lhe o London Eye, o London Dungeon... bom, tem várias opções aqui - e vale a pena, quanto mais não seja, o 1+1...

 

E se estiver em Londres num sábado dê um pulo ao famoso Portobello Market (e vale a pena visitar o site...) - vai ver que não e arrepende... é toda uma rua (e não apenas a loja da foto) em que tem lugar um mercado que vai das antiguidades - pelo que é mais conhecido - à cozinha de vários pontos da Europa. Chegue cedo, que às 16:00h começam a arrumar - e o mercado tem muito para ver.

 

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Onde comer

 

Isso agora... a restauração em Londres pode "comer-nos" uma fatia considerável do orçamento... há, no entanto tudo o que é fast-food, com preços aproximados aos que pagamos aqui - mas com o simbolo £ em vez do habitual €... e pela sua sanidade mental não faça a conversão: pense em libras e deixe-se ir. Se quiser, faça logo à partida a conversão do orçamento total da viagem em libras e pense nessa moeda a partir daí. 

Tem os pubs - mas não pense que são mais económicos que os restaurantes... e a comida não é lá essas coisas...

Para almoços tem os EAT, os TGIF, e como já referi, os fast food McDonalds, KFC, Burger King... Para o jantar, se quiser algo mais cuidado, há restaurantes indianos com fartura, e italianos com muita qualidade. Depois se quer gastar um pouco mais há os Jamie's Italian, e mais uns quantos a experimentar... eu passei os dias de italiano em italiano, mas agora iria a um indiano, a um grego... foi jogar pelo seguro, já que gostamos mesmo de cozinha italiana. Mas abra o google e veja as reviews (e os preços) ou arrisque...

 

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 (aqui, num Ed's Diner perto da imperdível M&M's World, logo ao lado de Piccadilly Circus)

 

 

Onde ficar

 

Para poupar em transportes, fique em Londres Central... da última vez fiquei em Paddington e fizemos a maioria dos percursos a pé - inclusive para Notting Hill (que não é perto, mas fez-se bem). Logo no dia em que chegámos percorremos Oxford Street (e andámos que nos fartámos que aquela coisa é loooonga!!!!)

Por isso vá ao Booking e ponha no motor de buca Paddington (se quiser ir por mim) ou London (há uma serie de hoteis com preços simpáticos - mesmo agora vi um Prince William Hotel, em Westminster, em que quatro noites custavam pouco mais de 500 euros. Não reparei se o pequeno almoço estava incluído - mas habitualmente é à parte... e merece o preço que custa. No hotel onde fiquei (na foto) o pequeno almoço simples (bastante completo, mas sem quentes à exceção das bebidas) custava £7 e valia mesmo a pena - em comparação com tomá-lo na rua...

 

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O que eu acho que tem mesmo de ver: 

 

Da primeira vez que fui a Londres - e não "turistei" - só me senti mesmo em Londres quando vi o Big Ben. Foi tipo levar uma marretada, que até chegar ali, tirando a língua, era quase não saber onde estava (estava em Stoke Newington, onde fica um parque que amei de paixão, o Abney Park Cemetery, o cemitério mais vivo que conheci, onde se faz jogging, se passeiam os cãozinhos, ou apenas se vai ler...). Portanto, quando fui ao Southbank, senti-me realmente em Londres. Estamos ao lado do London Eye, em frente ao Big Ben e às casas do parlamento, e aqui decorre sempre um festival cultural de rua (estive ali num fim de semana) e... é mesmo Londres!!!!

 

Portanto, o Southbank é O local!

 

Também Picadilly Circus é incontornável. Conhecida pelo painel luminoso, conta também com a estátua do Cupido e é um bocadinho o centro de Londres... pertinho tem a M&M's World. uma mega store que é de visitar porque parece impossível criar tanto a partir da ideia dos chocolates que derretem na boca e não na mão...

 

E já agora sugiro um local onde ainda não fui: Covent Garden, onde pode passear, fazer compras e comer - e garanto que da próxima não escapa...

 

Se gosta de ver montras, vá ao Selfridges de Oxford Street, a maior loja de departamentos do Reino Unido (e da Europa) e passeie-se lá por dentro, mesmo que não compre nada. O mesmo é válido para o Harrod's em Knightsbridge. E tenha em conta que se não comprou nada no Selfridges aqui também (ou sobretudo) não puxará do porta moedas...

 

Eu, que gosto de museus, recomendo o obrigatório British Museum (bem visto é pelo menos um dia inteiro) e os Tate - há ligação por barco, gratuita, entre os dois, o Modern e o Gallery. Mas o que não falta em Londres são museus - de entrada gratuita!

 

E para encerrar este post que já vai longo, espreite aqui o guia de London on a budget, e fique com este video que provávelmente o vai esclarecer mais de que todo o post...

 

 

Boa viagem, Bárbara!

12
Mai16

12 coisas que não pode deixar de fazer em Londres

Fátima Bento

Porque sim, e só porque sim, resolvi criar uma lista de 12 coisas (que bem podiam ser vinte ou trinta) a fazer em Londres.

  • BusTour - esta é 100% à turista, mas incontornável, se queremos mesmo ficar inseridos no espaço, saltos no tempo incluídos. Fizemos o nosso pela empresa Original Tours, a primeira em Londres a fazê-lo (neste momento já são mais que as mães) e escolhemos a rota vermelha: além de passar por todos os pontos imperdíveis, ainda podemos escolher a língua em que nos vão explicando o que vemos. É-nos entregue um set de fones, tipo ear plug, no inicio da viagem, que devemos manter connosco até ao final do dia, enquanto saltamos de bus para bus, consoante os locais que queremos visitar, uma vez que pára junto a todos os pontos mais turísticos. Inclui um pequeno cruzeiro no Thames, de onde podemos ver, por exemplo, a entrada que os prisioneiros faziam para a Torre de Londres. Custa £30/pessoa e acreditem, serão provavelmente as libras mais bem empregues da vossa viagem (por um valor extra, podem estender o tour a mais um dia. Não chegámos a saber qual o valor, porque não tínhamos tempo para tal).

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  • Hotel (ou B&B) em zona turística - Nós ficámos num 3 estrelas em Paddington que reservámos aquando da marcação do voo, pela British Airways. Não me lembro do preço do hotel, mas sei que, de todo, não custou uma fortuna, nem pouco mais ou menos... de qualquer forma, pesquisem bastante, já que neste momento há imensos sites de marcação de hotéis na internet, onde se encontra de tudo. Mesmo que paguem um bocadinho mais, lembrem-se que vão poupar em transportes, que é a coisa mais cara em Londres. Não se esqueçam de VERIFICAR O SITE do hotel ou B&B, antes de fazer a marcação.

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  • Andem a pé. Londres faz-se a pé, embora uma ou duas viagens de autocarro não arruínem ninguém (daí a importância de ficar instalado em Londres Central). Não esqueçam, de qualquer maneira, o GPS. Connosco  foi um salva vidas...

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  • Portobello Market - para quem gosta de mercados. Encontramos desde antiguidades até 'cozinha do mundo', passando por muita coisa contemporânea, e algumas raridades (embora fiquemos sempre de pé atrás em relação à genuinidade de certas peças com preços assustadores...) É aos sábados, não sei a que horas começa, mas penso que será tipo 8:00h, até às 16:00h, hora a que alguns vendedores baixam os preços.

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  • Oxford Street - a rua que mais vende em toda a Europa. Desde a Primark até à Cartier, passando pela Tiffanys e pela Rolex, estão lá todas as lojas que se pode imaginar - e é lá que fica o famoso Selfridges que abriu as portas em 1909, e continua a transbordar pessoas. E até uma coisa pequena: ocupa só um quarteirão(!!!)... a rua é uma imensidão, mas é também uma enorme animação. E não se armem em totós como eu: não é aqui que fica o Harrod's - que é A ÙNICA loja maior de que o Selfridges.

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  • Piccadilly Circus - a famosa praça dos painéis publicitários luminosos. No meio da praça fica uma estatua do Cupido, e nós não resistimos a tirar uma foto abençoada pelo mesmo...

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  • M&M'S World - a coisa que mais me deixo atónita nesta viagem. Fica em Piccadilly e, caramba, são cinco pisos de merchandising M&M's! Tudo o que vocês puderem imaginar... está lá. Desde o lápis, à galocha, passando pelo pijama, pela chávena de café, bijutaria...e claro, M&M's de todas as cores, em todas as declinações... não consigo pôr por palavras, só vendo. Preparem-se para ficar com o ar de parolos com que eu fiquei quando me vi numa loja gigantesca,de arquitetura aberta, e olhar para cima, dois pisos, e para baixo, outros dois, a transbordar de gente.

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  • Comer um English Breakfast à hora do almoço... ou do jantar. Porque para pequeno almoço é mesmo demais. Nós descobrimos um café em Notting Hill, enquanto estávamos no mercado, e foi lá que o comemos. Atenção: há que o faça grelhado, há quem o faça frito. O ovo, duh, tem de ser frito, mas de resto, na dúvida, perguntem. O nosso era grelhado - e mesmo muito bom.

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  • Ainda a comida: italiana, francesa, chinesa, japonesa, indiana, grega... tudo menos inglesa. E claro, há sempre a hipótese de recorrer ao fast food, que o há em todo o lado. É tudo uma questão da profundidade do bolso...

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  • Apanhar uma molha daquelas de ficar ensopadíssimo, já que até vai sem guarda chuva porque dizem que em Londres é mais aquela chuva-molha-parvos de que chuva a sério - e depois entrem no primeiro supermercado que vos aparecer e comprem uma embalagem de paracetamol e outra de ibuprofeno (todos os super os têm, de marca própria, a um preço que quase nos envergonha). Coloquem o primeiro na carteira, e tomem o segundo quando chegarem ao hotel antes de se enfiarem na banheira ou no duche. Isto se querem estar em forma para continuar o périplo no dia seguinte, claro...

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  • Ver um jogo de futebol num pub. Com direito a cachecol, impropérios, e tudo e tudo. E com umas pints de Guiness - atenção que há um ror de outras cervejas para descobrir!- ou de sidra (eu!, que detesto cerveja) e pode aproveitar, se conseguir mesa, para experimentar comida-inglesa-de-pub, então... mas, naquela... eu avisei...

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  • Perder-se no Tube. É da praxe, apesar do mesmo estar muito mais fácil de entender, e aparentemente existam menos hipóteses de se perder. Mas como Londres está (como sempre) em obras, volta na volta, passa de uma linha para outra... nós entramos na amarela, que era a correta para sair em Paddington, e às tantas mudou-se para a verde (wtf?), e acabámos no fim do mundo, uma hora depois. Daí para Paddington, foi só trocar de composição duas vezes e eis-nos em Craven Road, numa viagem que, à conta de termos passado quase hora e meia dentro do dito, nos custou £10 cada um - vêem, como eu dizia é andar a pé (e as £30 do tour não eram assim tanto). Voilá

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É assim: um fim de semana - mesmo se apanharem um voo cedo na sexta-feira e um noturno no domingo - é capaz de não dar para isto tudo. Dá para o tour no sábado - começa às oito, os últimos buses passam às 18:15h, mas a partir das 17:30h torna-se complicado porque é a hora de saída dos funcionários que dão apoio nas paragens, e os motoristas muitas vezes não param... mas se o fizerem perdem o Portobello Market... entre um e outro, para quem vai a Londres pela primeira vez, aconselho o Tour. Aproveitem para almoçar a seguir ao cruzeiro, e em de seguida voltar a apanhar o bus (tenham atenção à cor (não do autocarro mas do precurso escolhido :) ...) e continuem.*

Oxford Street é excelente para passeio de final de sexta feira, assim a partir das 18h. Tem um sem número de McDonald's, Burguer King's, Prêt a Manger, Eat, KFC... se as libras são poucas jantem por aí. Se estão mais à vontade, procurem um italiano. Eu fiquei com a ideia de que não há maus italianos em Londres... ou então tive (mesmo) muita sorte.

No que diz respeito a Picadilly Circus, se chegarem a Londres fresquinhos, aproveitem e vão. Espreitem o M&M's World, e tirem uma selfie com o cupido por trás, outra com os painéis publicitários...

Verifiquem se há futebol sábado ao final do dia (e jantem no pub) ou domingo (atenção à hora do voo de regresso).

Se estiver bom tempo no domingo, e estiverem com pouco tempo, podem sempre aproveitar para dar um passeio de mão dada em Hyde Park. Vão recordar com carinho o momento...

E depois voltem, com a barriga cheia de histórias para recordar... e contar, se for caso disso...

 

*NOTA: comece o tour o mais cedo possível. Depois das 16:00h o transito em Londres entra em hora de ponta e torna-se mais dificil aproveitar. Por isso, antes começar mais cedo e acabar mais cedo. 

 

LEGENDA DAS FOTOS:

#1 - Tower Bridge, vista de dentro do barco. Ficou na calha visitá-la por dentro, na próxima visita à capital inglesa.

#2 - O nosso hotel, Royal Eagle, em Craven Road, Paddington. 

#3 - Foto tirada da janela do quarto. Vemos um taxi, um double decker, e a inversão do sentido de trânsito, do nosso ponto de vista, pelo menos. O autocarro é o transporte mais barato, mas seja qual for a forma que escolha para se deslocar em Londres não se esqueça: compre um Oyster Card (£5,00) e carregue-o com, pelo menos £10 - que como vai ver, dá aí para um dia de autocarro (se pensa usar o tube, carregue com um mínimo de £20), com sorte...

#4 - Uma loja de arte contemporânea em Portobello Market que me parece estar aberta quando não é dia de mercado.

#5 - Sefridges. Não deu para fotografar, passeamos lá no dia em que chegámos a Londres, já era de noite.

#6 - A "benção" do cupido...

#7 - Eu e a minha filha, naquela loucura...

#8 - Não gosto de fotografar comida, por isso, olhem: o nosso era igual a este.

#9 - Almoço no dia do tour; chovia a cântaros, estava um frio terrível, e não encontrávamos sítio de jeito para comer... neste italiano (eu afirmo: não apanhei um mau italiano em Londres) provei a minha primeira pequena lagosta. Apenas por isso fotografei o prato de linguini. Para a posteridade...

#10 - Vêem as gotas de chuva? Foi no mesmo dia do almoço fotografado acima. Neste momento chovia pouquinho.

#11 - Olha a bela da sidra de... pêra(?!?). Uma garrafa de pint - tanto quanto sei, meio litro.

# 12 - Pois que aquele dia em que ficámos ensopados, fizemos o tour e etc? Foi o dia em que nos perdemos no tube. Ishhhh...

30
Abr16

Londres dia 1, parte 1 (estes títulos são tão originais e criativos...)

Fátima Bento

No dia 21, depois de uma noite praticamente em claro (ai caracoles, isto de apanhar voos de madrugada e verificar tudo duas ou três vezes, é sempre a mesma coisa...), a sister veio buscar-nos e levou-nos ao aeroporto

e não abona a favor de nenhum dos três mas parecia que éramos figurantes da Walking Dead,

embora só de olhar, ninguém o dissesse...

Chegámos, check in feito, passámos o raio X e a fronteira, e eis-nos na zona duty-free - eu sei que só é duty free para quem vem ou vai de/para fora do espaço schengen, mas gosto de lhe chamar assim, POSSO? - eu tomei um pequeno-almoço-à-pressa no primeiro canto com morfes que apareceu (o que prova que não viajo o suficiente),

alerta às tropas: caminhem mais um bocadinho que encontram uma praça

cheia de espaços onde dá para comer por um preço mais razoável

e que acabou por se revelar um encolher de ombros, em termos euróticos em relação ao que os cinco dias na cidade mais cara da Europa iam ser...

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Bom,os senhores da British Airways mandam-nos estar no portão de embarque meia hora antes da hora de partida porque é mesmo quando se começa a embarcar - na última vez que fui a Londres, também com a BA, estive à espera até poucos minutos antes do voo, pelo que fiquei mesmo admirada. E fomos nós

para desespero do homem, que já me imaginava

a voar agarrada à asa, de castigo

a chegar praticamente em cima da hora (bom, ainda ficaram à espera de passageiros, mas prontx...)

A viagem foi boa, tranquila, o pequeno almoço servido a bordo bastante agradável, e o pessoal eficiente e simpático. Apanhámos turbulência, não muita - mas eu tinha escolhido lugares perto da cauda, que o voo com abanões é muito mais giro. E mantenho a opinião.

 

Aqui em Lisboa chuviscava (shush, ninguém sabe, mas eu tinha levado o sol na bagagem). Quando chegámos, brilhava em Londres - o que foi muito bom, dado que a monarca estava em Hyde Park a celebrar os seus 90 aninhos

um qualquer piquenique em família, presumo, nada de fancy...

Chegámos primeiro que o motorista que nos levou ao hotel, pelo que tive tempo de ir a uma Boots comprar a espuma de barbear e as laminas, para o homem.

E começou: o motorista era indiano, e o patrão, português...

it's a small, small, world...!

... como de resto, quase todas as pessoas com quem estivemos em contato: de todo o lado menos britânicos. Ou seja: até aqui nada de novo.

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Fomos levados 'in the blink of an eye' até ao nosso hotel; o Royal Eagle em Paddington, uma pequena maravilha - e por pequena também me refiro ao tamanho dos quartos, e nomeadamente o tamanho do lavatório: mesmo, mesmo liliputiano! O homem, cada vez que lavava o rosto, dava uma cabeçada na prateleira, que ocupava metade da área da miniatura. A sério, lavatório de creche! MAS uma banheira que fez as delicias aqui da laide! HUGE!!!!!

 

MAS voltando um nadinha atrás...

 

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... quando chegámos ainda não podíamos fazer o check in; assim as bagagens ficaram no depósito do hotel, e fomos almoçar. 

Primeiro barrete de Londres - perdão, único! - saímos do hotel, estômago a dar horas e assumidamente turistas, 'olha um pub, buga!' e se bem o dissemos, melhor o fizemos: fomos almoçar ao Pride of Paddington, e lá pagámos quase £50 por uns pratos em que 50% do conteúdo tinha saído de dentro de um pacote de Doritos, mais uma pint de Guiness, uma de Sidra de pêra (como aqui a eu é fina, engarrafada) e dois expressos.

 

Ainda demos uma pequeníssima volta, fomos à estação de comboios e comprámos os incontornáveis Oyster cards, que carregámos com £10 cada(aqui a gaja é uma mão largas...) e à WHSmith, onde comprei as primeiras revistas e o Daily Telegraph, que oferecia a garrafa de agua da praxe, o que fica mais barato de que optar só pela água.

 

Voltámos ao hotel, fizemos o check in, trocámos de quarto - o primeiro não tinha banheira, perdi a chave do segundo, quando fazíamos a mudança entre um e outro, de cansada que estava, e teve de ser o homem a ir à receção pedir outra que eu estava tão exausta que já estava à beira das lágrimas... depois foi entrar, despir e deitar - e enquanto O abelhinha obreira andou a desfazer as malas e a arrumas as suas coisas, aqui a preguiça adormeceu. Profundamente. Acordei às 18h - o Victor (yeah, o homem tem nome!) que só tinha descansado e estava distraído com a televisão, fez o comentário habitual: não sei como consegues 'ferrar' tão profundamente. 

 

Então não consigo? Não conseguisse eu e estávamos ambos bem arranjados, aqui com a criança birrenta e mal disposta. Assim, fresca que nem uma alface viçosa, descobri que tinha deixado em solo luso a bolsinha da maquilhagem (SÓ com a maquilhagem, nada de grave) e eis-nos prontinhos para a parte dois deste post, que, claro, começará pela busca do Santo Graal para a maquilhagem substituta.

Em breve,sim?

20
Abr16

Olha a bela da malinha!

Fátima Bento

Tem tudinho o que preciso dentro: dois pares de calças, três camisolas, uns botins supé-confortáveis, roupa interior (meias e collants incluídos), sapatos altos, vestido e cardiganzinho para o jantar X, uma mega echarpe hiper quentinha. Vou juntar mais um cachecol ao vanity, e levo a roupa que vestir amanhã - as luvas irão nos bolsos. Voilá!

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E ó por fora:

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Não foi preciso sentar em cima (más línguas, ishhh!)

20
Abr16

As mulheres, as bagagens, as viagens...

Fátima Bento

Amanhã por esta hora estou a uns quantos quilómetros de altitude e a outros de distância. Amanhã um bocadito antes das 7:25, depois de ter dado umas quantas voltas à pista do aeroporto (porquê, senhores???) entrarei no avião da BA para Heathrow, para namorar muito e ver a minha gajinha e o gajo dela (sim, que macho que é macho não quer cá de diminutivos).

O gajinho cá da casa vai ficar a fazer babysitting às bichanas

ai-as-saudades-que-eu-vou-ter-das-bichanas!

e irá para o ano, se tudo correr pelo melhor.

Ontem entrei no pânico-do-costume

já quando foi para ir para o meu retiro, foi igual...

e, tirando arrumar a cosmética e os merdelins que não é MESMO para esquecer

e já agora convém lembrar que Londres não é no Cambodja

acabei por largar tudo, ir-me enfiar na cabine, e depois vir jogar farmville.

Isto à noite, que de dia andei a saltitar de nenúfar em nenúfar, a trocar o raio dos tops desportivos que tinha comprado para a gajinha - e eu lá sabia que ela tinha perdido mamas? Olhem, eu cá ganhei...

a ver se foi osmose à distância...

a ir ao supermercado, à Sephora (esta é a parte do Cambodja que ainda não enfiei na carola), à Deichman (nunca subestimem a importância de um par de sapatos novos...), a meter ar nos pneus (nunca subestimem as PC's de quem está de partida para um país a pouco mais de três horas de distância,mas que é parva todos os dias... pronto, só nos dias que antecedem a partida para um país a pouco mais de três horas de distância...), a levantar as calças já com baínha(!) do homem, e o vestido que ela ia usar no jantar da noite X e que lhe serve nas orelhas - a gente olha para o espelho, e aquilo é só mamas...

... tapadas, mas mesmo MUITA mama. Ou seja, é para trocar...

E então, depois de chegar a casa, ter dado 559.432 voltas sobre mim mesma para juntar e ensacar (naqueles porta cosméticos transparentes e a medir YxZ com que temos de andar atrás), as pouco mais de meia dúzia de tralhas que me acompanharão, fui-me enfiar no duche e amanhã falamos.

E não é que (o) amanhã (de ontem) já está aqui?

Então é assim: aqui a gaja vai fazer a mala, com calma(!!!!) e descontração, uma vez que até já sabe 85% do que lá vai pôr dentro, e depois vai tirar a tralha diversa que encafuou no vanity (que não era para ir) e meter lá os saquinhos transparentes DELA, que os DELE só estarão prontos para se lhe juntarem amanhã de manhã. E é ela que vai levar a cosmética toda - daí ter decidido levar o vanity, dado que o homem só leva uma malinha de cabine, o porta moedas e o telemóvel.

A tartaruga, por seu turno, leva a mala de cabine,o vanity, a carteira onde irá o e-reader (o homem vai comprar uma revista), a tabelete (sim, que o homem também quer ver o último episódio dos vikings, e um ou outro filme enquanto estivermos nos ares... e ela quer escrever, escrever perdidamente...), e o telemóvel. E o porta moedas. E o porta cartões. E a pasta A5 porta caderno&coisas. E os make ups. E uma garrafa de água que vai comprar no duty free. Ou duas. E os óculos de ver ao perto. E os de ver ao longe. E os de sol. E mais os de sol suplentes não vá perder os primeiros. E os lenços de papel. E os comprimidos. E... e...

Ok, ELA vai ali fazer a mala e já vem, antes que se funda para aqui algum fusível...

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A ideia é esta... eu já fotografo a minha...

08
Abr16

O retiro - dia 3. (Acreditem que foi MESMO assim...)

Fátima Bento

Acordei para o meu terceiro dia com a sensação de 'aproveita hoje que amanhã acaba'...

Tomei o pequeno almoço já de fato de banho vestido, levantei as toalhas na receção e desci para a piscina.

Quando entrei fiquei surpreendida pela positiva com a temperatura ambiente, superior à da véspera, o que me pareceu um bom principio. Já tinha despido o top, indo começar a tirar as calças, e eis que surge uma funcionária do hotel a pedir muita desculpa mas que a piscina se encontrava fechada

(bom eu JURO que não arrombei nada!)

devido ao banho turco estar a ser reparado

(ora, tivesse-me eu lembrado de o experimentar na véspera e era mais uma flor a juntar ao ramalhete...)

Faço o reparo de que me deveriam ter informado minutos antes, na receção, quando levantei as toalhas, ou haver uma qualquer indicação visível... e eis que vejo dois trabalhadores surgirem, como se chamados à boca de cena.  Ante o meu espanto, ela continua 'peço desculpa, vão ser só mais uns dez minutos, se não se importa de voltar daqui a pouco' e eu a repetir o tudo bem não tem importância enquanto me vestia (?!?) e que já se ia tornando habitual - ao mesmo tempo que, por dentro, repetia a meu mantra.

Decidida a continuar a, pelo menos TENTAR tirar coelhos da cartola, dirijo-me ao balcão de receção do SPA. Posso fazer um spa de mãos ou pés, ou quem sabe uma pequena massagem (serviços pagos à parte) enquanto espero para poder usar o que paguei para usar, penso. Solicito o serviço e "não é possível. A técnica não se encontra aqui, tem de marcar com antecedência...” alego que devia ter sido informada no momento do check in, dão-me razão (obrigadinha...) e, entre o perdida e o teimosa, insisto para a tarde. A resposta mantém-se negativa, 'posso tentar ligar mas digo-lhe já que quase de certeza, não vai ser possível'.  E arremata com a repetição de ' tem de marcar com antecedência’. Ok, obrigada (por nada), viro costas e meto-me no elevador direto para o quarto. Onde estavam a proceder à arrumação, pelo que esperei no lounge que ficava em frente à porta. Sem me passar dos carretos!

              sou mesmo aplicadinha nas coisas, quando é para descansar É PARA DESCANSAR, ouviste, Fátima?

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E quando acabam a faxina do aposento, enfio-me por ele dentro, direto para... a caminha pois. Where else?

Nada irritada, mas bastante incomodada decido não descer para almoçar. Deixo-me ficar mais tempo de papo para o ar e como um pacotinho de bolachas de água e sal e uma gelatina. 

E recomeço: visto o fato-de-banho, pego nas toalhas e desço à piscina. A temperatura ambiente agradável da manhã tinha descido. A água estava ainda mais fria (!!!) que na véspera e eu fiquei na espreguiçadeira a não-pensar-em-nada enquanto não enregelei com o fato de banho molhado. Quando tal aconteceu, passei pela casa da partida receção num pulinho sem receber os 200 euros, entreguei as toalhas subi ao quarto e repeti a rotina da véspera: liguei o ar condicionado primeiro, enfiei-me na cabine e a seguir, na cama. Desta vez ainda tiritava (acho que era nervoso miudinho - muita coisa a correr menos bem... - uma vez que já não havia razão para sentir frio). Mais uma horinha de sono, e jantar.

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AH! O JANTAR!

Chego ao restaurante e sento-me, notando que as mesas estão disposta de forma um pouco diferente - e que há mais dois empregados de que nas outras noites. Peço o meu prato, vou debicando o meu vinho, começo a comer um risotto de pato absolutamente divino quando... o restaurante é invadido por umas dezenas de, presumo, médicos, ou técnicos de saúde, a julgar pelos temas de conversa, que me estragam literalmente o jantar. Primeiro, e principalmente por isso, porque fazem uma barulheira insuportável, e depois, porque estar a comer e a ouvir 'discursar ' (presumívelmente seria um dos oradores do congresso, ou lá o que foi, a quem se tinham esquecido de informar que a palestra terminara) sobre a artéria X, a artéria Y e a veia não sei dos quantos e o... olhem, o raio que o parta! Acabei o restante pato em dois tempos, sorvi duas garfadas de risotto (ainda estou com o prato atravessado, de não o ter usufruído!) engoli o resto do vinho, fiz sinal ao empregado, assinei o papel e desandei de rompante porta fora! 

Já foi demais, mesmo!

Desço ao bar, pensando - e bem - que, se estavam todos lá em cima, ali estaria algum silêncio, e bebi três Baileys, enquanto li uns capitulos de 'Revenge wears Prada', a ver se acalmava. Quando vejo uma parede a desaparecer (painéis rebatíveis, fantástico!) e a sala a duplicar de tamanho, calculo que os senhores doutores lá de cima já estarão nos cafés e trato de pedir a conta e recolher ao quarto.

Chegada ao mesmo, pego no poncho, enrolo-me nele e decido ir à varanda apanhar ar. Abro os cortinados, até ao fim, e... não é possível passar para a varanda. Abrir, abre: aí uma nesga de 20 ou 25 cm, e depois os cortinados não a deixam abrir mais. Só me faltou fazer o pino, mas não havia mesmo maneira.

Pensais vós que me saltou a tampa? Não, não saltou. Para quê? Pensei, num suspiro, que era mais uma a juntar às reclamações que ia colocar em lista e entregar no dia seguinte aquando do check out.

Na última manhã, depois do pequeno almoço dei uma volta pelo exterior e fotografei, coisa que não me tinha apetecido fazer antes.

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DSC_0128.JPG(o meu quarto não era nenhum destes...)

Depois fui ao quarto, arrumar as últimas coisas, sentei-me à consola e fiz a minha lista. No momento de pagar, agrafei um cartão de visita, e entreguei. Pediram-me muitas desculpas (de desculpas, trouxe a barriga cheia!) e disseram que iam entregar à direção.

Último acto desta tragicomédia:

antes de sair, decido ir tomar um café ao bar que abrira às 10:00h (eram 12:30h, mais ou  menos) e pedi para me guardarem a bagagem no depósito enquanto o fazia. Claro com certeza!, e lá desci. Esperei. Bati com o anel no balcão do bar para me fazer notar; andei às voltas de um lado para o outro - os saltos altos no pavimento faziam ruído. Já a bufar, sento-me numa das poltronas, saco do telemóvel e ligo para a receção. Atendem como uma chamada exterior - que o era - e eu informo que "acabei de fazer o check out, e há dez minutos que estou no bar à espera E NÃO ESTÁ CÁ NINGUÉM. Fazem o favor de mandar alguém para me tirar um café?"

Vem uma das rececionistas, e peço também uma garrafa de água. E a conta, já (senão saía de lá no final do dia, a julgar pela amostra...) . Acto continuo informam-me que o café e a agua são oferta do hotel.

OBRIGADINHO!

(e agora estão com inveja? Estão? Pois é, uma pessoa tira uns dias para descansar e só não arranja uma úlcera porque a mente é mais forte que a matéria, pelos vistos. CARAMBA!)

07
Abr16

O retiro - dia 2

Fátima Bento

{raios me partam, que é muito mais difícil escrever um post a apresentar coisas boas e menos boas, que encadear as ideias em ordem positiva. Ando nisto desde a publicação do primeiro post sobre os três dias de 'reclusão' e repouso, de tal modo que tenho até fugido a escrever sobre outros temas, com esta coisa presa debaixo da voz. Mas o que tem de ser tem muita força, e ou vai ou racha...}

 

Terminei o post sobre o primeiro dia estava eu a tomar o pequeno almoço às 8:30h, apesar da insónia precoce que se repetiria na noite seguinte (que por muito que não queiramos, temos um limite de horas de sono; é flexível mas não exageremos...) não foi? Bem, depois subi e enrosquei-me, mas não vou fazer um retrato detalhado dos meus dias, porque foi sempre mais ou menos isso: comer, descansar, duche, piscina, bar.

Fui ao quarto buscar um poncho, já a imaginar-me à noite sentada na varanda enroscada no mesmo... com a fabulosa vista da estrada principal (o que não entendo, sinceramente). Teoricamente aquele quarto deveria ter uma vista resguardada... 

Ah, e eu disse piscina, não foi?

Pois que na tarde do segundo dia vesti o fato de banho, e uma vez que não tinha no quarto o roupão mencionado na reserva, enfiei umas leggings de fitness, uma camisola leve e  largueirona, calcei as sapatilhas e desci à área de spa - acesso que me tinha inflacionado o preço do quarto, mas como eu sem agua não sou nada, tinha garantido previamente o acesso à piscina interior.

DSC_0111.JPG

As espreguiçadeiras eram deliciosamente confortáveis e o ambiente convidava ao relaxamento total. E decidi experimentar a piscina, entrando pelo lado do jacuzzi. A agua pareceu-me fria para piscina interior, mas vamos lá ligar os jatos de ar que já me vou sentir mais quente... os verticais funcionavam, mas já os lombares... nada. E nesse momento, embora ainda agarrada ao meu motto " não me vou aborrecer", digamos que estava a ser difícil manter-me tranquila e bem disposta... digam-me para que servem os jatos verticais de um jacuzzi...? Os lombares, é obvio, os laterais, que saem de baixo, acabam por dar apoio, embrulhando-nos na agitação das aguas. Mas só os segundos? Poramordasanta!

Bom, empenhada que estava em tirar o melhor partido do que dispunha, inventei 'uma omoleta': sentei-me na ponta do "banco/degrau" (chamem-lhe o que quiserem!...) mesmo à frente de um jato. Encostei os ombros ao rebordo da piscina e sim, aquilo tocava-me na zona lombar. Mas arriscava a sair dali toda 'torcida', que nem relaxava decentemente os dorsais e ainda magoava a parte superior da coluna... Premi o botãozinho e desliguei os jatos. Pensei em dar duas braçadas mas a água estava FRIA, e não apetecia nada.

Saí da piscina e enrolei-me numa das toalhas, deitei-me na espreguiçadeira, e assim que me senti razoável, troquei a toalha húmida pela seca - que parecia estar aquecida! - e peguei no suplemento de beleza da Telva de março que folheei e ainda li duas ou três paginas...

... mas ganhou o meu lado friorento e saí de lá, entreguei as toalhas na receção, inquirindo sobre a temperatura da água e recebendo a explicação que por lei tem de estar abaixo dos 30° "entre os 28° e os 30°" (pois, pois...), e subi ao quarto.

Mal passei a entrada e enfiei-me de imediato na casa de banho. Abri o duche ainda antes de despir o fato de banho - o que não era necessário já que a água aquecia em segundos. Devo ter estado quase uma hora na cabine, e saí desta diretamente para debaixo do edredão, ligando antes o ar condicionado. Ainda pensei que se adormecesse a serio perdia o jantar mas estava-me bem nas tintas! BRRRRR....

Bom, sempre acordei a horas e desci para jantar de vestido anos 70 e botins de camurça. Acho que a única coisa em que me podem chamar conservadora é que não me apanham a jantar de calças. Nada contra quem o faz, mas acho mais apropriado saia ou vestido. Ah, e com uma clutch em tapestry preto e branco que não combinava nem chocava com nenhum dos visuais, e que andou sempre comigo: cabia o telemóvel e o e-reader, que me acompanhava na hora das refeições.

after diner.jpg

Depois do jantar tomei um digestivo no bar e regressei ao quarto.

E

o dia seguinte ia ser ainda um bocadinho mais SUI GENERIS...

31
Mar16

O retiro - dia 1

Fátima Bento

Depois de um milhão, setecentas e três mil e duas tentativas de escrever sobre os meus três dias de repouso, vamos ver se é desta...

Vamos

            tentar

começar pelo começo.

E para começar... bom, começou aqui.

evidência.jpg

Entrei por esta porta de trolley e vanity rosa choque. Fiz o check in um pouco depois das 14 horas e subi ao quarto. Atirei-me para cima da cama, rastejei à recruta de uma lateral à outra da cama e 'fiz o caminho inverso' a rebolar, a ver quantas voltas. Perdi-me na conta. Peguei no telecomando para verificar os canais disponíveis; tirando os quatro em português, mais o Bloomberg e o CNBC, não conhecia nenhum. Também não fui para lá para ver televisão - pousei o comando e não lhe peguei durante o resto do tempo.

Seguiu-se AQUELE MOMENTO, expectável, embora não tivesse pensado no assunto:

E AGORA?

E agora, como é que eu faço? Afinal como é que se faz para descansar? Saco dos livros, das revista, do tablet recheado de filmes e alguns episódios de séries e ponho tudo em cima da cama. Dou uma volta sobre mim mesma, olho a  bagagem - pois, há peças que têm de ser penduradas... e os cosméticos, pô-los na casa de banho. E tenho casacos no carro que tenho de ir buscar... e...

E NADA!!!

Não tenho de fazer nada! É só fazer o que me der na bolha. O caminho é por aí: o que me apetecer. E apetece-me dormir uma sesta.

Vou correr os reposteiros (manuais) e verifico que uma das varetas está partida,e reduzida a um pequeno coto que pende da calha encostada ao teto.

Mal por mal, a cortina não é pesada, puxo pelo tecido. Com o quarto na semi obscuridade, vou ligar o candeeiro de cabeceira. Clique, clique, clique. Então onde é que isto se liga? Contorno a cama e vou investigar o outro. Clique, e faz-se luz à primeira. O que quer dizer que a lâmpada do primeiro está fundida...

Podiam ter verificado as lâmpadas quando prepararam o quarto, não? 

            se calhar é embirração minha

Não me quero aborrecer com nada - frase chave dos três dias que lá passei - troco as lâmpadas, porque não quero ninguém no quarto. Problem solved.

Acordo um par de horas mais tarde, e vou experimentar a cabine de duche. Ô maravilha! Caibo deitada, estendida, sem tocar nos limites! Saio de lá que pareço manteiga, relaxaaaada, com o cabelo enrolado numa toalha, ligo ao ar condicionado e vou para os lençóis. Pego no tablet e ouso um jogo. Segundos depois pouso,

            ná não é isto.

Pego n'O Quarto de Jack - o que é que me deu para achar que aquele era um livro indicado? Acabo a folhear a Marie France onde descubro que uma das minhas autoras-miminho, Sophie Kinsella, tem um livro novo, Finding Audrey. Pego no e-reader e pesquiso. Descarrego a amostra

             e irei passar os três dias seguintes a tentar efetuar a compra.

O cabelo seca, está na hora do jantar. Visto-me (um vestido e um cardigã com sabrinas) e chamo o elevador.

20160317_130844.jpg

Entretanto decido passar antes pelo bar e tomar um porto. Depois, subo ao restaurante, e... admirável mundo novo! A cozinha do 'The 19' é para lá de fabulosa! Descomplicada e uma verdadeira experiência gastronómica.

Dispenso a sobremesa e, depois de tomar café volto ao quarto. Hora de 'falar' com o marido e o filho por escrito. Numa da noites falo, inclusive, com a filha. Limpo a pele, aplico o Bio Oil, e trato de dormir.

Claro que acordo de madrugada, mas levanto-me, ligo o ar condicionado - a temperatura do quarto baixou substâncialmente durante a noite, e deixo-me ficar na perguicite. Ainda terei adormecido, mas às oito e meia estava a tomar o pequeno almoço.

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