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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

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11
Abr19

Brexit: Europe, grow a pair!

Fátima Bento

UE1.JPG

(foto Reuters, via Público)

 

Ontem antes de me deitar fiquei de queixo caído. Literalmente.

 

Estava a fingir que via o Negócios da da Semana na Sic Notícias, enquanto trabalhava no pc, e eis que o José Gomes Ferreira avança com uma noticia de última hora: a UE resolveu conceder ao Reino Unido, não até 30 de junho, pedido enviado pelo governo da GB, nem até 22 de Maio, data que a Primeira Ministra referiu aos jornalistas ao chegar à reunião...

 

...mas até 31 de outubro

 

O que é que isto diz sobre a UE? Aliás, por arrasto, sobre nós todos, que quem lá está, está a representar-nos. Ou deveria.

 

Ontem fiquei francamente envergonhada. E nada do que li hoje sobre o assunto me fez mudar de ideias. O que senti, no momento que ouvi a notícia foi: a Europa acobardou-se. Está de esfíncter apertadinho, ai como é que vai ser quando eles saírem?...

 

E então estendem uma passadeira de 6 meses e meio, a ver se a coisa se organiza e há uma saída regular e de cara limpa. Cara de quem? 

 

Depois desta novela-que-não-acaba, os ingleses, vão levando a água ao seu moinho, apesar de não chegarem a acordo em relação à água nem ao moinho.

 

E nós todos aqui feito parvos. Vamos virando o pescoço como que vendo uma partida de ténis imaginário!

 

Caramba, se querem sair que saiam! Mas que saiam já sem salamaqueques e pergaminhos:

ide!

 

Já, assim sem rede, à bruta, sem acordo! Já chega pessoas!!!!

Já chega de dobrar os joelhos. 

 

E quanto aos representantes dos cidadãos europeus na Europa, só tenho a dizer: GROW A PAIR!!!! 

 

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22
Mar17

A minha filha vive em Londres.

Fátima Bento

E está inscrita na segurança social desde 2011, se não me engano, o que quer dizer que desde essa data faz descontos.

 

O Brexit apanhou-a, como a todos nós, resto da Europa, completamente desprevenidos. Depois da asneira feita

 

 

[os ingleses estavam a pensar em quê? O Brexit é muito mais absurdo que a eleição do Trump,

nós somos europeus, e serei, talvez um bocadinho elitista nesse sentido:

dos habitantes do Velho Continente espero mais que dos cidadãos de um país (relativamente) jovem... vá, teenager...]

 

era preciso dar o tiro de partida para a coisa andar, já que a inversão de marcha é impossível, e marcar passo além de não ser solução, não é tolerável. Por isso, Margareth Thatcher, ai perdão, Theresa May - não quero ofender a Dama de Ferro! - marcou a data em que a engrenagem vai começar a trabalhar: 29 de Março, dia em que vai ativar o artigo 50 do Tratado de Lisboa

 

Com a ativação do artigo 50 do Tratado de Lisboa, Theresa May dará início aos dois anos formais de negociações sobre a saída de um país comunitário do bloco europeu. Se tudo correr de acordo com a agenda oficial, o Reino Unido deixará de fazer parte da União Europeia em março de 2019.

daqui

 

O que vai acontecer a partir daqui com os emigrantes que pululam naquele país - e suportam a capital inglesa, é uma incógnita. Uma coisa é certa se repatriassem todos os emigrantes que trabalham em Londres-cidade, esta tornar-se-ia uma cidade fantasma - digo isto sem qualquer dúvida, em Abril do ano passado estive lá pela última vez, e não fui atendida por um britânico em nenhum restaurante, loja, no hotel, táxi, transfer - ah no Tube! No metro contactámos com uma funcionária britânica. De resto, nada.

 

Diria eu, que acredito que o bom senso vai imperar, que, à partida, não haveria causa para grandes alarmes.

 

Londres1.jpg

 (imagem via Diário de Notícias online. Clique sobre a mesma para ter acesso à galeria de fotos do que está a ser denominado de ataque terrorista - as imagens são suscetíveis de ferir a sensibilidade dos mais impressionáveis)

 

Mas existem SEMPRE imigrantes ilegais, ou mesmo legalizados, que ainda não atingiram os 5 anos que, até ver, é o requisito de tempo mínimo para poder permanecer em solo britânico. E depois acontecem coisas como o tiroteio  nas Casas do Parlamento, o atropelamento na ponte de Westminster e levanta-se a dúvida: alguém que perdeu a cabeça porque sente que vai perder o futuro que estava a construir agora? E quantas mais situações como esta se lhe vão seguir?

 

A situação é difícil de avaliar em números, e há que lembrar que cada número é uma pessoa que estava a fazer a sua parte para aquele país ser o que é.

 

A minha filha vive em Londres desde 2010, data em que foi para lá para estudar. Se me preocupa que a repatriem? Não, no caso dela foi pedida em casamento em Novembro por um britânico, e casem lá ou cá, vão morar em Nottingham onde estão  neste momento a comprar casa.

 

O problema é que há mais filhas e filhos (e pais e mães, já agora) de muita gente, a morar em Londres, ou noutros locais do reino Unido, assentes na incerteza de que diabo vai ser decidido a seguir e de que forma isso os vai afetar.

 

E é que é mesmo aqui ao lado, a menos de três horas de distância! Pequeno pormenor: eu que nunca saí do espaço Schengen, vou ter de tirar um passaporte para ir ver os meus netos (quando os tiver).

 

Cabe na cabeça de alguém? A resposta é sim, na dos britânicos 

 

 

04
Jul16

Brexit: onde deixasteis a coluna dorsal, mr. Farache? (coisas que me encanitam #2)

Fátima Bento

Não há nada melhor de que, depois de uma insónia monumental situada algures entre um dia assim (39º) e outro assado (27º a esta hora - meio dia), depois de ter adormecido a deshoras e acordado tarde com a inerente dor-de-cabeça de horários desregulados, depois de dar de comer às bichanas, tomado o pequeno almoço e tirado o café, chegar ao pc e deparar com esta notícia...

 

Digamos que fiquei com as entranhas às voltas.

 

Continuo a defender que a Inglaterra não perdeu tempo a fazer contas quando decidiu sair da UE. E quando falo de contas não falo de dinheiro; falo dos efeitos perversos de uma pedrada no charco DESTAS dimensões, que deixou reverberações profundas e que seriam previsíveis, tanto externamente (e dou de barato que os britânicos se estejam a borrifar para a Europa), como internamente - e aí, ladies and gentelmen, a roca fia mais fino... e o termo irresponsabilidade ganha uma amplitude diversa, e imensa.

 

Expetávelmente, o Império Britânico adivinha-se reduzido... e não eram necessários poderes divinatórios para o antecipar. A Escócia já tinha estrebuchado, e dadas as circunstâncias, exige o direito de ter voz própria. A Irlanda, que também disse não ao Brexit, vai apanhar boleia dos senhores de kilt, e a Inglaterra vai ficar a olhar para as mãos... e pronto, para o País de Gales. 

 

A UE, ao contrário do que pensei de inicio, vai aguentar-se. Por um cabelo, mas se não levantar demasiadas ondas, se contiver a perversidade do senhor Shäuble, sempre pronto a disparar primeiro e pensar depois - e que enquanto a Europa ainda se mantém a fazer ten-tens, contiua a destilar veneno de ditador-em-potência e a atacar os pequeninos (sem sequer colocar a hipótese de, ao fazê-lo, estar a disparar nos próprios pés) - porque isso não ajuda MESMO ninguém.nigel-476634.jpg

 

Mas voltando a Farage, aquela ave-do-paraíso britânica, arauto da desgraça no primeiro discurso na noite do referendo, e eufórico no segundo (pile-ou-face?): esse senhor deveria estar agora sentadinho na cadeira de presidente do partido que deixa, preso com fita adesiva daquela prateada, com muitas voltas, tornozelos e pulsos, e agora ficas ai e arcas com as responsabilidades. Porque se o prédio cai, a culpa é do empreiteiro!

 

Mas Nigel Farage pegou no cliché e fê-lo dele: os ratos são os primeiros a abandonar o navio. E o senhor, cobardolas como se mostra, dá à sola antes da Bretanha se desintegrar.

 

Um exemplo a não ser seguido por gente com espinha dorsal.

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