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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

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22
Mar19

Aquelas alturas em que nos acontece tudo

Fátima Bento

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Tenho estado, como disse antes, soterrada por chatices e problemas de saúde. Mesmo mesmo à beirinha do burn out. No inicio do mês, estilhacei-me. Peguei nos pedaços, e fiz-me à estrada: tirei uns dias para recuperar, num espaço onde há bastante tempo queria ir. Infelizmente, foi pouco tempo, mas vim de lá mais inteira, a grande maioria dos pedaços colados, e tudo e tudo.

 

Nas o meu sistema imunitário mandou-me dar uma curva, e neste momento apanho muita coisa. Estou a ser seguida de perto, e já sei que duma cirurgia não escapo, mas falarei disso na altura certa.

 

Gostava tanto de vos dizer para abrandar, não ligar ao que não tem importância, não sofrer por antecipação, etc, etc, mas a verdade é que não tenho soluções.

A app que uso para meditar, que me conta uma história para adormecer e tem musica zen para quando estamos mais stressados ou queremos meditar sozinhos, ou whatever (e faz mais coisas, mas ainda não pesquisei muito), tem ajudado.

Isso, ler e ver cinema - embora as salas de cinema estejam a ser tomadas de assalto pela Disney-Marvel e pela DC Comics, e esse É o tipo de filmes que dispenso. Mas em meio a isso tudo lá se vão encontrando umas coisas...

 

Mas a serio, não se deixem chegar aqui. Criem momentos só vossos, mimem-se, gostem de vocês. A prevenção é a melhor arma.

 

Ter um burnout quando já se tem uma depressão há décadas é lixado, porque o corpo todo começa a falhar...

 

Enfim, não há-de ser nada, não tarda estão aí os dias de praia, e esqueço estes tempos lúgubres.

 

Fiquem bem, todos, e citando o Raúl Solnado,

 

façam o favor de ser felizes!

 

11
Set18

Somítica

Fátima Bento

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Saberão alguns que não ando muito comentadora. Habitualmente deixo comentários grandotes, ou então, porque não me apetece escrever, sapojis (uma imagem vale mais de mil palavras...). Mas ultimamente leio e quando gosto, a mais das vezes acabo por carimbar como favorito - o que não é regra, tem dias...

 

Ora para mim, a "biblioteca" de favoritos era algo que visitava (invariavelmente perdia-me no caminho, e continuo a não saber muito bem como e que lá vou ter, mas prontx...) em busca de um qualquer post especifico, e neste momento acho que já não consigo encontrar nada... vai daí ando a guardar links, atabalhoadamente, e não sei onde o hei-de fazer, os short cuts do chrome já são tantos que nem vos conto... Acho que vou ter de abrir um documento em word...

 

Isto é só para pedir desculpa a todos pela minha falta de comparência nos vossos blogues, pelo menos comparência que se veja. Eu até vou lá, mas as mais das vezes não dão por mim.

 

Nem me perguntem o que é que tenho, que não sei. Acho que a bendita da exaustão que se fez sentir este ano está a desembocar num pikeno burn out (acho este termo um bocado blahhh, mas esgotamento é tão lato...) e se a minha capacidade de concentração está em níveis negativos, a de tomar decisões encontra-se em parte incerta - tipo meto-me no carro para ir tomar café. Ando meia hora às voltas, incapaz de me decidir pelo local e acabo em casa a meter a cápsula na máquina...

 

E resumidamente é isto: eu leio-vos, os que estão subscritos por email, por aí, os que não, pelas leituras - e ou andam também a escrever menos, ou as minhas não estão na ordem certa... - vocês é que não sabem... 

19
Fev16

Ai, se não me começo a organizar...

Fátima Bento

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Acordei tarde. Hoje era aquele dia  para finalmente adormecer e deixar-me ir ao sabor do sono. Resultou 

            a maior parte das vezes que tento fazê-lo, acordo cedíssimo.

e depois do ritual matinal - dar de comer às gatas, tirar o café, pegar no mesmo, no iogurte e na banana, dirigir-me à sala, ligar o pequeno ventilador e o pc, pegar no telefone, ver sms's, verificar o FB, as novidades da página, as mensagens privadas, escolher a(s) imagens para o dia de hoje - para a pagina do blogue e para a pessoal, mais a para as paginas do Instagram - a pessoal e a do blogue, claro - dou por mim a pensar a quantidade de coisas que tenho de fazer hoje

            melhor, que deveria fazer hoje que nenhuma parte de mim é máquina.

e entendo, mais uma vez, que qualquer dia fico maluca. Saltito entre o burn out e o bore out, entre desatar a trabalhar nas teclas como se não houvesse amanhã, andar de um lado para o outro a baysittar toda a minha gente,

            que eu cá parece que sou bombeira.

ou ficar a fazer as vezes de uma couve galega no sofá, sem sequer ligar a televisão 

            é isso que as couves-galegas-de-sofá-fazem, não é? Vegetam em frente ao pequeno écran?

E vai daí não me apetece fazer nada. Nadinha. Nem dar uma de couve galega. Atirar para o ar,

            talvez.

colocar o protetor solar em todas as partes do corpo que ficam à mostra, vestir-me de esquimó e ir até à praia e ficar lá a aproveitar o sol de inverno, sem telemóvel, só o livro que ando a ler e uma garrafa de agua, mais as chaves.

            assim um grande que se lixe.

Borrifar-me para os posts que devia ter escrito e não escrevi

            o mundo não acaba hoje, pois não?

querer-lá-saber da cozinha e das máquinas que há para fazer

            o mundo não acaba hoje, pois não?

estar-me nas tintas para o jeito que o quarto precisa

            o mundo não acaba hoje, pois não?

Mas o que me custa mais mesmo é largar as teclas, que há tanto para escrever... e eu nem tenho sabido para onde me virar ultimamente, no braço de ferro 'eu vs a-p*ta-da-vida', estou a perder por muitos... e esta semana foi tão estafante, leva um ao médico, vai ao hiper buscar o que está-mesmo-a-fazer-falta,

            e entretanto afinal havia mais qualquer coisa, vais lá outra vez amanhã

ir ao banco, ligar ao banco, confirmar consultas e demais compromissos, depois acompanhar outro ao outro médico e zuut que se foi uma tarde quase inteirinha, e depois de já estar em casa

            enfiar as chatices na arca congeladora.

pegar no pc, e vamos a isto, escrever, fotografar, postar, acompanhar o sorteio, alertar, ler os outros, comentar os outros, pegar no meu livro e ler um ou dois pequenos capítulos antes de desabar nos braços do morfeu, esgotada.

E pela manhã, ainda mesmo de abrir os olhos, sentir as chatices,

            que entretanto fugiram da arca durante a noite.

ali ao lado da minha cama, em pé, a olhar para mim em silêncio, enquanto deixam uma poça de água à sua volta. E eu levanto-me, e vou buscar a esfregona, e apanho a agua, seco o chão, pego nos infames problemas ainda húmidos e, depois de tirar o café e dar de comer às gatas sento-os no sofá ao meu lado e atiro a moeda ao ar.

Burn out ou bore out?

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