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Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

20
Mar15

Livros, café e criatividade...

Fátima Bento

Pandora desafiou-me, e eu claro, aceitei. O melhor: este obriga-nos a pensar... ;)

18131278_Ym0Ko.jpeg

1. Negro: Nome de uma série que é difícil de entrar, mas tem fãs apaixonados.

A trilogia Millenium, de Stieg Larsson. Eu sou uma das fãs apaixonadas e tristes por serem só três! A dificuldade maior é decorar os nomes dos personagens e das cidades e ruas. O sueco é uma língua lixada...

2. Café com gengibre e natas: um livro que fica mais popular durante o inverno ou a época festiva do ano.

No Natal, o último do Lobo Antunes (ou outro qualquer do mesmo autor), para oferecer ao pai, ao avô ou ao tio. Durante o Inverno um qualquer gorducho para preguiçar no sofá com uma manta e uma chávena de chá café... (Pandora, pá, tinhas de falar do Dickens no Natal?)

 3. Chocolate quente: Qual é o teu livro para crianças favorito? 

O Pequeno Principe, de Saint-Exupéry. Adoro-o!

4. Dose dupla de expresso. Diz um livro que te manteve "na ponta da cadeira" do inicio ao fim. 

Lembro-me d'O Historiador, da Kostova, mas não sei se é o melhor exemplo... mas praticamente tudo da Mary Higgins Clark me deixa em dose-dupla-de-expresso, por muito 'cultura pop' que seja...

 5. Starbucks. Diz um livro que vês em toda parte... 

Em vez de um livro, falo num escritor: José Rodrigues dos Santos. De tanto o ver, nunca li nada dele...

6. Ops! Pedi acidentalmente um descafeinado. Diz um livro que estavas à espera de mais.  

O primeiro do James Patterson que li. A partir daí já sabia o que me esperava... ainda li mais um, e fiquei-me por aí. Passou a ser a minha embirração de estimação. Agora comecei - e larguei - 'O Morcego' do Jo Nesbo e fiquei aterrada com as similaridades quanto ao tipo de escrita. Vá de retro, mais um autor que não volto a ler...

7. A mistura perfeita: Diz um livro ou uma série que foi ao mesmo tempo amargo e doce, mas, em última análise, satisfatória. 

Acabei há pouco tempo, Já devias saber... agora é tarde demais de Jean Hanff Korelitz, e fiquei sem saber como o classificar. Em termos de estrelas, dou-lhe quatro em cinco, mas é um bocadinho mais complicado que um número... as similaridades entre esta história e Em parte incerta, de Gyllian Flynn (aproveito para dizer que a única coisa que Gyllian tem 'de mau' é só ter escrito três livros até agora e de pior, só dois terem edição portuguesa), deixaram-me assim um bocadinho perdida. Porque existem similaridades mas o angulo é diferente... para resumir, gostei muito mas vou ter de fazer um post sobre o mesmo para tentar pôr em palavras o que sinto em relação ao mesmo e arrumar as ideias.

14
Mar15

50 sombras de Grey: também já vi, senhores, e este post já vai tarde!

Fátima Bento

Porque daqui a cinco dias já faz um mês que o vi.

Contrariando quase tudo o que li - de quem disse bem, de quem disse mal - e independentemente dos meus sentimentos em relação ao conteúdo (e já lá vamos), a verdade é que acho que este é um bom filme.

Passo a explicar.

Ao realizador foram dados ovos estragados (a história, não tendo lido o guião, mas conhecendo o livro, sei ao que me refiro) e ele fez uma omeleta souflé que é um mimo. Tudo, desde a cinematografia, a cenografia, a banda sonora, os efeitos sonoros (penso que posso incluir aí a fantástica sincronização da banda sonora), repito, tudo, foi feito com um cuidado e esmero que considerar 'Fifty Shades' um mau filme é injusto. Fazer (boas) omeletas sem ovos é digno de registo.

50-Shades-of-Grey.jpg

Agora quanto ao que sinto, pondo de lado o tecnicismo e a intelectualização da obra cinematográfica, ou seja, tirando o barulho das luzes, ficamos com algo informe no chão, em que não conseguimos saber por onde pegar. 

A 'obra' sobre a qual é montado o andaime imagético, é medíocre. Agradável de ler, porque não há - e se há não devia haver - quem não goste de, de longe em longe, ler e/ou ver um bom 'no brainer' e neste caso mesmo sendo três, aquilo espremido dá no máximo um, e pronto. Lido desse prisma é consumível sem culpas.

50Shades_2458721b.jpg

A história como a vejo, é de uma Cinderela do sec XXI, que apesar do já mencionado lado xóninhas não é bem o que parece. E um príncipe atormentado por mommy issues (sic, esta expressão tirei de outro blogue, só lamento não me lembrar de qual), dominador que a Cinderela agita na ponta do dedo como se fosse uma minúscula argola de hula hoop, sem que nenhum dos dois se aperceba realmente até que ponto o dominador é, afinal, dominado.

De resto, tem muito sexo, não chegando a ser erótico - lamento... - e muito menos como já li, absurdamente, a raiar "o pornográfico" (há gente muito santinha...), e muita 'brincadeira' comobjetos que já vão entrando na vida do cidadão comum com maior facilidade de que se supõe.

fifty-shades-grey.jpg

Quanto ao lado BDSM: sei pouco a respeito, mas garanto que E.L.James ainda mostra saber menos que eu. Soft é pouco, muito pouco para adjetivar a sobre-utilizição da sigla, e defesa da omnipresença da mesma.

Enfim.

Voltando ao filme, é incontornável recorrer ao termo no brainer para justificar o porquê de dar €6,70 para ver o mesmo numa sala de cinema. Isso e mais a decoração fabulosa - e jogar a descobrir quais são os artigos made in Portugal, que além de serem vários, são algumas das peças mais bonitas em  display. Vale a pena ver na tela grande.

Rent-The-‘Fifty-Shades-of-Grey’-Apartment.jpg

Mau (mais uma vez, lá vou eu contra a opinião geral) é o enorme erro de casting na escolha de Jamie Dornan como Mr Grey. Olhando para aquele rosto não me consigo convencer nem por um centésimo de segundo que esteja perante um self made man, dono de uma mega empresa, que gere com punho de ferro, controlador até à medula, necessidade de controlo que estende até ao quarto.

Nááááááá...

SE a ideia foi dar-lhe um ar de menino desamparado e perdido, prontinho a ser controlado por uma virgem cheia de vontade de deixar de o ser, acertaram na cabeça do prego. Mas tenho as minhas dúvidas de que o director de casting fosse tão longe... aquilo foi mais procurar um gajo bom para contracenar com uma menina bonita, tendo como principal característica a similaridade física com os personagens descritos no papel. E ele - senhores! - é mesmo um tiro ao lado. É bonitinho (o diminutivo vem do ar de menino), tem um corpo à altura do personagem, mas não convence.

De qualquer maneira, baralhando e tornando a dar, voltando ao inicio, este primeiro 'As Cinquenta Sombras de Grey' é um bom filme.

Tendo em conta tudo o atrás mencionado.

- Três em cinco.

06
Mar15

Vamos brincar ao faz de conta?

Fátima Bento

Estavam com medo que eu me tivesse perdido na fibra (pois, que cabo, já era) e que não me voltassem a pôr a vista em cima?

Hélas, não têm essa sorte

(muahahahahahahah...)

Pois que tenho andado num reboliço de alegrias e tristezas, progressos e desgraceiras, e tudo e tudo - como, aliás, de uma maneira ou outra, todos os que por aqui vão passando. Penso em escrever, pois penso, mas se há alturas em que a luz laranja pisca

(write with caution),

têm sido mais frequentes aquelas em que a luz vermelha fica fixa e ativa um sem número de alarmes que disparam

(run as far as possible from your blog).

Por isso, vamos fazer um exercício: vamos fazer de conta.

  • Vamos fazer de conta que eu vi a cerimónia de entrega dos Óscares e que a estatueta que premiou o melhor filme foi (como na realidade) para 'Birdman', o melhor filme deste ano, segundo a Fátima-que-tem-a-mania-que-é-cinéfila; ou que foi entregue ao mais doce dos três, 'A teoria de tudo', segundo a Fátima-coração-de-manteiga; ou ainda que foi entregue a 'Whiplash', segundo a Fátima-indie. Só falta a Fátima-esteta, que o entregava ao 'Grand Budapest Hotel', mas essa saiu e não sei a que horas volta.
  • Vamos fazer de conta que não li 'O bicho da seda', de Robert Galbraith (aka J.K.Rowling), e 'O Quarto Reich', de Francesc Miralles, estando o primeiro muito perto do fabulástico e sendo o segundo um no brainer com uma história curiosa que conjuntamente com uma tradução de ir às lágrimas - santa incompetência!!! - no final nos deixa com um amargo de boca de sensação de tempo perdido...
  • Vamos fazer de conta que não acabei de ver 'True detective' (10/10, se tal é possível), e 'The affair' (7/10), Globo de Ouro deste ano para série dramática.
  • Vamos fazer de conta que não vi TODOS os filmes que foram ao Óscar e que só falei de dois ou três, e que não partilhei apostas, nem admiti derrota, já que pensava que o 'Boyhood' levava os dois maiores, mas graças aos deuses foi o Iñárritu e a sua criação.
  • Vamos fazer de conta que ainda não vi as faladíssimas '50 sombras', nem o 'Olhos Grandes' do Tim Burton, e o 'Hector e a procura da felicidade' e (também) não falei de nenhum deles.
  • Vamos fazer de conta que não tenho andado numa roda viva a fazer de mãe, cheerleader, enfermeira, chauffeuse...
  • Vamos fazer de conta que às vezes não me tem apetecido dar umas belas cabeçadas na parede e egoistamente desaparecer do mapa e tirar umas férias da rotina que me sufoca...
  • Vamos fazer de conta, se quiserem, que isso não passa e fica tudo bem, e que os dias são bonitos e valem tão a pena ser vividos . ISTO, SIM, não é preciso fazer de conta.

Vamos? Boa. Então tábua rasa e vou pegando (ou não) nesses temas.

Estou aberta a pedidos :)

- sobre o que é que querem ler?

PicMonkey Collage cin.jpg

12
Jan15

Caminhos da Floresta/Into the Woods

Fátima Bento

Não foi o primeiro fime que vi este ano: esse lugar coube ao 'Hobbit, a batalha dos cinco Exércitos', trilogia de que vi (penosamente) o primeiro, de que saltei (alegremente) o segundo, e vi agora o terceiro, de que gostei, apesar de não gostar de Tolkien, e de achar bestialmente sinistro terem pegado n'UM VOLUME e terem-no desdobrado em TRÊS filmes. Como se já não bastasse a outra trilogia, a do 'Senhor dos Anéis'...

Enfim, como já disse, não gosto de Tolkien, nem lendo nem vendo.

E então passemos ao segundo filme de 2015, 'Into The Woods'; ao contrário de tudo o que tenho lido,o filme não é **AQUELA COISA**.

      - E não me venham lembrar que é Disney, que me dão tonturas.

Não compreendo, mesmo, porque raio o estúdio quis adaptar isto... pronto, este musical. Se calhar o mal está em mim, que associo Disney a lollipops, cotton candy, love apples, e coisas fofinhas e docinhas. Penso que o orçamento não deve ter sido muito elevado, pois que me parece que o filme é (p'aí) 80% filmado em green screen. Não viria daí mal ao mundo - A Vida de Pi foi (p'aí) 95% filmado em green screen e não foi por isso que o realizador deixou de ganhor o Óscar, e que o mesmo foi merecido. O caso é que este filme é cenográficamente falando, uma tristeza. Muito escuro e os atores dão voltas e mais voltas sempre na dita floresta que é mesmo, mesmo... escura.

into-the-woods.jpg

O filme vale (praticamente só) pela interpretação de Meryl Streep - que até se estivesse o tempo todo sentada e calada, fá-lo-ia de forma mais-que-perfeita - e pelo vozeirão que educou entre o Mamma Mia e este filme. Bravo!

E depois existem os cinco ou seis melhores minutos do filme: aqueles em que o Johnny Depp aparece e o écran fica subitamente pequeno demais para ele, que transborda por todos os cantos.

johnny_depp_the_wolf_into_the_woods-wide.jpg

De resto... de resto é escuro. Escuro, e pronto.

Está bem, a história não é má, as trocas e baldrocas até são divertidas, e quando fechava os olhos tinha a sensação de estar pela quarta vez numa sala de cinema a ouvir as musicas do Sweeney Todd (que por acaso é o meu filme favorito do Tim Burton - sim eu vi o filme no cinema três vezes: sózinha, com o marido, e com os filhos). Mas isso foi um bónus particular.

De resto neste momento o IMDb está a dar-lhe 6.8/10, o que eu acho ainda um bocadinho alto (eu dei-lhe, no site, um 3 para ajudar a baixar a fasquia); para mim parava no 5/10. 

Não o voltaria a ver, e não fiquei com nenhuma musica no ouvido. Ainda por cima duas horas e uns piquinhos é muito tempo para um filme sombrio e com um cenário quase fixo.

Sem Título.png

09
Jan15

Charlie Hebdo - o principio do fim (??)

Fátima Bento

Apesar da falta de informações oficiais - e temos como exemplo que aconteceram mais mortes dentro da mercearia köcher, de que o que foi anunciado à partida - a verdade é que a gendarmerie e restantes autoridades francesas conseguiram em 48 horas resolver o assunto 'Charlie hebdo'.

Sem Título.png

(momento da libertação de reféns na Porte de Vincennes - by The Denver Post

 

Por aquilo que se vai sabendo, e pela eficácia e aparente limpeza da ação, é caso para dizer,

CHAPEAU LES GENDARMES!

30
Dez14

Revista do 2014 pelos meus olhos

Fátima Bento

Este ano consegui fazer uma coisa inédita: reduzi o número de carateres de cada post, o que é obra: no "dona de casa" era cada testamento... mas fazer uma resenha do melhor do ano é impossível de resumir como gostaria, e isso é um facto.

Por isso a ver o que para mim foi o melhor deste ano que 'caminha para o pôr do sol':

  • O melhor filme do ano, é dificil de decidir... perco-me no colorido de Hotel Budapest, na criatividade de Interstellar e na 'perfeição'de Gone Girl/Em parte incerta. Escolho o último porque o argumento e a produção são assinados e endossados pela autora, o que resulta numa das melhores adaptações de uma obra escrita ao cinema que vi (e claro, em 2013 adorei o livro);

    PicMonkey Collage.jpg

  • Mais de que um melhor livro do ano, entrou-me pela vida dentro um novo autor que me arrebatou desde a primeira pagina do primeiro romance que li: Carlos Ruiz Zafón. Dele li O Jogo do Anjo, A sombra do vento e estou a meio do Marina (os url's levam ao site oficial do autor, pelo que as explicações dos livros estão em castelhano, mas são super completas, vale a pena espreitar);

    PicMonkey Collage1.jpg

  • A melhor série de TV - que descobri em 2014, foi Rectify, uma produção Sundance. Sinopse: acusado de violar e assassinar a namorada, Daniel Holden é preso aos 18 anos e condenado à pena de morte. 19 anos depois é libertado porque as provas de ADN se revelam, à luz ds avanços da ciência, inconclusivas. No entanto, a acusação continua a procurar provas incriminatórias, e a querer fazer confirmar a valência da primeira acusação. Por outro lado (o mais interessante), vemos alguém que esteve no corredor da morte - i.e. em solitária - durante 19 anos, a tentar incorporar e aceitar a liberdade, adaptando-se como consegue à mesma. Numa palavra: MA-GIS-TRAL.

    transferir.jpg

  • O melhor álbum: Symphonica, live de George Michael. Porque gosto muito do talento deste senhor, e pela surpresa. 

    GM.png

No próximo post analiso 2014 de forma pessoal. Por agora é só.

Bacci.

13
Dez14

"Exodus, deuses e reis", mais olhos que barriga, e carradões de 'eye lyner'

Fátima Bento

Ouvi falar dele pela minha filha, isto há coisa de seis ou sete meses, pela primeira vez, dizendo que corria à boca pequena que o senhor Ridley Scott se estava a preparar para "varrer" os Óscares com uma grande produção à boa maneira hollyoodesca. Que contava a história de Moisés, e seguia a grandiosidade de outros tempos. 

Ok.

"Exodus, Gods and Kings/Exodus, Deuses e Reis" estreou esta quinta feira, e hoje fomos ver o dito. Não espreitámos o rating ao IMDb (nos EUA estreou no dia 2, e 6,6/10 poderia influenciar opiniões), mas li a critica na Sábado (que, desculpem lá, mas vale o que vale, que não é grande coisa, e dá-lhe um pouco abaixo dos 50%).

O filme tem 150 minutos e ao contrário dos 169 de "Interstellar", de que falei aqui, são mesmo cen-to-e-cin-quen-ta-mi-nu-tos, du-as-ho-ras-e-mei-a, no-ve-mil-se-gun-dos. Sem tirar nem pôr.

Moisés é bem representado por Christian Bale - que está menos cecioso, as aulas de dicção eliminaram quase por completo o (de)efeito vocal - acho piada a que Aaron Paul (o nosso Jesse Pinkman de Breaking Bad) se limite a dizer duas ou três frases durante todo o filme, bem como que as entradas de Ben Kingsley sejam quase mais esporádicas que as possibilidades de encontrar água no deserto. E então o que dizer de Sigourney Weaver que terá três, segundo me parece, aparições? Já John Turturro lá se safa com umas quantas falas, mas como Seti, pai de Ramsés, morre nos primeiros quinze ou vinte minutos de filme - digo eu, que (ainda) não contava os minutos - não tem muito espaço para ocupar. O Ramsés de serviço, Joel Edgerton, que me é completamente desconhecido... bem, não sei o que o senhor Scott lhe disse, mas é um Ramsés que se aguenta no papel...

exodus-gods-kings-cast.jpg

O filme encaixa nos ombros de Christian Bale desde o primeiro minuto. Ele, como já mencionei, aguenta-se bem com a empreitada. 

E posso dizer, FIM? Pois, já sabia que não...

Não sendo um spoil, a película inicia, desenrola, Moisés é desterrado para o deserto, num oásis conhece Miriam, casa com esta, e vive por lá uns 8 anos. Depois dá-se o encontro com o arbusto em chamas e ele sabe que tem de ir para o Egito para libertar os hebreus. Chega ao Egito, e yada, yada, yada, coiso, as dez pragas, Ramsés manda os hebreus embora, arrepende-se, vai atrás, e toda a gente conhece, a travessia do mar vermelho (quanto mais não seja de 'Os dez mandamentos', do Cecil B. DeMille, que é que não viu?) - sempre um wow factor, muito bem conseguido por Scott - Moisés vai buscar a família, e de repente está no monte Sinai a esculpir as tábuas da lei, com os dez mandamentos. E depois numa carroça a acompanhar a arca que guarda as tábuas. Agora, sim, Fim.

exodus-gods-kings-red-sea.jpg

A sério, saí do cinema com uma sensação que me acompanha até agora: o final é feito a  correr. Desde que reúne a mulher e o filho aos restantes judeus, zás, traz, paz e kaput. Dez minutos no máximo. Nos outros 140 minutos, há bocados que se podiam encurtar, outros eventualmente cortar, e a subida ao Monte Sinai, a feitura das pedras, podia ter tido um nadinha mais de 'embrulho', de enquadramento...

 

Mas pronto, ainda assim, este 'Exodus' mete a milhas um 'Noah' que deve ser, enterrado o mais fundo possível por forma a ser remetido ao esquecimento de quem, por lapso, o viu. Lamentavelmente não é possível evitar comparações, dado que a fonte é a mesma - a Bíblia...

O que gostei mais A humanização de deus sob a forma de uma criança birrenta e mimada. Só assim conseguem fazer sentido (??) a carga de desgraças que o mesmo faz abater sobre ambos, tanto o povo egípcio como o povo hebreu que, adorando-o, alegadamente deveria ser protegido... hélas.

Sempre concordei com Saramago no que diz respeito ao deus do antigo testamento. Uma criança birrenta parece-me igualmente uma boa opção...

Quanto aos Óscares, só se forem os técnicos... por direito, o Bale deverá conseguir uma nomeação. Fiquemo-nos por aqui, sim? SIM?

Christian-Bale-Exodus-Gods-and-Kings.jpg

24
Nov14

Para a criança que há em mim/nós, Disney, 2015, Cinderella!!

Fátima Bento

Para quem gosta tanto de Disney como eu, e hei-de gostar sempre, que há um lado meu que eu não vou deixar crescer nunca, e hei-de cuidar sempre dele com muito miminho, eis senão quando aqui está o trailer do filme 'Cinderella' 2015, que estreará no nosso país no dia do pai do próximo ano 

- 19 de Março, portanto

Posso reservar já dois bilhetes? Posso?

17
Nov14

Band Aid 2014 contra o Ébola

Fátima Bento

Lembram-se do Band Aid original, criação de Sir Bob Geldorf, tendo como propósito ajudar a mitigar a fome na Etiópia.

Este ano, Geldorf resolveu voltar a repetir a ação, desta vez em prol de ajudar contra o Ébola.

Eis o video clip:

E para contribuir - É ESSA A IDEIA! - 

façam o download no itunes 

e contribuam. 

NÃO É POR SER NATAL, é porque é preciso!

11
Nov14

Interstellar. Eu vi.

Fátima Bento

Interstellar-665x385.jpg

No sábado, no Almada Fórum. Entrei na sala, vi o filme, e saí da sala a pensar: foi um filme curto, deve ter tido pouco mais de 90 minutos...

Ponto prévio: sou pessoínha das que não gostam de Sci-fi. É pá não gosto, pronto. Acho que vem do facto de me ter dado a panca de ter tentado ler Isaac Asimov quando tinha 9 anos... apesar disso, as expectativas não deixavam de ser elevadas - por um lado, as produtoras eram só as

todas juntas.

O realizador era só o Cristopher Nolan. O protagonista, só o vencedor do Óscar de melhor ator 2013, Mathew McConaughey, e a actriz secundária, outra vencedora de um Óscar, Anne Hathaway.

(Único) ponto prévio negativo: o Inception não é um dos meus filmes favoritos, não lhe tirando a criatividade, nem a excelente realização de Nolan. 

NElKglWf0lVsos_1_3.jpg

O que é que eu vou dizer do filme: praticamente nada.

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Mas não vou poder deixar passar a oportunidade de afirmar que é muitissímo bom. Como não podia deixar de ser. 

interstellar+trailer.jpg

 interstellar-4.jpg

interstellar.jpg

Levantando um cantinho do véu, só vou dizer que o filme, que eu achava que tinha pouco mais de 90 minutos, tem a duração de... 169 minutos.

Quando um filme de quase três horas passa tão depressa que parece ter metade, alguma coisa está bem.

MUITO BEM.

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