Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

Porque Eu Posso

... e 'mái nada!

23
Nov18

Eu sei, ando fugida...

Fátima Bento

animal-koala-nature.jpg

E acho que vos devo pôr a par das últimas.

 

Cinema

 

No domingo fui ao cinema, ver Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald. Não vou dizer que mais valia ter ficado em casa, porque tinha de ver. E sei que também irei ver o próximo. 

No entanto, não gostei muito deste. A história é muito fraquinha, há tantos! efeitos especiais, computador, e chromakey (ok, este último é indispensável, senão não tínhamos monstros fantásticos...). Presumo que a coisa não possa ser feita de outro modo, mas o que eu gostei do primeiro não está neste... ou seja, dou-lhe três bolinhas, mas acreditem que estou a ser simpática. e não estou a ser justa com os outros todos que tenho visto... gostei da prestação de Johnny Depp: está um bom vilão, sóbrio sem os trejeitos habituais.

 

Música

 

E no meu telefone já toca Love, de Michael Bublé (e não toca mais nada, que enquanto não conseguir cantar as musicas todas, não largo o osso).

E perguntam vocês: ele vem cá, não vais ver?

Bom, antes de subirmos para o cinema, fomos à bilheteira da Fnac. Havia uma pequena fila, mas nada que  fizesse fugir. Os bilhetes para o concerto foram postos à venda no sábado e faltando praticamente um ano (10 meses e meio, vá) para o evento, achei que não teria problemas em conseguir ingressos. Chega a nossa vez: dia 30 está esgotado (pois. Burra. Claro que era muito provável!) mas temos uma nova data, dia 1. Pode ser? Ó minha senhora! Claro minha querida! Cá beijinho! (bem não dei beijinho, sosseguem, senão qualquer dia começava a andar com um cartãozinho do Júlio de Matos na carteira...).

E não é que conseguimos os lugares que queríamos? Bem, são as duas cadeiras ao lado das cadeiras que eu queria, mas se não me falha a memória, a visualização é excelente - fomos vê-lo há cinco anos atrás, na mesma sala aqui (é um post um nadinha histérico, cof cof, com fotos minhas, tiradas com um telefone assim p'ó miserável, que por acaso na altura era um HTC quase topo de gama...) e aqui.

Agora é só esperar até dia um de outubro... e tenciono chegar lá assim:

 

16560795_AaNWm.jpeg

(mas com outra roupa e mais cinco anos em cima. Mas com este corpito, pouco mais ou menos)

 

Saúde

 

Lembram-se que voltei a tomar anti depressivos? Eu calculei que a dosagem fosse baixa, mas experimentei. O efeito foi engraçado. Tive os incontornáveis dias de náuseas, mas foram só três ou quatro. E depois fiquei meio apática. Mexia-me, mas devagar. Não me sentia como antes, mas esta melhoria era relativa. Aumentámos a dose esta segunda feira. E agora, sexta feira, eu já sou eu. Ufa.

De forma que este sobe e desce da medicação deixou-me um bocadinho pouco capaz de vir aqui. Mas agora parece que a coisa se compôs!

 

Por isso a ver se nos próximos dias aqui a xafarica vai mexer. Tenho uns planos, mas vamos ver... Mas por agora, vamos todos concentrar-nos nisto: 

 

postais1.JPG

 

14
Nov18

Uau - um uau bom e um uau muito mauzinho (jeezz...)

Fátima Bento

baloons.jpeg

 

O blogue da minha Piccolina foi nomeada para os sapos do ano, na categora  blogues de animais. Quando lhe contei ficou parva! Leiam asua reação, aqui.

 

Quanto a mim, hoje fui ver um filme tão mau, mas TÃO mau, que amanhã conto. Irra! A foto do bilhete está no Instagram. Ainda não o seguem? 

 

Estão à espera de quê?

 

25
Out18

Pedro e Inês - a maior história de amor

Fátima Bento

pedroines.jpg

 

Ontem dei comigo numa sala de cinema meia (o que é fantástico, às 12:35h). Meia e descontraída, em que as pessoas começavam por procurar o lugar e eram aconselhadas pelos que já lá estavam, sente-se onde quiser!. É uma lufada de ar fresco - se há coisa quem me atrofia é uma sala de cem lugares com duas cadeiras ocupadas, e um marmanjo (ou marmanja) ligar a lanterna do telemóvel e procurar afanosamente o lugar... irra, que os outros 97 devem estar ali à porta para entrar, é que já começou a projeçao dos trailers e tudo... canudo!

 

E começa o filme. D. Pedro e o seu que-me-foge-a-palavra "professor" (tutor?), está a ensinar-lhe a história do pai e do avô e eis que entra António Lagarto, digo, D.Afonso e indaga sobre o que estão a debruçar-se, no melhor estilo declamatório, e eu - que coro de vergonha por contar isto, mas conto - sou assaltada pelo pensamento mas o que é que eu estou a fazer aqui, eu nao devia estar aqui!!! Eu. snob, me confesso: vejo cinema britânico, francês, italiano, gabo-me às vezes que prefiro cinema europeu aos blockbusters americanos (tenho fases em que dou um braço por isso), e até vejo o canal Sundance, não vejo cinema português.  

 

Depois daquele pensamento meio aflito que me apanhou distraída, fiquei quieta, dispensei juízos, e concentrei-me no filme.

 

Falar sobre este filme fica ali algures entre o facil e o francamente difícil. 

 

O fácil: é tão bom, que dói. 

Dificil é explicar porquê. Não devia ser preciso, pois não? Um é tão bom, devia chegar... mas este tipo de abordagem, pede uma analise mais detalhada. 

 

A forma como António Ferreira, o realizador, nos mostra de inicio, Pedro internado no hospicio, deixou-me, paginas tantas, a duvidar se este Pedro não seria uma "quarta personaegem" que servia de ligação às outras três: o D. Pedro, o Arquiteto Pedro, e o Pedro do futuro distópico. Porque a história contada é do amor de Pedro e Inês a sobreviver ao passar dos séculos, maior que a vida

 

Pormenores deliciosos: o que se passa no sec XIV, tão fiel quanto é possível. Depois o presente que não é facilmente situável no tempo: o pormenor da televisão a preto e branco no segundo apartamento de Pedro, tão anos 70, a camisa que usa na reunião na empresa de arquitetura que nos remete para os anos 60, a forma como a arquiteta Inês se veste, tão atual... António Ferreira apresenta-nos um presente transversal, porque não interessa realmente em que ano estamos, o amor de Pedro e Inês é eterno.

O futuro é uma distopia em que as pessoas vivem em comunidade com regras próprias. Mas o avião que passa - e não é um glitch do filme, é enquadrado - semeia-nos a dúvida, se não será apenas um grupo de fanaticos que se afastaram da civilização "normativa".  

 

Mas nada disso interessa realmente... o que interessa é que acompanhamos a magnifica história de amor de Pedro e Inês através dos tempos, e esta nos é apresentada de uma forma magnífica. A fotografia, a banda sonora, a forma narrativa que pontua o filme, tudo encaixa na perfeição.

 

Este filme DEVE ser visto. por tudo, e porque é português: orgulhosamente português!

 

24
Out18

Sobre coisa nenhuma, ou quase

Fátima Bento

clementines.jpeg

 

Hoje acordei meio entupida e toda moída. 

Chegou mesmo o Outono, e estas temperaturas de 26º já estão a fazer as alergias puxar febres baixas, que é do piorio.

Chatice.

Vai começar o braço de ferro - eu a sentir o corpo a pedir pára!, a e a insistir e a não parar. E o mau estar generalizado, assim tipo moínha, é uma gaita, não f***  nem sai de cima. Bah.

Tenho de ver se descubro um anti histamínico que ajude... a ver se passo no celeiro, propólis ajuda. Bom o meu terapeuta amanhã há-de indicar-me algo - para além de me mandar ir caminhar para a praia e inalar água salgada...

 

Bom, por via das dúvidas, e como prevenção vou fazer uma cura de vitamina C e aumentar o exercício físico (tenho sido uma vergonha nesse departamento, que até dá dó).

 

Depois logo se vê.

 

Mas agora, maltinha, agora vou ver Pedro e Inês. Último dia da festa do cinema - e o outro que tinha planeado para hoje, o francês Não deixeis cair em tentação, já o vi.

 

Até logo malta! Um iboprufeno e aqui vou euuuuu!!!!!

 

23
Out18

O primeiro homem na lua - Bom com maiúscula

Fátima Bento

f2046634a374829c3eb8df46d6efc53f97234567.jpeg

 

[Há uns anos atrás, quando tinha de fazer algo como falar em publico, eu não vacilava: avançava e fazia-o. Quem me visse veria alguém seguro, penso. 

O que não sabiam era o que se passava cá dentro... eu empurrava-me para a ribalta e ficava a observar-me de um espaço seguro, até que me fundia comigo, e fazia coro com o que defendia ou apresentava. 

Não será muito fácil entender isto, e mesmo que tente não consigo explicar melhor; é um mecanismo de defesa automatizado, presumo que provocado por um acontecimento ou situação traumáticos, que nos levam além do que é racionalizável]

 

E foi este comportamento que reconheci na personalidade de Neil Armstrong, como me foi apresentado no filme de Damian Chazelle. Ele tem uma capacidade de avançar, sempre, mas com um vazio no olhar, como se não estivesse realmente vivo. Como se a sua metade humana tivesse acabado aquando da morte da pequena Kate, e tivesse seguido viva a metade funcional, a que é capaz de fazer o que se lhe exige, e fá-lo com destinção, a parte que se compõe de equações matemáticas e previsões seguras. 

 

Este filme, que conta com um trabalho notável de Gosling, como um homem fraturado que quando sorri, o sorriso nunca lhe chega aos olhos - francamente um sério candidato a levar o careca para casa - é mais de que a história da primeira alunagem, mais de que a história da forma como a família viveu a ansidade de ter o marido e pai suspenso num imenso ponto de interrogação, mais que a história do astronauta: é a história do homem. Do homem quebrado que se reencontra ao completar a sua missão na lua - ali é a si próprio, a sua dor, e a libertação da mesma que descobre.

 

Damian Chazelle soma e segue,e Ryan Gosling está de parabéns com um P muito maiúsculo, Claire Foy não desilude, comprova que é uma atriz que continuará a dar mesmo muito que falar.

 

First man/O primeiro homem na Lua, é um filme obrigatório. Mas principalmente obrigatório também é olhar muito para alem do óbvio.

(a citação é minha, claro...)

 

21
Out18

Festa do cinema 2018 . querem saber o que eu acho que devem aproveitar para ver?

Fátima Bento

festa do cinema.jpg

 

Pois que é já amanhã (aqui a menina até andou a contar pelos dedos) que tem inicio a Festa do cinema 2018.

 

Trivia: esta será a quarta edição, tendo tido o seu advento nos idos de 2015, e vai decorrer de 22 a 24 de outubro. A Festa do Cinema é promovida pela APEC — Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas, com o apoio da FEVIP — Associação Portuguesa de Defesa das Obras Audiovisuaism, do ICA — Instituto do Cinema e do Audiovisual, e da GEDIPE — Associação para a Gestão Coletiva de Direitos de Autor e de Produtores Cinematográficos e Audiovisuais.

 

Irei então, amanhã, pagar €2,50 para ver O Primeiro Homem na Lua/First man. Se tudo correr de feição, terça feira será a vez d'A Mulher/The wife, e quarta Não deixeis cair em tentação/La priére. Três filmes, praticamente pelo preço de um.

 

Agora se estivesse no vosso lugar,o que irai ver? Depende bastante do que gostam num filme. Neste momento o meu top 3 em exibição tem, no primeiro lugar o tarantinesco Sete estranhos no El Royale/Bad times at the El Royale, seguido pelo óscarizável Assim nasce uma estrela/A star is born, e aposto também no filme que vou ver amanhã. Em exibição e para quem gosta de Marvel e afins, Venom (gostei mas não fiquei entusiasmada), para amantes de comédias, Johnny English (not my cup of tea...) e não olhem de lado para Busca obssessiva (uma excelente surpresa). E isto são só exemplos...

 

Por isso, se só vai ao cinema uma vez por ano (ou nem isso) porque é caro, aproveite estes três dias, em que o bilhete fica ao preço da uva mijona, ou quase. Se é um papa filmes como eu, aproveite, sempre vê mais alguns!

 

Não deixe escapar esta oportunidade e vá ao cinema!

 

Bons filme!

 

 

30
Set18

Post mimimi das 7:32h

Fátima Bento

Ai meus amores, aturem-me lá um bocadinho,que isto já passa (mas passa mesmo, não sou eu a a armar-me em valente...)

 

relógio.jpg

 

Acordei, pouco passava das 7:00h, com a ressaca antecipada de que hoje não ia ao cinema. É impressionante, o hábito de irmos ao cinema ao domingo é recente, mas eu já o enraizei de tal modo que a imprevisibilidade de um dia em que não sei o que vou fazer, mas sei que não é o habitual, me deixa a sentir à deriva.... e se vocês seguem a conta de Instagram sabem que eu não tenho razões de queixa, se há espaço que tenho frequentado, é esse!

 

Mas intelectualizando um pouco o que estou a sentir - vício que me vem de antes de fazer psicoterapia, mas que se refinou entretanto, e que se pauta por ter de dar uma explicação mais ou menos obviamente lógica a tudo - sei que esta inquietação não advém da quebra daquilo que já se tornou uma quase rotina para mim; é mais um reflexo da turbulência que vai aqui dentro com a aproximação do meu aniversário (48 horas and counting...).

 

Este ano não estou particularmente eufórica com o dia (não gosto do número, 51 é mnhé, enquanto que 52, por exemplo já é um número mais apresentável - e sim, eu bem sei que sou estranha), e decidi fazer uma coisa simples, ir almoçar a um restaurante de que gostamos, a três. Sem bolo (bom, já não tenho um bolo de aniversário há uns anos - e eu gosto tanto de bolo de aniversário...) sem velas nem parabéns.

 

Mas o chato, o mesmo chato, é que o cérebro, esse querido (#sóquenão) faz - ainda que em background - sempre, uma retrospetiva. E como é mesmo fofinho (#sóquenão), não se limita a fazer uma do último ano: vai recuando, recuando, até que nos começamos a sentir realmente desconfortáveis e não sabemos bem porquê...

 

De forma que se instala uma inquietação inexplicável, que nos corre nas veias, não nos deixa estar relaxados - e cada vez menos com a aproximação da data. É o não ter posição de estar no sofá quando estamos ver um filme na tv, é o adormecer tarde e o acordar cedíssimo porque a caixinha dos pirulitos não descansa.

 

E então vem aquela vontade de ir a correr enfiar-me numa sala de cinema porque naquelas duas horas é só o écran negro e eu, que me limito a ser a espetadora da vida alheia. A minha fica em compasso de espera. 

 

Para seguir, inevitavelmente, dentro de momentos...

 

28
Set18

Book Club - Do jeito que elas querem (perdido na adaptação do titulo, nossa senhora...)

Fátima Bento

Book-Club-Full-Banner.jpg

 

Este filme tem coisas boas. Não são muitas, mas tem.

 

Em primeiro lugar, o elenco. Quase ficamos cegos com o brilho que emana das estrelas (já sei, que raio de expressão...), mas a sério, são quatro GRANDES, muito GRANDES senhoras do cinema de todos os tempos, juntas nesta película. 

 

Uma sinopse telegráfica: Quatro amigas formam um clube do livro, e uma delas, na sua semana, decide introduzir para leitura obrigatória das quatro, o primeiro volume das Cinquenta Sombras de Grey... e digamos que a leitura vai mudar um pouco a vida das sexagenárias (e nas semanas seguintes, à vez, as amigas acrescentam o segundo e terceiro volumes).

 

Então vamos começar pelo começo: a adaptação do titulo original Book Club para Do jeito que elas querem (oy, isto não é português do Brasil?), que me parece de gosto duvidoso - é como se numa fonte pequenina dissesse - as mulheres, mesmo velhas jarretas, são umas maluuuucas!

 

Depois é o subaproveitamento de quatro grandes atrizes (e, exceção feita a Mary Steenburgen, 65, nenhuma é sexagenária - Candice Bergen e Diane Keaton tem 72 anos e a fabulosa Jane Fonda conta com 80 Primaveras...), num filme que não tem alma. É que nem consegue ser uma boa comédia. Esteve em exibição duas semanas e entende-se porquê...

 

E porque é uma pena o filme ser tão mauzinho? Porque aborda um tema tabu que tem de ser falado: a vida sexual na terceira idade, e isso é tão, mas tão importante. Uma boa franja da sociedade ainda olha para as mulheres a partir dos sessenta anos (e às vezes até menos) como pessoas que já não têm vida sexual, desejo. Claro que o sexo aos 60 não é igual ao sexo que fazemos aos 20, mas existe, e é muito importante que assim seja! E este filme fala nisso.

 

Era bom que Bill Holderman, realizador e co argumentista se tivesse investido em fazer um filme mais abrangente, desse um toque um nadinha mais serio ao assunto. E tivesse feito algo em que as quatro Grandes Senhoras pudessem de facto, brilhar.

 

Assim, e tendo em conta que The Old Man and The Gun, o último filme com Robert Redford (recentemente reformado como ator), que estreia entre nós dia 8 de novembro, também afina pelo seu diapasão (sendo já a segunda vez que o dirige), parece que se dedicou a fazer filmes com grandes lendas do cinema americano. Como se isso fosse garantia suficiente de sucesso e qualidade...

 

newsflash: não é!

28
Ago18

O que me ri ontem no cinema :)

Fátima Bento

Voltei ao cinema(!!!) depois das férias para ver um filme francês - a escolha até poderia parecer difícil, não fora eu ter um deles aqui em casa para ver (quem manda estrear filmes com mais de um ano de atraso???), outro me parecer uma história muito totó, e o terceiro já ter visto... é que estão quatro comédias francesas em exibição nos cinemas NOS neste momento!

 

da698ad5-3705-4851-b69b-a7709cf9fa24

 

Bom, mas o que eu queria mesmo ver era A minha família do norte/La Ch`tite Famille, e desta vez não fiquei desiludida, como fiquei na última

 

SINOPSE

 

NOTA: não vão pela sinopse dos cinemas NOS, que contém erros crassos!

Valentin D. e Constance Brandt são um casal de designers no auge das suas carreiras. Em preparações para uma exposição retrospetiva do seu trabalho no prestigiado Palácio de Tóquio, em Paris, eles não cabem em si de excitação e orgulho. Valentin, que nunca revelou as suas origens modestas, de forma a fazer-se passar como produto de uma cultura sofisticada e cosmopolita, vê a sua a família aparecer sem pré-aviso no dia de inauguração da exposição. Ato continuo entra em  pânico e tenta evita-los a todo o custo, mas debalde. Entretanto é atropelado e sofre um traumatismo craniano que o faz perder as memórias das últimas duas décadas. Assim, um homem conhecido pelo bom gosto e requinte transforma-se no campónio que fora 20 anos antes, quando abandonou a sua pequena aldeia, algures no norte de França. Esta súbita transformação deixa a família de sangue radiante, mas este vai ser um enorme desafio para Constance...

 

O sotaque/dialeto ch`tite, antes apresentado no filme Bem vindo ao norte/Bienvenue chez les Ch'tis  é extremamente difícil, e embora divertido, parcialmente incompreensível. E neste filme, o trabalho de legendagem, para o qual é chamada a nossa atenção logo no inicio do filme, está absolutamente soberbo! Se de inicio nos custa a ler, às tantas a coisa entranha-se e não só rimos do filme como da tradução... hilariante, faz jus ao filme que é divertido mas não parvo (como algumas comédias francesas às vezes conseguem ser).

 

Não vou falar de mensagens, nem tecer ilações profundas! Três razões para verem A minha família do norte:

 

  1. É divertido;
  2. Foge ao ridículo óbvio;
  3. A história é engraçada
  4. A tradução é de lamber os dedos!

 

Por isso, se querem aproveitar os últimos dias de Agosto e dar um pulo ao cinema, esta é uma excelente escolha. Vão por mim!

28
Ago18

Coisas boas das férias

Fátima Bento

20180807_114117.jpg

 - Centro geodésico de Portugal, Vila de Rei

 

Em retrospetiva, as férias tiveram coisas muito boas, a saber:

 

Comi que nem uma lontra. A serio... o meu excesso de peso não vem das refeições que faço, tanto quanto dos doces que ingiro, ansiedade oblige. Agora estas férias andei num virote gastronómico - e não deixei o crédito por mãos alheias: dos quatro quilos extra que trago, quatro mil gramas derivaram dos almoços e jantares mais copiosos e regados a branco ou rosé fresquinhos. 

E valeu cada grama... em setembro logo começo a tratar do assunto.

 

Vi um filme fabuloso. O Victor andava há anos a entrar comigo - e dizes tu que és cinéfila e nunca o viste (para que conste, nunca eu disse tal isso...) até que uma noite destas foi de vez: vi o Apocalypse now. E é tudo o que o hóme publicitou e mais ainda. Absolutamente icónico e totalmente inesquecível.

 

Atirei-me de cabeça para a piscina (todos a rir, que isso nem devia ser mencionado) - a serio, em cinquenta anos nunca tive coragem, mas este ano foi o ano, em modo repetição até confirmar que tenho tanto jeito para isso como para andar de monociclo. Zero em graciosidade, mas 20 em coragem! Sim, pipól sou um nadinha limitada (mas é só às vezes...)

 

Li um livro inteirinho - nas férias nunca leio, gosto de desligar os miolos. Mas como este ano não o consegui fazer, comi O Desaparecimento de Stephanie Mailer, devagar, que o livro não me deu vontade de o ler depressa (e ainda estou a tomar Gaviscon para digerir as horas que gastei a lê-lo). Quando cheguei ao fim, deviam ter-me dado um prémio - mas depois falo nisso.

Já o Victor leu dois: O Executor e A Vidente - a sorte que o homem tem em lhe chegarem às mãos livros pré selecionados, nem imagina...

 

De resto, memorável, memorável não me ocorre assim mais nada (é só publicar e hão-de vir à memória mais dois ou três itens, mas prontx...). Os quatro dias de piscina deram para relaxar - e trabalhar os músculos do corpazio - era vê-la a fazer piscinas... a serio, a piscina não é olímpica mas fazia umas quantas sem ficar ofegante nem me doerem os músculos no final do dia (acho que eles estão tão bem acondicionados em meio à massa adiposa que nem doem - aquilo é acolchoado de luxo!)

 

Para o ano há mais! Mas e que tal prolongarmos a sensação de férias depois de acabarem? Dicas aqui, amanhã. Agora vou amanhar-me que o cinema espera-me... 

 

Sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

...porque outubro é quando quisermos...

mini.JPG

 

Pesquisar

A ler agora

pet.JPG

 

... e também

xmas book.JPG

 

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Sigam-me aqui:

Bloglovin.JPG

 

Instagramem-me:

Aqui e agora